My Guardian Angel
3 Adquirindo fobia de terça-feira.
Notas iniciais
Yuu Kanda, eu realmente nunca te vi?"
~Allen Walker.
– Kyaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahh! E ai? O que aconteceu depois? — Perguntou Road pulando pelo meu quarto.
– Nada demais. Eu me desculpei um milhão de vezes e fui embora é óbvio! — Respondi puto saindo debaixo do edredom — O que você esperava que acontecesse?!
– Só isso? — Perguntou Lavi da cadeira ao meu lado largando o livro que lia. — Ele não disse nada?
– Bem... Agora que você falou, talvez tenha mesmo acontecido algo...
–--------------------- Flashback on ----------------------------
Passei um bom tempo abobalhado, encarando suas orbes faiscantes bem de perto. Seus olhos eram magnéticos, como se fossem dois buracos negros, me arrastando para cada vez mais perto... E foi ai que eu percebi que estávamos um tanto perto demais.
– Er.... Desculpe! Me d-desculpe eu... — Comecei a falar totalmente desesperado com meus neurônios dançando na minha cabeça.
– Tch. Tanto faz, só faça o favor de sair de cima de mim. — Falou ainda irritado e foi ai que eu notei que não só ainda estávamos do mesmo jeito que havíamos caído, como o modo como estávamos deixava a situação um tanto... er...
– T-Tá certo! Descupe e-eu.. — Murmurei confusamente me levantando de cima dele e quase engasguei com as palavras quando a criatura deu um peteleco na minha testa.
– Pare de se desculpar, ou vou começar a achar que foi de propósito... — Comentou em um tom um pouco mais brando, mas pela sua expressão séria e neutra não dava pra dizer se essa foi uma brincadeira ou uma ameaça.
– Não! Eu juro que... — Comecei, mas fiquei totalmente sem reação quando ele aproximou repentinamente seu rosto do meu.
– Eu te conheço de algum lugar... — Sussurrou me analisando bem de perto com a mão no queixo. O que era uma cena um tanto cômica, levando em consideração que ele tinha que se abaixar para que seu rosto ficasse da altura do meu.
– QUÊÊÊ????! — E-Espera ai! Então ele realmente me viu naquela noite na boate?!
Ah que ótimo, agora eu estou ficando vermelho igual a um idiota...
Tá, desde que eu abri a boca estou parecendo um idiota.
– Estranho, de onde eu conheceria você? — Murmurou em um tom pensativo, embora que um tanto irônico, quando a porta da sala se abriu.
– Yuu Kanda! Acho que pedi para que fosse a diretoria, e não para ficar de conversinha no corredor. — A professora praticamente berrou e ele apenas franziu o cenho.
– Tch, que seja. Só não grite no meu ouvido múmia mal comida. — Resmungou monotonamente, se virando e saindo, deixando a professora louca de raiva e eu de queixo caído.
–----------------------- Flashback off ---------------------------------
– OH GOD!! — Exclamou Lavi — E você ainda queria que a gente acreditasse que não rolou nada demais?! – Terminou jogando o livro na minha cabeça.
– Hey! — Protestei massageando o local onde o livro tinha acertado.
– Nee Allen... — Começou a Road com uma voz extremamente maliciosa. — Como foi ficar deitado no peitoral sarado do seu moreno misterioso?
– ÔÔÔPAAA! Mas já Allen? — Exclamou Cross escandalosamente da porta do meu quarto.
Ok, posso morrer agora?
– Hey, não é nada disso que que você está pensan... — Comecei, mas fui interrompido pela Road.
– O Allen-chan tá passando para o lado yaoi da força, e com um moreno alto, gostoso e sexy.
É nessas horas em que eu ficava entre a vontade de me matar e a vontade de matar alguém.
– Como é?! E você não me fala nada sobrinho desnaturado?! — Ralhou Cross, se sentando do meu lado na cama. — Venham cá vocês dois que eu quero saber os detalhes. — Chamou os dois pervertidos que mais do que depressa se atiraram para cima do meu tio, o Lavi abraçando-o por trás e deitando a cabeça em seu ombro e a Road sentando em seu colo.
Ah não...
– CROSS! SEM PEDOFILIA NO MEU QUARTO! — Protestei, sendo totalmente ignorado.
– Então... O cara que o Allen tá afim... — Começou Lavi para o meu desespero.
– EU NÃO TÔ AFIM DE NINGUÉM! — Protestei novamente levando uma almofada na cara.
– Calado moleque, eu quero ouvir. — Falou sem nem olhar na minha cara, fazendo cafuné no ruivo de tapa olho.
– Ok então, o cara em que o Allen está "interessado" é...
Antes que o Lavi terminasse a sentença, um som alto soou pelo quarto, fazendo quase todo mundo pular de susto devido a violência da batida do hard metal.
– Ah! Tikky! — Suspirou a Road animada atendendo o celular enquanto eu respirava aliviado.
Me salvei nas 45 do segundo tempo!
– Uhum... Sair? Mas é claro!... Ah,sim... Sim, ele tá aqui sim, eu dou o recado. Te vejo mais tarde, seu gos-to-so! — Desligou o celular com um sorriso sacana de dar medo. — Hey Lavi, tenho um recado para você.
– De quem? — Perguntou o ruivo mexendo no cabelo do Pedocross.
– Lembra da Lulubell? — Indagou com um sorriso ainda mais sacana que o anterior.
– Aquela sua prima gostosa que é modelo e estava morando em Paris? Lembro até do número do sutiã dela! — Respondeu mais do que empolgado, pulando de cima da cama com uma cara de cachorro faminto.
– Ela chegou hoje de viagem... E perguntou pelo "ruivinho adorável" que ela encontrou aqui da última vez. — Adicione um Lavi quase enfartando aqui. — Então hoje à noite eu ia sair com o Tikky, mas já que Lulu-chan estava com "saudades", nos resolvemos fazer um “a quatro”.
– Foursome? Cabe mais um? — Indagou Pedocross com um sorriso de dar medo.
– “A quatro” onde cada casal vai para um quarto diferente no final da noite. O Tykki é ciumento demais para me deixar fazer uma orgia. — Comentou emburrada.
Sério, o que ainda estou fazendo nesse quarto?
– Se a Lulubel vai... Sua família já sabe de você e do Tykki-san? — Perguntei curioso.
– Nada, eles acham que o Tykki vai para a boate e eu vou sair com alguma stripper. E como meu pai só fica puto quando eu saio com caras, a desculpa cai perfeitamente. — Respondeu dando de ombros.
Acreditem, nada mais que venha da família da Road me surpreende.
– Allen, por que você não vem com a gente? Eu prometo dar uma passadinha lá na boate para ver se...
– EU VOU ESTUDAR! — Respondi rápido antes que Lavi acabasse falando mais merda na presença do meu tio.
– Bem, eu ainda vou procurar um roupa para hoje, tem certeza que não quer vir Allen? A gente podia...
– Vou estudar. — Repeti para a morena vendo o olhar desconfiado que Cross mandava para mim.
– Ah saquei... — Começou a Road sacana trocando olhares maliciosos com Lavi.
– Sacou "o quê"? — Perguntei com medo da resposta.
– Fala a verdade Allen, você marcou um motel com o cara e não quer falar, não é? — Falou o ruivo quase me matando de overdose de vergonha.
– Pirralho, você não era virgem? — Indagou Cross com uma cara mais desconfiada ainda pro meu lado.
– Ah Cross... Se você soubesse o fogo que esse ai tem...
– EU VOU TE MATAR FILHO DA MÃE! — Gritei jogando uma cadeira naquele caolho filho da puta, mas o infeliz fechou a porta antes de ser atingido e eu fiquei bufando de ódio.
Mas que... arrrgghhh!!! Ele ta ferrado comigo!
– Eu ainda mato esse puto... — Resmunguei irritado, enfiando a cara embaixo do travesseiro.
– Então... Vai me dizer o que está acontecendo ou eu vou ter que descobrir do meu jeito? — Perguntou Cross me olhando de canto.
Meu tio era delegado, mas se aposentou depois que Mana morreu para ficar comigo, e levando em conta a reputação de “linha dura” que ele tinha, eu nunca quis saber que “jeito” era esse que ele usava pra descobrir as coisas.
Contei a história toda, omitindo a parte que Kanda era um stripper obviamente (para todos os efeitos eu o vi pela primeira vez na saída da boate) e esclarecendo alguns detalhes para evitar comentários pervertidos depois.
– E já descobriu o nome do garoto? – Perguntou curioso.
– Yuu Kanda. – Falei simplesmente, vendo-o abrir a boca genuinamente surpreso.
– O que foi? Você o conhece? – Perguntei sendo completamente ignorado. – Hey! Cross! – Cutuquei-o com o pé, o fazendo “acordar”.
– U-uh? O Quê?
– De onde o conhece? – Modifiquei a pergunta depois da sua reação óbvia.
– Ninguém conhece aquela criatura... – Murmurou enigmaticamente se levantando e caminhando para fora do meu quarto.
– Ei! Você não me respondeu! – Protestei me levantando e indo atrás dele.
– Vá estudar. – Resmungou fechando a porta e me deixando no vácuo.
Era sempre assim, quando eu perguntava algo que ele não queria responder, o chato me mandava estudar e depois ia pro quintal fumar igual a uma caipora durante um bom tempo.
Mas só por que ele não quer me falar, não que dizer que eu vá desistir.
De jeito nenhum.
Me joguei de volta na cama, voltando ao meu estado de preguiça de quando cheguei da escola e fiquei pensando na vida. Tá, na vida coisa nenhuma, fiquei pensando foi no Kanda. Quer dizer, eu sempre acreditei estar apaixonado pela Lenalee, mas nunca, nem nos nossos melhores dias eu já fiquei retardado só de olhar para ela de perto. E essa última de Cross tinha me deixado com um pulgueiro inteiro atrás da orelha... Parecia que tudo que envolvia essa criatura tinha algo estranho.
E perdido em pensamentos aleatórios, eu acabei adormecendo.
– — — — oo0oo — — — -
Era...Agonizante.
Mesmo estando com os olhos abertos, tudo continuava na total escuridão.
Eu estava preso dentro de uma gaiola apertada de ferro enferrujado, com os olhos vendados e abraçando os meus joelhos com cada vez mais força na medida em que o barulho a minha volta aumentava ou um grito de gelar o sangue era ouvido especialmente próximo.
Fechei os olhos ao ouvir um barulho de tiro bem ao meu lado e algo grande cair em cima da minha gaiola. No exato momento, uma dor lancinante tomou o meu peito dificultando minha respiração.
Aquilo parecia o inferno...
Algo começou a pingar no meu rosto e antes que eu pudesse começar a me perguntar o que era, aquele cheiro metálico invadiu minhas narinas. Era sangue.
E era o sangue de...
Triiiiiiiimmmmmmmm!!
Acordei assustado, ensopado de suor, com o rosto banhado em lágrimas, o coração apertado, a respiração descompassada e puto, mas muito puto com a porcaria do meu horário.
É uma droga acordar cedo, e ainda mais depois de uma noite mal dormida.
E o pior: AS MALDITAS SEIS DA MADRUGADA!!!
Me arrastei até o banheiro, saindo de lá com a mesma preguiça que entrei e depois desci para tomar café em um estado de lerdeza onde quase capotei com a cara na comida.
– Ei, Allen! – Cross me cutucou enquanto eu tentava dar um pequeno cochilo antes de ir pra escola. – Pirralho, acorda! – Gritou no meu ouvido, puxando minha cadeira e me derrubando de bunda no chão.
Ah filho de uma...
– O que é maldito?! – Respondi de péssimo humor e ele jogou uma mochila em cima de mim.
– Vai passar a tarde na escola hoje. – Anunciou simplesmente, voltando a se sentar e tomando seu café calmamente.
– Vossa senhoria poderia ao menos me dizer o motivo? – Indaguei irônico, me levantando com o traseiro doendo por conta da queda.
– Por que a partir de hoje você frequentará as aulas de karatê, que são toda terça e quinta, portanto depois de amanhã eu também não vou ver sua cara por aqui. – Concluiu sem lançar um único olhar na minha direção.
Senti um frio na barriga repentino quando o significado da afirmação me atingiu.
– P-Porque isso agora? – Perguntei só pra confirmar minha desconfiança.
– Por que você já praticava quando era pequeno... – Deu uma pausa para complementar com um sorriso sacana: — E eu duvido que você seja bom em Kung-fu.
Filho. Da. Puta.
– Quem te deu permissão pra mexer nas minhas coisas?! – Perguntei colérico, lançado um olhar assassino para o ruivo cínico que estava na mesa.
– Você que deixa tudo espalhado pelo chão do quarto. – Deu de ombros.
– Os papeis estavam numa gaveta TRANCADA A CHAVE. – Praticamente rosnei.
– Bem, se você fosse inteligente teria aquilo salvo em uma conta online com senha. Seja ao menos um stalker competente. – Comentou com um tom de zombaria e foi a gota d’água.
O sangue subiu a cabeça e antes que eu resolvesse enfiar a faca que estava em cima da mesa no olho daquele maldito, eu me virei sem dizer uma palavra e sai batendo a porta puto da vida.
Coloquei meus fones de ouvido procurando a música mais violenta que eu tinha e ajustando o volume no máximo, vesti meu capuz preto quadriculado e sai com uma expressão que se tivesse rolando um apocalipse zumbi, os mortos vivos correriam com medo de mim.
Na medida em que eu descontava a minha irritação pisando no chão com toda a minha força e chutando qualquer latinha azarada que cruzava o meu caminho, eu fui me acalmando até chegar ao estado de apenas mal-humorado.
– Yo Allen! – A voz do Lavi soou do meu lado e ao mesmo tempo eu senti um corpo pequeno subindo nas minhas costas.
– Não estou falando com você e oi Road, como foi ontem? – Falei lançando um olhar incisivo para o ruivo que ficou com carinha de cão sem dono e ajeitando a pequena melhor nas minhas costas logo depois.
– A nossa noite foi ó-ti-ma. Você que parece meio mal, o que foi que houve? – Perguntou preocupada roubando um dos meus fones de ouvido. – Lavi, se você me der essa coca-cola eu te perdoo. – Completei roubando a lata do ruivo que apenas riu da minha cara. – Enfim, foi o de sempre, Cross se metendo na minha vida e fuçando minhas coisas como se fosse minha mãe ou algo do tipo. Ele sabe que eu odeio isso.
– Sei como é, o velho vive revirando meu armário atrás de droga. Porra, eu só fumei uma única vez e eu tava tão bêbado que nem me lembro! – Protestou o ruivo fazendo a Road bater com a mão na testa.
– Ele tem que parar de agir como se eu fosse criança. Eu tenho 15 anos e não cinco meses! – Resmunguei parando para comprar uma barra de chocolate, ou eu não chegaria vivo ao final desse dia.
– Sem querer bancar a advogada do diabo, mas dá pra entender por que ele é assim com você... – Falou a morena roubando um pedaço do meu chocolate enquanto mudava a música do meu Ipod. Folgada.
– Eu sei, mas eu estou bem agora não estou? Não é como se eu ainda estivesse preso naquela clínica. – Argumentei.
– Tem razão...
– Espera ai! – Exclamou o ruivo de repente. – Ele não viu o dossiê completamente stalker do Yuu-chan... Ou viu? – Indagou Lavi me lançando um olhar preocupado.
– Tanto viu, como ainda fez questão de zoar com a minha cara e me matricular no karatê. – Murmurei ainda chateado levando um tapa atrás da cabeça dado pela Road.
– E você tá reclamando do quê?! É a oportunidade que você pediu a Deus, Kira, Sheilong e mais alguns para ter uma chance com ele! – Falou sacudindo os meus ombros, o que era meio tenso já que ela estava nas minhas costas.
– Tá maluca? I-Isso nunca ia rolar... – Esclareci enquanto ela saia de cima de mim e dava a volta para me encarar de frente.
– O quê? Só por que o cara é gostosão? Se olha no espelho Allen, só não te pego agora por causa do Tik...
– N-Não é nada disso! – Exclamei corando igual a um tomate – Eu não disse que queria ficar com ele! Minha nossa, vocês são dois pervertidos incuráveis!
– Aaahh saquei... – Começa a Road me fazendo ter um frio na espinha. Sério, toda vez que essa garota “sacava” alguma coisa é por que ia dar merda. – Você ainda está tentando se convencer de que é 100% hétero!
Eu não disse que ia dar merda?
– Nada a ver! – Protestei ficando roxo de vergonha pelo nível da conversa no meio de uma rua movimentada.
– Ok, então vamos tirar a prova! – Começou Lavi com um sorriso maligno.
Isso. Não. Vai. Prestar.
– Prova de q...!!!! – Antes que eu fizesse alguma coisa, tive meu corpo prensado contra a parede e meus lábios repentinamente tomados em um beijo quente e sensual como nunca antes havia provado.
Quando eu parei de me debater, ele soltou as minhas mãos, que estavam presas ao lado do meu corpo, agarrando minha cintura. No impulso, puxei seu rosto contra o meu, intensificando o beijo.
Agora eu entendo por que toda criatura que o Lavi pega fica querendo casar com ele depois.
Senti uma mão descendo pelas minhas costas e eu percebi que eu estava ficando uke demais. Hora da revanche.
Me virei de repente, pressionando-o contra a parede dessa vez, percorrendo seus ombros largos com as mãos até o seu quadril, para só então interromper o beijo mordiscando seu lábio inferior com um sorriso de canto.
Chupa essa pervertido.
Abri meus olhos fitando sua única orbe verde que me encarava impressionada e ignorando o barulhinho constante que o celular da Road fazia quando ela tirava foto.
– Allen, isso foi tão... Seme. – Mesmo tendo feito de propósito, não deu pra não corar com o comentário, fazendo-o rir da minha cara enquanto passava um braço em torno dos meus ombros. – Agora me diga, onde diabo é que você, com essa carinha de santo, guarda esse fogo todo?
– Não te interessa. – Respondi da cor de uma pimenta.
– Testado e aprovado, o Allen-chan não gosta da fruta. Esse ai chupa até o caroço! – Comentou a morena maliciosamente.
– Ora, eu nunca disse que não gostava... – Comentei de volta com um sorriso de canto.
Nossa, perversão pega.
– Allen, você vai para o altar dos santinhos do pau oco depois dessa.
No fim das contas, acabou que o dia todo foi cheio dessas brincadeirinhas sacanas (se bem que o Lavi apanhou um bocado quando levantou a saia da Road), e claro que eu me vinguei (enviei as fotos que a Road tirou de mim beijando o Lavi para Lulubell, e sim, o Lavi tava bem uke nas fotos que eu mandei). Quando o fim das aulas chegou foi que a ansiedade começou a me corroer.
As aulas de karatê eram de 15:00h ás 17:00h, e como a minha preguiça não me permitia ir até em casa e voltar em um tempo aceitável (depois de almoçar eu viro uma lesma), acabei almoçando na escola e ficando por lá mesmo até a hora da aula.
Como dizer... Eu estava me sentindo um perfeito idiota. Minhas mãos suavam, minha boca secava, meu coração disparava e... Tudo isso por alguém que eu não conheço.
Tem algo errado comigo, só pode.
Putamerda, eu não sou uma garota de shoujo!!!
Para me dar apoio moral no primeiro dia, Road e Lavi me acompanharam até a porta da sala parecendo dois pais corujas e quase morremos os três simultaneamente de hemorragia nasal quando olhamos para dentro da sala e nos deparamos logo de cara com um Kanda com o kimono aberto, mostrando seu abdômen esculpido e uma parte da tatuagem que tinha no peito, os longos cabelos presos em um rabo de cavalo alto, deixando apenas a franja que estava bagunçada e mais algumas mechas soltas, treinando uns socos antes de começar a aula.
Tá, isso justifica perfeitamente o fato de que eu estou suando por um desconhecido. Não é idiotice, é apenas perversão...
Agora me digam, como alguém se concentra na aula desse jeito?!
– Nee Allen, boa sorte. – Desejou Road lutando para tirar os olhos do moreno.
– Vou precisar. – Respondi engolindo em seco logo em seguida, quando seus olhos encontraram os meus e uma pequena sugestão de um sorriso de canto surgiu em seus lábios.
– Em todo lugar que vou encontro você, não é uma estranha coincidência moyashi?
Acho que não é apenas de sorte que eu vou precisar para sobreviver a essa aula.
Notas finais
# Vocês acham que o Allen sofre com a Road e o Lavi, espera o Kanda começar a sacanear o albino. hehehe
# Inddo dormir que amanhã tem aula (meeerda de vida)
Kissus! Até mais
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