My Hellboy
12 Uma noite para não se esquecida
Notas iniciais
Eu fiquei alguns minutos encarando aquela foto que o Mako tinha dado ao Gus. Pela primeira vez eu me senti como uma modelo. Estava linda ao meus olhos. Eu estava tão bonita assim no evento? mas uma duvida ficou na minha cabeça.
—Porque pediu uma sessão de fotos?-questionei encarando seu rosto querendo saber sua resposta.
—Eu queria que você olha-se para si mesma a beleza natural que você tem-respondeu Gus olhando para o celular. Assim que ele colocou no bolso, seus olhos estavam em com atenção para mim com um sorriso mostrando seus dentes brancos—e também eu queria uma foto sua.
Foi ai que eu lembrei do trabalho, eu nem perguntei as coisas e o que precisava fazer.
—Sobre o trabalho, eu nem perguntei como seria feito-questionei-o que eu faço?
—Não precisa se preocupar, ele vai entrar em contato com você-respondeu calmo.
—Mas ele nem tem meu contato-questionei novamente fazendo bico
—Se isso é sua preocupação pode ficar tranquila-disse me dando a sua mão—eu passei seu e-mail de contato e meu numero.
Ele tinha tudo em mente. Me surpreende que pensou em todos os detalhes. Confesso que a intenção dele foi fofa, realmente funcionou. Sempre que eu me rebaixo ele vem com seu jeito calmo me corrigindo e elogiando. Me mostrando que eu sou bonita aos olhos das outras pessoas. E nos na rua de mãos dadas parecendo um casal. Pera... somos um casal agora.
Ele fez tudo isso por minha causa, a sessão e a indicação de trabalho. Eu realmente não conseguia ver defeito nesse homem no meu lado que agora é meu namorado. Me apresentou como sua namorada para as pessoas no evento. Sinto meu coração batendo forte e vou aguardar esse momento com muito carinho.
Já estávamos na rua no apartamento, conseguia ver o prédio. A rua nessa hora estava deserta, ventava um pouco e um frio era evidente. Mas a jaqueta do Gus me aquecia bastante, havia bastante estrelas no céu dessa noite. Entramos no elevador enquanto Gus apertava o botão para subir.
—Porque você é assim?-perguntei curiosa em saber mais sobre a vida antes de vim para Londres. Já que eu não conhecia muito de si. Ele não era uma pessoa que falava sobre a sua vida pessoal. O tempo que o conheço parece mais ser um pouco reservado.
—Assim como?-me respondeu me encarando com aquele ar de badboy que me encanta e faz meu coração bater forte.
—Sempre simpático e ao mesmo tempo misterioso-respondi sincera. O que não era uma mentira já que ele não falava muito sobre si pelo que eu percebi. Ele nunca comentava algo da sua infância, sobre seus pais. Nas entrevistas lembro que eu assisti, ele fala mais sobre sua musica e suas influencias que teve na hora de compor.
—Você não é primeira pessoa que pergunta isso comigo. Mas desde que pequeno eu fui criado assim, pedindo nada em troca e ajudando os outros com o que eu tinha. Ai os problemas começaram e eu acabei vendo algumas pessoas de outro jeito. Mas claro algumas pessoas abusaram disso e eu aprendi a ver isso graça ao Makonnen me orientando-respondeu com uma expressão seria e olhando para a porta do elevador.
O seu rosto ficou serio com essa resposta, parecia... que se incomodava com seu passado. Sera que foi antes dele se mudar para Londres?o que te incomodava tanto ele?
Talvez eu esteja intrometendo em algo que não é da minha conta. Mas eu nunca tinha visto essa reação em seu rosto...tristeza.
—Não precisa se preocupar, eu estou bem. Mas trocando de assunto, o que vamos em nossa primeira noite como namorados?-disse Gus me dando um beijo na testa e tentando me tranquilizar. Mas aquilo não vai ser sair na minha cabeça fácil. Eu queria saber mais do seu passado, mas queria que ele me conta-se por obrigação, mas por confiar em minha pessoa.
Em frente a porta do apartamento fiquei pensando o que podíamos fazer. Talvez um filme de algum gênero que gostamos, podíamos ficar conversando no sofá, tinha varias opções para fazer nessa noite.
—Não tenho nada em mente-falei frustada por não conseguir decidir. Mas por algum motivo eu lembrei de uma coisa. Eu fui direito no banheiro e lembrei: a renda que eu estava usando por debaixo do vestido e o pacote de camisinha que estava na minha mochila. Porque eu fui ouvir as meninas? claro que não vai rolar nada, até porque eu não sei nada sobre fazer.
Assim voltei para a sala, reparei que ele estava olhando no celular concentrado com um olhar. Ele ficou alguns segundos e seus olhos virou em minha direção e sem motivo ele sorriu para mim.
—O-o-o que foi?-perguntei estranhando e sua reação mudada em segundos.
—É que eu nem te elogiei, mas você está muito linda com esse vestido seu-respondeu me beijando sem me dar tempo para dizer algo. Realmente eu não esperava aquele beijo intenso.
Ele explorava cada canto da minha boca que eu nem sabia que tinha. Era uma sensação boa demais. Meu corpo pedia mais do que um simples beijo e eu meio que pensava nisso.
—Gus.... eu sou virgem-comentei envergonhada. De todas as meninas eu já conheci, eu era a unica que não tinha feito algo com alguém. Não quero que ele se decepciona com alguém com zero experiencia nesse assunto.
—Eu sei disso Carol, não vou fazer nada com você caso sinta desconfortável-respondeu me fazendo carinho no rosto. Ele se afastou do meu corpo.
Como sempre atencioso e me entendendo minhas inseguranças.
—Não acha ruim pelo fato que eu....ser virgem, sem experiencia?-respondi calma e concentrada. Talvez eu esteja muito na defensiva de me apegar a alguém diferente de mim. Já que ele é bastante chamativo e deve ter experiencia nesse assunto.
—Claro que não, porque eu sentiria?-respondeu me olhando enquanto uma mão estava em minha cintura e a outra no meu rosto-se você é virgem é porque dever querer que seja especial sua primeira vez, uma coisa que acho totalmente aceitável. Respeito sua opção de escolher esperar. Sobre a experiencia, nem todos sabemos de tudo aprendemos aos poucos-terminou sorrindo para mim. Não sei como ele consegue me entender bem sem que eu precise me explicar varias vezes.
Ele aceitava meu jeito, me respeitava muito mais do que eu pensava. Desde o dia que eu o conheço, Gus nunca forçou nada comigo e sempre foi gentil, no final ele conseguiu fazer o que nenhum homem fez: ele me fez sentir unica e especial aos olhos dele. Quando percebi eu estava com seu rosto o beijando com os braços em seu pescoço na pontinha dos pés. Acho que ele não esperava isso de mim, mas ele correspondeu.
—Eu quero que seja você-sussurrei com pouco de ar. Eu estava decidida que queria que ele me deseja-se como mulher.
—Você tem certeza?-respondeu não entendendo muito e eu apenas balancei a cabeça confirmando—se sentir despreparada é só falar que eu paro ta bom?
Ele começou me beijar novamente calmamente e enquanto suas mãos estava em minha cintura e as minhas em seu rosto. Eu estava gostando demais naquele momento. Quando eu percebi, Gus tinha me pegado no colo e me levou para cama enquanto nos beijamos e com uma rapidez ele tirou meu vestido me deixando com uma lingerie branca que as meninas insistiram.
—Uau, porque a lingerie?-perguntou Gus sorrindo enquanto beijava meu pescoço com sua boca quente. Aquilo era muito bom, eu não conseguia pensar racionar direito.
—As meninas... tiveram essa ideia-respondi sem voz e soltando alguns gemidos baixos—elas até me fizeram... trazer um pacote de camisinha-falei sussurrando.
—Pensaram bem, você está muito sexy nela-disse me beijando e me colocando na cama devagar e me deixando sem graça. Gus estava apenas com uma cueca box preta.
Os beijos começaram a ficar mais intensos a cada toque. Meus braços e mãos tocavam a pele do Gustav e enquanto ele me deixava com corpo pegando fogo, me tocando de um jeito que eu não aguentava mais ficar com lingerie.
—Carol relaxa...-Gus sussurrando no meu ouvido e beijando meu pescoço me dando calafrio—não segura seus gemidos...-disse desabotando a parte de cima da lingerie deixando meus seios a amostra—meu deus...-disse olhando para meu rosto.
—O-o-o-que?-perguntei sem ar e encarando Gus.
—Você é muito linda e cheirosa-disse voltando a me beijar mais intensamente. Alguns gemidos meus acabaram saindo aos poucos, eu não conseguia mais segurar. Quando eu percebi Gus começou a chupar meus seios ferozmente e eu acabei soltando um gemido alto. Seu ritmo estava mais rápido do que antes. Os gemidos ficaram frequente e eu não conseguia mais segurar eles. As vezes eu arranhava o Gustav não conseguindo mais racionar direito. Eu sentia me corpo pegando fogo cada vem mais e me toquei de uma coisa:
Eu estava muito excitada com jeito que estou sendo tocada, meu jeito de envergonhada parece que sumiu do nada.
—Gus...eu não.... estou.... aguentando mais...-falei pausadamente e sem voz.
—Eu nem comecei meu amor, você está pronta?-falou Gustav retirando a minha ultima peça de roupa me deixando praticamente nua. Admito que ouvir ele me chamando de "amor" excitou bastante com aquela voz dele foi bom demais.
Gus me ajeitou na cama e abriu um pacote de camisinha e se arrumava para começar.
—Se você sentir algo muito dolorido, você me avisa ta bom?-disse um pouco baixo. Eu apenas balancei a cabeça confirmando.
Iniciamos em um ritmo devagar, de inicio eu senti uma dor pequena mas minutos depois essa sensação sumiu. O ritmo começou a aumentar e eu estava gostando demais daquilo. Gus deitou com seu rosto me beijando e soltando e alguns gemidos junto comigo.
—Carol... porque você...mexe comigo desse jeito-falava Gus gemendo durantes os beijos. O ritmo aumentava, arranhões que dava nas costas deles, chupões no pescoços, beijos e mordidas eram usados. A sensação era bom demais para ser verdade, Gus e eu estávamos gostando demais naquele momento, nossos corpos pediam mais e mais.
—Gus...mais rápido-falei pedindo mais daquilo.
Gustav me apertava cada vez mais e eu correspondia do jeito que conseguia, o beijava e tocava de um jeito que nunca tinha visto. Depois de um tempo eu e ele chegamos ao ápice e ficamos deitados abraçados, suados e sem ar.
Gus fazia carinho no meu cabelo todo bagunçado e eu estava praticamente tentando assimilar o que eu tinha feito. Logico que eu corei com as coisas que estava pensando.
—Você fica linda com esse cabelo desarrumado e esse rosto rosado-comentou Gus me apertando com abraço e me beijando—está sentindo alguma dor?
—Foi bom demais, senti no começo mas depois senti mais coisa boa, você foi muito carinhoso comigo-respondi um pouco tímida. Ele sorriu com meu comentário.
—Você tinha comentado que era virgem, mas esqueci de perguntar se também era BV-comentou passando a mão na minha cintura enquanto estamos com um cobertor em cima de nossos corpos.
—Você foi o primeiro de tudo-respondi tocando em seu rosto. Quando olhava sua aparência. Ele era muito bonito e nunca vou parar de elogiar mentalmente, mas o que me chamou a atenção era sua tatuagem na barriga escrita "Love" , a letra O tinha uma carinha triste.
—Porque "Love" triste?-falei perguntando com a curiosidade em saber mais dele.
—Eu fiz depois que a minha primeira namorada que me machucou, época de colégio-comentou me olhando. Olhei mais fundo e perguntei da tatuagem que ele tinha em cima da sua sobrancelha.
—E a "Crybaby"?-perguntei novamente tocando na sua tatuagem.
Ele realmente tinha bastante tatuagens, algumas escritas, desenhos de insetos e algumas coisas que eu não conseguia entender.
—Em uma parte da minha vida eu só reclamava de tudo. Nessa época eu tinha começado com uma mixtape, então pensei em tatuar isso para me lembrar de não ser um chorão e reclamar das coisas, sentir grato pela coisas que eu tinha. Quando eu fiz a tatuagem pensei colocar o nome do álbum e de uma musica-respondeu enquanto ele me fazia carinho no meu rosto. A tatuagem que mais chamou atenção era uma do seu rosto, um coração dividido no meio.
—E o coração em seu rosto?-questionei
—Isso foi depois que eu descobri que uma pessoa especial havia me traído, terminei com ela e fiz no dia seguinte-respondeu pensativo.
Então ele foi bastante magoado no passado, um coração partido igual a tatuagem.
—Todas tem algum significado?-perguntei fechando um poucos olhos.
—Algumas tem significados importantes, as outras foi porque achei interessante. Nas minhas musicas também tem isso, são os meus sentimentos reais nelas, por isso tem um ar diferente das outras-respondeu Gustav com uma voz sonolenta—está cansada?
—Um pouco, sinto meu corpo um pouco sonolento e calor-falei um pouco sonolenta.
—Verdade, se quiser tomar um banho para tirar esse suor-sugeriu enquanto se esticava na cama.
—Mas a preguiça é grande-comentei rindo, o que não era uma mentira já que eu estava mole por causa do nosso "momento" intimo.
—Eu te ajudo-disse me pegando no colo e levando ao banheiro.
Rapidamente ele me colocou no box com uma calma e ligou o chuveiro. Aquela água quente descia no meu corpo enquanto estava com os olhos fechados apenas apreciando o momento. Assim que abri os olhos, deparei com o Gus ainda na minha frente sorrindo. Rapidamente eu coloquei as mãos tapando algumas partes do meu corpo.
—Porque está escondendo? esqueceu que vi tudo-falou rindo da minha reação.
Ele começou a lavar-se e ainda me ajudou lavar meu cabelo. Gustav esta superando minha expectativas.
—É estranho para mim, eu acabei de fazer ter minha primeira vez e agora estou tomando banho com você-comentei com olhos fechados enquanto sentia o dedos do Gus lavando meu cabelo.
—Vai se acostumar, esqueci que isso tudo é novo para você-comentou-e olha que sou um anjo-acrescentou, acabei dando uma risada baixa pelo comentário.
Assim que abri os olhos eu fui pega no colo por ele, com as pernas nuas eu cruzei com a sua cintura e começamos a nos beijar naquela água quente. Se você está pensando o mesmo que é resposta sim, não podia acreditar:
Eu e ele fizemos um pouco "aquilo" no banho por alguns minutos e estava muito bom. Assim que terminamos, fomos direto para cama abraçados. Eu estava realmente apaixonada por aquele homem, acabei adormecendo torcendo para aquilo não ser um sonho.
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