My Irresistible Secretary

9 Emoções à flor da pele POV Edward Cullen


Notas iniciais
Oi! Sentiram a minha falta? Finalmente trago o POV Edward para vocês. Quero agradecer imensamente a minha Brends (ohmykstw) pela recomendação. Amiga, eu te amo. Também quero agradecer o carinho da Jannáyra e da Raira, elas tem se mostrado leitoras especiais para mim. Adoro vocês! ♥ Capítulo dedicado especialmente para as três: Brenda, Jannáyra e Raira. ♥ Bem vindas, novas leitoras. Espero que aproveitem o capítulo, amores. Enjoy it!

POV Edward Cullen

Eu ainda continuava atônito, a cena que eu acabara de presenciar insistia em perpassar como um filme em minha mente. Meu cérebro não processava e nem queria aceitar o fato daquela mulher estar em outros braços. Meus dedos tamborilavam rigorosamente no volante e a dúvida martelava na minha cabeça. Será mesmo que aquele brutamonte (que mais parecia uma imitação barata do personagem Coisa) era seu namorado? Uma amizade colorida ou um caso sem compromisso? E se fossem apenas amigos? Impossível! Eu queria acreditar com todas as minhas forças que a última alternativa fosse a verdadeira, mas aqueles dois estavam íntimos demais para ser apenas um relacionamento amistoso.

Lembrei-me de certa vez em seu primeiro dia de trabalho, eu tive a ousadia de perguntar à Isabella se ela era solteira, algo que a mesma claramente confirmara. Mas este episódio foi há muito tempo, o suficiente para ela se apaixonar. Droga! A cena piscava como uma placa de néon em meus pensamentos, deixando-me cego e enlouquecido de ciúmes. A inveja apoderava-se de mim quando eu me lembrava daquele insolente fazendo o que eu sonho em fazer todos os dias com Isabella. Abraçar seu corpo, enlaçar sua cintura e puxá-la de encontro ao meu peito, sentir o perfume maravilhoso que emanava de seus cabelos, tocar sua pele macia e beijá-la na boca como talvez ele tenha feito. Esta última foi a cena que mais me deu nos nervos, apesar de eu não ter a certeza se realmente foi um beijo. Poderia ter sido apenas um beijo nas maçãs de seu rosto, mas isto não amainava a situação, pois o mais simples toque na minha mulher já era o bastante para me deixar possesso.

Parei de agir como um adolescente enciumado e resolvi sair do meu automóvel. Fechei a porta com demasiada força, a raiva ainda não tinha se esvaído totalmente, se é que ela tenha se dissipado em algum momento. Adentrei ao prédio empresarial com os punhos cerrados e pisando mais firme que o necessário. Os funcionários avistaram-me e logo pararam com as conversinhas fiadas ou qualquer outra atividade sem nexo. Aqueles idiotas me temiam como se eu fosse o demônio em pessoa.

Por que isso tudo? Meus empregados não deveriam estar à beira de borrarem as calças, pois há muito tempo eu não ajo com grosseria. Tudo por culpa da minha pequena feiticeira de orbes chocolates, pois a mesma transformou-me em um bobo apaixonado, a ponto de me fazer sentir pena por destratá-los. Balancei a cabeça querendo me dissuadir de tais pensamentos relacionados à certa mulher, antes que a mesma me tirasse dos trilhos.

Saí daquele transe e retornei ao presente. Victoria surgiu no meu campo de visão, levantou-se de sua cadeira giratória e seu corpo estava em um constante dilema entre direita e esquerda de tanto que os seus quadris rebolavam. Ela veio toda sorridente em minha direção com um decote altamente exagerado, percebi de longe quando ela abrira mais um botão da blusa de seda.

— Boa noite, Sr. Cullen. — a voz demonstrava uma pontada de malícia.

— Problema com os botões ou não sabe mais o tamanho das roupas que veste? — surpreendi-me com a acidez presente em minhas palavras, em outra época, eu levaria Victoria para a minha sala e praticaria obscenidades.

— Como? — seu rosto ficou vermelho e os lábios estavam trêmulos.

— Não banque a desentendida comigo, senhorita. Não acha que está vulgar demais para um ambiente de trabalho? — ela arregalou os olhos, totalmente bestificada. Encarava-me como se a situação fosse uma brincadeira de mau gosto. — Caso não tenha percebido, suas vestimentas estão apertadas e desproporcionais ao seu corpo. Além disso, estão em desacordo com o código da empresa.

Emmett chegara naquele momento, a tempo de pegar parte da conversa. Olhou-me confuso, esboçando surpresa em suas feições.

— Desculpe senhor. Nunca reclamaram das minhas vestimentas. — respondeu ela, visivelmente envergonhada enquanto abotoava a blusa.

— Pois trate de mudar o seu senso de moda a partir de amanhã. Não quero que empresas alheias e nem os nossos clientes pensem que temos um prostíbulo como setor.

— O senhor está me ofendendo! — ela vociferou com indignação.

— Você contribuiu para esta situação. Se não se sentiu confortável com o sermão, as portas da empresa estarão abertas para que saia na hora que bem entender. — Dei minha última palavra e retirei-me.

Victoria marchou de volta para o seu assento enquanto outros funcionários davam risinhos histéricos. Ela gritou rudemente, rechaçando-os.

Conduzi-me ao elevador e Emmett continuava embasbacado por causa da cena que presenciara anteriormente. Ele me fitou com um olhar interrogativo até o fechar das portas do elevador. O que deu no idiota do meu irmão para me encarar como se eu fosse de outro mundo?

Entrei no meu escritório e o perfume peculiar adentrou em minhas narinas, inspirei com satisfação. Incrível como o doce aroma de morangos ainda estava impregnado no ambiente. Se Isabella soubesse o quanto eu era louco pelo seu cheiro, pensaria duas vezes antes de passar por mim mexendo os cabelos sedosos e espalhando seu perfume no meu escritório.

Eu devia estar com um parafuso a menos para negar fogo, desde o dia que descobri minha paixão por Isabella, eu não estive com nenhuma outra mulher. Isso era um problema, eu só conseguia sentir desejos pela minha secretária e não me surpreenderia se a qualquer momento eu a atacasse em minha sala.

A última vez que estive com alguém, foi no dia da festa na casa dos meus pais, quando cometi o ato impensado de ter ido a um prostíbulo. Arrependi-me amargamente daquele ato, foi um erro. Enquanto eu estava com aquela garota de programa, eram as mãos de Isabella que o meu corpo queria sentir.

Eu deixei os meus casinhos de fim de noite de lado, visto que eu perdi totalmente o pique na cama com as mulheres. Meu corpo desejava apenas uma única pessoa. A mulher que, todas as vezes que me entregava algum documento, era capaz de me acender com o simples roçar de seus dedos em minha pele. Desliguei meus pensamentos relacionados à minha secretária, caso contrário, não conseguiria me concentrar no trabalho.

Retirei da gaveta do armário todos os documentos que eu precisaria analisar. Despi-me do paletó e o coloquei sobre o encosto da minha poltrona de couro. Acomodei-me confortavelmente em meu assento para analisar os devidos documentos.

Eu crescia cada vez mais e estava contente até ao âmago pela consolidação da minha carreira. A Cullen's Advocacy estava em sua melhor fase, expandia-se progressivamente com os diversos processos e casos a resolver. Neste exato momento, deparava-me com mais um caso de divórcio, incrível como estes prevaleciam em nossa empresa.

Eu começava a dar total razão para a perspectiva de Isabella, as pessoas realmente perderam a noção do que é certo e errado. Confundem seus sentimentos e praticamente já casam pensando na separação. Cometemos tantos erros! Tomamos decisões sem termos a consciência de que estaremos presos as consequências. Todos estes divórcios são evidências de decisões impensadas e erros cometidos.

Encontrava-me compenetrado na análise de um determinado processo quando batidas na porta me interromperam. Concedi a entrada e Emmett adentrou a sala. Aproximou-se e sentou à minha frente. Entrelaçou as mãos sobre a mesa e fitou-me intensamente.

— O que você quer? — perguntei de modo seco.

— Serei rápido, objetivo e irei direto ao ponto. — Para início de conversa, aquilo não estava me agradando em nada. — Que cena foi aquela que eu presenciei? Eu quero uma boa justificativa, pois eu não entendi absolutamente nada.

Meu irmão era brincalhão, palhaço e bancava o idiota muitas vezes, mas sabia ser ajuizado nos momentos certos. Eu sabia do que ele falava e o quão observador ele costumava ser, e por conta disso, não foi nada apropriado ele ter presenciado tamanha cena. No mínimo, ele achou estranho. Nunca parei para dar qualquer tipo de sermão em Victoria e agora eu o fiz. Isabella era a culpada, paulatinamente eu estava agindo diferente em determinados momentos, como por exemplo, em relação ao acontecimento que Emmett queria uma explicação a qualquer preço. Suspirei lentamente e passei as mãos nos cabelos nervosamente. Tentaria me esquivar dessa circunstância.

— O que há de errado nisso? Algum problema? Apenas fiz o meu papel de patrão, dei um sermão em nossa funcionária que estava agindo de modo incorreto. Ela trajava vestimentas inadequadas. — tentei soar o mais convincente possível.

— Este é o problema, Edward. Você nunca se importou com a maneira que a Victoria se veste ou se porta. Um sermão? Eu ainda não consigo acreditar. Em outra época, você traria aquela recepcionista oferecida para a sua sala e praticaria asquerosidades com as quais eu nunca concordei. Agora você está mudado, arrisco-me a dizer que está apaixonado por alguma mulher! — congelei.

Emmett estava sendo mais perspicaz que o habitual. Que tremenda saia justa! Como que eu conseguiria aparar as arestas da situação?

— Você está fazendo especulações sobre algo que não existe, Emmett.

— Ah é? Algo que não existe? — captei o tom de ironia na sua voz. — Então me diga, por que saiu bufando do seu carro quando viu sua secretária com outro no início da noite? — estaquei. Como ele soube disso?

— Você está vendo coisas demais. De onde tirou essa estupidez? — banquei o desentendido.

— Eu estava no hall de entrada do prédio, e presenciei o momento que você saiu carrancudo de dentro do seu carro, exatamente na hora que a sua secretária saiu acompanhada. Vai me dizer que a sua raiva era mera coincidência?

— Isso é maluquice! Você nem sabia o real motivo da minha raiva. Pare de elaborar deduções sem sentido ou acabará enlouquecendo antes do tempo. — eu não confessaria nada para o Emmett, ele que ficasse com as suas próprias conclusões.

Ele se levantou da poltrona com uma expressão impaciente no rosto.

— É tão difícil assim confessar que está apaixonado? Seu medo de tentar um novo relacionamento é um empecilho na sua vida. Você é teimoso, não dá o braço a torcer de maneira nenhuma. O que está esperando para enfrentar o seu medo e superar o maldito passado? A solidão te massacrar para criar coragem e correr atrás do tempo perdido? — Meu tenebroso passado veio à tona em minha mente, suas palavras golpeavam como faca as minhas feridas. Controlei-me com uma força inumana, eu não poderia fraquejar diante de Emmett agora. — Acho melhor se preparar, porque a mulher que irá ajudá-lo a enfrentar seu passado está mais perto do que imaginamos.

— Não estou com tempo para as suas piadinhas, Emmett.

Aquele impasse já estava me enervando e a situação de Emmett não era diferente da minha, ele travou o maxilar e pousou as mãos em punho sobre a mesa. Curvou o corpo de modo a ficar frente a frente comigo e olhou-me com a mais pura seriedade.

— Você pode tentar esconder de mim, da mamãe ou de qualquer outra pessoa que esteja ao seu redor, mas a si mesmo você não pode enganar. Não tem como vendar os próprios olhos, Edward Cullen. Não tem mais volta e não adianta tentar se enganar, você sabe que está apaixonado por Isabella Swan. O jeito que anda se comportando me impulsionou para vir aqui e jogar essa verdade na sua cara. Não seja covarde e nem fuja da situação, isso não combina com o irmão que eu conheço.

Emmett girou o corpo e com passos largos deixou a minha sala rapidamente. Encontrava-me completamente estático por conta das últimas palavras ditas por meu irmão. Ele tinha razão, eu não conseguia esconder os meus sentimentos daqueles que estavam ao meu redor, que dirá de mim mesmo. Era inútil tentar tapar o sol com a peneira.

Pendi a cabeça para trás enquanto passava as mãos das têmporas ao couro cabeludo, praticamente querendo arrancar as minhas madeixas.

Fiquei surpreso com o rumo que tudo isso estava tomando. Como que uma mulher tem o poder de virar a sua vida de cabeça para baixo de uma hora para a outra? Eu não tinha mais o controle dos meus atos, Isabella definitivamente estava sendo a minha perdição.

[...]

Quando retornei para o meu apartamento, já era tarde da noite, e com certeza Elizabeth já estava bem acomodada em seus aposentos. Adentrei em meu quarto disposto a relaxar o corpo, este completamente exausto e tensionado pelo turbulento dia. Retirei o paletó juntamente com a gravata e desabotoei alguns botões da camisa, meu corpo agradecia e relaxava gradativamente. Eu necessitava acalmar o corpo e a mente, e uma das maneiras de se obter isso, são por meio da água relaxante e dos sais de banho da minha hidromassagem. Mas antes, eu precisava de uma boa dose de uísque. Fui ao encontro de meu frigobar no canto do quarto e peguei a bebida. Virei a garrafa de uma só vez, bebi boa parte do conteúdo e aquilo relaxou os meus músculos por um breve momento.

Continuei bebericando algumas doses, mas ainda estava consciente dos meus atos, sóbrio o suficiente para me lembrar dos acontecimentos do dia. Cada lembrança perpassou em minha mente... Bella toda sorridente correndo para os braços de outro, ela se sentia feliz e contente por estar perto dele; o modo como os dois agiam, tão íntimos, tão próximos... A ira crescia descontroladamente dentro de mim. Lembrei das palavras de Emmett:

"O que está esperando para enfrentar o seu medo e superar o maldito passado? A solidão te massacrar para criar coragem e correr atrás do tempo perdido?"

E a garrafa sumiu das minhas mãos, atirei a mesma contra a parede. E então, em um momento de descontrole e desespero, arremessei todos os objetos que as minhas mãos podiam alcançar. Não! Eu não aceitava perder Isabella para aquele desconhecido.

— NÃO PODE SER! VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE ROUBÁ-LA DE MIM, SEU IMBECIL! ELA É MINHA!

Eu me sentia transtornado e completamente fora dos eixos.

— DESGRAÇADA! MALDITA! NÃO CONSIGO SER FELIZ POR SUA CAUSA! VOCÊ É O MOTIVO DOS MEUS MEDOS! VOCÊ É A CULPADA DESSA VIDA MISERÁVEL! VOCÊ É A CULPADA DE TUDO ISSO! — peguei um abajur e o joguei violentamente no chão.

Caí de qualquer jeito no piso e me afastei para o canto do quarto, encolhendo-me e abraçando os próprios joelhos. Foi naquele momento que notei alguém a mais ali.

— Filho, o que está acontecendo?

Elizabeth afagava o peito visivelmente assustada com a situação, seus olhos percorriam toda a destruição que eu causei. Ela veio em minha direção, tocou os meus braços e eu afastei as suas mãos.

— Deixe-me em paz, Beth! Eu quero ficar sozinho. — baixei a cabeça, escondendo-a entre os meus braços e joelhos.

— Sabe que não lhe darei ouvidos. Edward... Filho... Converse comigo, por favor. — a tristeza já tomava conta de seu semblante.

Meu corpo estava tenso, completamente rígido enquanto Elizabeth tentava inutilmente me abraçar. Por fim, baixei a guarda e me permiti ser ninado como há muito tempo ela não fazia. Um choro gutural escapava de minha garganta, numa mescla de raiva e tristeza. Ela afagava os meus cabelos e, na tentativa de me reconfortar, sussurrava que tudo iria ficar bem.

— Beth?

— O que foi?

— Lembra quando lhe perguntei sobre as sensações de estar apaixonado? — ela assentiu. — Eu estava buscando por respostas. Eu queria entender o que estava acontecendo comigo e somente agora eu pude compreender. Eu estou apaixonado. — confessei e ela sorriu.

— Por quanto tempo mais iria esconder de mim? Acha que eu não percebi? Você mudou muito ultimamente, mas eu deixei de mão e não quis perguntar nada. Não queria chateá-lo.

— Você e mamãe nunca deixam passar nada. São horríveis! — gargalhei e ela me acompanhou.

Logo o sorriso foi sumindo de meu rosto dando lugar a expressão de tristeza, eu estava um caco por dentro.

— E descobrir que está apaixonado não deveria ser motivo de felicidade? — ela questionou. — É a primeira vez que vejo alguém destruir um quarto em vez de ficar feliz.

— É complicado. — sorri fracamente.

— Ela é a culpada? — Beth olhava minuciosamente a bagunça que ficou o quarto.

— O quê? — perguntei de maneira confusa.

— Enquanto destruía o seu quarto, você dizia que uma mulher era a culpada dos seus problemas. Essa mulher por quem você está apaixonado é a culpada?

— Não, Tanya é a culpada.

Os olhos de Elizabeth ficaram fulminantes de repente. Ela tinha um ódio mortal, sua antipatia por Tanya só perdia para a de Esme, mamãe nutria um ódio bem maior.

— O medo do que ela fez comigo no passado me impede de me aproximar da mulher que eu amo como deveria. Tanya me destruiu! Sou um homem horrível por causa dela. — o choro rompia pela minha garganta novamente. — Ela matou o Edward que eu era. Quando tento mudar o que sou hoje por causa dela, ela retorna das cinzas do passado para atormentar os meus pensamentos, obrigando-me a ser um abominável que só sabe destratar as pessoas, principalmente as mulheres.

Beth desaprovou as minhas palavras e apertou fortemente o meu rosto entre as suas mãos.

— Para com isso e olhe para mim! — sustentei seu olhar. — Nunca mais diga uma coisa dessas! Você é uma pessoa maravilhosa, filho. Você age diferente com quem não lhe conhece, esconde quem você é de verdade para que as pessoas se afastem. Convivo com você todos os dias e sei o quão magnífico você é. Quando vai entender que você não vive em função da Tanya? Deixe de remoer dia após dia o seu passado, enquanto que ela, talvez nem lembre mais do que fez com você. O seu erro é achar que todos se igualam ao caráter dela, mas não é bem assim. Tenha a astúcia de viver destemidamente, querido. Corra atrás do tempo que perdeu! — suas palavras me acalentavam. Tocavam minha alma e coração profundamente.

— Você tem razão. Eu fui um idiota todo esse tempo. Deixei de viver a minha vida por causa dela. Talvez eu não esteja junto de Isabella justamente por medo, temia que o passado se repetisse novamente. Perdi tempo e não me empenhei em conquistá-la, não a chamei para sair e nem nada.

— Isabella? É este o nome dela? — assenti. — É um belo nome.

— E não é somente o nome. — não contive o brilho no olhar e Beth sorriu. — Será que eu ainda tenho tempo para conquistá-la?

— Nunca é tarde para tentar ser feliz, meu amor. — ela segurou as minhas mãos. — Conquiste-a! Se ela tiver que ser sua, será. Ela virá para os seus braços naturalmente. Mas por ora, você precisa de um bom banho e depois cama. — ela riu. — Terá que dormir no quarto de hóspedes essa noite, seu quarto ficou praticamente inutilizável. Amanhã darei um jeito nessa bagunça.

— Tudo bem. — Dei-lhe um beijo na testa de boa noite e fui me preparar para um banho.

[...]

Pingos de chuva ricocheteavam as vidraças do quarto que eu dormiria essa noite. Uma grande tempestade caía lá fora. Ri ironicamente. Hoje eu chorei tanto, que até o céu resolveu me acompanhar. Afastei-me da janela e me enfiei debaixo das cobertas quentes da cama. De repente, os momentos que passei com Isabella invadiram a minha mente. Sorri internamente. Elizabeth estava certa, nunca é tarde para tentar ser feliz. Passarei por cima do meu passado e lutarei com todas as armas para ter a mulher que amo ao meu lado, a minha Bella. Nunca fui homem de ser mero espectador, então entrarei em cena e lutarei por este amor.

Notas finais
Então? Gostaram? Quero as mais sinceras opiniões, por favor. Bjs da Lê. ♥