➺ Barry's POV

Já sabia o que tinha que fazer. Sophie estava do meu lado como sempre esteve, e isto me dava forças para abrir a porta que escondia o rosto de Eobard. Respirei fundo, e pude ver que ela fez o mesmo antes de segurar minha mão. Parecia tão nervosa quanto eu. Quando a porta de abriu, ele estava sorrindo.

— Sabe, demorou uma hora a mais para você se decidir. E olá, Sophie. — Ela apertou minha mão forte.

— Então, como isso funciona? Seu grande plano?

— Vejo que decidiu o certo. Bem, não é tão grande assim. Na verdade é bem simples, só usamos o acelerador de partículas. — Eu deixei escapar uma risada.

— O acelerador de partículas. A ultima vez que usou causou uma explosão que feriu muitas pessoas

— Dessa vez o acelerador irá funcionar, exatamente, da maneira que foi projetado. Exceto, em vez de duas partículas movendo-se em direções opostas, colidindo na velocidade da luz no anel interno, nós iremos injetar apenas uma partícula no acelerador.

— E eu colidirei com ela.

— E se puder ir rápido o bastante, Barry, se puder colidir com a partícula com velocidade suficiente, você abrirá um buraco no tecido da realidade. — Eu sorri de tão absurdo que tudo parecia. — E criará um portal desta era, para infinitas eras!

— Um buraco de minhoca... — Sophie disse, o que fez ele sorrir.

— Exatamente.

— E se ele não for rápido o bastante?

— Se o Barry não atingir a velocidade desejada, ele morrerá.

— E o que você quer em troca? — Eu perguntei.

— Uma máquina do tempo... — Sophie sorriu, e então olhou surpresa.

— Sério? — Ela perguntou, parecia um pouco animada com a história, mas logo fez uma cara irritada.

— Sim... Como sabem, eu perdi minha velocidade, não consigo controla-la o suficiente para viajar até minha era. — Ele continuou explicando sobre a máquina, no qual deveria pedir para o Cisco verificar. Assim que ele terminou, Sophie me encarou pensativa.

— Precisamos conversar, Barry. — Sophie me puxou, fechando a porta atras de nós. Ela me arrastou até os outros onde me obrigou a dizer tudo o que aconteceu. Dr. Stein parecia muito animado com a viagem no tempo, e Cisco estava muito preocupado.

— Você nunca correu tão rápido assim. — Caitlin disse, e todos concordaram.

— E se ele não atingir a velocidade necessária? — Joe perguntou. — Eu estou imaginando um inseto colidindo com um para-brisa. O quão certo estou?

— Muito certo, creio eu. — Dr. Stein disse, e Sophie se sentou, abaixando a cabeça.

— Vai funcionar. — Eu disse, me agachando na frente dela, no qual ela deu um sorriso tímido e preocupado.

— Por que você faria algo assim? — Cisco perguntou, e Sophie levou sua atenção a ele. Me levantei, e coloquei minhas mãos em meus bolsos.

— Você sabe o por quê.

— Eu não estou nem um pouco interessado em ajudar a te matar.

— Preciso que faça algo, Cisco.

— E o que seria? — Cisco revirou os olhos.

— Uma máquina do tempo. — Cisco me encarou interessado com a boca aberta.

— Continue.

➺ Sophie's POV

Uma mulher loira e muito bonita me guiou até o escritório de meu pai, onde ele estava conversando com alguém, parecia uma ligação importante. Ele acenou para mim, e pendurou o telefone. Ele se levantou e me abraçou.

— Que surpresa maravilhosa, querida. Esta tudo bem?

— Sim... Eu só estive pensando que o senhor esta trabalhando demais. — Ele deu um sorriso de canto, e me encarou confuso. — Por que não tira folga hoje? Um jantar romântico com a Ammy... No outro lado da cidade... Bem longe.

— Do que esta falando?

— É que... — Depois que Dr. Stein descobriu sobre a possibilidade de criar uma singularidade, um buraco negro na cidade, meu pai virou minha prioridade por trabalhar do lado dos Laboratórios S.T.A.R.S. Eu queria muito dizer a ele sobre tudo, e assim ele ficaria seguro, mas não tinha coragem de dizer. — Você está muito velho sabia? — Dei uma risada tímida, e ele sorriu. — Me prometa que não irá trabalhar hoje?

— Querida... — Ele parecia pensativo encarando o seu relógio. — Eu prometo. — Eu pulei de alegria, e o abracei.

— Eu te amo, pai. — Ele beijou minha testa.

— Eu te amo, querida.

Olhei para o relógio e vi que estava atrasada para o casamento da Caitlin com o Ronnie. Fiquei muito feliz coma noticia, e era muito fofo ver os dois juntos. No caminho me encontrei com Mike, que correu em minha direção.

— Ei, podemos conversar?

— Ah... — Olhei do novo para o relógio. — Eu estou atrasada.

— É que... Você não ficar lá, certo?

— Do que esta falando?

— Você me disse sobre o buraco negro, e que eu ficasse longe, mas você não vai.

— Eu preciso ficar.

— Mas sua vida vai correr perigo!

— Eu não ligo. E é apenas uma possibilidade de acontecer. Talvez tudo fique bem. Mas por precaução... Você fica longe. — Disse apontando para ele, e dando meia volta.

— Eu não posso te deixar. — Ele agarrou minha mão, e me fitou.

— Eu amo o Barry. — Ele me soltou, e colocou as mãos nos seus bolsos. — E ele precisa de mim. — Ele concordou, e olhou para o prédio onde meu pai trabalha.

— Quer que eu fique de olho nele? — Eu sorri.

— Isto seria ótimo. — Ele acenou, e saiu com um sorriso tímido.

➺ Barry's POV

Ronnie esperava Caitlin junto com Dr. Stein que faria a cerimonia. Joe estava do meu lado, e do lado dele estavam Cisco, Iris e Eddie. Fiquei feliz com eles, em ver que estava tudo bem. Agora eu precisava consertar as coisas com a Sophie. Olhei para trás, e ela trazia Caitlin, que estava linda em um vestido de noiva, e um buque de flores amarelas. Ela possuía um sorriso maior que o rosto enquanto caminhava para Ronnie. Sophie a deixou com ele, e veio do meu lado.

— Se estiverem de acordo, queria pular o hebraico. — Martin disse, e todos sorrimos. — Aprendi muito sobre a união de duas vidas, neste ultimo ano. E apesar dos avanços da ciência, somos parte do mistério que une duas pessoas através do amor, algo que ainda é tido como mágico. Sr. Ramon as alianças, por favor. — Cisco pegou logo as alianças, e Caitlin entregou o buque para Sophie, que aceitou tímida. Ver ela com o buque me deixou emocionado, e imaginei ela vestida de noiva. Ela seria a mulher mais linda. Eles pegaram a aliança, que não era uma aliança de verdade, e colocaram um no outro.

— Eu te devo uma de verdade. — Ronnie disse.

— Não preciso. Tenho tudo e todos que preciso bem aqui. — Ela disse com um grande sorriso olhando para todos nós. Se tudo o que houve neste ano nos trouxe aqui... Valeu a pena. — Me lembrei de tudo com o Dr. Wells, e sobre minha mãe. Meu sorriso desapareceu, eu não conseguia. — Eu te amo Ronnie.

— Eu os declaro marido e mulher, pode beijar a noiva.

— Não me diga o que fazer. — Ronnie disse, a agarrando e dando um beijo apaixonado. Sophie sorriu, e segurou minha mão, levantando o buque com a outra. Todos bateram palmas sorrindo. Deixei um sorriso escapar, mas que logo desapareceu com os pensamentos que me perseguiam.

Vesti meu traje, me preparando para correr, para salvar minha mãe. Todos vieram se despedir.

— Certo, haverá três de você lá. — Cisco veio até mim. — Você do futuro que salva o pequeno Barry do Flash reverso. E o você de agora. Lembre-se, espere o você do futuro te tirar de lá. E então você salva sua mãe.

— Moleza. — Sorri, e ele sorriu também. Ele me segurou pelos braços.

— Que a força de aceleração esteja com você. — Ele se retirou, e então Caitlin me abraçou, em lágrimas. Fui até Joe, que estava sorrindo.

— Adeus, pai. — Ele começou a chorar, e me abraçou.

— Adeus, filho. — Ele saiu do meu abraço, e encarei Iris.

— I ris...

— Não precisa dizer nada, eu já sei. — Ela veio até mim, e beijou minha testa. Ela sorriu, e eu também. Ela foi até Eddie, no qual acenei para ele. Ele sorriu e acenou também. Encarei Sophie, que estava com os olhos vermelhos e um sorriso tímido no rosto. Fui até ela, e a encarei por alguns segundos. Encarei aquela beleza na minha frente, a beleza que eu poderia perder. Ela segurou minha mão, e aproximou seu rosto.

— Eu te amo Barry. — Eu não aguentar e sorri, eu estava tão feliz em ouvir aquelas palavras. — Eu te amo desde a primeira vez que te vi sentado naquela varanda. Desde o momento que você me aceitou na sua vida. — Ela sorria e chorava ao mesmo tempo. — E todos os dias com você foram os melhores para mim. — Eu comecei a chorar, e ela se aproximou para me beijar. Eu a beijei como se fosse o nosso ultimo, talvez seria. — Espero que sua nova vida , a vida que vai ter, seja boa. E que te faça muito feliz.

— Você também. — Eu a segurei meus braços, e todos sorriam. Ela se retirou de meu abraço, e continuava com seu sorriso encantador.

— Vá salvar sua mãe. — Ela disse, e eu concordei, enxugando minhas lágrimas. Abri a porta e entrei, encarando aquele corredor infinito na minha frente. A porta se fechou atras de mim.

— Lembre-se, Sr. Allen. — Martin me explicava novamente o que devia fazer. — Quando atingir a velocidade e abrir o buraco de minhoca, você só terá um minuto e cinquenta segundos para salvar sua mãe e voltar. Ou então...

— Eu sei. — Eu disse, e encarei Wells dentro de sua prisão.

— Tem o nosso futuro em suas mãos, Sr. Allen, e sei que você consegue. Agora... Corra, Barry. Corra! — Respirei fundo, e encarei o corredor novamente. Não pensei, apenas corri, o mais rápido que conseguia. Meus pés flutuavam enquanto fazia. De repente tudo ficou diferente.

— Eu estava te esperando para levar Barry para casa. — Era a voz de Iris.

— Parece que ele ficará conosco um tempo. — Joe falava, e percebi que isto se tratava de minha memória, na qual aparecia na minha frente como em uma tela de TV. Vi Sophie quando pequena, sorrindo, com uma flor de papel em seus cabelos.

— Barry, o que esta vendo agora é o seu passado, presente, futuro. Tudo. Precisa se concentrar onde quer ir. — Vi meu primeiro beijo com Sophie, vi meu pai na cadeia. — Concentre-se naquela noite. Lembre-se da sua mãe. — Fechei meus olhos, e tentei me lembrar.

— Hora de dormir, batedor.

— Pai! Mãe!

— Barry, fuja! — Comecei a ver tudo daquela noite na minha frente, e apenas corri em direção. Não pensei em mais nada, além da minha mãe. Quando parei, estava em meu quarto, meu quarto quando criança. Vi todas as minhas coisas, meu aquario, e isto me tirou um sorriso. Eu consegui!

— Mãe! — Ouvi eu quando pequeno no andar de baixo, estava acontecendo. Fui até a sala ao lado, e abri um pouco a porta, onde pude vê-la. Minha mãe. Vi o meu eu do futuro, que me encarou e então acenou para eu parar. Vi tudo em câmera lenta, o momento em que ele me pegou, e correu para me salvar. Meu pai caído no chão, desmaiado. Minha mãe gritando ao ver que eu desapareci. Fui fechando a porta, lentamente, com lágrimas em meu rosto, e um aperto no meu coração.

— Barry! Não! — Vi Eobard pegar a faca e ir em sua direção. Fechei a porta, não aguentando a dor que sentia. Ouvi ele a esfaquear, ela gritar, a faca cair no chão, e então ele correr. Abri a porta, e a vi agonizando no chão. Me aproximei, e segurei seu braço.

— Está tudo bem. Você está bem.

— Por favor, meu filho e meu marido? Eles estão bem? — Ela dizia chorando, tentando aguentar sua dor.

— Eles estão bem. Estão seguros. Eu prometo. — Segurei sua mão, e então ela me encarou.

— Quem é você?

— Eu sou... — Não conseguia parar de chorar, não conseguir falar. Engoli meu choro, e respirei. — Eu sou o Flash.

— Eu não entendo. — Eu retirei minha máscara, e sorri.

— Você parece com o meu pai. — Eu sorri, estava feliz em ouvir isto. Mas ver ela daquela forma me deixava angustiado, e minha lagrimas voltaram.

— Isso não fará sentido, mas sou eu, mãe. Sou o Barry.

— Barry? — Ela sorriu, e começou a chorar.

— Seu Barry. — Ela colocou a mão em meu rosto, e sorriu, aquele sorriso lindo que pensei nunca mais ver.

— Meu lindo garoto.

— Tive uma segunda chance de voltar aqui, e... Dizer a você que estou bem. O papai e eu estamos bem. E nós amamos você. Eu amo você. — Meu coração estava dolorido, e meu rosto encharcado de lágrimas. Ela sorria com tudo o que eu dizia, enquanto acariciava meu rosto.

— Eu amo você. Meu doce garoto. Tchau. — Sua respiração começou a ficar lenta. — Adeus. — Seu coração batia cada mais fraco. — Adeus, Barry. — E então tudo parou. Ela se foi, de novo.

— Mãe. — Eu a chamei, mas ela não respondia mais. Não conseguia parar de chorar. Deitei minha cabeça nela enquanto chorava. Eu não consegui.

Sophie's POV

Barry desapareceu! Cruzei minhas mãos rezando para que ele esteja bem. Vamos Barry, você consegue!

Na minha frente estava a máquina que Cisco criou, era redonda e pequena, nada do que eu imaginava. Joe apontava uma arma para Harrison Wells, vestido de amarelo, que se aproximava, e Cisco estava do meu lado.

— É linda. — Ele disse, encarando a máquina com um sorriso. — Rip Hunter ficaria impressionado. Ele construiu a primeira dessas. Um homem interessante. — Encarei o portal e andei até ele. Tinha uma cor azul bonita e interessante. Ele começou a brilhar e um capacete saiu dele, parando nos meus pés.

— O que é isto? — Eu disse assustada, me virando para Wells, que mordeu os lábios.

— Esta é a minha deixa. — Agarrei o capacete de ferro, e percebi nas laterais o que parecia uma asa dourada. — Obrigado Cisco. — Wells chamou minha atenção, ele estava na frente de Cisco com um sorriso.

— Nunca mais volte. — Ele encarou Joe, e então veio até mim.

— Adeus Sophie. Foi bom os tempos que passamos juntos. — Ele sorriu, mas não consegui dizer nada, ele era um homem desprezível para mim.

— Adeus. — Deixei escapar enquanto ele entrava na máquina. Me afastei e fui até Joe, me virando para a máquina que flutuava agora. Ela se virou para o portal, esperando o momento certo.

— Trinta segundos. — Stein disse nos alto falantes. Joe me envolveu em seu braço, e encarou o portal, ele estava tão preocupado quanto eu. O portal brilhou novamente e Barry saiu dele, indo em uma grande velocidade para Wells. Com o impacto fomos jogados para trás.Quando ergui minha cabeça Wells estava jogado ao meu lado, e Bary do lado dele, gemendo de dor.

— Você não a salvou! — Wells disse se levantando. — Por que? — Barry se levantou também, com uma certa dificuldade. — Por que?! — Ele gritou.— Você poderia ter tido a vida que queria! Você poderia ter tudo o que queria! — Barry olhou para minha direção e então voltou sua atenção a Wells om um sorriso.

— Eu já tenho.

— Não por muito tempo. — Wells colocou sua máscara, e foi para cima do Barry. Não conseguia me levantar, e não conseguia entender o que acontecia pois tudo o que via eram raios vermelhos e amarelos. Quando consegui me levantar, Wells pressionou Barry contra a parede, e começou a disparar vários socos nele.

— Para! — Eu gritei, mas era inútil, ele nem ao menos exitou por um segundo. Barry levantou a mão, para eu parar.

— Não venha perto. — Ele disse, e Wells parou, levantando seu braço, apontando para nós.

— Só para você saber, eu vou matar você, e depois vou matar eles, e depois o seu pai, talvez eu mate a Sophie por ultimo... Eu sempre venço... Barry!

— Não!! — Eu gritei quando ele vibrou sua mão, e a direcionou para o coração de Barry. Então ouvi um tiro, e ele deixa Barry cair no chão. Sua imagem começou a ficar turva, e então direcionei minha atenção para a fonte do tiro. — Eddie! — Ele estava com a arma apontada no seu coração, e então caiu no chão. Corri até ele.

— Eddie! O que você fez? — Joe correu também, segurando Eddie em seus braços. Tentei segurar o sangramento, mas não parava.

— Não existe coincidência.

— O que esta acontecendo? — Barry perguntou, encarando Wells, sua imagem ficava cada vez mais estranha, como se ele estivesse sendo apagado.

— Eddie era o ancestral dele. — Cisco explicou, encarando Wells. — Se Eddie morrer, ele não nascerá. Ele está sendo apagado da existência! — O rosto de Wells mudou para seu verdadeiro rosto.

— Eddie! Não! — Iris veio correndo para Eddie, o abraçando e chorando. — Fique comigo! Fique comigo, por favor!

— Ele estava errado. Sou um herói afinal. — Eddie disse.

— Você é, Eddie.Você é o meu herói.

— Isto é o que eu sempre quis ser, seu herói. — Continuei segurando o ferimento, tentando conter o sangue, mas Eddie começou a perder a consciência.

— Não! — Ele parou de se mover, e então me afastei dele, me levantando.

— Ele está morto... — Deixei escapar, e então voltei minha atenção para Wells, que encarava Barry enquanto desaparecia.

— Controlei sua vida por tanto tempo,Barry. Como vai sobreviver sem mim? — Seu corpo começou a brilhar, e se desfazer em pó. Ele gritou, e então se foi. O portal começou a se reabrir, e Barry se levantou.

— Isto não é bom! — Cisco disse, desesperado, correndo para a saída, eu o acompanhei encarando o corpo de Eddie no chão. Barry foi até Iris.

— Precisamos ir, Iris.

— Não vou deixar ele!

— Precisamo ir querida, me desculpe. — Joe disse, e então Barry levou todos para fora.

Corremos até a saída do edifício, e no céu um buraco negro se formava.

— Então é isto que não queríamos que acontece? — Eu perguntei, encarando a massa negra no céu.

— O que esta fazendo? — Caitlin perguntou, e Ronnie a abraçou.

— Se alimentando. — Martin respondeu. — Uma singularidade não irá parar, mesmo depois da Terra desaparecer. Receio que o disco de acreção já esta montado.

— O que? — Joe perguntou, confuso.

— O material difuso em movimento orbital em torno da singularidade.

— O que isto quer diser?

— Temos que parar o movimento. — Barry disse, entendendo o que deveria fazer. — Basicamente é como um tornado, só que de cabeça para baixo. Só que maior.

— E mais assustador. — Acrescentei. — Isto não pode ser impedido. — Ele se virou para mim, e segurou meu rosto.

— Eu tenho que tentar. — Ele beijou minha testa, e então colocou sua máscara. Encarou a todos, e então correu em direção a singularidade. Ergui meus braços em uma tentativa falha de segurá-lo, mas ele já havia partido. Olhei para a cidade, sendo engolida por aquele monstro no céu. Vi o prédio onde meu pai trabalha quase destruído. Meu celular vibrou, e então olhei para ele, onde uma mensagem do meu pai apareceu.

"Desculpe querida, não vou conseguir cumprir minha promessa."

Notas finais
FIM! Do primeiro livro. YAY! Vou fazer o segundo livro, conforme a segunda temporada de Flash. Quando criar, colocarei o aviso aqui. Muito obrigada por acompanharem até aqui. Uau, 31 capítulos é muito. Vejo vocês na próxima! o/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!