My Hellboy
5 Uma companhia inesperada
Notas iniciais
Ele estava usando uma camiseta preta de rock de alguma banda que eu não sei, uma touca e calça vermelha, acompanhado por botas pretas . Eu admito ele está bonito...mas não tiro o fato que eu estou com um shorts pequeno mostrando minha coxas completa. Quando me toquei eu comecei a ficar vermelha e rapidamente por reflexo acabei fechando a porta na cara dele.
—Descu-u-l-pa—disse rapidamente e abrindo novamente a porta corando.
—Se você quiser eu espero se trocar—falou um pouco surpreso. Ele tinha entendido minha reação.
—Ve-e-em vamos entrar— disse o convidando para entrar-eu vo--o-ou me trocar rapidinho— terminei de falar quase morrendo de vergonha e me apressando.
Entramos no apartamento e fui direto para meu guarda roupa e fiz questão de colocar um moletom e uma calça de frio. Quando fui abrir a porta eu parei e pensei:
"O que ele esta fazendo aqui?"
"Porque ele está aqui no meu apartamento?"
Criei coragem e sai do quarto e fui direito para sala. Ele estava em pé olhando para os lados calmamente com um sacola. Assim que ele percebeu que eu estava lá ele virou para mim.
—Pronta?—perguntou com aquela voz calma.
—Pronta do que?—respondi em duvida. Mas do que ele estava falando mesmo?
—Bem...você disse que ia se trocar e pelo visto já fez isso-disse apontando o dedo para minhas calça que estavam agora tampando as coxas que ele tinha visto.
Foi aqui me toquei....eu estou sendo uma atrapalhada e boba quando o assunto é ele. Pior... ele tinha me visto com meu pijama, isso é vergonhoso demais.
—Si-i-im, ma-a-as o que faz aqui essa hora?—perguntei com vergonha e tremula.
—Moça se acalma, eu não sou bicho ou algo do tipo—disse colocando a sacola na mesa. Nesse ponto eu comecei a reparar que as tatuagens deles eram bem mais visíveis do que pensava, meu deus.... ele tinha quase em todo o corpo.
—Você não respondeu minha pergunta—respondi tentando segurar o nervosismo.
—Claro mil perdões, eu estava trabalhando ontem de noite em um estabelecimento e quando sai para ir embora acabei achando um colar no chão-dizia mexendo na sacola-eu me lembrei da moça que tinha esbarrado e ela tinha o mesmo colar ao que eu achei, então eu vim te entregar e por conta do horário, para não ser um incomodo eu resolvi pegar algo para mim tomar e até para você, presumi que não tinha tomado café de manha—finalizou me dando um lanche e uma garrafa de suco.
Quando ele mostrou o colar e me entregou eu tinha me tocado. Eu estava concentrada que nem tinha percebido que o colar não estava comigo. Mas que tonta eu sou.
—Só para esclarecer, você não é uma tonta ou algo tipo—disse retirando a touca e revelando o cabelo bagunçado com cores preto e rosa.
—Com-m-o-o você sabia que estava pensando?—perguntei surpresa por saber que ele percebeu o que estava pensando.
—Intuição minha, você está bem Carol?—perguntou me mostrando a garrafa. Tenho que admitir que eu estou bem surpresa por ele ter lembrado meu nome-você está bem nervosa com minha presença—comentou
—De-s-s-culpa, é estranho essa situação—falei corando-é que você me ajudou naquele dia e eu nem soube seu nome. Ontem eu fui no show e você estava lá cantando—falei com a cabeça um pouco para baixo evitando não olhar para outros dele.
O que está acontecendo comigo?eu sempre fui tímida mas não assim, nesse nível é novidade para mim. Decidi levantar a cabeça e quando me toquei estávamos mais perto um do outro, ele estava com um olhar calmo. Ele pegou a mão e passou no meu rosto, reparei que ele tinha trocado a cor da unha de vermelho para preto e consegui ver um pouco das tatuagens, algumas coloridas e outras não.
—Então por isso eu achei o seu colar perto aonde estava-ele disse dando um sorriso sem mostrar os dentes—falou com uma voz que no meu ponto era bem sexy.
—Sim....-disse me segurando para não gaguejar. Droga ele estava usando um perfume muito forte, dava para sentir nessa distancia. Minha teoria era duas: o perfume era muito forte ou ele passou bastante.
—Você gostou do show?-perguntou se afastando um pouco no meu rosto.
—Admito que foi show diferente do todos que eu vi, mas gostei bastante, não sabia que cantava-dei minha opinião e mostrei a mesa para nos sentar.
—Fico feliz que tenha gostado—falou enquanto abria o lanche e dando a primeira mordida e o também fiz o mesmo.
Dei uma mordida e senti o gosto de pasta de amendoim. Serio? como ele sabia que eu adoro?
—Como você sabia que gosto desse lanche?—perguntei olhando com uma curiosidade.
—Eu não sabia moça, presumi que gostaria, quem não gosta?—enquanto tomava o suco.
—Posso fazer uma pergunta?—perguntei olhando com atenção ele me encarou-Quando me ajudou eu perguntei seu nome mas você não disse, posso saber o porque e qual é seu nome?
—Bem, respondendo a sua primeira pergunta...sim—disse sorrindo-respondendo sua segunda pergunta, é porque eu não sei o motivo—respondeu dando finalizando o seu lanche.
—Você é meio estranho sabia?—falei dando uma risada e sorrindo.
—Seu sorriso é bonito, devia sorrir mais e corar menos-falou se levantando e pegando o papel e a garrafa do meu suco vazia—onde fica o lixo?
Eu corei com esse comentário dele e apontei para cozinha aonde ficava o lixo. Meu Deus ele me elogiou, sera que ele me acha bonita?
Realmente não sei o que estou fazendo com minha vida. Assim que ele voltou ele me encarou.
—Você esta ainda tensa?— perguntou-se tiver eu vou para casa, não quero incomodar-la—disse com uma voz preocupada.
—Porque você acha isso?—falei curiosa. Era essa a impressão que eu estava dando a ele?
—Você as vezes não olha meus olhos quando falo, desde que eu cheguei parece que está com receio de algo de mim—falou se sentando na cadeira.
—Sendo sincera com você, eu estou com algumas duvidas sobre ti—falei- você é diferentes dos garotos que conheci. O que era verdade, aqui aonde moro é raro achar pessoas como ele, cheio de tatuagens e principalmente no rosto. Sem contar o cabelo.
—Bem se você quiser eu posso tirar sua duvidas, mas tenho eu pergunta sendo sincero—falou passando a mão no cabelo e massageando os ombros.
—E qual seria?—perguntei ansiosa.
—Bem eu não conheço muito aqui, como te disse naquele dia eu sou novo aqui e não conheço quase nenhuma pessoa alem de você. Eu gostaria de saber se você pode me ajudar a me mostrar os lugares?
Oii?ele me chamou para um encontro?eu ouvi direito ou estão sonhando? alguém me belisca.
—Claro que ajudaria!-falei rapidamente, foi quando me toquei da minha resposta. Porque eu falei sim?Ele deve ser um bruxo que me enfeitiçou, não é possível.
—Muito obrigado, de verdade Carol—falou sorridente-Olha eu preciso sair, eu tenho umas coisas para fazer, o encontro pode ser próximo sábado as 16 horas?
—Claro, aonde podemos nos encontrar?-disse em direção a porta abrindo para ele.
—Eu te busco aqui—respondeu colocando a touca- eu vou está em frente 10 minutos antes do horário combinado.
—Tudo bem—disse tentando não demostrando um pingo de felicidade. Eu queria muito pular de felicidade. Assim que descemos, nos despedimos. Ele me deu um abraço e um beijo na bochecha e foi andando.
Agora que eu me toquei, ele disse "encontro"?
—Moça—disse me tirando atenção da rua para ele-Alias, meu nome é Gustav-falou me acenando e voltou a andar em direção ao seu destino.
Eu corri para dentro, peguei o celular e falei o que tinha acontecido para meninas. Elas comentaram e me deram dicas do que eu podia fazer, do assunto de roupa e cabelo foi até a lingerie que eu deveria usar, nem preciso dizer que senti vergonha.
Quando olhei no relógio eram 13 horas da tarde, nossa nos conversamos bastante. Fui direito no escritório, liguei o computador e comecei focar no e-mails e decidi antecipar alguns trabalhos, também aproveitei e mandei mensagens para meus pais,fazia um tempo que não conversava com eles.
20 horas
Decidi da uma passada na cozinha e resolvi fazer um macarrão, para acompanhar minha maravilhosa janta um suco de uva. Terminei, lavei o prato e o copo.
—Preciso de um banho—pensei em alto. Fui ao banheiro tirei a roupa e tomei uma ducha demorada. Fiquei boiando nos meus pensamentos
"Gustav"então era esse o nome dele. É um nome diferente, muitas duvidas ainda ficaram na cabeça. Encontro com ele, acho que é porque ele disse que era...
Agora de camisola e arrumada, deitei na cama, peguei o cobertor e me cobri toda e fechei os olhos tentando dormir. Eu estava ansiosa por esse encontro mais do que normal. Isso para mim era estranho.
Ele mexia em mim em todos os sentidos. As meninas sempre me dizia que devia ter cuidado com alguns tipo de homens para não me machucar. Alguns podia me decepcionar ou até mesmo magoar. Mas ele foi tão gentil, percebeu que eu estava sem jeito e ele fez o impossível: me acalmar e poder ser eu mesma, apesar da timidez e vergonha.
"Seu sorriso é bonito, devia sorrir mais e corar menos"
Me lembrei do comentário dele sem querer percebi que estava sorrindo e acabei adormecendo pensando nele.
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