My God of Thunder

1 Capítulo único


Notas iniciais
Olá possíveis leitores, esta é minha primeira one-shot e meu primeiro hentai publicado, então espero que esteja a altura do que vocês esperam. Por favor, se gostarem (ou até mesmo se não gostarem) comentem, sim? Isso me incentiva a escrever mais e a melhorar. Espero que gostem, bye. (Até as notas finais)

Metido. Com toda a certeza essa palavra o descrevia muito bem, bem até demais. Laxus Dreyar definitivamente tinha voltado a se achar desde que tínhamos ganho Os Grandes Jogos Mágicos. Chegava a ser insuportável!

Claro, a festa pareceu se alastrar por todo o país devido a um pequeno problema que tivemos com o trem para voltar à Magnólia — acabamos dando uma parada em cada cidade grande que havia —, chegando lá apenas três dias depois, mas claro, todos os moradores nos esperavam extremamente alegres, o que me fez abrir um sorriso ao descer do trem.

— Mirajane! Eu te amo! — berrou um maluco desconhecido.

— Mirajane! Mirajane! Uma foto por favor! — pediram fotógrafos.

— Nee... — murmurei, dando um sorriso tímido — Quanta gente. — ri.

— Claro né Mira-nee? Afinal, ganhamos! — disse Lisanna.

— Sim, ganhamos... — murmurei,apanhando as malas.

Eu e meus irmãos saímos da tranquilidade do vagão para a extrema barulheira que estava a plataforma. O mestre estava pulando de cá para lá, vendo se conseguia achar um lugar onde tivesse bebida antes de voltarmos à guilda. Natsu, Gajeel e Gray começavam uma pequena batalha costumeira, sendo interrompido logo depois por Erza — Gajeel acabou com um galo, o que deixou Levy completamente preocupada, por mais que relutasse em demonstrar isso.

Lucy e Wendy comemoravam com algumas outras pessoas, dançando uma música em ritmo bem animado, enquanto confetes e serpentinas eram jogados sobre elas. Mais à frente, Raijinshuu trazia o troféu, e, como se não fosse de se esperar, Laxus levantava o levantava alto para que todos conseguissem ver.

Freed o olhava com admiração, deixando lágrimas escorrerem pelos olhos; já Bickslow, festejava com seus “bebês” e mais algumas outras pessoas bizarras de Magnólia enquanto Evergreen caminhava disfarçadamente na direção de Elfman.

Eu soltei um risinho abafado e me distanciei dos dois (por mais que me apavorasse a ideia de eles terem um bebê, ela o fazia feliz, e isso me deixava bem), procurando algum lugar para ir, já que Lisanna começava a se preocupar com Natsu pelo fato de que ele estava machucado — suspeitava seriamente de que fora Lucy, e não Erza, já que a mesma agora estava comendo bolo de morango e a loira parecia ferver de raiva.

Suspirei profundamente e fui saindo da multidão, tentando esboçar sempre que possível um sorriso gentil e sincero. Estava bastante cansada por causa a viagem e ainda tinha que preparar a guilda pela festança que com toda a certeza nos deixaria em “coma” por alguns dias antes de voltar a festejar novamente.

Parecia que agora toda a cidade se concentrava na estação de trem, deixando o centro da mesma completamente deserto de forma que meus passos mais pareciam uma manada de elefantes.

Abri o portão da guilda e deixei-o escancarado, considerando que mais da metade da cidade viria para cá. Abri um sorriso ao vê-la novamente e coloquei a mala em baixo do balcão do bar.

— Que saudades daqui. — sorri, começando a limpar alguns copos.

— Não vai festejar, Mirajane? — perguntou uma voz vinda do depósito lá em baixo.

Eu me assustei um pouco ao ouvir a voz, mas sabia que a conhecia, e apenas por ser aquela voz, me enfureci completamente.

— Saia daqui, Laxus! Devia estar carregando o troféu! — grunhi, apontando para a saída.

Ouviu-se um suspiro profundo e logo sua figura foi aparecendo da pequena escadinha que levava ao depósito. Seus braços estavam cruzados na frente do peito e sua cara, como sempre, completamente emburrada como se dissesse “Você é um lixo que não serve em nada para mim, então dê o fora”.

— Eh? Qual é o problema de eu estar aqui? — perguntou, como se fosse a coisa mais simples do mundo.

— Problema nenhum. Apenas saia, todos devem chegar juntos à guilda. — falei, visivelmente irritada.

— Então por que já está aqui? — rebateu, se sentando em uma cadeira.

Encarei-o friamente mas ele pareceu não se importar, afinal, nunca parecia. Eu chegara a pensar por um momento que ele havia se redimido, mas é claro, o troféu trouxe seu verdadeiro eu à tona.

— Porque alguém tem que começar a ajeitar as coisas. — falei, voltando a limpar copos.

— Não acho que é por isso. — murmurou.

— Eu tenho cara de quem liga pro que você acha? — alfinetei.

Ele deu uma risada forçada, demonstrando que aquilo pouco o importava e ia continuar a falar assim mesmo. Bufei, colocando uma mecha do cabelo no lugar e comecei a esquentar os fogões, sabendo que logo muita comida teria de sair dali.

— Isso não vem ao caso Mira, mas, continuando... — começou, se levantando e começando a caminhar lentamente, o olhar pregado nas vigas de madeira que sustentavam o teto. — Acho que é porque quer ficar sozinha Mira. — completou.

— Por que eu iria querer ficar sozinha? — indaguei, dessa vez levantando o olhar do que fazia para encarar seus obres verdes.

— Porque você anseia ficar sozinha Mira. —falou.

Eu tive de conter o impulso de dar uma gargalhada alta no tom mais zombeteiro possível, mas, o meu lado educado falou que seria falta de respeito, então me contive.

— E por que eu “anseio” ficar sozinha, ó, senhor Sabe-Tudo? — perguntei, fazendo uma falsa reverência.

Tive a impressão que ele dera um pequeno sorriso torto, mas decidir deixar para lá e apenas levantar o olhar do chão para vê-lo. Mas ele não estava mais lá.

Arregalei os olhos, um pouco perplexa e pisquei repetidas vezes. Inclinei-me por cima do balcão, querendo ver se ele se escondera ali em baixo, mas novamente nada.

— Aqui. — sussurrou.

Eu sentir meu sangue congelar, como se um assassino perigoso estivesse com uma faca atrás de mim (como se em alguma situação como essa eu não ganhasse), ou melhor colocando, como seu um enorme tigre estivesse me espreitando a ponto de sua respiração bater em meu pescoço enquanto eu era a presa.

— Eh? — foi tudo o que conseguir dizer.

Demorou um tempo até que eu percebesse a situação em que me encontrava, mas quando a percebi, não soube ao certo o que fazer.

Laxus, para a minha má sorte, estava a poucos centímetros de mim, seu corpo praticamente roçando ao meu. Ele havia me enquadrado sobre o balcão de forma que eu praticamente estava de quatro e ele por cima de mim.

Sua boca dispersava um hálito quente perto de meu ouvido, enquanto as mãos estavam passadas por minha cintura. Não tive outra reação além do “Eh?” por um pouco mais que alguns segundos (uns 15, mas pareceram mais de uma hora), de forma que eu também não havia como reagir.

— Laxus, o que você... — comecei.

O barulho lá fora ia ficando maior mas ele parecia pouco se importar, como se estivéssemos sozinhos sem ninguém em qualquer direção em um raio de duzentos e trinta quilômetros.

Eu estava prestes a chutá-lo, dar uma cotovelada nele, gritar ou simplesmente me remexer quando ele me virou bruscamente, me colocando sentada no balcão.

A força que ele usou para fazer isso foi o suficiente para fazer um baque alto ecoar pelo salão, juntamente com um baixo gemido de dor. Por que gemido de dor? Ah, sim, porque agora ele havia aberto minhas pernas, colocando-as fechadas em torno de seu tronco de forma bem firme. Eu podia sentir o calor de seu corpo, extremamente quente e, de certa forma, até aconchegante. Mas, continuando, ele as apertava com muita força; eu tinha certeza de que vários vasos sanguíneos haviam se rompido e com isso logo haveria um hematoma onde seus dedos encontravam minhas coxas.

Laxus deitou-me em cima do balcão, prendendo minhas mãos acima de minha cabeça enquanto inclinava seu corpo para mais perto. Ele, se não estivesse mesmo fazendo força,era bem pesado. Meus seios doíam, pedindo “espaço pessoal” de tanta força que ele os comprimia contra seu peitoral.

O barulho foi ficando maior, quase que ensurdecedor, e, além do fato que eu não sabia porque ele estava fazendo aquilo, eu também não queria que ninguém me visse assim com ninguém — ainda mais com ele! —, então o desespero começou a aumentar.

— Laxus, pare... AHHHH! — gemi, mordendo o lábio fortemente.

Podia sentir o gosto de ferrugem em minha boca por causa da força que eu usara para morder a gengiva, já que tinha certeza que um grito escaparia.

Aquele idiota estava literalmente mordendo meu pescoço. Eu tinha a impressão de que ele era aspirante a vampiro e a qualquer momento cravaria os dentes em mim tamanha a força que ele me mordera.

— Laxus, pare com isso! — falei.

Antes que qualquer um de nós pudesse fazer alguma coisa, os portões da guilda se escancararam, e todos começaram a entrar. Virei-me para olhá-lo, para que dessa ele saísse de cima de mim mas ele já não estava mais lá.

— Eh? — perguntei, me sentando no balcão com a mão no pescoço.

— Mira! Onde está o barril de vinho que eu deixei aqui?! — esbravejou Kana, batendo com a caneca ao meu lado.

Acordei de meu transe e fechei as pernas, ajeitando o vestido negro. Desci do balcão e me virei para ela, escondendo a marca da mordida com meus cabelos albinos.

— Ah, estão lá em baixo Kana, achei melhor guardá-los. — sorri.

— Hum... o que houve com seu pescoço, Mira? — perguntou.

— Ah! Nada, só um pequeno acidente. — ri, sem graça.

Ela pareceu que ia questionar, mas a interrompi dizendo que ia buscar seu vinho logo, logo, e então sai detrás do balcão, levando uma bandeja de bebida nas mãos e andando pelo salão.

Mas será possível?! Enquanto servia dois copos a Wakaba e Macao, Laxus começava a entrar na guilda, carregando o Mestre nas costas. Os mesmos riam e sorriam como se ele jamais tivesse saído do desfile. Mas não podia ser!

Ele estivera ali havia alguns segundos! Como podia estar entrando agora?!

— Mira... Mira... Mira-nee! — gritou Lisanna.

— Hã? Ah sim, o que foi Lisanna? — perguntei, me virando para ela.

— Você escutou o que eu disse? — perguntou, desconfiada.

— Ah, não, desculpe. — sorri, sem graça. — Pode repetir? — pedi.

— Sim, vou sair com a Juvia mais tarde...mas suspeito seriamente que vamos ficar espionando o Gray. — murmurou. — E o Elfman vai hã... “sair” com a Evergreen.

— Certo, tudo bem então. — sorri.

Olhei para Freed e para Bickslow que irritavam Evergreen, já que a mesma sairia com meu irmão e nenhum deles assumia gostar um do outro — para os outros.

Suspirei profundamente e voltei a servir os outros, começando a maratona de ir e voltar da mesa onde Natsu, Gray e Gajeel faziam uma disputa para ver que comia mais, e admito que não me surpreenderia caso algum deles passasse mal.

A comemoração se alastrou pelo resto do dia, pegando parte da madrugada. Eu tivera praticamente que chutar Natsu de uma das mesas — como eu previra, ele acabou sendo o que passara mal —, fazendo que eu e o Mestre ficássemos até umas três da manhã.

— Tem certeza que vai para casa sozinha Mira? — perguntou, virando-se para fechar os portões atrás de nós.

— Sim Mestre. — sorri. — Está tudo bem. É provável que com essa tempestade — pausei, abrindo o guarda-chuva antes que me molhasse. —, Lisanna durma na casa de Juvia, e bem... Elfman... Ah, melhor nem pensar.

Mestre Makarov deu uma pequena risadinha e começou a caminhar para a esquerda, vagarosamente, aos poucos ficando encharcado pela chuva.

— Então tenha uma boa noite Mira. — falou, desaparecendo no meio do escuro.

A chuva era extremamente intensa, mudando de direção com o vento cortante e frio. A todo o minuto, podia-se ouvir os trovões fortes um pouco mais ao longe, mas os raios... Não davam uma pausa por alguns segundos.

Vez ou outra caiam perto, como se logo atrás de uma casa houvesse uma espécie de “antena” que atraía raios.

Eu me encolhi mais, agora, completamente molhada e tremendo de frio, o vento fazendo meus cabelos albinos esvoaçarem freneticamente. A alguns metros de casa, o vendaval era tão forte, que meu guarda-chuva escorregou de minhas mãos e saiu por ai, sendo guiado pelo vento até desaparecer por entre as nuvens.

— Não! — gritei, o grito mais parecendo um sussurro devido o barulho da chuva.

Outro raio caíra ali perto, o que me fez me encolher, mas logo após isso, senti mãos quentes — mesmo que molhadas — envolverem meus ombros.

Um tecido quente cobriu meu corpo e percebi que quem quer que fosse, havia me envolvido com uma capa negra, quentinha e por incrível que pareça, seca. Abri um fraco sorriso e me virei para agradecer, quase usando Satan Soul ao perceber que a capa era dele.

— Melhor não pegar um resfriado, Mira. — disse, se afastando um pouco e começando a olhar para o céu.

Então ele era a razão dos raios? Ele os estava fazendo cair perto de mim? E desde quando ele estava me seguindo?!

Apertei os braços contra o corpo, sentindo o vento entrar por uma fresta da capa e me esfriar rapidamente. Suspirei profundamente e olhei para o portão do prédio onde eu morava.

Muito a contra gosto, olhei para ele, tentando sorrir amigavelmente e disse:

— Obrigada.

Me virei para continuar meu caminho, mas ele se adiantou e começou a andar junto comigo, indo para a porta de meu prédio.

— O que está fazendo? — perguntei.

— Esperando que esteja na porta de seu prédio para pegar minha capa. — falou. — Não vou sair sem proteção nessa chuva. — murmurou, recostando-se no muro.

Enfiei a chave na fechadura e olhei para ele. Laxus estava mais encharcado do que eu. Os cabelos loiros extremamente escuros e molhados, a camisa azul-marinho — que agora literalmente parecia o mar —, estava colada a seu peito largo e seu abdômen musculoso, e preferi não olhar as calças.

Uma parte de mim ficou extremamente satisfeita ao saber que ele corria o risco de ficar doente, mas a parte dócil me fez ficar com pena dele, e, pensar por um segundo que talvez ele pudesse ficar ali por aquela noite.

Suspirei profundamente, tendo de reprimir a vontade que tinha de me socar por pensar aquilo e olhei para ele. Girei a maçaneta e abri a porta.

— Pode ficar aqui se quiser. Quando a chuva passar você vai embora. — falei.

Ele não disse nada, apenas me olhou de soslaio e eu dei de ombros. Entrei e comecei a subir as escadas, ouvindo o som salto alto ecoar pelos corredores. A rajada de vento que vinha lá de fora cessou, indicando que a porta fora fechada e comecei a ouvir seus passos vindos atrás de mim.

Instantaneamente comecei a me arrepender a decisão que tomara, mas fiquei quieta. Chequei no quinto e último andar e abri a porta do 504, limpando os pés no carpete e então entrando.

Fiquei feliz ao perceber que o apartamento estava quentinho e aconchegante, bem diferente de lá fora. Um relâmpago iluminou a sala e logo depois acendi a luz. Soltei um suspiro de cansaço e olhei para a porta.

Laxus examinava a sala com cuidado, como se esperasse que a qualquer momento alguma coisa o atacasse. Deu um breve suspiro e entrou, fechando a porta atrás de si.

Retirei sua capa e taquei-a em seu rosto, começando a andar pela casa. Olhei pela janela e vi que a chuva apenas apertava, então lancei-lhe um olhar pesaroso.

— Vai ter que ficar aqui até de manhã pelo visto. — murmurei, vendo que ele se sentava no sofá, completamente molhado. — Não sente no sofá encharcado desse jeito! — exclamei.

Ele parou o movimento e se distanciou do sofá, colocando a capa no ombro e me olhando.

— E onde vou ficar já que dormirei aqui? — perguntou.

— Pode dormir no sofá, ou na cama de meu irmão se achar melhor, mas tire as roupas! — falei, indo para meu quarto.

— Você quer que eu tire a roupa. — ouvi-o murmurar, ficando mais cheia de raiva.

Abri o armário e fiquei na ponta dos pés, puxando dois travesseiros e algumas cobertas quentinhas. Coloquei-os em baixo do braço e voltei para a sala, onde ele tirava os sapatos.

Joguei as coisas no sofá e olhei para ele.

— Depois você arruma isso onde for dormir, e se precisar de qualquer coisa, pode pegar, não precisa me acordar. — falei, vendo o quanto eu estava molhada pelos pingos no chão. — Vou tomar um banho. — anunciei.

Me virei, e, mentalmente, comecei a me questionar por quê havia dito aquilo em voz alta. Voltei ao quarto e levei a toalha para o banheiro, colocando-a no suporte. Sai do banheiro e peguei uma camisola curta de cetim branco e fino, que jamais usara, pondo-a em cima da cama de casal.

Achei algumas roupas de Elfman misturadas ali, e, achei que seria melhor que ele usasse roupas mais largas que roupa nenhuma.

Entrei na sala, onde ele começava a ajeitar as coisas no sofá mesmo e joguei a roupa em cima da mesa.

Ele me encarou como se quisesse uma resposta para o que aquilo significava, e eu apenas disse “Use”.

Voltei para o quarto, fechando a porta e logo em seguida entrando no banheiro. Despi-me, colocando o vestido negro no cesto de roupa suja e entrei no banho.

Soltei uma longa exclamação de satisfação ao sentir a água quente tocando minha pele e comecei a realizar minha higiene pessoal. Lavei os cabelos e me ensaboei, sentindo o perfume de framboesa do sabonete se impregnar em minha pele.

Fechei o chuveiro e peguei a toalha, enrolando-a no corpo e fazendo um “turbante” no cabelo com uma outra menor que estava ali. Abri a porta do box e sai, quase tendo um ataque cardíaco.

Laxus estava encostado na parede, com os braços cruzados na frente do peito desnudo e largo. Olhava para o espelho, que eu percebi estar ajustado a ponto de ter vista para o chuveiro e senti as bochechas ficarem extremamente vermelhas — tanto de vergonha quanto de raiva.

Ele estava apenas com a calça vermelha, ainda colada ao corpo devido a chuva, e tive de me policiar para não levar o olhar a seu "dote".

Tentei então desviar o olhar para outra coisa, mas nada me parecia tão “melhor”. Seus olhos verdes brilhavam com satisfação e um tanto de perversão; os braços fortes cruzados estavam com gotículas de vapor escorrendo, deixando sua pele incrivelmente bonita; o peito largo e completamente nu estava rijo, como se ele estivesse um pouco tenso agora que eu saíra do banho, e o abdômen, completamente definido, poderia até servir para lavar roupa.

Fechei os olhos então, mas parecia que sua presença marcava o banheiro. O cheiro de framboesa do sabonete havia desaparecido, e agora só se sentia o cheiro dele, um cheiro másculo, como se estivesse carregado de hormônios, suor e outras coisas.

— O que está fazendo aqui?! — ralhei por fim.

Ele deu um sorriso torto, desviando o olhar do espelho para mim — o que eu não sabia se era pior ou melhor já que eu estava apenas de toalha — e me estendeu a camisola, completamente satisfeito.

— Por que vai usar isso? — perguntou.

— Porque tenho que vestir alguma coisa enquanto durmo. — falei. — Ainda mais com um pervertido como você aqui!

— Mas nunca a usou. Seu cheiro não está nela. — falou, o olhar penetrando no meu.

— Andou cheirando minha roupa?! — perguntei.

— Dragon Slayer. — falou, usando aquilo como uma desculpa esfarrapada. — Então Mira — começou, examinando a camisola. —, por que vai usá-la apenas hoje?

Minhas bochechas coraram ainda mais porque, no fim das contas, eu realmente não tinha nenhuma resposta. Eu apenas tive vontade de usá-la. Vontade de usá-la porque ele estava ali.

Reprimi o pensamento e tirei a camisola de suas mãos grandes e ásperas, me arrependendo por ter sido tão rápida e não ter podido aproveitar o toque.

—Apenas tive vontade de usar, agora fora! — ralhei, apontando a porta.

Ele fechou a cara, nada satisfeito com a resposta e seguiu lentamente para a porta do quarto. Bati-a com força e a tranquei, apenas para ter certeza que ele não entraria de novo.

Suspirei profundamente e olhei para a janela, onde a água apenas continuava a cair, deixando impossível que você visse mais que um metro de distância. Eu podia ouvir seus passos na sala, calmos e pesarosos, e então finalmente pararam. Vi por baixo da porta a sala ficar escura e percebi que ele fora dormir.

Fiquei mais aliviada e retirei a toalha, ainda cautelosa, mas dei um sorriso ao perceber que nenhum movimento vinha detrás da porta.

Vesti uma lingerie lilás clara, com alguns detalhas em uma fita roxa um pouco brilhante e coloquei a camisola por cima. Coloquei a toalha no banheiro e, sabe-se lá por que motivo, meus estômago começou a roncar.

Bufei alto e apaguei a luz do quarto. Fui andando com o máximo de cuidado na ponta dos pés até a porta e a abri sorrateiramente, fazendo o mínimo de barulho possível.

Olhei pela fresta e nada, ele estava deitado no sofá, o rosto virado para o encosto e parecia calmo demais. Eu realmente pensava que ele roncava como Elfman, mas pelo visto me enganara.

Abri a porta o suficiente para eu sair e comecei a ir lentamente até a cozinha. A chuva lá fora continuava a cair, barulhenta e densa, deixando a temperatura bem baixa. Cheguei na cozinha e abri a geladeira.

Peguei o leite e um pedaço de bolo de morango — que de tanto comer para irritar Erza eu acabara gostando — e comecei a comer silenciosamente, soltando baixas exclamações de satisfação com a comida.

Guardei-a e limpei a boca. Olhei no relógio da parede e ele marcava quatro e quinze da manhã, e, devido a festa que a Fairy Tail dera, a cidade só acordaria depois de meio dia.

Voltei sorrateiramente para o quarto, passando pela sala com o máximo de cuidado e então eu parei. Um relâmpago a iluminou e eu olhei para o sofá: vazio.

Laxus não estava mais lá e comecei a me preocupar. Em que canto daquela casa escura ele estaria, e tramando o que? Eu o tinha acordado ou ele estivera acordado o tempo todo — era por isso que não havia roncos?

Uma porta atrás de mim se abriu, deixando um feixe de luz passar e eu me virei. A porta aberta fora a do banheiro, e agora, Laxus saia dele esfregando os olhos, vestindo apenas sua cueca box branca. Aquilo apenas serviu para me lembrar que Laxus não se dava bem com exigências, de modo que preferiu ficar daquele jeito à vestir as roupas de Elfman como eu pedi.

Arregalei os olhos por um tempo, vermelha, agradecendo por agora a sala ter ficado escura — ele apagara a luz do banheiro — e ele não poder ver.

— Eh? — indagou. — Ora, ora Mirajane. Eu que deveria tentar alguma coisa aqui mas foi você quem veio me fazer uma visitinha de madrugada. — falou, sorrindo extremamente satisfeito consigo mesmo.

Seu olhar parou em meus seios — ou pelo menos onde eles ficavam, pois estavam tampados pelo sutiã — e os ficou observando. Protegi-me de seu olhar com os braços e desviei os olhos para a parede.

— Eu apenas vim comer. Então pare de imaginar coisas e volte pra cama. — falei, indo para o quarto.

Não ouvi sua resposta e entrei no quarto, fechando a porta atrás de mim e girando o fecho. Virei-me na direção da cama e parei na metade do movimento.

Laxus estava lá, deitado em seu centro completamente à vontade, com um sorriso satisfeito no rosto. A cabeça deitada em meus travesseiros, as mãos tateando os lençóis enquanto ele examinava cada centímetro meu com os obres verdes.

— O que está fazendo aqui?! — perguntei.

— Disse para eu voltar para a cama.— falou. — Aqui é a cama. — sorriu, malicioso.

— Eu quis dizer sofá. — falei. — SO-FÁ!

— Mirajane, pare de ser ingênua. — falou.

— Como assim ingênua? — perguntei.

— Ingênua tentando negar o que sente. — falou.

— Eu não sinto nada. — afirmei.

— Tem certeza? — perguntou.

— Absoluta. — falei.

Outro relâmpago iluminou o quarto e ele não estava mais deitado na cama. Senti braços quentes envolverem minha cintura, algo duro ficar colado a minhas costas e seu rosto apoiado na curva de meu pescoço e meu ombro.

— Então como chama o que acontece? — perguntou.

— O que acontece? Como assim?— perguntei, as bochechas vermelhas.

— O que acontece com o seu corpo quando eu a toco. — murmurou, apertando mais minha cintura e fazendo meu corpo se contrair. — O que acontece quando eu a acaricio. — falou, levando uma das mãos a meus ombros e acariciando-os lentamente, descendo a alça da camisola e passando a mão para dentro, roçando-a perto de meu seio esquerdo.

Eu me mantive calada, pensando naquilo que ele fazia, tentando ao máximo não deixar alguma coisa que lhe parecesse um incentivo. Mas o próprio silêncio foi um incentivo.

— Como chama, o que acontece quanto eu sussurro em seu ouvido. — falou, levantando um pouco o rosto até que sua boca estivesse na altura de minhas orelhas. — Mirajane. — sussurrou com a voz rouca, de uma maneira sensual. Senti um arrepio percorrer meu corpo, e mordi o lábio para não falar nenhuma besteira, mas pelo visto ele percebeu.

Laxus me virou bruscamente, me fazendo bater contra seu peito e eu levantei o olhar para seu rosto, próximo ao meu.

— Então como chama, Mirajane, o que sente quando eu a beijo? — perguntou.

Antes que eu pudesse argumentar alguma coisa, seus lábios tocaram os meus, e um beijo começou. Sua língua sequer precisou pedir passagem para entrar em minha boca, apenas continuou o caminho. Nossas línguas travavam uma batalha, se entrelaçando, cada uma querendo mais ficar junto à outra.

Seu beijo era feroz e voraz, cheio de desejo e autoridade. Era o tipo de beijo que toda a garota queria, inclusive eu. Eu não media esforços para não corresponder, muito ao contrário, queria que nos devorássemos com as bocas, que o ar em meus pulmões fosse maior para não ter de me afastar.

Nos separamos quando o ar me faltou, e senti as bochechas extremamente quentes e vermelhas. Eu não queria sentir aquilo, mas era apenas uma parte mínima de mim.

Desde pequena gostava dele. Desde quando era marrenta e apenas queria brigar. E isso não mudou quando ele tentou se tornar o mestre da guilda, e eu voltara a perceber o quão apaixonada era por ele quando ele viera para Tenroujima.

Ele percebeu que eu não queria olhar para ele, então ergueu meu queixo, me fazendo olhar diretamente para seus obres verdes, vendo o reflexo de minhas íris azuis.

— Diga Mirajane. — falou.

— Dizer o que? — perguntei com uma voz fraca.

— Diga que posso tocá-la. Que posso fazê-la minha e que posso marcá-la. — falou, se aproximando de meu ouvido. — Diga que quer ser minha. — sussurrou.

Mordi o lábio e senti um arrepio percorrer meu corpo. Por anos, ouvi-lo pedir que eu dissesse aquilo era um desejo, e agora não era diferença. Eu queria desesperadamente dizê-lo, mas ainda o odiava — mesmo que agora eu não ligasse tanto para isso.

— Eu...eu quero ser sua, Laxus. — sussurrei, nervosa.

O Deus do Trovão demonstrou sua rapidez mais uma vez. Desceu as mãos a minha bunda e a apertou com força. Levantou meu corpo e fez com que eu me entrelaçasse as pernas em sua cintura. Seu corpo estava extremamente quente, e eu podia senti-lo muito bem.

Laxus retirou uma das mãos de minhas nádegas e levou-a a minha coxa, apertando-a com fervor. Eu comecei a achar que era sado masoquista. Ele com toda a certeza estava me apertando forte, mas eu sentia prazer com aquilo. Me questionei se eu estava voltando por um breve momento, a ser a Demônio Mirajane.

A chuva lá fora apertou, e pareceu que agora que o Deus do Trovão estava assim comigo, os raios ficavam mais frequentes na tempestade, sempre avassaladores. Laxus novamente demonstrou sua rapidez; agora, estava sentado na beira da cama, comigo em seu colo, os lábios passando pelo vale dos seios por cima de minha camisola.

Mordi o lábio, sentindo-o baixar minha camisola até minha barriga, as mãos estavam agora no fecho de meu sutiã, e eu apertava os fios de seu cabelo loiro. Comecei a sentir uma elevação me cutucar em suas partes baixas e percebi, que como ele, eu estava excitada.

Pouco a pouco, com um mísero toque seu, sentia minha feminilidade umedecer, e acho que ele também percebia isso.

Laxus retirou meu sutiã, jogando-o conta a parede oposta do quarto e começou a observar meus seios. Eu senti as bochechas corarem, completamente cheia de vergonha, mas pelo fato de seu olhar estar repleto de malícia e desejo, eu apenas comecei a querê-lo mais.

— Que vergonhoso... — murmurei.

— Não deve ter vergonha de se mostrar Mira, não para mim. — falou. — Você é minha. — sussurrou, e com isso abocanhou meu seio direito.

— Ahh! — gemi, arqueando um pouco as costas.

O loiro pareceu gostar de ouvir meu gemido, pois começou a me torturar com a mão. Enquanto lambia, chupava e mordiscava meu seio, uma mão descia sorrateiramente até minha intimidade, provocando-me por cima da lingerie.

— Mmm... — gemi, mordendo os lábios pouco depois.

Ele parou de mordiscar o bico de meu seio e virou-se para mim. Retirou uma mexa de meu cabelo de meu rosto e colocou-a atrás da orelha.

Ele voltou a me beijar, dessa vez de uma forma um pouco mais doce e carinhosa, mas com o mesmo desejo de antes. Sua língua era mais gentil, acariciando a minha.

Afastou-se e voltou a olhar em meus olhos; o Deus do Trovão agora estava tão calmo, tão singelo ali, que eu poderia até pensar que era a Wendy se disfarçando dele.

— Gema para mim. — murmurou, mordiscando meu lábio. — Gema meu nome, Mirajane. — sussurrou.

Eu mordi o lábio quando ele voltou a brincar com meu seio, mas me lembrei do que ele me pedira, então tentei parar se sentir vergonha.

— La-laxus...— gemi, arqueando um pouco as costas quando ele mordeu o bico de meu seio com um pouco mais de força.

Senti seu membro me cutucar mais,ele havia ficado maior com meu gemido. Me perguntei então qual era o tamanho de seu desejo por mim, mas decidi deixar as perguntas para outra hora.

Laxus se afastou e retirou minha camisola, me deitando na cama e ficando com o corpo entre minhas pernas. A chuva lá fora apenas continuava, e parecia se apertar mais a medida que as coisas entre nós se intensificavam.

Ele se aproximou de meus lábios e me deu um leve selinho, começando a dar chupões fortes em meu pescoço, descendo pelo vale de meus seios, minha barriga até chegar a minha feminilidade, onde parou por um breve momento.

Senti seus dentes me arranharem, e então, quando me dei por conta, ele estava com minha calcinha em sua boca, completamente despedaçada. Não soube o motivo, mas aquilo me deixou mais excitada, apesar de estar um pouco chateada — eu gostava dela!

— Não é justo... — murmurei.

— O que não é justo? — perguntou.

— Que apenas eu esteja nua. — falei.

Ele sorriu, como se estivesse esperando a um tempo que eu pedisse aquilo e retirou a box branca, me deixando mais vermelha ainda. Meu olhar devorava seu membro, enorme, “esculpido” com muita perfeição, e tive que reprimir um impulso de passar a língua pelos lábios.

Ele voltou a se deitar em cima de mim, sem deixar seu peso sobre meu corpo e chegou perto de meu ouvido. Mordiscou o lóbulo de minha orelha e sussurrou:

— O que você quer Mira?

— Você... — murmurei baixo.

Ele deu um sorriso torto e deixou uma marca roxa em meu pescoço, me fazendo dar um gemido abafados. Comecei então a reparar em seu rosto, os traços másculos e perfeitos, até sua cicatriz em forma de raio no olho direito era perfeita; ele com toda a certeza era mesmo um Deus.

— Mira... — sussurrou, quando mordiscou meu pescoço, a voz deixando transparecer o desejo que sentia.

— Laxus...eu quero você. — gemi, beijando seus lábios.

Era bom dizer aquilo, dizer que eu o queria. Eu chegava a achar que poderia dizer aquilo pelo resto da vida.

Ambos já não aguentávamos mais, queríamos sentir um ao outro, nos unir e passar o resto da noite apenas falando a língua do corpo. Laxus aprofundou o beijo, parecia extremamente necessitado, mas como eu poderia julgá-lo? Eu estava tremendo de desejo por dentro.

Ele se posicionou em minha entrada, mas ficou parado por um tempo, como se esperasse meu consentimento. Eu dei um leve aceno com a cabeça e ele começou a me penetrar vagarosamente.

A cabeça de seu membro já estava toda em minha feminilidade, e eu já começava a sentir desconforto. Ele pareceu perceber isso, mas continuou a entrar lentamente.

Parou apenas quando seu membro estava encostando em meu hímen, e ele estaria pronto para rompê-lo, se não fosse o fato de que estava surpreso.

— Mira...está é sua primeira? — perguntou.

— Sim. — afirmei, olhando em seus olhos, vendo o reflexo de meu rosto extremamente corado.

Ele sorriu e beijou minha testa. Levou o rosto para a altura de meus ouvidos e sussurrou baixinho:

— Isso vai doer um pouco.

Eu assenti silenciosamente, e, em um movimento rápido, ele o rompeu. Eu mordi seu ombro, para evitar um grito de dor e sequer me preocupei com a força que eu usava, duvidava que ele sentisse dor. As lágrimas escorreram por meu rosto em um fluxo extremamente rápido.

Laxus percebeu meu sofrimento e se levantou um pouco para olhar meu rosto. Secou minhas lágrimas com o polegar da mão direita e depois acariciou minhas bochechas com as costas de sua mão.

A dor estava passando, mas ainda assim eu senti desconforto e tinha quase certeza que era apenas pelo tamanho de seu membro. Ele me beijou ternamente, mordiscando meus lábios e o sugando vez ou outra, esperando que pudesse se mexer.

Ao nos separarmos, eu abri um fraco sorriso, passando as mãos por seu pescoço e começando a apertar os fios loiros de sua nuca.

— Pode se mover. — sussurrei.

Ele deu um sorriso torto e seus olhos deixaram transparecer um desejo selvagem. Laxus começou então a se movimentar, fazendo um vai e vem lento, porém prazeroso. Ao mesmo tempo que eu gemia de prazer, eu me sentia torturada, eu queria mais.

Eu desejava a luxúria desesperadamente, desejava um pouco de brutalidade a ardência. Eu me sentia como se quisesse, ansiasse voltar a ser a Demônio Mirajane.

Antes que eu pudesse pensar mais alguma coisa, Laxus tomou-me novamente os lábios, como se tivesse ouvido tudo o que eu pensara. Fora um beijo feroz, cheiro de desejo e luxúria. Chegara a ultrapassar o primeiro beijo que ele me dera, era mais provocante, ardente.

As estocadas aumentavam de velocidade e força, e agora eu realmente agradecia por estar chovendo forte, o som da chuva, além de se tornar uma espécie de “trilha sonora”, escondia o som de meus gemidos — que de tão altos poderiam acordar os vizinhos.

Seu membro entrava fundo em mim, chegando a meu útero, o que me arrancava enormes gemidos de prazer, e a cada um deles, eu tinha a impressão de seu membro ficar mais duro e maior dentro de mim.

Eu passava as mãos por seu abdômen definido, arranhando-o com as unhas e arrancando gemidos mais gemidos de prazer vindos da parte dele. Eu passava a mão por cada gominho, querendo guardar seu físico na memória.

— Ahh! Laxus...! — gemi, quando o Deus do Trovão deu uma forte estocada, chegando a meu útero.

O movimento me levou a loucura, e achava estar perdendo a sanidade. Os raios começaram a cair com mais frequência, e trovões fizeram o céu estremecer. Laxus se inclinou e me beijou novamente, mordiscando meus lábios, enquanto eu queria que o beijo durasse para sempre.

Mas havia alguma coisa errada ali. A cama estava rangendo sobre nossos corpos, rangendo de mais. Um trovão fez o céu estremecer novamente, e , como se aquilo fosse uma deixa, Laxus aumentou mais a força e a rapidez, e com isso, a cama quebrou.

Ela caiu no chão violentamente, em um baque estrondoso que poderia ser ouvido no prédio inteiro, e agora meus gemidos viraram gritos de prazer. Os vizinhos que se danassem, eu estava fazendo amor com um Deus. Com o Deus do Trovão. Meu Deus do Trovão.

— Mira... — Laxus sussurrou roucamente em meu ouvido, fazendo meu corpo se arrepiar.

Eu comecei a sentir meu corpo se contrair, e , como ele, eu estava chegando ao ápice. Ele fez menção de sair de mim, mas eu o abracei. Laxus me olhou um tanto surpreso e eu sorri.

— Não... — murmurei — Fique dentro Laxus.

Laxus me beijou apaixonadamente, percorrendo minha boca com sua língua, e eu tratei de apreciar cada momento. Eu senti meu corpo me contrair mais, e soltei um alto gemido de prazer, enquanto meu corpo estremecia em baixo do dele. Não demorou muito mais que alguns segundos para que ele também chegasse ao ápice.

Ele soltou um gemido rouco, porém audível, e aos poucos fui sentindo meu interior esquentar.Eu podia sentir seu esperma dentro de mim, e a sensação me fazia feliz.

Ambos paramos de nos mover por um tempo, completamente ofegantes. Ele se deitou sobre mim, sem fazer peso em seu corpo, e deixou a cabeça em meu peito. Eu abracei-o ternamente, e massageei seus cabelos enquanto recuperávamos o fôlego.

Eu sabia que ter transado com ele era a maior besteira que eu tinha feito em toda a minha vida. Agora, não teria mais volta; eu clamaria por seus sussurros, imploraria por suas carícias e com um mísero olhar seu, sentiria um desejo de luxúria inexplicável, porque eu sabia que todas as noites, iria querer fazer amo com ele. Com o Deus do trovão. Meu Deus do Trovão.

Laxus era meu agora; e eu era dele. Para sempre sua Mirajane.

— Mira... — sussurrou roucamente, levantando o olhar para mim. — Deixe-me marcá-la. — pediu. — Deixe-me fazer com que o mundo inteiro saiba que a Demônio Mirajane pertence ao Deus do Trovão.

Eu olhei para Laxus e dei um sorriso fraco. Aquele Dragon Slayer definitivamente despertava o pior de mim, mas mesmo assim, eu o amava.

— Sou sua, Laxus. — sussurrei, depositando um beijo no topo de sua cabeça. Seus obres verdes brilharam intensamente, e depois de um tempo, senti uma ardência em minha coxa esquerda, abaixo da marca da guilda.

Levantei a perna e a olhei, deixando um sorriso escapar. A marca de um raio branco estava ali; a marca dele, a marca que ele pusera em mim, me tornando sua. Laxus levantou o corpo e se inclinou para frente, me dando um beijo suave e apaixonado.

— Segundo Round? — riu, ao se afastar para pegar ar.

Eu ri junto a ele, e a chuva continuou a se agravar. Fizemos amor o resto da noite, e mais uma vez ao acordar. Essa foi nossa rotina todos os dias dali para a frente. Laxus era meu, e eu era dele; não precisávamos namorar ou casar para saber disso, pois ele deixara sua marca em mim, e toda a noite, eu deixava a minha nele.

FIM.

Notas finais
E então, o que acharam? Mereço reviews? E sim, sei que ficou muito grande, mas o que posso fazer? No dia em que escrevi estava tendo uma tempestade perfeita! Beijos, Sari.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!