My Hero.
2 Capítulo 2
- Como se sente?- Perguntou Gerard afagando os cabelos dela.
- Sem pernas. — Disse de uma forma fria, ainda fitando o interruptor.
- Você tem familia?
- Não sei o que eu posso chamar de familia. Eu moro com a minha mãe e meu padrasto, ela é alcoolatra e ele usuario de drogas, eu só vivo com eles mas não poderia chamá-los de ''familia''- Disse a mocinha fazendo aspas com os dedos da mão esquerda.
- Olha, eu sei que pode parecer um pedido muito esquisito vindo de um estraho como eu sou pra você, mas gostaria de ficar na minha casa? É um lar e eu prometo que vou cuidar bem de você.
A menina muda a direção de seus olhos passando a fitar Gerard. Percebera que ele aparentava ser um bom rapaz, uma pessoa que chamamos de ''um sujeito apresentavél'', talvez por ver que ele usava um relógio de uma marca cara, um perfume com um odor agradavél e nota-se visivelmente que ele era de uma condição financeira boa, tudo o que ela precisava. Ela não queria o dinheiro dele ou um status, mas alguém que cuidasse e zelase por ela, alguém que no caso de Gerard ela pudesse chamar de pai.
— O que quer de mim?
- Quero cuidadar de você, Amy.
- Como sabe meu nome?
- Eu soube. — Não estava afim de explicar nada à ela.- Mas eu me chamo Gerard. Não me conhece mesmo? — Perguntou com um tom de voz um tanto decepcionado, pois não fazia tanto sucesso quanto achou que fizera.
- Olhando bem pra você eu acho que te conheço de algum lugar, é da escola?
Gerard deu uma risada rápida e ficou em silêncio, talvez fosse bom que ela não descobrisse quem ele realmente era, para que ela não queira se aproveitar de sua influencia e seu dinheiro.
- Eu tenho uma bandinha, pequena, sabe?
- Eu também, até todos morrem.
- Como assim, Amy?
- Ontem o local aonde eu e a minha banda estávamos nos apresentando foi invadido por um bando de criminosos que atiraram e todos os meus amigos, um deles me usou como refém quando a policia chegou e aconteceu o que aconteceu. — Disse deixando escapar uma lágrima que saiu sem que ela pudesse evitar.
Amy não gostava de demonstrar seus sentimentos, era dura na queda e não era muito sentimental. A vida trabalhou em moldurar todo esse rancor que ela trás no coração, mas ao notar que alguém estava ali realmente por ela, sentiu-se protegida, segura e gostou da presença de Gerard ali com ela.
- Amy, eu sei que você terá que usar cadeira de rodas agora, mas eu queria que soubesse que se sua familia, quer dizer sua mãe não puder pagar os tratamentos eu mesmo posso, isso se você não quiser morar comigo, o que seria bem mais fácil para poder fazer seu tratamento.
- Posso pensar, Gerard? Eu não quero que me aconteça nada de mal, já não chega o estado no qual me encontro.
- Fique tranquila, está em boas mãos comigo.
- Assim espero.
Apartir dali a conversa dos dois mudou de rumo, ela contara sua vida e ele a dele. Contara sobre seu casamento que acabou num fiasco total, e ela contou que já tivera um namorado e engravidou uma vez mas acabou perdendo seu bebê após apanhar do padrasto.
Gerard estava ficando realmente sentido com toda a história dela, era uma menina tão jovem e passando por tudo isso. A única coisa que ele queria fazer era levá-la pra sua casa e cuidadar dela até que ela cresça e seje bem sucedida, ele estava disposto à isso.
Quando os dois notaram já estava amanhecendo, passaram a noite toda conversando e se divertindo. Amy estava cabisbaixa, queria poder andar novamente, querer voltar a tocar guitarra, mas Gerard a consolava dizendo palavras boas e coisas que possivelmente nunca chegarão à acontecer.
- Bom dia! — Disse a médica que operou Amy.
- O que tem de bom? Ah esqueci, você anda e eu não. — Disse Amy um pouco àspera.
- Você ainda poderá andar, Amy.
- Sério? — Perguntou Gerard e Amy em coro.
- Possívelmente.
- Quer dizer que eu vou apodrecer nessa cadeira, estou invalida definitivamente.- Disse Amy abaixando a cabeça e deixando uma lágrima cair sobre a coberta.
- Não diga isso, Amy, eu irei ajudar você. — Disse Gerard levantando o rosto da jovem e secando a lágrima solitária com o polegar.
- Bem, você terá que ficar aqui por uma semana, já tentamos entrar em contado com sua mãe mas não conseguimos.
- Olha doutora...
- Natalli.
- Doutora Natalli, Amy estava relatando para mim que ela não poderá voltar pra casa devido alguns problemas que ela enfrenta por lá. Eu sei que o processo de assistente social, e tribunais será cansativo mas estou disposto a cuidar dela, Digo ficar com a guarda dela.
A médica olha para Amy com a mesma feição que ela se encontrava, interrogativa. Amy olha pra Gerard e gesticula com as mãos para que ele explique melhor.
- A senhora provavélmente sabe da ''minha vida corrida'', mas eu tenho certeza que eu poderei cuidar dela como um pai.
- Bem, se o senhor diz que cuidará dela, eu posso permitir mas o senhor vai ter que entrar na burocracia de passar a guarda dela pro senhor, mas garanto que em 1 mês se tudo ocorrer bem poderá ficar com ela.
- Obrigada, hoje mesmo eu vou correr com tudo isso, tá?
Amy apenas sorriu, ela não conhecia Gerard, não sabia da sua fama, de sua vida, mas gostou da ideia de viver com ele, ele aparentou ser uma pessoa digna da presença dela.
- Bem, eu vou indo, mais tarde eu volto tá bem? — Direcionou seus passos à porta mas voltou e deu um beijo demorado na testa de Amy.
- Venho lá pelas 18:00. — E logo após saiu.
Ele saiu do hospital e foi até a rádio aonde o My Chem daria uma entrevista hoje. Ele estava um caco, precisava dormir mas admite que lá no fundo de seu coração ele estava contente por poder futuramente cuidar da menina que causou um embaraço no seu coração. Não pense que ele iria fazer algo por alguém que ele não tivesse interesse, mas por Amy ele estava no meio termo, cuidaria dela pois gostou da menina e porque segundo a propria, sua vida seria ainda mais complicada daqui em diante e ainda mais na sua ''familia'' aonde ela já encontrava problemas, e cuidar de uma adolescente não era o que estava nos planos dele, mas o que custa ele tentar.
Notas finais
Obrigada Lua Way, você é muito fofa!!!!!!!!!!!!!
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