My Hellboy

7 Uma tarde diferente


Notas iniciais
Mais um capitulo, lembrando que aos finais de semana serão tempo de descanso para mim, mas não pense que eu estarei fazendo nada. Vou esta pensando em ideias para a historia.

Eu estava um pouco tendo dificuldades para pensar. Gustav... quer dizer Gus estava na minha frente, na porta da minha casa sorrindo para mim.

—Posso fazer uma pergunta?— disse Gus me perguntando enquanto me entregava a sacola.

—Claro—respondi rapidamente com a sacola na mão.

—Porque todo esse nervosismo e vergonha quando falo com você?—ele disse agora serio-eu reparei que você as vezes fica mais quando eu falo com você, gostaria de saber o porque.

Essa pergunta me pegou e não consegui responder pois as palavras não saia. Mas minha mãe sempre dizia que sinceridade sempre.

— Você me faz sentir nervosismo um pouco, mas não por causa do sua aparência ou estilo, é que você é diferente dos outros rapazes que conheci na minha vida, nunca vi alguém ser gentil como foi comigo ao ponto de me ajudar com pequenos problemas-me expliquei falando com um tom mais baixo.

Ele me olhava calmamente e quando me toquei ele tava tocando minha mãos com suas unhas pintadas com uma cor viva e forte acompanhada pelas tatuagens.

—Não precisa se sentir nervosa comigo, como eu te disse, sou normal—falou tocando e me ajudando- se eu te assusto em alguma coisa, seja sincera comigo que eu vou tentar te acalmar—disse fazendo um carinho nas minhas mãos.

Porque ele acha que me assusta? não entendo. Eu me senti corada quando ele me falou que iria me ajudar, como alguém...

—Como alguém pode se assustar, sendo que você é bonito?—comentei e fiz uma cara de surpresa, ai meu deus.... eu pensei alto demais. Nesse exato momento eu queria enfiar minha cara no buraco e nunca mais sair.

Ele me encarava calmo desde que conheço, ele deu um sorrisinho pequeno quando ouviu meu comentário.

—Bela e delicada como uma rosa—ele falou me dando um beijo na bochecha calmamente—não precisa ter toda essa vergonha, você ta igual um pimentão.

Eu estava sentindo uma fumaça na minha cabeça. Ele me chamou de rosa e eu senti seus lábios que são macios na minha bochechas. Eu finalmente criei coragem pela primeira vez.

—Gus... você está ocupado agora?—perguntei tentando segurar o nervosismo e ao mesmo a vergonha.

—Hummm... não, mas porque?—disse ele me respondendo devagar-precisa de ajuda com suas coisas?

—Não é is-s-o—gagueie falando-eu gostaria de saber se você... quer entrar para tomar café da manha... fazer companhia comigo e as meninas sabe...—disse devagar.

—Não quero incomodar você e suas amigas—disse percebendo meu nervosismo.

—Claro que não vai incomodar—disse sorrindo e ele retribuindo com o sorriso dele. Peguei na mão dele e puxei para dentro.

Assim que entramos as meninas estavam acordadas de pijama me encarando.

—Boa dia flores do dia—falei para duas sonolentas. Elas perceberam que Gus estava ao meu lado.

—Meninas, esse é o Gustav e....—eu comecei a falar e travei por algum motivo, Gus percebeu isso e foi rapidamente em direção a elas.

—Bom dia meninas—disse Gus dando um beijo de cada lado da bochecha e dando um abraço em cada uma. Elas estranhavam o fato que eu estava acompanhada por ele-como vocês estão?

As meninas sorriram para ele, parece que ele deu uma boa impressão a elas.

—Estamos bem e você Gustav?—falou Julia se levantando-Não sabia que estaria aqui.

—Estou bem, não precisa ser tão formal, afinal vocês me interrogaram ontem-disse sorrindo para as duas.

Então a historia era verdade, ainda bem que Gus está aqui porque eu estaria quase batendo nas duas com os travesseiros.

—Você é o famoso cantor daquele show—disse Diana encarando Gus, eu já sabia que ela estava fazendo.

Ela estava analisando ele para ver se é realmente uma boa pessoa para mim. Não é primeira vez que ela faz isso, quando o assunto é homem ela sabe que sou meio atrapalhada e vergonhosa.

—Foram no show?—perguntou enquanto eu arrumava a mesa para tomar.

Eu estava olhando e vendo Diana quase o comendo pelo olhos enquanto Julia assistia a cena quieta.

—Sim, conseguimos ingressos e meio que fomos a cegas, não sabíamos o que iria tocar—falou Julia já em pé se sentando na mesa.

—Então Gustav, o que você faz da vida?—disse Diana chegando mais perto da mesa.

—Eu sou cantor—disse Gus calmamente.Como ele consegue ficar tão calmo nessa situação?se fosse eu estaria gaguejando e o mesmo tempo nervosa.

—Você nem parece um can-enquanto Diana falava Gus a interrompe.

Eu sei que você está fazendo, me analisar pelas minhas roupas e aparência é errado, nunca se julga alguém assim— comentou serio-sei que esta protegendo a Carol, acho nobre que está fazendo isso porque se importa com sua amiga, mas como disse ontem para você, não sou uma pessoa que deseja ou faz o mal para outra pessoas. Minha intenções são das melhores com sua amiga.

—Você sabe que homens aproveita as vezes da inocência de algumas garotas—comentou Diana preocupada.

—Eu sei muito bem sobre isso—disse Gus educadamente-mas de onde vim eu aprendi a respeita as mulheres e nunca permitir que isso aconteça ao meu redor, mas uma coisa você é esta errada.

—No que estou errada?—perguntou Diana com ar de duvida.

—Não são homens que faz isso e sim adolescente sem imaturidade-respondeu Gust com tom mais baixo.

Diana demostra está mais relaxada sabendo disso. Seus músculos ficaram mais soltos. Eu estava achando que iria acontecer uma briga.

—Desculpa Gustav... é que eu me importo com minha amiga sabe-disse sendo sincera—tenho medo que ela se machu—Diana não conseguiu terminar a palavra pois Gus interrompeu.

—Não estou bravo com você ou algo do tipo-disse a não deixando terminar a palavras-vejo nos olhos seus e da sua amiga sua preocupação com a Carol, agora pouco teve uma pequena confusão com algumas meninas e ajudei ela. Entendo sua posição de me perguntar da minha intenções, mas garanto sou uma boa pessoa. Desculpa por interromper você, mas eu não gosto que me analisa pelo fatos que eu tenho tatuagens no rosto.

Gus conseguiu fazer um impossível, calar Diana e deixar eu e Julia de boca aberta. Diana chegou perto de Gus como fosse bater nele, já que sabemos o histórico dela quando ela não gosta de alguém. Ela se aproximou e deu um sorriso pequeno para ele.

—Você é bem educado e bem bonito para um badboy—disse Diana andando em direção a mesa-de onde vem tudo isso?

—As unica belezas que vejo aqui são vocês—disse Gus me ajudando com o café. As meninas ficaram sem graça com comentário e conseguiram um sorriso delas. Um ponto positivo para o Gustav.

—Você disse que era novo por aqui—disse Julia tentando puxar assunto- então de onde você é?

Eu estava um pouco longe deles só reparando e olhando a conversa, Gus me olhou e fez um sinal com a mão. Gus entregou uma xícara de café para as meninas e puxou uma cadeira para mim, uma altitude que chamou atenção nossas. Difícil achar isso hoje me dia.

—Carol não fique excluída, sente-se aqui ao meu lado—disse me convidando. Ai meu deus...

—Eu sou de Long Beach—respondeu para Julia enquanto a Diana só observa com atenção.

—Meninas vocês estão parecendo a CIA-falei-não precisa interrogar ele.

Era muito evidentes que a duas estão curiosas e ao mesmo tempo concentradas em saber mais sobre o Gustav.

—Gustav posso te fazer mais uma pergunta?—disse Diana enquanto dava uma mordida no pão.

—Fique a vontade—disse Gus enquanto bebia um pouco de café.

—É uma curiosidade sobre você—falou Diana não tirando os olhos-Porque Londres? Tantos lugares para você ir porque justo aqui?

—Eu recebi a proposta do meu empresario—respondeu tomando um pouco de café-eu estava pensando em me mudar, então ele me fez uma proposta, fazer um show em Londres e comprar um apartamento aqui, então fiz as malas e vim.

—Meio radical isso— comentou Julia- Alias você canta bem, mas eu não entendo, porque tantas tatuagens?

—Pode parecer estranho mas desde de criança eu queria cantar e o mesmo tempo queria se tatuar. Então fiz uma tatuagem no rosto, dificilmente contratariam alguém com uma no rosto, eu estava certo da profissão que queria. Eu dei duro para ser o que sou.

—Quantos anos você fez a sua primeira?—pergunta Diana ainda analisando.

—Eu fiz quando tinha quatorze anos—respondeu-eu fiz as inicias do dia que a minha mãe nasceu e não parei mais-finalizou rindo.

Eu fiquei um pouco chocada, tão cedo assim?

—Sua mãe não falou nada?—perguntou Julia- se fosse a minha, ela já estaria me enterrando viva—falou rindo.

...

Apos umas horas de conversa, reparei a Julia estava mais solta com Gus, conversando como fosse amigos de longa data. Mas Diana estava ainda analisando ele toda hora. As vezes ele fazia algumas perguntas e ele todo educado respondia. Eu ainda estava com preocupação, eu entendo a preocupação, mas eu estou achando um exagero um pouco.

...

Gus tinha ido embora faz alguns minutos, disse que tinha compromisso, ele se despediu de todas com um abraço, ele até me ajudou com a sujeira e com louça, mesmo eu falando que não precisava, mas insistiu. As meninas estavam sentadas no colchão na sala pintando as unhas enquanto eu arrumava umas coisas.

—Então o que acharam dele?—perguntei enquanto sentava perto delas.

—Eu achei legal, gostei bastante dele, me parece uma boa pessoa—falou Julia prestando atenção em suas unhas.

—E você Diana?—perguntei. Diana estava quieta até que ela bufou e começou a fala olhando para mim.

—Carol você gosta esse cara?—perguntou enquanto me encarava-corrigindo, sente o que por ele, quero que seja sincera.

Sentimentos... uma coisa complicada de saber. Fiquei os olhos e fiquei pensando em todo por alguns minutos. No fundo eu sei que tem algo grande em relação a ele, mas sei que ele pode não sentir o mesmo que eu. Elas sempre me diziam em arriscar mais, porque não se arriscar agora.

Abri os olhos e comecei a dizer:

—Sabe quando você sente feliz com alguém no seu lado?—comecei a falar- mesmo com minha timidez e vergonha, ele me tranquiliza e ajuda sem pedir nada em troca. O Gus percebe quando estou nesse jeito e consegue me deixar solta. Eu entende meu espaço, as vezes ele percebe minha reação e sabe o que estou pensando.

Enquanto falava pensei em tudo que aconteceu, as altitudes que ele teve comigo. Como mexia comigo.

—Isso é bom Carol—falou sorridente- ele já provou que tudo que fez para seu bem. Mas quero saber de você, se ele não sentir o mesmo que você?

—Eu não quero apressar as coisas com ele, não quero um namoro pois nem sei o que é isso. Eu quero ter essa amizade que tenho com ele. Quero conhecer o Gustav.

—Isso pode te machucar—falou Julia seria me olhando.

—Eu sei, mas confio nele—respondi confiante. Apos algumas conversas, as meninas caíram no sono. Aproveitei para da uma limpada no meus e-mails já que não estou com nenhum pedido essa semana, ou seja, descanso. Quando reparei tinha um papel pequeno em cima no balcão, curiosa eu abri o papel e acabei sorrindo ao ler.

"Como você não me pediu meu numero por conta da vergonha ou esqueceu por conta do dia agitado, deixei esse papel. Me liga quando precisar de algo ou para conversar"-Gustav Elijah Åhr

"Mal posso esperar pelo encontro nosso."-pensei

Notas finais
Espero que tenha gostado, criticas e sugestões são bem vindas.