My Holidays
4 Capítulo 3
Notas iniciais
I can feel his gaze even in a crowd.
And I can feel the effect it causes in me, even though unconsious.
There's something wrong here.
And I could never imagine that the wrong was so right for me.
First day
— Você sabia que a mamãe está no México? — a voz irritada de Roy soou atrás de mim, me obrigando a virar e encara-lo. — Pelo que eu sabia ela estava somente a duas horas daqui na casa de uma amiga, agora que liguei está no México.
— Sabe como ela é, Roy... Imprevisível e impulsiva. Não tem como seguir seus passos — dei ombros, agradecendo com um aceno o senhor que encerrava a conta.
— Porra, Felicity — resmungou, olhando-me com repreensão. — Não se incomoda o fato da nossa mãe andar como uma mulher de vinte anos? — indagou inconformado.
Mordi meus lábios, reprimindo o riso, e levantei os ombros. Resolvi não responder, pois ele sabia bem a resposta. Donna Smoak sempre foi um assunto complicado, do qual eu busco fugir, na maioria das vezes que há escapatória.
Ouvi Roy bufar baixo, logo em seguida sumir do meu campo de vista. Os outros funcionários já estavam chegando, e eu agradecia isso mentalmente.
Olhei de relance para a mesa um pouco mais atrás de mim e deparei a deplorável cena de Chloe sentada, juntamente com Oliver e o seu amigo. Não consegui ver o rosto do dono das iris azuis flamejantes, mas do moreno á sua frente sim. E ele estava com um sorriso enorme, que chegava a ser vermelhos – da cor do cabelo da Soolver – de tão malicioso.
Me segurei o máximo que pude, contendo minha vontade de ir até lá e perguntar se ela está confortável. Apenas continuei o meu trabalho, com um sorriso cortês.
Roy já havia ido; algo me dizia que ele não estava daquele jeito somente por conta da fuga de Donna. Havia algo mais refletido em seu tom.
— Felicity — Oliver me cumprimentou, juntamente com um aceno de cabeça, enquanto se sentava em frente ao balcão.
— Ah, olá, Oliver — estava concentrada em anotar algumas coisas do restaurante, porém, a partir do momento que ele disse meu nome, só saiu rabiscos.
Silêncio.
Esperei que ele dissesse mais alguma coisa, mas isso não aconteceu.
— Deseja algo? — perguntei no meu tom mais profissional.
— Que sua colega de trabalho não tivesse quase provocando um orgasmo no meu amigo — olhou de relance para os dois e eu fiz o mesmo.
Me engasguei com minha própria saliva ao perceber onde as mãos de Chloe estavam chegando. Ouvi uma fraca risada e olhei para Oliver, que ao contrario de mim, parecia se divertir com a situação.
— Pode me dar um suco, por favor? — pediu.
— Estou ocupada, mas você pode pedir ao Liam — sorri para o moreno que acabará de chegar ao meu lado, e indiquei com a cabeça para que atendesse Oliver.
— Um suco de laranja — disse e logo Liam se foi. — Algum problema? — perguntou. Ergui a cabeça procurando alguém com quem ele estivesse falando, mas ao constatar que só havia nós dois ali, deduzi que ele falava comigo.
— Nenhum — dei de ombros.
Tentei ao máximo focar na lista de compras para que o entregador fosse buscar. Sem Miles por aqui as coisas saem um pouco dos eixos, e normalmente é ele quem cuida dessa parte — assim como de varias outras. Todavia, quando o mesmo não está, ou eu ou Camille é que temos que nos virar.
— Então por que você não olha pra mim? — inqueriu e posso jurar que ele ergueu as sobrancelhas.
— Porque eu não tenho tempo para isso. Estou trabalhando, se não pode ver — dei a volta no balcão, afim de fugir dele.
Porém, antes que pudesse completar meu caminho, uma de suas mãos seguram meu pulso com força e delicadeza, me impedindo de sair.
— Fiz alguma coisa para você? — sua voz era doce e calma. Isso me irritou ainda mais.
— Além de estar me atrapalhando a seguir com meu trabalho... — olhei-o com ironia e logo depois fitei sua mão que ainda segurava meu braço, em um pedido silencioso para que me soltasse.
Por um breve instante ele apenas mirou meus olhos profundamente, depois soltou um sorriso de lado e me soltou, erguendo as mãos um pouco para o alto em redenção. Revirei os olhos e saí em direção ao casal que haviam acabado de chegar.
X x X x X x X x X
Soltei um suspiro assim que entrei no elevador. Reforcei o coque no meu cabelo e comecei a massagear minha nuca, enquanto esperava – ansiosamente – meu andar chegar.
Meu corpo todo dói e eu só consigo pensar em me jogar no sofá e assistir um filme de romance qualquer na televisão, enquanto devoro uma pizza. Mas meus planos vão por aguá a abaixo assim que me lembro de ter marcado com Ray e provavelmente ele chagaria em poucos minutos.
— Banho — cantarolei comigo mesma.
Joguei minhas sapatilhas em um canto qualquer do quarto e minha bolsa sobre minha cama. Não sei exatamente quanto tempo fiquei debaixo do chuveiro, apenas me dei conta de que já era hora de sair quando vi a ponta de meus dedos enrugar.
Me enrolei em uma toalha branca e com uma outra comecei a secar meus cabelos. Por um breve instante me permiti a imaginar o que de tão importante Ray gostaria de falar comigo. E ao pensar no Palmer instantaneamente pensei no Oliver – estranho, sei – e isso me assustou.
Os dois são pessoas tão diferentes. Mesmo não conhecendo Oliver, ele me parece o tipo de cara que reveza mulheres com os amigos e tenta descobri no final de uma noite de sabado com quantas conseguiu jogar seu charme. Já Ray é mais carinhoso, delicado... E isso me encanta. Nunca tive sorte com relacionamentos e Ray Palmer foi o primeiro, depois de muito tempo, por quem consegui me envolver.
Depois dos desastres dos meus antigos relacionamentos – dos quais eu sempre sai enganada e machucada – só quero manter distancia de pessoas como meu mais novo vizinho.
Meu telefone começou a tocar de maneira insistente no meu quarto e eu fui apressadamente até lá. Lutei contra a minha bolsa para enfim acha-lo e ver a foto de quem, até então, era um dos donos do meu pensamento.
E, Deus, quem me dera fosse só ele.
— Oi, Ray — falei de maneira desajeitada, enquanto equilibrava o celular e a toalha que secava meus cabelos.
— Está tudo bem? — perguntou e eu posso jurar que é por conta de minha respiração está ofegante devido a minha pequena maratona até aqui.
— Hum... Sim! Estou sim — respondi apressadamente.
— Okay — assentiu. — Estou ligando para pedir desculpas, não poderei ir até seu apartamento hoje. Me ligaram agora de ultima hora e pediram para que eu fosse até a empresa, e chegarei muito tarde — se explicou com o tom de voz calmo, mas havia certa culpa nela.
Mordi o lábio inferior formulando uma resposta rápida. De algum modo isso me deixou relaxada. Não estou afim de vê-lo hoje. Não sei dizer o porque, apenas não quero.
— Não, não, tudo bem. Eu entendo — balancei a cabeça, mesmo ele não podendo me ver. — Mas, o que você queria me falar mesmo? — tentei fazê-lo contar, mas falhei.
— Teremos outra oportunidade de conversar — afirma.
— Claro.
Com isso finalizamos a chamada. Joguei o aparelho eletrônico na cama e fiquei um tempo parada, perdida. Mas não demorou muito para que eu voltasse ao meu eu normal e fui em direção ao meu closet, pegando um short de pijama e uma blusa mais colada ao corpo. Meus cabelos já estavam mais secos, então eu apenas os amarrei em um coque desajeitado.
Fui até a sala e me joguei no sofá pegando o controle remoto e procurando um filme ou algum programa interessante. Depois de alguns minutos encontrei um que começaria em pouco tempo.
Como Ray havia acabado com os meus planos de pedir pizza – pois se eu pedisse uma hora dessas, demoraria um seculo para ser entregue – decidi fazer pipoca mesmo.
Peguei o pote de doce que havia comprado ontem e o levei juntamente com uma lata de refrigerante e a panela com a pipoca.
O filme já estava começando quando ouço baterem na porta. Bufo alto em irritação e me arrasto até lá, abrindo a porta. Me surpreendo totalmente ao ver quem é.
— Não vai me convidar para entrar? — ergue uma de suas sobrancelhas. Seu semblante é serio, mas consigo perceber o divertimento em seu olhar.
— O que você está fazendo aqui? — finalmente consigo dizer, depois de alguns segundos parada e calada.
— É assim que costuma receber suas visitas? — pergunta incrédulo e sou obrigada a revirar os olhos. — Deve ser por esse motivo que está sozinha em casa em uma noite de sexta — balança a cabeça em reprovação.
Respiro fundo e tento buscar em minha mente um único motivo que seja para que eu não o esgane agora mesmo, mas não encontro. Dou um sorriso sacana com isso.
Não tenho nenhum motivo para ser educada.
— Quem foi que disse que eu estou sozinha? — perguntei e cruzei os braços.
— Bom, eu não estou vendo ninguém por aqui — olha sobre meus ombros e, não satisfeito, coloca a cabeça para dentro do meu apartamento e olha de um lado para o outro e eu nem ao menos consigo o impedir, pois ele é mais alto que eu. — Como eu disse: sozinha — voltou a postura de segundos atrás, agora com um leve sorriso vitorioso.
— Eu acho que isso realmente não é da sua conta — digo indiferente. — Se você não for me dizer o que veio fazer aqui, então é melhor ir embora — solto mais um suspiro cansado.
— Tudo bem — se rende.
Oliver fecha a cara por alguns instantes e eu penso que ele estava gostando da nossa pequena "briguinha". Porém resolvi deixar quieto; não quero render mais assunto. Vi que ele procura algo em seu bolso e tenho minha confirmação quando ele tira algo de lá.
Algo meu.
— O que está fazendo com isso? — indago sobressalta e arranco de sua mão minha pulseira com pequenos pingentes brancos e dourados.
— Você deixou cair enquanto fugia de mim — explicou com o semblante calmo.
— E por que não me devolveu lá? — tento manter a calma, mas falho miseravelmente.
O que esse idiota gostoso tem na cabeça?
— Como eu disse, você estava fugindo de mim. Disse que eu estava atrapalhando seu trabalho, resolvi não interromper — respondeu de forma casual, como se sua resposta fosse a mais conveniente do mundo.
— Oliver, se você virasse para entregar uma coisa que é minha não iria me atrapalhar — falei totalmente irritada. — Ou então poderia ter entregado a alguém e pedido que dessem a mim.
— Nada disso — negou prontamente. — Eu encontrei e nada mais justo do que levar os meus devidos créditos por isso. E, falando nisso, ainda estou esperando um agradecimento — cruzou os braços, mostrando o quão serio esta falando.
Ergui o olhar incrédula não acreditando em suas palavras. Ele vai mesmo me fazer agradecer por devolver algo que pertence a mim? Cerrei os punhos e coloquei o sorriso mais irônico que consegui. Já me dei conta do jogo dele. Oliver gosta de me ver irritada; para ele é algo cômico, engraçado. Percebo isso pelo seu olhar e o sorriso que luta em esconder.
E eu vou fazer de tudo para tirar esse sorrisinho do canto de seus lábios. Irei oprimir minha vontade de esmagar seu pescoço e apenas sorrir.
Apenas sorrir.
— Meu herói — ergui as mãos para o alto. Minha voz é carregada a sarcasmo, mas tentei disfarçar na próxima frase. — Obrigada, Oliver — agradeci rendida.
— Bem melhor — sorriu satisfeito. — Agora... Não vai me convidar para entrar?
— O que? — arregalei os olhos. — Claro que nã-nã.. — recuou por um instante ao ver o sorriso satisfeito de segundos atrás tornar-se ainda mais largo. Droga, qual a necessidade que ele tem em me ver nervosa? — Entre, Oliver — dei espaço para que o mesmo passasse.
Seus olhos rapidamente encontraram os meus e eu vi a surpresa e aprovação neles. Deu um leve sorriso satisfeito e deu passos lentos, olhando em volta a todo instante. Revirei os olhos e fechei a porta.
— Espere aqui. Vou me trocar — anunciei, descontente, já indo em direção ao meu quarto.
— Por que? Está ótima assim — mesmo não o vendo, consigo sentir seu olhar penetrante em meu corpo e conto até dez para não virar e estapeá-lo.
— Só sente e espere, Oliver — pedi, semi cerrando os olhos e praticamente correndo até o quarto.
Fechei a porta em um baque e engoli um grito. Pelo visto minha noite tranquila havia ido pelos ares, realmente não tenho sorte.
O que esta mais me irritando nesse momento, sou eu mesma. Eu e esse meu gênio competitivo. Poderia expulsar o dono das orbes azuis da minha casa, mas ele me parece gostar de um caso complicado. Então serei mais fácil para que ele desista logo e me deixe em paz.
Tudo seria tão mais simples se eu não fosse tão inteligente e tivesse sacado a dele antes mesmo de me dizer uma palavra se quer...
Coloquei um short jeans branco e uma blusa um pouco mais solta, na cor vermelha. Muito simples, mas realmente não me importo.
Quando voltei para a sala Oliver estava sentado no meu sofá, com as pernas em cima da mesinha e comendo minha pipoca. Folgado!
— Me dê isso — ordenei, puxando de suas mãos a panela que até pouco tempo estava lotada de pipoca. — Que droga — praguejei irritada, sentando ao seu lado, mas mantendo certa distancia.
— Deixa de ser egoísta, loirinha — disse, olhando-me atentamente. — Você não pretende comer tudo isso sozinha, ou vai? — seu olhar exalava desafio.
— Sim — dei de ombros. — Mas em menos de três minutos você já comeu metade da minha pipoca — resmunguei e ele apenas riu.
— Você mora em Las Vegas... — começou, depois de alguns minutos em silencio, e fingi estar prestando atenção no filme, mas estava curiosa com o que ele tinha a dizer. — … Costuma ficar o final de semana comendo pipoca e vendo filmes de romance?
Evitei virar meu olhar, pois estava matador. Senti isso. Ele está me provocando ou querendo me deixar pra baixo?
— Se você bem sabe, passei o dia trabalhando e, bom, hoje não foi um dos meus melhores dias — suspirei, começando a me sentir mal com as lembranças. — Minha amiga está afastada do trabalho por conta de acidente estupido; Chloe me importunou o dia interior; meu irmão está bravo comigo e eu nem ao menos sei o porque e meu mais novo vizinho não me deixa em paz — eu falava mais comigo do que com ele, mas nessa ultima frase tive que virar para encara-lo ironicamente. — E para completar levei um bolo do meu não namorado — falei em meio a uma careta, entregando a ele a pipoca e esticando meu braço para pegar meu doce.
— Seu não namorado? — ouvi sua pergunta curiosa.
— Aham — assenti, enquanto molhava o dedo indicador com o doce e o lavava até meus lábios. — Por que não somos namorados — expliquei, enquanto lambia meus lábios. — Pelo menos não ainda — dei de ombros, voltando minha atenção para o pote de conteúdo deliciosamente distrativo. — Mas, enfim... Você está falando de mim, mas também está aqui, juntando comigo ao meu fracasso — sorri de canto, enquanto me virava para ele.
Oliver – além de um físico extremamente quente e olhos vibrantes – tinha um certo mistério escondido, e isso não faz muito bem para minha curiosidade.
— O que eu posso dizer? — soltou um riso humorado, enquanto jogava pipocas em sua boca. — Esse seu jeito marrento me encantou, e duvido que irei encontrar diversão maior do que olhar para essas belas penas — então seus olhos se fixaram nas minhas coxas expostas, por conta do short que subiu um pouco quando me sentei.
Arregalei os olhos e joguei nele uma almofada, ainda sem acreditar em suas palavras. Mas, não consegui controlar o rubor que se formou em meu rosto.
— Tarado! — exclamei incrédula, me levantando e ajeitando minhas vestes. — Você é mesmo inacreditável, Oliver — balancei a cabeça em reprovação.
— Sou apenas sincero — deu de ombros, não se importando com o xingamento. — Felicity Smoak, você com toda certeza tem belas pernas — disse com um sorriso arteiro, repetindo o meu ato de minutos atrás e afundando o dedo indicador em meu doce, levando até os lábios, sem tirar os olhos de mim. — Me fale mais sobre seu irmão — pediu, a pegando de surpresa.
— O quê? — soltou ainda confusa.
— Veja, perdemos o seu filme meloso — apontou para a televisão, onde já encerrava o filme. — Então, como sou uma pessoa... incrível — fechou os punhos o jogando para baixo, fechando os olhos brevemente, fingindo uma seriedade que não tinha. — Vou adorar saber mais de você, senhorita Smoak — confessou com um sorriso, fazendo-me sorrir também — mesmo que levemente – e corar.
— Você até que não me parece tão malvado assim, senhor Queen — sentou-me de frente para ele, vendo através dos olhos azuis masculinos seu reflexo, e sorri ao imaginar o porque de eles estarem tão brilhantes assim.
— Não se engane — me repreendeu. — Posso ser um garoto muito... muito malvado quando quero — sussurrou, enquanto se aproximava mais, escondendo um mínimo sorriso que insistia em nascer em seus lábios.
Me calei no mesmo instante, totalmente paralisada com a sua aproximação. Já conseguia sentir sua respiração quente bater contra a minha – se é que eu ainda respirava – e em um momento de lucidez, me levantei desjeitosamente, torcendo para que ele não percebesse o efeito que aquela à proximidade me causou.
— Tudo bem, vamos falar do meu irmão — cedi, depois de um tempo no meio de um silencio constrangedor. Queria quebrar aquele clima estranho que havia ficado no ar.
Oliver ainda estava parado no mesmo lugar, com o corpo levemente inclinado, mas ao ouvir minha voz pareceu voltar ao mundo real e se ajeitou no sofá com um sorriso simples e forçado.
— Okay — assentiu lentamente. — Podemos falar também do seu não namorado — ergueu uma das sobrancelhas, com o olhar fixo no meu. — Mas tome cuidado com o que diz... Sei ser bem ciumento quando... quando quero — deu um sorriso de menino.
— Vou fingir que não ouvi isso — resmunguei, enquanto ia até a cozinha.
— Você tem cerveja ou whisky aqui? — ouvi a voz dele inqueri da sala, mas não respondi. — Pode deixar, já achei — disse com a voz um pouco mais alta, para que eu ouvisse. Soltei uma risada, enquanto enchia um copo d'agua. — Você deveria pedir uma pizza. Por algum acaso já viu o meu tamanho? Não vai me distrair com pipoca e doce...
E ele continuou a falar e eu apenas ria.
De algum modo aquele cansaço ou tristeza havia ido embora, e mesmo temendo ou me odiando por isso, não podia negar que Oliver me trazia algo tão bom.... Algo que eu desconheço, mas que acho que vou gostar.
Sei que, talvez, me arrepender também.
Mas o que se pode fazer quando um homem desses bate na sua porta e pede para entrar? Você deixa. Mesmo sendo uma enorme burrice, eu deixei.
E é uma burrice maior ainda eu gostar de ter deixado.
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