My Heart is Yours
12 Epílogo.
Notas iniciais
Dois meses e meio depois...
Eu estava em pé na praia com uma calça branca, uma camisa de botões e chinelos, as areias invadiam meus pés entrando entre meus dedos, olhava contente para meus pais e meus amigos, todos tão a vontade sentados nas cadeiras enfeitadas, sorrindo e esperando por Hinata, assim como eu.
Olhei para o arco de flores coloridas em minha frente com a mesma juíza amiga de Hinata atrás dele, esperando ela para renovar nossos votos, respirei fundo, nem na primeira vez eu estava assim. Meu coração batia acelerado, parecia que iria pular de meu peito a qualquer momento. Mas então, eu a vi. Todos viraram a cabeça para vê-la andando, entre as duas linhas de flores, em minha direção.
Suas rasteirinhas brancas permitindo que, assim como eu, ela tivesse os pés invadidos pela areia, mas ela sorria, sorria para mim. E a cada passo que ela dava meu coração batia ainda mais rápido. Ela estava linda.
O curto vestido branco com rendas se sacudia com o vento agradável, os cabelos soltos, voavam para trás do seu corpo e algumas mexas da franja um pouco compridas demais batiam em seu rosto, mas ela não parecia se importar. Apenas vinha para mim lentamente, segurando em uma mão o buque de rosas pequenas e delicadas, como ela. Enquanto a outra repousava delicadamente sobre o ventre que agora era o lar de nosso filho, mesmo que isso ainda não fosse perceptível. Mas eu sabia como essa recente noticia deixava nossa felicidade ainda mais completa.
Com mais dois passos ela veio até mim e Sakura sentada a uma cadeira próxima pegou o buque de sua mão. Ela ainda sorria, olhando em todo momento para meus olhos. Passei meu braço sobre sua cintura e repousei minha mão sobre a sua em seu ventre, acariciando-a.
– Estamos aqui reunidos hoje para a renovação de votos do casal Uzumaki Naruto e Uzumaki Hyuuga Hinata. – disse a juíza, que agora eu conhecia como, Tsunade. E então toda aquela chatice começou, confessava não gostar de cerimônias de casamento, a parte que eu gostava era a dos votos, onde podíamos ser sinceros com nossos sentimentos. E então com ela virada para mim eu repeti tudo que Tsunade disse, e ela também, troquei a aliança antiga pela nova, que representava um novo começo.
– Meu amor, hoje, eu te prometo continuar vivendo pra você e continuar fazendo tudo o que já tenho feito até aqui para que nosso amor nunca tenha fim. – ela começou. — Prometo me dedicar para te fazer feliz e prometo que a cada dia que passarmos juntos só me fará te amar ainda mais. Eu te amo Naruto-kun. — peguei suas mãos as segurando, delicadamente.
– Eu prometo lhe ser fiel e te amar por toda a minha vida e, se necessário, entregar a minha felicidade em troca da sua. – disse. – Hina, hoje, eu te prometo que nunca mais lhe magoarei e, finalmente, serei o homem que você merece. – ela chorava quando terminei de falar, repassei o que falaria mil vezes e em minha mente soara melhor, mas podia ver em suas expressões que conseguiria atingir o objetivo, que era lhe passar sinceridade e lhe mostrar meus sentimentos mais verdadeiros.
– Pode beijar a noiva. – disse Tsunade e a puxei, chocando seu corpo contra o meu e selando nossos lábios. Sorri ao ouvir assobios e ver algumas pétalas brancas jogadas sobre nossas cabeças.
Hinata sorria envergonhada e de mãos dadas fomos receber os abraços de nossos entes queridos. Eles nós desejavam felicidades, muito amor, e saúde para nosso pequenino a caminho, sorriamos e agradecíamos.
– Naruto-kun. – minha mãe me chamara, puxei Hinata delicadamente entre as pessoas indo até ela. – Tem alguém aqui que quer falar com você. – Uma ruiva de óculos, muito sorridente se aproximou de nós. Eu sorri, ela viera.
– Quem é ela? – Hinata perguntou baixo para que eu só eu ouvisse.
– Eu sabia que vocês ficariam juntos! – disse a ruiva rindo contente. – Não é pra me gabar, mas eu nunca falho.
– Fico muito feliz que tenha vindo Karin.
– Eu não podia deixar de ver vocês. – ela apertou as mãos em frente ao seu rosto como se quisesse apertar nossas bochechas. – Vocês ficam tão bonitinhos juntos.
– N-Naruto-kun... – Hinata estava corada, envergonhada por não saber quem falava de nós com tanta intimidade.
– Hinata, essa é minha prima! – eu disse. – Karin! E Karin essa é Hinata!
– Eu sei. – ela respondeu rápido e tirou a morena de meus braços, abraçando-a. Quando liberta Hinata tinha os olhos arregalados. – Você é ainda mais fofa do que esse baka disse. Dá vontade de morder. – ela fazia gestos de mordidas com a boca, fazendo Hinata se afastar dela um tanto assustada, mas sorrindo.
– Por que você disse de mim para ela, mas nunca falou dela para mim? – perguntou Hinata.
– Ele não te contou de mim? – Karin perguntou e ela negou com a cabeça. – Bom, eu sou conselheira amorosa e ajudei meu primo burro a fazer a coisa certa pra te reconquistar. – Hinata me encarou e cocei a cabeça sem graça.
– Você pediu a ajuda dela? – Karin afirmou antes que eu pudesse falar algo.
– Eu não sabia bem o que fazer, e não podia te perder! Kaa-san me falou dela e de seu trabalho então ela me ajudou. – sorri, ainda sem graça. Hinata sorriu.
– Arigatou Karin-chan. – ela disse. – Sei que sem sua ajuda não estaríamos mais juntos agora e não consigo imaginar como seria minha vida sem Naruto-kun.
– Não tem de que, Hina. – Karin disse. – Só sejam felizes, essa é minha maior gratificação. Agora vou indo, tenho um vôo para Nova Iorque. – assentimos e ela se afastou de nós, mas ainda em nosso campo de visão virou em nossa direção. – Se a magoar de novo Naruto, eu venho aqui para eu mesma te matar. – virou-se de novo e foi embora.
– Ela parece ser uma ótima pessoa. – disse Hinata. – E meio doida, também. – eu ri.
– Sim, ela é. – respondi. – Mas devo a ela estar com você. E desculpe não ter contato antes.
– Tudo bem. – ela olhava para nossos amigos que conversavam e se levantavam para irem embora. – Vamos para casa?
– E deixar eles aqui? – perguntei.
– Eu quero comemorar nossa união. – ela disse. – Só com você. – ela mordeu os lábios e eu sorri malicioso. Com os braços dados andamos rápido para o carro, iríamos para nosso ninho de amor.
6 meses depois...
Cheguei do trabalho e Hinata não estava na sala, olhei na cozinha e entrei no quarto para guardar a pasta acreditando que ela estaria lá, mas a cama estava vazia. Oras, onde ela poderia estar? Como se fosse em resposta a minha pergunta o som do piano começou a invadir a casa. Sorri, caminhei por todo o corredor e a porta estava aberta. Ela estava sentada levemente afastada do piano, para que a barriga não tocasse nele, e tocava nossa música.
– Estava de procurando. – disse, a fazendo assustar-se e olhar para mim.
– Naruto-kun. – disse se levantando. – Estava te esperando. – me puxou pela mão levando para fora da sala. – Venha ver. – paramos em frente à porta do cômodo vazio que agora estava sendo transformado em quarto. Ela a abriu. – Olhe. – Vi dois berços um azul clarinho e o outro alaranjado, um em cada ponta do quarto decorado de modo infantil. – Chegaram. – ela sorria, e seus olhos brilhavam, enquanto tocava a madeira dos berços. Eu sorri.
Faltavam duas semanas para o nascimento e eu já podia imaginar uma menina como Hinata, os cabelos azuis, os traços delicados e toda sua timidez. E um menino loiro, como eu, e tão agitado como eu fora um dia, para defender e proteger sua irmã de qualquer coisa ou pessoa que tentasse magoá-la. Senti meus olhos encherem de lagrimas, eu não podia ser mais feliz.
– Não são lindos Naruto-kun? – perguntou.
– São. – respondi, não conseguindo impedir que as lagrimas fugissem de meus olhos.
– Não vejo a hora de poder vê-los e segura-los em meus braços. – ela repousou a mão sobre a barriga imaginando assim como eu um futuro próximo. – Por que está chorando Naruto-kun?
– Porque a cada dia que passa eu tenho mais a certeza de que sou o homem mais feliz do mundo. – ela sorriu. Um sorriso sonhador e, também, acolhedor, como de uma mãe.
– Seu bobo. – ela disse caminhando até mim. – Eu que sou a mulher mais feliz do mundo por ter você comigo. Obrigada por mudar e lutar por mim. – sua mão estava minha bochecha e eu beijei sua palma, mas então seus olhos se arregalaram. – N-Naruto-kun... – a olhei sem entender.
– O que foi Hime? O que aconteceu? – seus olhos se arregalavam mais, mas ela sorria.
– Está na hora. – ela levou a mão para barriga e eu acompanhei o movimento, não podia ser faltava duas semanas. O rosto de Hinata se retorceu em uma careta de dor. – A bolsa estourou.
– É serio? – nem todos as vezes que imaginamos como seria quando ela entrasse em trabalho de parto me preparou para aquilo.
– H-H-hai. – ela disse com dificuldade se segurando em mim. Sem pensar muito a peguei no colo e corri pela casa. Sorte que eu não tinha guardado o carro.
Ajeitei Hinata no bando de trás e fui para o volante. Podia ouvi-la gemer baixo com dor.
– Agüenta Hina, nós já vamos chegar. – liguei o carro pisando fundo e pelo retrovisor a vi concordar. Apesar da dor ela sorria e eu, também. A partir de agora nós seriamos uma família. E eu me certificaria de que seriamos a mais feliz de todo o mundo.
Fim.
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