Segunda chegou rápido, agradeci imensamente por isso, fui ansiosa para a aula já ansiosa para vê-la, eu ia a chamar para sair, mas estava com um frio na barriga que assim que cheguei na rua da escola eu travei, milhares de pensamentos vieram em minha mente, e se ela não aceitasse, ou se aceitasse e no final de tudo me rejeitasse? Espantei todos esses “e se” da minha mente e perdi uns minutinhos em frente a fachada da “ Royal Academy Of Dance”, ela parecia uma pequena mansão, as letras cursivas que compunham o nome da escola a davam o toque antigo. Tomei coragem e entrei, se e já estou assim agora imagino que será terrível quando for pedir,. Fiquei um pouco distraída na aula, pensando em como pedir, errei algumas vezes e quase derrubo uma garota que estava ali.

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Achei estranho Anelise estar tão distraída hoje, ela é uma excelente aluna, parecia se perder em pensamentos cada vez mais, até mesmo quase derrubou uma aluna nova! Estranho, a aula está acabando e assim que terminar falarei com ela, isso me preocupa. Assim que as alunas estavam saindo me virei para chamá-la, mas me surpreendi quando a vi vindo falar comigo antes, segurei para não abrir um imenso sorriso.

- Helena, eu... Bem, queria te pedir uma coisa – Disse ela com uma timidez tremenda, com o rosto vermelho.

- E o que seria ? — Ela virou o rosto para o lado envergonhada e me perguntou;Você aceitaria tomar um café comigo ?

- Claro, adoraria – respondi sorrindo, então deveria ser por isso que ficou tão distraída. olhei o relógio de ponteiro na parede e me virei um pouco preocupada com a hora- Mas não está ficando muito tarde?

- É rapidinho, só queria conversar um pouco – me respondeu com os olhinhos pidões

- Se for assim, então melhor irmos logo – ela sorriu e eu retribui feliz. Após trocar as roupas do Ballet, fomos a um café a poucas casas da Royal, pegamos uma mesa no fundo, uma musica suave saía pelo rádio do local, talvez um Blues ou Jazz antigo, pedimos dois cafés ao leite que chegou até rápido se for contar como estava cheio o estabelecimento.

- Amo o café daqui, tem um gosto esplendido- comecei a conversa, percebendo a timidez dela, apesar que é uma verdade, o café ao leite daqui é espetacular!

- Primeira vez que venho aqui, mas dizem ser ótimo!

- Que honra poder ser sua primeira acompanhante- disse sorrindo- já que é assim devo te dizer que não deve nunca pegar os salgados daqui, não são muito... Comestíveis – disse fazendo uma careta a fazendo rir – mas os doces são incríveis, como a torta de maçã que com certeza é a melhor e minha preferida! Ela sorriu e me disse:

- Bom saber, agora já sei seu doce favorito e que gosta de café ao leite!Com chantili! e agora desejo saber de você, qual seu doce favorito?

- Com certeza bolos e pudins! — Seguimos nossa conversa animadas por mais de uma hora, na verdade só saímos quando já estava fechando, insisti em pagar a conta dizendo que era meu dever como acompanhante, e ela só aceitou após dizer que só seria possível se repetíssemos isso mais vezes, logicamente aceitei na hora. Por estar muito tarde, mais de meia-noite e meia, insisti em a levar para casa, etão entramos no carro e partimos para lá.

A continuou animada até mesmo no carro, conversamos sobre musica, arte, bobagens do dia a dia, sobre mais musica, comida... Tivemos vários assuntos, e quando eu menos queria chegamos em casa, ela parou na porta e um pequeno silencio caiu, a olhei e acabei a pegando me fitando, mas ela não desviou os olhos e eu não consegui, aqueles castanhos claros me puxavam para cada vez mais perto, não conseguia desviar, eram tão intensos, acabei fechando os olhos lentamente em quanto sentia seus lábios tão doces e viciantes tocando os meus e sua mão em minha nuca Estava tudo ótimo, incrível e perfeito, mas o ar faltou e tivemos que nos separar, ela começou a se desculpar e parecia um pouco confusa e se xingando mentalmente, não aguentando isso, apesar de estar fofa daquele modo, a puxei de volta pra mim, se assustou um pouco na hora mas logo correspondeu ao beijo, que começou a cada vez mais ficar intenso e picante, eu estava adorando aquilo, me perdia cada vez mais. Mas então, me afastei lhe dando o leve selinho e sai do carro, dei a volta e olhei para ela, estava me fitando, sorri e entrei em casa, mais sorridente do que nunca.