Ariel estava no jardim a espera dos detetives, meia hora depois eles chegaram.

–Oi- disse Ariel

–Oi-disse o moreno estendendo a mão pra ela.

–Oi- disse o loiro lhe dando um beijo no rosto. –Como está?

–A Lúcia, está morta-disse ela se sentando- Da mesma forma que o pai da Rachel.

–Eu sinto muito- disse o moreno- alguma pista?

–Não, mais eu tenho certeza de que vocês podem ajudar. — disse ela

–Tem?- perguntou o loiro

–Eu sei que vocês não são detetives, eu não sei exatamente o que são- disparou ela avaliando a expressão assustada dos dois.

–O que? Como chegou a essa conclusão?

–Eu não encontrei nada sobre vocês- disse ela calma- eu só quero saber a verdade.

–Você não acreditaria- disse o moreno com a expressão cansada.

–Vamos fazer um trato, eu conto a vocês como eu realmente cheguei a essa conclusão, e se eu estiver certa, vocês me contam a verdade.

–Tudo bem- disse o moreno.

Ariel estava disposta a esclarecer tudo, então começou:

–Eu não sei como nem porque, mas já há algum tempo eu venho sempre sonhando com vocês, na verdade são pesadelos, e quando eu vi vocês eu não acreditei, mas vocês são exatamente como eu sonhava.

Os dois estavam sem expressão alguma, então o loiro falou:

–E vocês tirou sua conclusão disso?

Ariel não deu atenção e continuou:

–Uma vez eu sonhei que você- disse apontando para o moreno. — Estava dentro de um carro com uma mulher que quase te matou, e você entrou numa casa com carro e tudo. Na mesma noite eu sonhei que você via uma garota pegando fogo no teto. Teve também a vez que vocês estavam no que parecia uma floresta e pra varia quase morreram, da ultima vez vocês estavam em um lago e um garoto tentava mata-los. Isso realmente aconteceu ou estou ficando maluca?-Perguntou ela olhando para eles que estavam atônitos, então o moreno disse:

–Como isso é possível? O que você é?

–A questão aqui é quem e o que vocês são. Disse ela

–Meu nome é Sam Winchester.

–E o meu é Dean Winchester-é Dean Winchester-disse o loiro que ainda parecia assustado.

–Eu estou certa então?-Perguntou ela- Agora é a vez de vocês, podem realmente ajudar a Rachel?

–Não quer saber da nossa historia?-Perguntou Dean avaliando Ariel.

–Quero, mas primeiro temos que ajudar a Rachel. Há como parar essas mortes?

–Olha-disse Sam-nós pesquisamos a historia da Bloody Mary e é verdade,mas só não entendemos poruqe o Sr Jhonson morreu,já que quem invocou o espirito foi o garotinho. -Ele fez uma pausa e depois continuou: — Geralmente esses espíritos têm um padrão para matar. A Lucia e o pai da Rachel tinham algo em comum?

–Não que eu saiba-Ariel respondeu automaticamente, ela ainda estava tentando digerir tudo o que ouvira. -Acho que devíamos perguntar a Rachel ou a Caroline.

–Então você vê o que descobre e voltaremos mais tarde- Disse Dean

–Aonde vocês vão?

–Eu e o Sammy vamos ver se descobrimos alguma coisa sobre o pai da Rachel. –Disse Dean entrando no carro- não vamos demorar.

Quase uma hora depois Dean e Sam chegaram e Ariel os esperava no jardim.

–E então? -Perguntou Sam saindo do carro e batendo a porta com força.

–Ei Sam não bata a porta do meu carro — Gritou Dean.

Ariel riu e disse:- Não descobri nada e vocês?

–Descobrimos algo que a Rachel não gostaria de saber- disse Sam com a expressão séria.

–Então? – Ariel já estava ansiosa para saber o que eles descobriram.

–Hum, primeiro temos que saber uma coisa importante. – Diz Sam que sorria com a curiosidade de Ariel- quem era mais unida com a Lucia?

–A Caroline, elas são primas.

–Nós podemos ir a casa dela agora?- Perguntou Dean abrindo a porta do carro para Ariel, Sam olhava para ele espantado. – Que foi? – perguntou rindo.

–Nada – disse Sam de cara fechada.

Quando chegaram a casa de Caroline, Ariel e os Winchester entraram na casa ,e Ariel se assustou com a palidez da amiga.

–Caroline, nós queríamos te fazer uma pergunta importante- Disse Sam quando ela os perguntou o que queriam.

–Pode perguntar.

–Você sabe se a Lucia já se envolveu em algum acidente grave?- quando Sam perguntou isso, ela ficou mais branca do que já estava.

–Não. — respondeu ela.

–Olha Caroline, se você sabe de algo, por favor, não minta pra nós. –disse Sam o mais sutil possível.

Caroline olhou para Ariel que lhe deu um olhar de incentivo, então ela começou:

–Há uns dois anos, Lucia e eu voltávamos de uma festa, a estrada estava escura e chovia, nós batemos em alguma coisa, quando saímos pra ver o , era um garoto de uns nove anos, ele estava desmaiado, nós o pegamos e o deixamos na porta de um hospital, mais ele não sobreviveu, nós...nunca contamos isso pra ninguém.

Quando ela terminou estava com a face coberta de lagrimas, a expressão de Ariel era ilegível, a sala estava em silencio absoluto quando Dean falou:

–Caroline, eu gostaria de pedir que você não saísse de casa hoje.

–Por quê? – Perguntou ela confusa.

–É mais seguro pra você- disse Sam- haja o que houver não saia de casa hoje. Ariel nós precisamos conversar com você a sós.

–Claro- disse ela- vamos lá pra fora.

Eles saíram e foram pra perto do carro, então Dean disse:

–Nós precisamos que você fique aqui e não deixe a sua amiga sair de casa, pode ser?

–Sim.

–O Sam vai ver se o fantasma esta na casa- Disse Dean olhando para o irmão que saiu parecendo contrariado.

–Ele pode ver fantasmas?-Deu pra notar a curiosidade dela.

–Nós temos um aparelho que detecta fantasmas. Mas ele pode sim. — respondeu Dean- Isso te assusta?

–Não. — respondeu ela séria. – Eu também posso ver fantasmas, só que antes eu achava que era minha imaginação.

Dean olhou para ela assustado, mas não disse nada, ela não pode conter o sorriso e perguntou:

–Isso te assusta?

–Não. — disse ele também sorrindo. –Eu só estava pensando, você vê fantasmas, sonha com coisa que acontece com pessoas que nunca viu.

Mas Ariel não estava prestando atenção no que ele dizia, só pensava em como ele era lindo.

–Ariel, está tudo bem?

–Ah sim- ela disse sem graça- olha aí vem o Sam.

Sam voltou e parecia satisfeito.

–Sem fantasmas- disse ele.

–Ótimo. E agora?- perguntou Ariel.

–Você vai ficar com a Caroline e...

–Eu acho melhor eu ficar também- interrompeu Dean. – Sabe, se o fantasma aparecer.

San revirou os olhos e puxou o irmão pro lado.

–Eu sei o que você quer Dean.

–Que isso Sammy, elas não podem ficar aqui sozinhas, é perigoso.

–Então eu fico.

–Vamos decidir na sorte então. Disse Dean pegando uma moeda e sorrindo– dessa vez eu vou ganhar. – cara.

Sam pegou a moeda e jogou, para a sorte de Dean, ele realmente ganhou.

–Eu disse que iria ganhar- disse ele sorrindo e voltando pra perto de Ariel.

–Eu não acredito que vi isso- disse Ariel rindo.

–Fazer o que né – disse Sam.

–E aí, quem ganhou? — perguntou ela.

–Eu- respondeu Dean, indo até o porta-malas do carro e pegando uma arma- só por precaução- disse ele a Ariel.

–E você Sam o que vai fazer?

–Descobrir onde está o corpo da garota- respondeu pegando a chave do carro com o Dean.

Ariel e Dean entraram para a casa e Caroline se assustou quando viu a arma.

–È só por precaução-disse Dean.

Eles se sentaram e a sala ficou em silêncio sendo interrompido apenas quando o telefone da Ariel tocou.

–Oi.

–Ariel onde você está?

–Ah, oi Jake. Estou com a Caroline.

–Combinamos de sair hoje, se esqueceu?

–Na verdade, acho melhor cancelarmos, te vejo amanhã beijo.

Ariel desligou o telefone e se sentou novamente.

–Porque vocês fazem isso?- Ela perguntou a Dean

–Digamos que é um negocio de família.

–Porque os nomes falsos? –Ariel não conseguia esconder a curiosidade.

–Se eu chegasse na sua casa e dissesse que eu sou um caçador de seres sobrenaturais o que você faria?- Perguntou ele.

–Colocaria você pra correr e o julgaria louco.

–Então por isso os nomes falsos.

–Você e o outro cara não são detetives?- Perguntou Caroline que até então estava calada.

–Não...

Dean parou de falar, pois ouvira um baralho estranho.

–O que foi isso? –Perguntou Ariel.

Dean pegou um vidro que continha uma substância branca e fez um circulo em volta das garotas, era sal, deu o resto pra Ariel e disse: — Não saia do circulo aconteça o que acontecer.

E ele saiu a procura do barulho.

Notas finais do capítulo

Espero que gostem :D

Ariel estava com Caroline dentro do circulo esperando por Dean, já fazia algum tempo que ele saiu para descobrir a origem do barulho e ainda não voltou. Ariel não aguentou mais esperar.

–Cáh não saia daqui, eu vou atrás do Dean – Disse Ariel saindo do circulo.

–Mas ele disse pra não sair daqui, aconteça...

–Eu sei, mas já faz um tempo que ele saiu e não voltou.

–Ariel estava a procura do Dean quando ouviu alguma coisa, o barulho vinha do segundo andar, ela subiu correndo seguindo o barulho, chegou em um quarto onde Dean estava caído e desarmado, havia também uma visão assustadora: uma mulher com um vestido todo rasgado, a face aterrorizante pois não havia olhos, e ela também tinha a garganta cortada.

Ariel não sabia o que fazer então instintivamente abriu o vidro de sal e jogou no fantasma que desapareceu de repente. Ariel correu para o lado de Dean.

–Dean você está bem?

–Eu disse para não sair do circulo- Disse ele se levantando e pegando a arma- Mas parece que você não me ouviu.

–Eu vim ajudar você!

–Deveria ter ficado onde eu mandei- disse ele irritado.

–Um obrigado seria...

De repente Ariel foi jogada e bateu com força na parede, a única coisa que ela ouviu foi o disparo de tiros, fazendo com que o fantasma desaparecesse , Dean a carregou para o andar de baixo e entraram no circulo de sal.

Dean pegou o telefone e ligou para o irmão.

– Me dê alguma noticia boa.

–Me encontre na casa da Rachel e desça direto para o porão.

–Ok.

–Eu vou com você. – Disse Ariel imediatamente.

– Não, você não vai- Ele disse palavra por palavra. – Já não basta você quase ter morrido lá em cima?

Ariel fez uma cara de frustração e Dean riu.

Dean saiu sozinho, mais depois de algum tempo Ariel saiu atrás dele.

O porão da casa de Rachel era um lugar cheio de espelhos de diferentes tamanhos e formas, Sam já estava lá quando Dean chegou,

–E então- perguntou Dean- porque estamos aqui e não em um cemitério?

–Porque para detê-la temos que destruir o espelho que estava com ela no dia do assassinato, é assim que ela se movimenta, através de superfícies refletoras. –Disse Sam analisando os espelhos.

–Então é só destruirmos todos os espelhos- disse Dean rindo como se isso fosse a coisa mais obvia do mundo.

–Não gênio, temos que destruir esse espelho aqui- disse Sam mostrando uma foto onde havia uma garota caída no chão e na parede tinha um espelho oval com uma moldura ao que indicava de cobre.

Dean e Sam procuravam pelo espelho quando Dean foi atacado sendo jogado no chão e ficando inconsciente. Sam começou a atirar no fantasma.

...

Ariel chegou no porão Dean estava caído e Sam estava ao seu lado ofegante jogando um espelho todo quebrado em uma sacola e jogando sal também, quando ele a viu a única coisa que disse foi:

–Acabou.