My Heart
2 Capítulo 1
Capitulo Um
Um mês depois.
- Juliet acorda – ouvi a batida pela terceira vez na porta do meu quarto e me virei na cama, apertando o travesseiro contra minha cabeça.
- Eu já ouvi porra! Para de gritar — Gritei irritada com Paul, sentando-me na cama e olhando meu lindo quarto entupido com pôsteres de bandas de Rock. Meu corpo ia tombando novamente para a cama quando um Poynter apenas de boxer apareceu na minha frente com a cara de quem havia acabado de acordar e de mau humor.
- Eu preciso usar o seu chuveiro, a água quente do outro não esta funcionado – ele disse já caminhando pro MEU banheiro. Quando me mudei para o apartamento deles, havia apenas uma suíte que ficou combinado de ficar comigo já que eu era mulher e precisava de mais tempo, espaço e privacidade. Demorou apenas alguns segundos pra que eu entendesse o que o Poynter estava querendo dizer.
- Mas é obvio que... – eu não terminava de falar quando ele correu pra minha porta coberta de fotos do ACDC. Mas eu não era burra. Corri juntinho.
- SAI DAQUI – gritei ficando no caminho entre ele e a porta, segurando de um batente ao outro. Mas ele me segurava e era mais forte. Mas mesmo assim eu me agarrei no batente.
- Deixa de ser estúpida, o Paul já me acordou antes do previsto e eu ainda vou ter que tomar banho gelado? ESSE ERA O MEU BANHEIRO – ele gritou irritadinho me pegando pela cintura e tirando meus pés do chão, completamente me encochando. Seu peito estava quente e eu me mexi tentando me soltar. Porem Dougie me soltou apenas quando estava próximo a cama correndo para a porta. Mas eu o segui mordendo seu braço com força quando ele alcançou a porta. Ele a soltou no momento em que meus dentes se fincaram em sua carne. — filha da puta! – ele resmungou acariciando o local afetado e eu entrei no banheiro. Batendo a porta com força em seguida. Arrogante e abusado. Tirei a roupa e tomei um banho demorado, lavei meus cabelos, passei creme no rosto, depilei as pernas. Enfim demorei o tempo que sempre demorava. Enrolei-me em minha toalha vermelha sangue e penteei meus cabelos, desembaraçando-os e os amarrando em um coque. Minha mãe sempre ficava com raiva quando eu os prendia molhados. Mas já soltaria. Soltei um grito assustada quando sai do banheiro e o Poynter estava sentado na minha cama segurando alguma coisa e me olhando com cara de mau.
- Esse quarto é MEU. MEU! Você é surdo ou burro? Sai daqui que eu quero trocar de roupa – disse irritada. Ele apenas se levantou me olhando de cima a baixo com cara de desdém
- Como se eu fosse querer ver isso – ele revirou os olhos me jogando uma trouxa de roupas e entrando no banho. – e não adianta nem falar por que nem fodendo que eu tomo banho frio – ele bateu a porta do MEU banheiro. Abusado, infeliz, mal amado, mal educado, peste, estúpido.
- SAI DESSA BANHEIRO JÁ POYNTER – gritei batendo na porta , lê-se quase arrancando-a fora do batente – ANDA, ESSE BANHEIRO É MEU, ESSE É O MEU SABONETE, MEU SHAMPOO, SAI DAÍ JÁ. E NEM OUSE USAR MINHA TOALHA. EU NÃO QUERO CORRER O RISCO DE ENGRAVIDAR — Eu batia freneticamente na porta me sentindo demasiadamente irritada já aquela hora da manha — E QUE PORRA É ESSE QUE VOCÊ ME JOGOU – abri o “bolo de pano”que ele havia me jogado.
- É a roupa que você vai pra escola, eu ganhei a aposta lembra? E O QUE EU QUERO QUE VOCÊ FAÇA É IR PRA ESCOLA VESTIDA ASSIM! – ele gritou já que sua voz estava sendo abafada pela água. Quando olhei a calça jeans , a blusa e o estojo de maquiagem que estavam em minhas mãos, sim. Eu surtei
- QUE PORRA VOCÊ ESTA PENSANDO QUE EU VOU FAZER? EU TO COM CARA DE QUE? SAI JÁ DESSE BANHEIRO – Bati com mais força forçando a maçaneta e chutando também. Eu seria capaz de quebrar a porta.
- Você vai quebrar a porta – ele disse parecendo calmo e até com tom de riso.
- FODA-SE! SAI DAÍ AGORA! EU NÃO VOU USAR ISSO – eu sinceramente já estava achando que o infeliz do Poynter havia esquecido a maldita aposta. Maldida aposta! Maldito Poynter.
- Eu ganhei a porra da aposta e você vai usar isso sim – Dougie disse abrindo a porta em seguida, fazendo com que eu quase me estabacasse no chão se não fosse seu corpo molhado e...
- O QUE VOCÊ ESTA FAZENDO PELADO? – gritei — PAAAAAAAAAAUL – gritei pro meu irmão vir e dar na cara do infeliz. Quem sabe ele não morria? Tapar os olhos foi minha primeira reação.
- O que foi? nunca viu um homem pelado não? – Ele saiu do banheiro andando como se fosse a coisa mais normal do mundo. Exibido. Não respondi, apenas continuei virada de costas pra ele com as mãos no rosto – Espera ai, você nunca viu um homem pelado? – ele repetiu a pergunta como se tivesse chegado a alguma conclusão. – Você é virgem? – ele riu quando fez a pergunta e eu senti meu rosto esquentar. Onde estava meu irmão que havia jurado me proteger de todas as coisas ruins mesmo?
- Sai. Daqui. – disse entre dentes. Fechando minhas mãos com força pra tentar sufocar a raiva.
- Você é virgem – ele afirmou rindo e aquilo fez com que meu ódio explodisse.
- SAI DAQUI – Me virei e minhas mãos agarraram exatamente no Poynter Junior.Meus olhos quase faiscavam. Dougie arregalou os olhos assustado. O que me fez rir provavelmente com a pior cara de psicopata do mundo. Eu tive medo de mim mesma naquele momento,porque eu sou má. Um beijo.
- Quer fazer carinho é? – ele perguntou debochado e eu o apertei, assistindo seus olhos lagrimejarem. Sua mao desceu e segurou a minha, como se sentisse medo de que eu pudesse machuca-lo. O menino era resistente. Dizem que qualquer carinho mais forte nos “meninos”doem muito não?
- Sai daqui – disse baixo. – ou eu juro que te impossibilito de ter filhos pra sempre – apertei um pouco mais
- Você ainda tem que ir vestida de Barbie pra escola – ele disse em um fio de voz. E segurou em minha toalha, o que fez com que eu arregalasse os olhos. – Ou eu juro que puxo essa toalha. – juro que gelei. Todos os meus ossos paralisaram.
- Você não faria isso – disse baixo sentindo vontade de espremer o “órgão” em minhas mãos até que não existisse mais a chance daquele arroto do Madimbu gerasse mais crias.
- Duvida? – ele ameaçou puxar. Dougie era um rapaz “atraente” e qualquer menina que fosse normal iria querer que ele puxasse a toalha e que eles iniciassem um sexo violento. Mas quem disse que eu era uma menina normal? Soltei o “Junior” bufando alto e Dougie pegou uma toalha que estava jogada em cima da cadeira ao seu lado, se enrolando nela. – Boa menina, agora vista a roupinha de barbiezinha e a sandalinha está ali no cantinho. E se eu fosse você se apressava logo, o Paul não gosta muito de esperar, e você vai acabar perdendo a minha ilustre companhia na sua ida a escola.
- Eu prefiro ir a pé do que na sua “ilustre” — eu fiz aspas com os dedos – companhia.
- problema é seu, você esta gorda mesmo é bom que emagrece – dei-lhe um tapa forte nas costas nuas que deixou a marca de meus cinco dedos e ele saiu reclamando. Entrei no banheiro pegando sua cueca que estava jogada no chão.
- E LEVA ESSA SUA CUECA PODRE DAQUI – gritei jogando-a porta a fora enquanto me preparava para por aquela roupa ridícula. Não havia duvidas, Dougie Poynter por essa me pagava.
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