My Friend Killer
15 Capitulo 15: Mudança, Pensamentos e Crianças.
No mês seguinte ao passeio, meus pais finalmente decidiram a mudança. Nós iríamos para uma cidade grande, cheia de comércio e barulho... Não sei bem ainda se estavam fazendo aquilo por minha causa, ou por simplesmente quererem aquilo, mas isso nunca me importou muito mesmo... Apenas queria saber de sair logo daquele lugar irritante!
Um novo lugar me aguardava, e eu ficava ali ajudando meus pais a arrumar os moveis e por dentro do caminhão de mudanças... Eu não queria ter ajudado em nada daquilo! Claro que não queria! Mas pelo menos assim iria mais rápido... E com isso logo estaria partindo.
Agora iríamos morar em um apartamento e não em uma casa só nossa... Isso era meio bom e ruim, sabe, apartamentos normalmente tem vizinhos chatos e essas coisas, mas ainda sim, da mesma forma que teremos vizinhos babacas, pode ser que tenha algum ou alguns vizinhos mais interessantes! Eu ficava me perguntando se teria alguém parecida com a Alice ou a Amy lá... Quando pensava isso me sentia nostálgica, como se as mortes delas tivessem acontecido a muito tempo, mas muito tempo mesmo! Porem, só tinham alguns meses...
Eu nunca achei que fosse dizer isso, mas a morte das pessoas me trouxe tanta paz, mudanças, eu me senti tão bem... E aprendi muito com isso! Amy na verdade foi mais que minha amiga, foi a minha tutora... Ela me ensinou e falou muitas coisas sobre os melhores assassinos que existiam. Uma vez ela até me disse:
“O que faz um assassinato ser divertido não é o sangue, os corpos, ou a cara de desespero que a vitima tem, mas sim, o jogo de enigmas que o assassino faz para que tentem descobrir o que ele fez, como fez e onde colocou os corpos... Isso sim que é divertido!”
Isso me deixava confusa, matar alguém e ainda deixar enigmas... Na hora não me fazia sentido, mas depois eu passei a entender mais disso. E realmente é engraçado se você pensar um pouco!
Veja, você além de ter feito diversos assassinatos, escondido os corpos e todas as evidencias... Você apenas deixa uma coisa, mas só uma coisinha, talvez uma frase, um poema, um símbolo... Qualquer coisa! Você deixa isso lá. E quando vão analisar a cena do crime, eles descobrem que a gravidade do que estão investigando é muito maior! Eles terão que quebrar a cabeça para desvendar seus enigmas... Isso faz tudo ser mais engraçado! Há-Há-Há!
–-- Amy, filha... Filha! – Disse minha mãe me tirando do meu transe de pensamentos.
–-- Huh? O que foi?! – Respondi um pouco irritada.
–-- Você parecia meio avoada... Bom, só queria te dizer que daqui a 2 horas já vamos chegar a nossa nova casa! – Disse ela com um sorriso alegre.
–-- É verdade, tenho certeza de que essa mudança vai ser muito boa para nós! – Disse meu pai alegre também.
–-- Claro! Não acha filhinha?! Bom... Quando chegamos lá você poderia sair para conhecer algum amigo novo! Seria legal, não acha? – Disse minha mãe toda animada.
–-- É, pode ser... – Disse com uma expressão de desanimo.
Mas realmente, logo íamos para essa casa nova e eu nem pensei direito no que quero fazer lá, apenas fico lembrando de coisas que a Amy me falava... Eu não estou com saudades dela! Ela tentou me matar no fim das contas... Mas claro que tudo aquilo não ia ser simplesmente uma luta e uma morte, eu sei o que ela queria quando me enfrentou.
Aquilo era meu teste final, tudo que Amy mais queria era fazer de mim uma assassina. Ela me disse muitas coisas, acredito que ela tenha me escolhido, no momento que me aproximei dela na escola, acho que foi naquele momento, na hora que ela me perguntou sobre as Creepypastas... Sim! Deve ter sido lá! No momento que eu disse que gostava ela decidiu que faria de mim sua aluna.
Ela nunca me contou diretamente suas intenções, mas as vezes eu sentia que suas perguntas eram como as de testes, ou o jeito que ela agia comigo, parecia que ela estava sempre tentando experimentar minhas habilidades e qualidades para ver se eu era realmente capaz. E assim fui subindo de nível até esse teste final.
O grande momento, quando a minha mestra vem até mim e diz que vai me matar, mas mesmo lutando contra que já sabia tudo... Eu venci! Amy era muito boa, normalmente ela não me daria nenhuma facilidade, mas acho que naquela luta ela já estava cansada demais. No fim das contas eu consegui, é como se tivesse me formado em alguma coisa, não acham? Me formado em “Assassinologia!” Há-Há-Há!
–-- Filha, estamos chegando. – Disse minha mãe enquanto tirava o cinto de segurança.
–-- Ta. – Disse repirando meu cinto também.
Em poucos minutos chegamos na frente do apartamento, e pelo que meu pai tinha dito, nós íamos morar no numero 112. Por isso apenas peguei as chaves e subi primeiro, eu não estava afim de ajudar a levar as coisas para dentro! Agora que já estava lá apenas queria entrar de uma vez... Mas tive um probleminha no caminho...
–-- Olá! Você é a pessoa nova? Onde que você vai morar? Qual seu nome?! O meu é Nikolay, mas pode me chamar de Niko! – Disse um garotinho de aproximadamente 10 anos que apareceu de repente na minha frente.
–-- H-Huh?! Que droga garoto! Você me assustou! – Disse enfurecida, ele tinha me pegado de surpresa.
–-- A-Ah... Você falou droga... Isso é feio! – Disse o garoto fazendo uma carinha de bravo também.
–-- Q-Que...? – Disse confusa, não conseguia acreditar no quanto aquele menino era idiota.
–-- Niko! Niko! Seu bobo! Você me deixou sozinha e não brincou comigo!! – Disse uma garotinha que se aproximava e fazia cara de choro.
–-- Não acredito nisso... Duas crianças idiotas em apenas um lugar! Eu tenho realmente muita sorte... – Disse colocando a mão no rosto e fazendo cara de desgosto.
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