My Friend Killer
3 Capitulo 3: Medo
No dia seguinte quando cheguei na escola, vi minhas amigas conversando numa parte do pátio, eu fui me aproximar delas para conversar também, mas quando elas me viram fizeram cara de medo e saíram rapidamente de onde estavam! Eu no começo não entendi o por que daquilo, mas então quando me virei levei um susto!
Amy estava bem atrás de mim! Eu nem tinha reparado a presença dela, era como se fosse um fantasma... Ela estava olhando para mim com um olhar tristonho. – Não foi difícil entender o motivo daquele olhar – Aquilo me deixava triste também, por um momento achei que fosse algo comigo, mas na verdade era só por que a Amy estava perto de mim... Acho que se eu passar muito tempo com ela as outras vão querer se distanciar de mim também! Naquela hora pensei que isso seria ruim, não queria ficar sozinha, mas depois de pensar um pouco vi que na verdade estava sendo uma idiota! Amy estava bem na minha frente, e ela passava por coisas assim á muito, mas muito mais tempo! Eu apenas tinha sentido um pingo disso tudo...
Com isso eu voltei a mim, e segurei a mão da Amy, ela se surpreendeu com a minha reação, eu pude perceber isso claramente. Então lhe disse para não ligar muito para essas coisas, e á levei para o refeitório para que fizéssemos um lanche antes de ir para a aula.
Quando chegamos lá ainda estava meio vazio, então não foi difícil ir pegar um lanche, sentar e comer. Foi um bom lanche, pão com manteiga e suco. Eu gostava quando tinha lanches assim, e parecia que minha nova amiga gostava também... Mas logo o sinal tocou, então terminamos de comer rapidamente, e fomos correndo para a sala de aula.
Infelizmente, naquela hora foi inevitável... Todos nos olharem estanho quando entramos, eu não tinha certeza se olhavam para mim, ou para Amy... Ou para nós duas! Acho que para aqueles ignorantes, só por que as pessoas não se parecem muito, não podem ser amigas! Aquilo me irritou muito, mas achei melhor não fazer bagunça, poderia causar mais problemas a Amy do que a mim... – Poderiam pensar que é ela que esta me mudando, e assim poderiam querer machuca-la! – Eu apenas segui ao meu lugar, quer dizer, o meu NOVO lugar! Do lado da Amy, perto da janela... E com o tempo, vi por que ela gostava de ficar ali, era calmo, e ficar olhando o tempo passar pela janela foi algo que pode me tranquilizar bastante.
Depois de algumas aulas meio chatas, finalmente veio o intervalo! Eu peguei 2 reais que tinha na minha mochila para ir comprar mais lanche, Amy não tinha trazido dinheiro, só trouxe um suco que disse ter comprado no mercado perto da casa dela... – Embora eu não tinha visto mercado nenhum ali por perto... – Mas preferi não contraria-la, afinal, eu nem conheço tão bem assim aquelas redondezas.
Então saímos para o pátio, e eu sai em disparada até a fila do refeitório para comprar alguma coisa boa, antes que as pessoas comprassem tudo e eu ficasse de mãos vazias... Amy ficou para trás, eu olhei para trás e vi que ela apenas fico parada lá longe com cara de espanto, eu fiz sinal para que viesse onde eu estava, e ela veio lentamente, até chegar em mim...
–-- Por que você correu daquele jeito? Por um momento achei que você estava fugindo de mim! Mas você estava querendo pegar lugar na fila... Não é? – Disse Amy com um olhar sério.
–-- Claro! Eu jamais fugiria de você sua boba! He-He! Eu só não queria que o pessoal comesse tudo e a gente ficasse de barriga vazia! – Eu respondi a ela sorridente e confiante.
Depois que chegou nossa vez, comprei 2 bolinhos de chocolate, um seria meu, e outro da Amy, e com isso iríamos dividir o suco que ela trouxe também. Então ficamos andando um pouco pelo pátio até acharmos um lugar tranquilo para comer.
Logo que chegamos a um lugar legal, nos sentamos e começamos a comer. Eu peguei um dos bolinhos e dei uma grande mordida, e por causa disso ficou difícil para engolir, então peguei o suco de Amy e tomou alguns goles pequenos... Não queria que ela pensasse que estava abusando da situação e que iria tomar o suco todo.
Mas, alguns minutos depois de tomar aqueles goles, comecei a ficar zonza, tudo estava ficando escuro... E eu não conseguia mais me mexer direito. As ultimas coisas que lembro, são que me deitei – Na verdade, desmaiei... – E a ultima coisa que consegui enxergar foi o rosto da Amy, que estava com uma expressão calma. Eu não estava entendo nada. Ela tinha me drogado? Por que ela faria isso...? Não conseguia entender...
Quando acordei, estava novamente na casa da Amy, estava deitada na cama dela... Eu não conseguia me mexer no começo, ainda estava um pouco zonza, mas já pude perceber onde estava, e aquilo me apavorou... Como me levaram para lá?! Por que para lá?! Eu estava com muito medo, queria tratar Amy bem, mas aquilo passou dos limites para mim!
Mas antes que pudesse tentar me levantar direito, Amy já estava entrando no quarto com aquela faca que estava na cozinha da ultima vez que tinha vindo aqui... Ver aquela faca nas mãos dela não ajudou nem um pouco a me acalmar...
–-- Amy!!! O que você esta fazendo?! Solta essa faca por favor! – Disse completamente apavorada.
–-- Você esta com medo de mim então? – Perguntou ela olhando para o chão.
–-- A-Amy... Você esta com uma faca na mão... O-O que você vai fazer...? – Disse já chorando, eu já estava sentindo o que ela poderia responder.
–-- Bom, eu entendo o seu medo... Não estou com raiva de você por causa dessa reação, não se preocupe... Eu na verdade, gosto muito de você Lucy... Você é legal comigo... – Disse ela agora olhando ara mim, mas sem soltar aquela faca nem um por um segundo.
–-- E-Então... P-Por que esta fazendo isso? – Perguntei nervosa e sem conseguir controlar as várias lagrimas que me caiam dos olhos.
–-- Por que quero que fique aqui comigo... Pra sempre... Eu não quero mais ficar sozinha! E não vou ficar... Por que você veio ficar comigo... – Disse ela se aproximando de mim e alevantando a faca.
–-- Por favor... Amy... Amy... Não!!! Por favor!!! Pare!!! Socorro!!! – Gritei sentindo a faca perfurar meu estomago, meus pulmões... Tudo...! O sangue jorrava sem parar, o quarto ficava todo ensanguentado, e eu... Eu chorei, gritei e agonizei... Até finalmente... Morrer.
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