My Hellboy

16 Revelação


Notas iniciais
Desculpa pela falta de capítulos, fiquei sem criatividade para escrever e não estava me sentindo bem. Atualmente estou adaptando o estilo de capítulos grandes, por conta disso vai sair um capítulo por semana.

Acordei um pouco exausta, sonolenta e me sentindo fraca por conta do acontecimento recente. Fiquei mexendo meu corpo tentando achar uma posição confortável para tentar dormir, mas foi em vão já que eu não estava sentindo meu sono. Olhei no meu celular e vi que ainda eram 10 horas da manhã, de um sábado que estava de folga graça ao Mako, que me dizia que precisava descansar depois de semana o ajudando. Peguei meu celular e tentei ligar para Gus tentando corrigir a situação, mas ele não atendeu.

Tentei de novo...de novo...de novo... mas nada, sempre caindo na caixa postal. Ele deve está me evitando depois de ontem, mas tive o erro de verificar a redes sociais do Gus procurando alguma coisa sobre o paradeiro dele. Mas acabei achando nada demais, apenas uns post bobos de outras pessoas.

Até que eu resolvi ligar para o Mako, ele tinha me dado seu numero caso eu precisa-se de algo ou caso de emergência e bem, isso é uma emergência no ponto de vista meu.

—Alo?-disse Mako com algum barulho de fundo, parecia musica.

—Mako?-perguntei confirmando, vai que eu tenho ligado para o numero errado.

—Sim sou eu, é você Carol?-perguntou com uma voz rouca.

—Sou eu sim, desculpa pela ligação essa hora-falei me desculpando por conta do horário que estava ligando.

—Tudo bem, eu já estava acordado resolvendo umas coisas pendentes, mas como posso ajudar?-respondeu Mako me perguntando agora sem algum tipo de barulho de fundo.

Expliquei a situação que eu tinha metido com Gustav, falei sobre o jantar, sobre a reação e altitude que ele teve comigo, falei com os mínimos detalhes enquanto ele me ouvia sem me interromper.

—Isso é um problema Carol-falou Mako—ainda mais a descriminação que sua mãe com ele, isso realmente é uma coisa que Peep tenta evitar ao máximo.

—Porque acha isso um problema?-perguntei não entendendo aonde ele queria chegar-e porque ele tenta evitar?

—Ele não te contou?-perguntou percebendo a minha reação confusa—É que... eu não sei se posso te dizer isso-respondeu Mako com um tom de voz mais estranho.

—Por favor-implorei-eu preciso saber o motivo do Gus ter saído daquele jeito e me ignorar, ele nunca fez isso comigo. Preciso saber se ele está bem-disse querendo entender.

Mako ficou alguns segundos sem falar nada, o silencio era evidente e tinha algo que ele sabia e eu não. Ele sabia de algo que o Gus não tinha comentado ou falado comigo.

Ta bom, mas você precisa me prometer-respondeu Mako com uma voz preocupada—que não vai ficar brava com Gus, que não vai brigar com ele.

—Porque isso tudo?—perguntei não entendendo aquilo tudo. Prometer? ficar brava com Gustav?

—Apenas prometa-disse Mako com tom serio.

—Eu prometo-disse revirando na cama agoniada e com mil pensamentos em minha cabeça.

—Eu conheci o Gus no começo da sua carreira enquanto eu estava compondo alguns samples, a gente se deu bem de primeira por conta de amarmos fazer musica. Eu nunca tinha feito musica daquele jeito com ele... era como beber água...natural demais, a gente ria nas sessões e mal conseguimos terminar uma musica inteira-disse rindo da lembrança—houve uma vez que eu perguntei... o motivo de suas musicas antigas terem uma vibe meio triste, de onde vinha tanta tristeza.

—O que ele te disse?-perguntei curiosa.

Pelo que eu conhecia, nunca falava sobre si e as vezes evitava esse assunto comigo. No começo achei era por conta do seu jeito reservado, mas depois de ontem acabei ganhando uma certa desconfiança.

—Ele me explicou...-respondeu Gus-que ele sofreu um pouco na infância... sobre seu pai, que tinha traído sua mãe na época e como contou a ela. Me falou que os pais de seus amigos o proibiram de sair com ele depois que fez a sua primeira tatuagem. Sobre relacionamentos que o machucaram muito, ele começou a usar drogas e medicamentos para tratar de sua ansiedade por conta disso. Se voce olhar alguns compilados ou algumas postagens em suas redes sociais fica bem explicito que usava com frequência.

Eu estava perplexa com aquilo, Gus usava drogas? porque ele nunca me contou sobre aquilo?

—Ele me disse que fez parte de grupos de pequenos músicos quando não era nada. Aconteceu que ele ficou maior, conhecido pela sua musica e seu estilo, as pessoas não queria saber dos outros e sim do "Lil Peep", acabou que ele saiu dos grupos. Quando descobrir achei triste, porque Peep divulgou os caras, ajudou com tudo já que ele eram praticamente sem-tetos e eles...falavam mal dele, o xingava pelas costas e ele não sabia como ajudar-los, até que ele cansou disso tudo-falou Mako com um tom irritado por conta da lembrança.

Era muito coisa para ser absorvida na minha cabeça, mas eu escutava sem fazer perguntas.

—O empresario dele e eu demos a ideia de se mudar para Londres, longe das pessoas que o machucavam e trabalhar comigo. Ele era uma pessoa que queria mais em sua carreira, mas aqueles caras o impediam muito. Até depois de dias ele aceitou, disse que iria parar com as drogas e bebidas-finalizou Mako.

—Mas eu não compreendi disso-falei sem entender—e o que isso tudo tem haver com suas musicas?

—São os sentimentos dele-respondeu Mako—Gus nunca foi bom de falar sobre seus sentimentos, então ele usou a musica como um meio de escapar da dor. Tudo que ele sentiu de ruim está nas musicas que ele fez, ao ponto de ficar chapado que usava isso como meio para compor suas musicas mais tristes.

—Eu estou sem reação—falei tentando pensar em algo.

—Muita coisa para sua cabeça né?-disse Mako rindo e acabei rindo com comentário dele.

—Sim... não sabia de tudo isso-falei tentando assimilar tudo.

—Olha Carol você é uma pessoa boa, desde aquele dia vi que vocês se fazem bem um para ao outro. Gus não te contou porque talvez ele queria esquecer tudo que tinha acontecido, eu mesmo disse para ele não falar mais do passado e seguir com presente. Desde o dia que soube de vocês ele esteve se cuidando, era muito bem ver-lo novo feliz daquele jeito ao seu lado. Sobre as drogas, fica tranquila pois ele não usa a meses, está em uma fase de recuperação. Da um tempo para si e quando estiver boa, vai atras do Gus e se resolvem-sugeriu Mako.

—Sera que é o certo a se fazer?-perguntei com um pouco de duvida.

—Sim, primeiro você tem que resolver com sua mãe e depois com Gus-respondeu—eu preciso desligar, tenho coisas para resolver ta?qualquer coisa me liga.

Apenas despedi e deixei o celular ao meu lado, fechei meus olhos e fiquei pensativo com tudo. Gus nunca me contou sobre o que tinha acontecido antes de Londres, o que me deixou chocada. Fico pensando se ele escondeu isso de mim, talvez ele queria recomeçar a vida sem a dores que teve. Eu não estava brava com ele, mas chateada por não ter me contado. Achei que ele confiava em mim.

Mas algo em tudo isso não esta certo para mim, porque tanto mistério e segredos? Até entendo o fato dele usar drogas e não querer me contar, até porque eu sou contra elas. Mas se desse eu gostaria de conversar com ele sobre isso.

Resolvi me levantar da cama e ver como meus pais estavam, devem esta um pouco preocupados comigo depois de tudo. Eles estavam acordados tomando café e com algumas torradas.

—Bom dia-disse meu pai sorrindo para mim e vindo me abraçar.

—Papai...-foi a unica coisa que saiu da minha boca. Ele sabia quando eu não estava bem e eu adorava quando ele me confortava.

—Sente-se querida, vou fazer seu prato-disse papai mostrando a mesa.

Eu sentei um pouco perto da minha mãe, que estava distraída com celular olhando que eu não conseguia ver. Parecia que ela não queria falar comigo ou até mesmo evitar esse assunto depois do ocorrido de ontem.

—Querida?-falou meu pai chamando atenção dela com os olhos em nos duas encaminhando com um prato e um suco nas suas mãos-acho que você tem uma coisa a dizer a Carol.

—Eu tenho?-disse mamãe colocando o celular de lado e olhando para meu pai.

Querida...a gente falou disso-disse papai sentando ao lado dela.

—Seu pai acha melhor que a gente falar sobre ontem-disse mãe seria bebendo um gole de café.

—E o que querem falar?-disse um pouco cansada e sonolenta. Aguardando o que ela iria me dizer.

Ela suspirou e ao mesmo tempo sua expressão corporal estava mais calmo, mas sinto uma tensão grande naquele ambiente.

—Carol... o que tem de diferente nesse moço?-perguntou minha mãe com uma mão em cima da minha—alem de seu estilo que não me agradou tanto assim.

—Querida...não começa-disse meu pai serio chamando a atenção dela.

—Ele te faz bem?-perguntou minha mãe com um olhar mais calmo.

—Sim mamãe ele me faz muito bem-respondi encarando os dois.

—Carinhoso? Estudioso com você?-perguntou me observando.

—Sim, muito carinhoso-falei devorando minha torrada.

—E no trabalho?-perguntou novamente com um olhar preocupante.

—Também, ele é bom no que faz-comentei.

Mamãe perguntava tudo que precisava saber para tirar as duvidas, eu apenas respondia e meu pai estava lá separando e evitando ao máximo algum desentendimento entre nos duas. Ela perguntou literalmente de tudo, meus sentimentos, o que eu tinha feito. A cada pergunta respondida minha mãe parava com suas expressões tensas e meu pai apenas encarava a gente tomando seu café. E eu? apenas respondia com sentimentos todos bagunçados em minha pequena cabeça.

—Pela suas resposta ficou meio evidente o quantos se gostam-disse mamãe me encarando-se quiser convida-lo para vim aqui para eu te desculpar por ontem eu vou compreender. Mas quero que saiba, ele vai precisar conquistar minha confiança.

—Porque?-perguntei o motivo dela ainda ter esse pensamento do Gustav.

—Quero saber por mim mesmo se ele pode cuidar da minha filha-comentou mamãe me dando abraço mostrando suas intenções. Eu e ela nunca fomos de pedir desculpas para uma e outra, mas sabíamos que o abraço é como um pedido.

Apos nos entender, decidimos que era melhor aproveitar o final de semanas que estávamos juntos, eu sentia muita a falta deles ao meu lado. Assistimos alguns filmes, conversamos de tudo e rimos muito com coisas. Estávamos nos três esticados no sofá quando minha mãe me encarava sorrindo mostrando seus dentes.

—Filha posso te fazer uma pergunta?-perguntou mãe me olhando e eu apenas—você e ele já tiveram relações?

Por essa perguntava eu não esperava, ainda mais vindo dos meus pais. Eu estava muito vermelha de vergonha pela cara de pau que minha mae teve de perguntar, ainda mais com meu pai ao lado. Mas eu o conheciam tão bem para saber que eles são muitos mente aberta para isso.

—Mamãe! o papai está no seu lado!-falei inconformada enquanto meus pais encaravam-não vai dizer nada a ela pai?

—Carol você já é adulta-disse meu pai com seu jeito simpatico— eu não vejo nada demais nisso, ela apenas está curiosa, vai por mim até pais fazem sexo-finalizou rindo.

—Papai eu não quero saber o que vocês fazem na cama, eca!-disse constrangida e com a maior envergonha imaginando eles fazendo o mesmo, eles ria da minhas caretas-sim... a gente fez.

—Como foi?-perguntou papai curioso, era o que me faltava.

—Papai! você devia ficar uma fera ou algo do tipo-comentei inconformado—devia ser aqueles tipos de pais que acharam ruim disso acontecer.

Meus pais davam risadas e riam de mim pelo fato que esse assunto era novo para mim e para eles, ainda mais que eles são bem compressíveis.

—Não somos antiquados filha, alguma hora iria acontecer-disse papai abraçando mamãe.

—Foi...bom demais, ele foi muito carinhoso e fofo comigo-comentei quase sussurrando.

—Então ele tem pegada?-disse minha rindo da minha cara envergonhada pelo comentários.

Meus pais riam da minha cara envergonhada, mas sei no fundo eles ficaram felizes em saber que Gus cuidava de mim, literalmente em todos os sentidos. Já era noite e eles acabaram indo dormir e lá estava eu já deitada na cama sem sono, pensando como aquele dia passou rápido e como muito bom ter eles ao meu lado. Comecei a fuçar no meu celular procurando algo para ver até que eu resolvi acessar o twitter procurando alguma noticia, mas quando deparo com hashtag com "Lil Peep".

"É com muito prazer que venho avisar as pessoas que me perguntavam tanto quando vai ser meu próximo show. E para saciar suas perguntas, venho com resposta que meu próximo show vai ser em uma semana em Londres, acompanhada com meu primeiro álbum de estúdio Come Over When You're Sober Part 1."

Mandei uma mensagem para Gustav falando que minha mãe queria se desculpa-lo pelo ocorrido. Com esperança que ele tivesse acordado esperei por alguns minutos e nenhuma mensagem. Resolvi tomar um banho rápido e hidratar meu cabelo. Fiquei pouco tempo no banheiro, agora de pijama e limpa resolvi ver se tinha uma mensagem dele, e para tristeza ele não tinha me mandando nada. Tinhas mensagens das meninas perguntando do meu sumiço, expliquei o motivo a elas e enviei outra vez algo para Gus.

Talvez ele esteja já dormindo ou ocupado com algo que não esteja no celular, mas mesmo assim aquela sensação era agoniante. Não ter sinal de vida dele ao meu lado estava me machucando muito, já estava cansada e acabei cochilando em minutos. Acordei num pulo assustada, mas não tinha nada, peguei o celular para ver as horas e acabo me deparando com uma mensagem do Gus de 4 horas atras.

"Me certifiquei três ingressos para vocês e as meninas, entradas vips para não pegar filas."-Gustav

Ele nem respondeu minha pergunta...poxa.

"Você esta bem? está sumido por horas acabei apenas vendo agora suas mensagens"-enviei mensagem torcendo para que ele responder, mas foi em vão. Acabei desistindo já que era madrugada e dificilmente ele me responderia e voltei a fechar os olhos e acabei dormindo, mas acabei escutando uma notificação com a mensagem do Gus apenas dizendo.

"Te amo muito, se cuida"

Notas finais
Espero que tenha gostado, criticas e sugestões são bem vindas. E mais um recado: Caso tenha gostando da historia, favorite a historia e ao mesmo tempo acompanhe com frequência pois vou saber se estão gostando,comente o que estão achando e sem leitor Ghost aqui !