My Hero. My Light.
3 Steve Rogers, finalmente aceito.
Notas iniciais
Como vocês já devem ter notado, eu estou repostando a fic. Pois estou alterando algumas coisas... E agora as atualizações virão juntas com a do FFOBS haha Então, quem quiser acompanhar por lá agora, também dá certo ♥
Então, aqui está o capítulo dois.
Espero que vocês gostem!
Ah, como era linda e extraordinária a tecnologia que seria apta a um futuro, que, talvez, estivesse perto de chegar. New York estava sendo a cidade prestigiada a dar esse passo, quero dizer, mostrar esse passo hoje. A exposição futurística que era dada no centro da cidade era bela, exuberante e glamorosa; as máquinas e outras várias coisas que lá tinham, poderiam deixar seus visitantes hipnotizados enquanto as apreciavam.
Mas como todo evento tinha uma atração principal, isso não poderia faltar também. Howard Stark iria apresentar um de seus geniosos projetos hoje, e, por isso, diversas pessoas se aproximavam do palco, onde por cima, estava um carro. Entre essas várias pessoas, somente duas ali nos interessavam: James Barnes e Steve Rogers. Um moreno alto e de postura contemplante, com uniforme de sargento em seu corpo, que deixavam claro a visão de seus músculos. E um loiro baixo e magro que vestia um blazer de paletó, que ficava obviamente grande em seu corpo pequeno.
— Hum, não vejo qual o problema, você vai ser o ultimo homem solteiro em New York. Sabe que tem três milhões e meio de mulheres aqui, né? — comenta Bucky ao lado de Steve, com um sorriso maroto no rosto, querendo animar o amigo.
— Ah, me contentaria só com uma. — suspira o loiro fitando o chão, assim não podendo ver o amigo levantar uma das mãos, acenando para duas garotas que estavam paradas mais à frente.
— Ainda bem que eu cuidei disso. — diz o moreno, sorrindo sem mostrar os dentes.
— Oi, Bucky. — a garota morena continua acenando de longe. Steve levanta os olhos e encara a cena, entendendo-a milésimos depois, e perguntando um tanto apreensivo:
— O quê você falou de mim? — Bucky vira sua cabeça rapidamente em direção ao amigo e diz:
— Só as coisas boas. — o loiro nervoso ajeita uma pequena parte de seu cabelo, que havia lhe caído sobre os olhos.
Uma voz gravada se faz ouvida, enquanto os quatro andavam pela exposição, olhando para tudo com curiosidade. Ao momento em que veem um palco, uma música toca ao fundo, ao mesmo tempo em que a garota morena se pronuncia, puxando Bucky pela mão:
— Eu não acredito; está começando! — afobada, ela puxa Bucky. Sua amiga loira, a que deveria estar acompanhando Steve, mas não estava; os segue. Enquanto o loiro fica para trás, mas vai pelo mesmo caminho, segundos depois.
— Senhoras e senhores, o Sr. Howard Stark! — uma voz feminina se faz soar, ao mesmo tempo em que Howard entra no palco, fazendo assim companhia às cinco garotas e ao automóvel vermelho; vestindo seu paletó preto e uma cartola.
Déborah, ao lado do palco, ri ao ver a roupa do amigo enquanto a plateia aplaudia-o animadamente; e seu riso aumenta, ao vê-lo beijar uma das moças do palco.
Howard tira um lenço do bolso, e limpa levemente a boca, ação que fez a amiga balançar a cabeça negativamente, ainda com um sorriso animado no rosto.
— EU TE AMO, HOWARD! — berra uma mulher que estava mais atrás, fazendo Déborah gargalhar.
— Senhoras e senhores, e se eu lhes dissesse que em apenas alguns anos, seu automóvel não vai mais precisar... — Steve oferece pipoca à moça que deveria ser sua acompanhante, mas a mesma recusa, lhe mandando um olhar feio — Encostar no chão mesmo. — já com o microfone em mãos, ele diz. Sua fala faz a multidão ali presente fazer “ohh’s” de surpresa, curiosidade e admiração.
As moças que eram – pelo que parecia – ajudantes de palco retiram as rodas do carro.
— Sim... — ele afasta o pequeno painel de controle. — Obrigado, Mandy. — agradece ao ver a mulher passar à sua frente, segurando uma das rodas. — Com a tecnologia Stark de inversão de gravidade, vocês poderão fazer exatamente isso. — ele aperta alguns botões do painel, e o carro vai se erguendo lentamente; todos encaram admirados e surpresos a obra de Stark.
Já Déborah fitava ansiosa o automóvel, esperando-o ir ao chão, ou explodir.
— Puxa vida. — comenta o Barnes, sem alterar sua expressão.
O Stark, vendo seu projeto flutuar a mais de meio metro do chão, sorri torto com satisfação e ergue uma de suas mãos em direção ao carro. Mas ao fazer isso, pequenas faíscas saem dos “motores” que estavam no lugar das rodas, que logo depois viram uma pequena explosão, fazendo o carro – para o “finalmente” de Déborah –, ir ao chão.
A garota ri internamente ao ver a cena, por sua vez sorrindo convencida para o Stark, que tinha olhado rapidamente em sua direção.
É, ela estava certa.
E isso era o bastante para irritar Howard pelo resto da semana.
— Eu disse alguns anos, não foi? — ele completa, não tirando o sorriso torto do rosto.
(...)
— Você foi incrível, Howard... — a Erskine fala, ao ver o Stark sair do palco — Um incrível pateta. — caí na gargalhada, enquanto o Stark somente revirava os olhos.
— Então a nossa queridinha Agente Grey conseguiria fazer melhor?
— Mas é claro que não! Eu sou uma cientista, não uma maluca. — fala, sentando-se ao lado do Stark, no pequeno sofá que lá, atrás do palco havia.
Howard lhe manda um olhar feio, que faz a morena rir levemente.
— Bem, peço desculpas por estar falando isso para você, Howard. — ela pede minutos depois, ao ver que o amigo nada falaria — Sabe que eu o admiro, né? — pergunta, colocando uma de suas mãos sobre um ombro do Stark, que, no mesmo momento em que essas palavras saem de sua boca, vira-se para ela com um sorriso maroto.
— Claro que sei. Eu sou Howard Anthony Walter Stark, chéri. — agora foi a vez da mulher revirar os olhos.
— Ahram, o modesto. — ainda sorrindo, ela se levanta do assento. — Mas então, fale-me, quando é que iremos pra base? — indaga começando a encarar o Stark, intensamente.
— Fale baixo! — exclama ele, olhando para os lados para constatar se ninguém estava ouvindo. — Pergunte ao seu avô, o Dr. Erskine. Afinal dessa fez é ele quem vai escolher a “cobaia”, não... A senhorita. — ao final na frase, Howard olha claramente de cima a baixo a mulher, atitude que faz a mesma bufar.
— Então irei fazer isso. — ela dá às costas ao amigo, e vai em direção à pequena escada, que a faria descer do palco onde antes Howard tinha se apresentado.
— Espere! Venha aqui. — a mulher para no meio do caminho, e se vira lentamente na direção do Stark, que mantinha um sorriso colado no rosto. — Vamos, venha. — e Déborah refaz seu caminho em direção ao amigo, à contragosto.
— O quê quer?!
— Oh, calma, Debby. — ela bufa levemente. — Por que está com tanta presa? — indaga a fitando, e sua mente lhe manda uma hipótese bastante peculiar. — Hm... Pelo que parece, a Agente Grey está procurando um certo rapaz, sim? — seu tom de voz era como de quem não quer nada, mas a pergunta fez com que a Grey arregalasse seus olhos. — AHÁ! Eu sei que estou certo. Não adianta negar, Srta. Grey. — foi a vez de o Stark virar-se de costas a Déborah, que ainda estava paralisada.
— O quê? N-não, e-eu não. — ela gagueja, não olhando para um ponto específico. — Ah, quer saber, isso não é da sua conta, Howard! — seu tom de voz se torna impertinente. — Mas se o senhor quer mesmo saber, Stark, eu lhe digo: eu ia somente procurar meu avô, está bem?!
— Ahram, claro que acredito. À propósito, pergunte a ele quando iremos para aquele lugar, certo?
— Isso era exatamente o que eu iria fazer, Howard. Mas então, por que não me acompanha até lá?
— Desculpe, senhorita, mas terei que recusar seu pedido. — ele encara descaradamente as dançarinas que entrariam no palco para se apresentarem.
— Tenho compromissos a serem cumpridos. — ele pisca para uma das moças, que, de resposta, sorri se insinuando.
A Grey revira os olhos mais uma vez, antes de sair da parte de atrás do palco com o objetivo de achar seu avô.
(...)
Déborah andava à procura de seu avô, aproveitando para observar maravilhada as invenções que podiam ser vistas pelo caminho. E foi durante essa caminhada que ela pode ver – sendo iluminados por uma luz amarelada –, as palavras: UNITED STATES ARMES SERVICES. E logo abaixo em negrito: RECRUITMENT.
Ela passou alguns segundos encarando a gigantesca placa, antes de caminhar em sua direção. Ao entrar no local, aquele cheiro bastante familiar adentra em suas narinas; um monte de cabelos loiros bastante arrumados podem ser vistos; uma voz irritada é escutada por seus ouvidos, mas, mesmo assim, ela a reconheceria em qualquer lugar.
Seu coração dispara rapidamente, como se a qualquer segundo fosse ter um infarto ou sair pulando por aí. Seu corpo inteiro fica paralisado; seus olhos arregalados; suas pernas ficam bambas e sua respiração fica levemente ofegante.
Ele estava ali.
— E o que quer que eu faça?! Recolha sucata com o meu carrinho vermelho?! — há poucos metros atrás de Steve, o avô de Déborah aparece, encarando a cena intensamente. Mas a Grey ainda não tinha prestado atenção a esse fato. Seus olhos ainda estavam pregados na figura loira.
— É, por que não?
— Eu não vou ficar numa fábrica. Bucky... Bucky, meu amigo, tem homens sacrificando a vida — Steve fitava James com determinação — eu não tenho direito de fazer menos do que eles, é isso que você não entende. Isso não é por mim.
— Sei... — Bucky balança levemente a cabeça negativamente com uma expressão séria ocupando seu rosto — Você não tem nada a provar, né? — Déborah deixa de fitar por alguns segundos a discussão dos amigos, e foi nesses míseros segundos que seu olhar encontrou as orbes castanhas de Abraham.
“Oh, céus... Não... Não... acredito.” Foi o que ela pensou ao conseguir decifrar o olhar do Dr. Erskine.
— Vem, Sargento! — de fora do local, a mesma garota que estava acompanhando Bucky se faz ouvida. — Vem, vamos dançar! — o Barnes bufa rapidamente, antes de se virar para a porta, lugar onde Déborah estava próxima, e falar:
— Tá, já estou indo! — ele volta a fitar o mais baixo e vai se afastando aos poucos do mesmo — Não faz nenhuma burrice até eu voltar.
— Como eu poderia fazer? Está levando a burrice com você. — sua expressão ainda era meio irritada, mas Bucky e Déborah conheciam Steve o bastante para saber que a raiva dele já tinha passado.
— Você é um chato. — o Sargento volta a se aproximar, e abraça o amigo.
— E você é um idiota. — Steve lhe dá dois tapinhas nas costas, e milésimos depois o abraço termina. — Tenha cuidado. — ele dá uma pausa, como se estivesse pensando em dizer outra coisa, e assim adicionou: — Não ganhe a guerra até eu chegar. — seu tom de voz parecia ser realmente de como alguém que dá uma ordem, e de fato, era. Bucky somente faz continência, com um pequeno sorriso ocupando o canto de sua boca.
— Vamos, meninas. Vamos dançar. — e o Barnes sai, acompanhado da morena e da loira.
Como Déborah sentia orgulho de Steve quando ele agia assim, tanto que nem pôde evitar que um suspiro apaixonado saísse de sua boca. Gesto que foi muito bem observado pelo Dr. Erskine, que passou a fitar a neta e ao pequeno homem loiro repetidamente. E Déborah, ao finalmente sair de seu momento apaixonado, nota essa ação e novamente seus olhos ficam esbugalhados.
Droga.
Instantes depois, Steve – ao ver seu amigo sumir de sua visão –, vira-se e caminha mais adentro do local, passando ao lado do doutor sem encará-lo, como se ele fosse um estranho. E era. Ainda era.
E quando a cabeleira loira não pode ser mais vista por Déborah, a mesma quase que literalmente corre em direção ao avô, que ainda estava parado no meio do curto corredor. Para ela, aquele olhar que Abraham Erskine tinha lhe mandado significava muita coisa. Ou melhor, somente duas coisas.
Duas coisas que talvez mudassem muita sua vida. Primeiro, Déborah conhecia muito bem seu avô, e por isso sabia, ou melhor, tinha certeza que Steve tinha o deixado intrigado e ao mesmo tempo... Admirado e curioso. E segundo: seu avô tinha finalmente descoberto quem era ele. Aquele que ela sonhava. Aquele com quem ela morria de vergonha de falar. Aquele que ela tinha medo de revelar seu nome; Abraham tinha, depois de tantos anos, descoberto quem era a paixão de sua neta. Porém, Déborah não sabia se isso era uma coisa boa ou ruim.
— Oh, Déborah... Por que você não me contou? — ele a fitava por cima dos óculos, com um olhar intenso e também divertido.
— Hã... bem.. eu... não sei exatamente... acho que... hã... não... Não consigo explicar. — tentou ela, não deixando de gaguejar por um segundo sequer, e tentando não encontrar o olhar, que, para ela, parecia deveras intimidador do avô materno.
— Tudo bem, tudo bem. — o Erskine, com o objetivo de acalmá-la, coloca uma de suas mãos sobre um dos ombros da neta. — Não precisa ficar assim, Debby. Acalma-se. Eu até o achei... Um bom rapaz. — a garota para seu “discurso”, atônica, fitando o mais velho por alguns segundos sem piscar.
— Hã... Certo — fala com o tom de voz não mostrando certeza alguma. — Certo. — repete, porém com mais confiança presente em seu tom.
— Um pequeno rapaz... Com bastante atitude. — ele lhe manda novamente aquele olhar, e ela suspira, sabendo que não haveria o que dizer contra a ideia que ela tinha absoluta certeza que rondava a cabeça de seu avô.
— Eu apoio o que o senhor está pensando, Dr. Erskine. — declara minutos depois, suspirando pesadamente. Ela sabia que se tudo desse certo, Steve ficaria curado de sua doença.
E se participar do projeto iria trazer algum beneficio a ele, ela não lhe poderia negar de maneira alguma. Ela faria qualquer coisa que estivesse a seu alcance para curar o loiro.
O Erskine somente sorri, e depois de virar-se de costas para a neta, segue o mesmo caminho que o Rogers.
Ela faria... Não faria?
(...)
Steve estava no momento sentado em uma maca marrom, esperando o doutor voltar. Ele vira a cabeça um pouco para trás e vê a placa: IT IS ILLEGAL TO FALSIFY YOUR ENLISTMENT FORM. Ao ler o aviso, pega seus sapatos que estavam no chão, e senta em uma pequena poltrona. Ele já tinha tentado se alistar mais de cinco vezes seguidas, e a partir da segunda vez teve que começar a falsificar seus documentos, já que só era possível se inscrever uma vez; mas, como nunca era aceito, foi obrigado a ter que fazer isso. Afinal, ele nunca desistiria.
Quando já estava perto de terminar de calçar o primeiro calçado, um militar se põe dentro da cortina, fazendo com que Steve se assustasse, mesmo sem demostrar muito a surpresa que isso lhe causou.
Eles dois passam segundos se encarando, antes de um homem – que aparentava já estar um pouco velho – também passar pela cortina bege. Ele carregava uma pasta entre as mãos, encarando Steve fixamente enquanto o mesmo não entendia absolutamente nada.
— Então... Você quer ir para Weimar, matar nazistas? — Abraham falou calmo, como se perguntasse que jogo de beisebol passaria hoje no rádio.
— Como disse? — Steve matinha sua expressão séria, entretanto, ainda não estava entendendo o que estava acontecendo.
— Doutor Abraham Erskine, eu represento a reserva estratégica científica. — o cientista se aproxima do loiro, que fica de pé, e os dois se cumprimentam com um aperto de mão.
— Steve Rogers. — o mais baixo se apresenta ao doutor, que somente assente com a cabeça indo em direção à maca onde antes Steve estava sentado.
Ele coloca a pasta sobre a maca, e a abre.
— De onde o senhor é? — indaga o Rogers, chamando a atenção do Erskine.
— Do Queens, rua setenta e três e ala medontropia. Antes disso, Alemanha. — ele para por um segundo, antes de adicionar: — Isso lhe incomoda?
— Não! — Steve respondeu rapidamente, ainda de pé em frente à pequena poltrona.
Abraham deixa de fitar o loiro, e volta sua atenção para os papéis que estavam contidos dentro da pasta, antes de dizer: — De onde o senhor é, Sr. Rogers, hm? De... New Haven? Ou Paramus? — Steve abaixa o olhar rapidamente — Cinco exames, em cinco cidades...
— Talvez seja a ficha errada. — ele corta o doutor rapidamente, com seu olhar preso na pasta.
— Não, não estou interessado nos exames e sim nas cinco tentativas. — o doutor abre seu palmo e faz um “cinco” com os dedos. — Mas não respondeu a minha pergunta... — ele fecha a pasta, e se aproxima de Steve antes de novamente perguntar: — O senhor quer matar nazistas? — Abraham para na frente do loiro, o encarando fixamente. O mais novo passou alguns segundos calado, antes de se pronunciar:
— Isso é um teste?
— É sim. — Abraham assente com a cabeça.
— Eu não quero matar ninguém, não gosto de tiranos, não importa de onde seja. — o Erskine segura um sorriso de satisfação ao ouvir a resposta dada pelo rapaz. Agora ele tinha certeza: era quem ele procurava.
— Bom, já há tantos homens grandes lutando nessa guerra, quem sabe precisamos de um rapaz pequeno, hm. — o cenho do Rogers franze levemente. — Posso lhe oferecer uma chance — ele vira-se para trás e abre as cortinas, saindo do pequeno recinto — Só uma chance.
— Eu aceito. — exclama Steve, seguindo o doutor até a mesa.
— Ótimo. — a pasta é novamente aberta por Abraham. — De onde é o rapaz pequeno? — ele volta rapidamente sua atenção para Steve — de verdade — adiciona antes que o mesmo respondesse.
— Do Brooklyn. — um carimbo é marcado no papel, ao mesmo tempo em que Steve lhe respondia, sendo totalmente sincero pela primeira vez desde que começou a tentar se alistar.
— Parabéns... — o Erskine coloca a pasta nas mãos de Steve — soldado. — e sai do cômodo, com um mínimo sorriso ocupando seu rosto.
E ao mais velho fazer isso, o Rogers abre a pasta alaranjada, não contendo um suspiro alto que saiu de sua boca, ao ver as letras IA carimbadas no papel.
Ele finalmente havia conseguido ser aceito.
***
Os dedos de Déborah batiam repetidamente na mesa de madeira, de maneira sincronizada e ansiosa. Já havia chegado em casa há algumas horas, e nada de seu avô aparecer. Oh Deus, ela estava com tanta coisa na cabeça!
Abraham tinha descoberto quem era o cara do qual era apaixonada, depois de todo esse tempo sem saber quem era o mesmo. Mas não era isso que a deixava assustada, mas sim a reação do Erskine. Ela imaginava que seu avô iria rir da cara dela, e fazê-la procurar se apaixonar pro outro homem. Mas, na verdade, deu a entender que sua reação foi exatamente ao contrário do que ela definhava. Ele apareceu... Apoiar a sua escolha. E bem, ele nem conhecia Steve de verdade, só o havia visto somente nessa conversa – pelo menos era isso que ela achava –, e já estava simpatizando com o rapaz. Ah, Debby só tinha a agradecer.
Mas mesmo assim as coisas ainda não estavam totalmente resolvidas. Ela ainda não tinha – nem achava que teria – coragem para revelar seus sentimentos ao Rogers. Ridículo, ela sabia.
E agora, ao que tudo indicava, ele iria participar do projeto supersoldado, o SEU projeto. Lógico que ele teria que passar pelos testes como todos os outros soldados que haviam se alistado no período, mas, pelo que ela pôde interpretar do olhar de Abraham Erskine, sua escolha já estava feita.
E digamos que ele não é um homem de voltar atrás com suas escolhas.
E por causa disso ela estava nesse momento sentada em uma das cadeiras da sala de sua casa, esperando Abraham, que ainda não havia voltado da feira, ou melhor, da sua conversa com Steve.
A porta é aberta, fazendo-a acordar de seus devaneios, e ao ver quem era o visitante, corre em sua direção.
— Vô... Como foi? — pergunta, não contendo sua curiosidade.
— Digamos.... Que há um novo soldado entre nós... Um pequeno homem, mas, mesmo assim, um homem de bastante coragem. — ao ouvir essa fala sair da boca de Abraham, a moça pula em seus braços, o abraçando fortemente. — Você tinha conhecimento que ele já tinha feito cinco exames? — ele indaga, soltando-se devagar do abraço e estreitando os olhos para a neta.
— Ahn... Sim. — confirma lentamente, também afastando-se, um pouco sem jeito.
— Exames com dados falsos? — ele prolonga a pergunta, dessa vez deixando um sorriso aparecer no canto de seus lábios secos.
— É. — responde novamente, envergonhada.
— Fez bem, minha neta. Fez bem. — fala apoiando a ação de Déborah, fazendo o caminho para seu próprio quarto.
— Como? — ela pergunta, ficando confusa pela fala do avô.
— Oras, se ele estivesse preso, não teríamos um rapaz com tamanha coragem e determinação para participar do nosso projeto. — ele solta uma piscadela para neta, antes de fechar a porta de seu aposento. Deixando uma Grey sorrindo orgulhosa na sala.
Steve tinha conseguido realizar seu sonho.
E bem, se ele estivesse feliz. Ela também estaria. Sempre.
Notas finais
A Taaci tirou os erros, eu apaguei alguns parágrafos, adicionei outros... então?
O quê acharam?
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