My Immortal
1 The Storm
MILEY NARRANDO
Todos estes erros que cometi me fizeram sangrar no meio da noite, todo este tempo eu vi ele se afastar cada vez mais, eu vi tudo queimar em segundos, não pude segurar ele comigo, porque o destino não permite que interfiram em suas escolhas. Agora, ele está com outra pessoa, Delta Goodrem, sua noiva, Nick está aparentemente apaixonado por ela, pediu-a em casamento há cinco meses, nestes cinco meses eu desisti de viver, eu só quero envelhecer rapidamente e morrer, não tenho coragem de me suicidar, mas se eu tivesse, eu já teria o feito há tempos.
Meu coração bate mais devagar desde que ele se foi, minhas lágrimas caem sem pedir permissão, ele sorri para fotos junto com sua amada noiva, ele é perfeito, eu o perdi e não consigo cair na realidade. Estou presa em um pesadelo amoroso, só quero acordar de tudo isto e ver que ainda tenho esperança, mas infelizmente, eu não estou em um pesadelo. Ele tem apenas 20 anos, ela tem 29 anos, será que ele é tão ingênuo a ponto de não perceber que ela quer arruiná-lo?
–Miles, você gosta mais do branco, do azul ou do preto? –Nick perguntou jogando na cama dele três ternos totalmente divinos, me acordando dos devaneios. Eu estava ajudando-o na preparação de sua parte do casamento, respirei fundo e fingi um sorriso amigável, ele sorriu de lado, olhei para os ternos cuidadosamente, queria que ele tivesse uma vida perfeita, mesmo que a minha vida fosse miserável.
–Acho que o preto com o lenço cor de vinho e a gravata borboleta preto vai ficar perfeito. –Eu disse e ele sorriu.
–Obrigado, ainda bem que minha melhor amiga é uma ótima mulher e sabe escolher roupas, porque se não eu iria me vestir que nem o Justin Bieber. –Ele disse, fingi um sorriso. Ele estava lindo, arrumando sua camisa xadrez preta com branco em frente ao espelho de seu quarto, na verdade, do futuro quarto do casal Nelta.
–Delta é uma mulher de sorte... –Eu pensei alto e sussurrei para mim mesma, Nick riu e se virou para mim, meu coração disparou e eu pensei em me estapear na hora.
–Desculpe, não ouvi direito, pode repetir? –Ele disse rindo.
–Eu disse que Delta deve estar super orgulhosa de você, ta se esforçando tanto para dar a ela um casamento perfeito. –Eu disse e ele negou com a cabeça.
–Eu to muito desajeitado, isso sim. To até pensando em enfiar minha fuça em um buraco e nunca mais tirar ela de lá de tanta vergonha que eu to. –Ele disse me fazendo rir baixinho.
–Por que da vergonha? –Eu perguntei sem entender.
–Minha melhor amiga ta aqui ajudando um homem de 20 anos a se vestir, vê se tem condições. –Ele disse e eu assenti.
–É... –Eu sussurrei e fiquei brincando com a gravata borboleta cor de vinho que estava em minhas mãos, fiquei dando nós nela, até que me prendi na mesma, tentei me soltar, não conseguia, meu polegar estava torcido, preto no laçinho da gravata e doía. –Nick... Me ajuda aqui por favor... –Eu disse e ele se sentou na ponta da cama, ao meu lado, me ajudando a tirar o nó, ele ria, sua mão encostou-se à minha, uma corrente elétrica passou por meu corpo, meu c0ração falhou por um segundo.
–Ás vezes você parece uma garotinha de cinco anos... –Ele comentou, me fazendo rir.
–Obrigada, Jerry. –Eu disse logo depois de ele conseguir me soltar da gravata, ele riu.
–Ninguém me chama de Jerry. –Ele comentou negando com a cabeça.
–Ta me chamando de ninguém, JERRY? –Eu disse destacando a minha pronuncia de Jerry.
–É claro que não... Se eu fizer isso, eu sei que você me castra. –Ele disse e eu assenti.
–Bom garoto. –Eu disse e ouvi meu celular tocando, me levantei e fui até a escrivaninha, onde estava meu celular, senti o olhar de Nick me seguindo, não sei por que, mas aquilo me incomodou um pouco, Nick ainda era um pouco tarado e intimo comigo mesmo noivo, ele era meio confuso, às vezes. Ouvi um assobio de elogio e mostrei o dedo do meio pra ele.
–Enfie! –Ele mandou, eu peguei meu celular e mostrei a língua para Nick. Atendi e fui para o corredor.
–Alô? –Eu disse, era Sel, minha amiguxa.
–Oi, vaca. –Ela disse rindo.
–Oi, trouxa. Como vai a minha fofa? –Eu perguntei me referindo a ela, ela riu.
–Tudo bem e você? –Ela perguntou e eu suspirei.
–Eu o perdi de vez, Sel. Eu não sei o que fazer. –Eu sussurrei um pouco triste.
–Owm, calma, linda. Ele vai notar a merda que ele ta fazendo, se preocupa não. –Ela disse, eu já havia contado para ela da minha paixão totalmente enlouquecedora pelo Nick, me encostei-me à parede do corredor, ficando de costas para a porta.
–Obrigada, goxtojinha. –Eu disse fazendo-a rir.
–De nada... Ixi... A bateria do meu celular ta acabando. –Ela comentou.
–Então, é melhor desligar ele, né, docinho? –Eu disse e ela bufou.
–Mandona, ok, tchau, te amo muito, beijos. –Ela disse rindo.
–Tchau, Sel. Também te amo muito, beijos. –Eu disse, ela riu e desligou.
–Quem a Senhorita Cyrus perdeu senhoras e senhores? –Ouvi Nick dizer fazendo sua voz de locutor, me virei e suspirei/bufei.
–Sabia que bisbilhotar é feio, Senhor Presidente? –Eu disse dando um peteleco nele, ele estava próximo de mim.
–Desculpa filha... –Ele disse e eu fiz cara de desentendida.
–Filha? –Eu perguntei.
–É você a partir de hoje é minha filha, Miley Ray Cyrus Jonas! –Ele disse me abraçando e bagunçando meu cabelo, me fazendo gargalhar.
–Jonas? Eu não quero ser filha da Delta. –Eu reclamei me soltando dele e fazendo birra.
–Ok, então sua mãe desapareceu... –Ele disse e eu ri, assentindo.
–É... Papai. –Eu disse rindo.
–Ok, minha garotinha. –Ele disse me dando um monte de beijos no topo da cabeça, eu batia nele.
–Para, seu idiota. Você ta noivo! –Eu disse dando tapa nele, ele parou.
–Que feio, batendo no pai... Vai pro cantinho da disciplina! –Ele disse apontando pro quarto dele, mas especificamente pra cama dele, eu abaixei a cabeça e fingi um choro, indo me sentar na cama dele, me sentei na mesma, ele gargalhava.
–Papai... De onde vêm os bebês? –Eu perguntei querendo zoar ele, ele fechou a cara e se sentou ao meu lado.
–Quando um homem e uma mulher se amam, eles tiram a roup... –Eu neguei com a cabeça e tampei a boca dele, apontei para a porta, onde Frankie estava lá, boquiaberto e com os olhos arregalados.
–MANHÊ! TODO ESSE TMEPO VOCÊ MENTIU PRA MIM! –Frankie gritou, descendo as escadas, destampei a boca de Nick, ele arregalou os olhos, nós começamos a gargalhar.
–Putz, agente fodeu a infância dele! –Eu disse rindo.
–Ferrou! Minha mãe vai me matar! –Nick berrou, eu gargalhei. Denise chegou com Frankie no quarto e empurrou Frankie na cama.
–Vocês começaram a explicar sexualidade, agora terminem! –Denise disse e Frankie começou a choramingar.
–O que é sexualidade? –Frankie perguntou, eu segurei o riso, Nick também.
–Ok, você ainda acredita na cegonha? –Nick perguntou.
–Não! É claro que os bebês nascem de sementinhas que os meninos colocam nas barrigas das meninas! –Frankie disse como se fosse óbvio.
–Ok, mas você sabe como os garotos colocam as sementinhas nas barrigas das meninas? –Nick perguntou, eu comecei a gargalhar, não conseguindo respirar.
–Como? –Frankie perguntou.
–Vem cá que eu te explico. –Ele disse, Frankie se aproximou dele, Nick começou a cochichar no ouvido de Frankie, que ficou verde.
–AHHHHH!QUE HORROR! EU VOU TER PESADELOS A NOITE! AHHHHHHHHHHH! MALDITOS HOMENS E MULHERES! AHHHHHHHHHHH! –Frankie começou a gritar, saindo do quarto e correndo pra fora de casa.
–O que houve? –Denise perguntou vindo até nós.
–Nick contou a verdade. –Eu disse gargalhando.
–Obrigada, Nicholas! –Denise disse dando um tapa no braço de Nick. –Miles, eu já vou indo, ok? Cuida desse paspalhão. –Ela disse me dando um selinho e indo embora, não havia mais ninguém na casa de Nick. Isso era meio desconfortável e confortável ao mesmo tempo.
–O Frankie nunca vai querer filhos... –Nick sussurrou quando paramos de rir.
–É... Você estragou a vida sexual do menino. –Eu disse pegando minha bolsa e meu batom. Fiquei de frente pro espelho e comecei a retocar a minha maquiagem, Nick olhava para o nada.
–Será que eu to fazendo o certo... Quer dizer, eu sou muito jovem pra querer me casar com a Delta? –Nick perguntou, guardei meu batom na bolsa e bufei.
–Sendo jovem ou não, eu não posso decidir isso, quem decide é seu coração. –Eu disse me jogando em sua cama, ele assentiu.
–Rimou, ficou uma boa letra de musica. –Ele disse rindo.
–É. Mas, se você ama ela a ponto de querer se casar, ter filhos, envelhecer e morrer ao lado dela, então faça isso. Mas, em minha humilde opinião, você é muito jovem pra se casar com uma mulher que logo irá completar 30 anos. –Eu disse e ele assentiu.
–Eu sei... Eu só fico pensando se eu to jogando tudo fora por uma paixão, e às vezes fico em dúvida sobre se eu amo ela desse jeito todo. –Ele sussurrou com a voz falha, bagunçando o cabelo sensualmente.
–Ah, Nick. Isso deve ser apenas stress... –Eu disse me fingindo de triste, mas por dentro eu estava dançando e rebolando no colo dele, cantando I Kissed A Girl da Katy Diva Perry.
–É... Deve ser mesmo. –Ele comentou assentindo. –Eu amo a Delta, ela é a mulher da minha vida. –Nick disse sorrindo bobamente. Senti como se uma facada acertasse em cheio meu coração, respirei fundo e tentei me acostumar com aquelas palavras, fechei os olhos, tentando sufocar o choro.
–Nick, eu tenho que ir... –Eu disse me levantando, segurando o choro, não queria que ele percebesse que eu o amava.
–Já? Eu ia te convidar pra jantar aqui em casa, comigo! –Ele disse me seguindo, eu peguei minha bolsa, uma lágrima escorreu por meu rosto, eu a limpei. –Hey, você ta chorando? –Ele perguntou, eu gelei na hora.
–Não... –Eu sussurrei com a voz sufocada pelo choro.
–Ta sim! –Ele disse me pegando pelo braço e me virando para o olhar, eu deixei uma lágrima escapar sem querer, ele a secou.
–Não, me solta... Eu... Eu não... –Eu comecei a gaguejar, ele me abraçou forte, respirei seu perfume delicioso e viciante, deixando as outras lágrimas caírem.
–Por que ta chorando? –Ele sussurrou, eu suspirei.
–Porque eu me lembrei do meu avô... –Eu menti.
–Oh, calma. –Ele disse, eu me soltei dele.
–Eu tenho que ir em... –Eu comecei a dizer, mas um raio caiu na rua, fazendo um estrondo enorme, que me fez gritar.
–Nessa chuva eu não vou deixar você ir embora, mocinha! –Ele disse pegando minha bolsa e colocando de volta onde ela estava.
–Eu quero ir! –Eu choraminguei, ele negou com a cabeça.
–Vamos jantar. –Ele disse me guiando que nem um trenzinho infantil para a cozinha, ele me fez sentar na cadeira, ele foi lavar as mãos na pia, secou-as e começou a cozinhar. Logo depois, o macarrão com queijo estava pronto. Comemos em silêncio, enquanto a tempestade lá fora só piorava. –Acho que você não vai embora hoje. –Ele disse tomando o suco dele, eu assenti.
–Mas, a Delta vai reclamar de eu ter dormido na mesma casa que o noivo dela! –Eu disse e ele negou.
–Ela não vai saber. –Ele disse. –Agora, vem. Vou te mostrar onde você vai dormir. –Ele disse se levantando, eu o segui, ele me mostrou o quarto de hóspedes, que era na frente do dele e da Delta. –Você vai precisar de roupas mais confortáveis... Dormir de calça jeans não é muito bom. E ta frio pra você dormir só de lingerie. –Ele disse quando eu tentei dizer que eu dormiria de lingerie. Ele saiu do quarto e entrou no seu, vi ele mexendo no seu closet, assobiando, ele voltou com uma camisa social.
–Eu não vou usar suas roupas, Nick! –Eu disse.
–Por quê? É só uma camisa social, não vai doer. –Ele disse jogando na cama a camisa social.
–Tenho respeito pelo seu noivado, então, nada de usar suas roupas. –Eu disse batendo o pé.
–Ta frio, ou você coloca essa camisa social, ou eu te arranco a roupa e coloco a força! –Ele ameaçou, eu bufei. –Tem produtos higiênicos novinhos lá no banheiro, ninguém usou, então, fica a vontade, ok? –Ele disse e eu assenti.
–Obrigada Nick, mas, quando a tempestade passar, eu vou embora, ta? –Eu disse e ele negou.
–Fica aqui até amanhecer, não quero que você dirija de madrugada. –Ele disse resmungão.
–Ok. –Eu disse prendendo meu cabelo em um coque mal feito.
–Boa noite, pequena. –Ele disse me dando um beijo na bochecha.
–Boa noite, Nick. –Eu disse, ele sorriu e saiu do quarto, fechando a porta, fui para o banheiro, lá havia toalha, escola de dentes, xampu, condicionador, enfim, tudo que se usa no dia a dia estava no armário. Tomei um banho, coloquei minha lingerie e coloquei a camisa social, adormecendo naquela cama de casal confortável...
CONTINUARÁ
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