Notas iniciais
Olá, pessoas! Ainda á alguém aqui? Sei que demorei, mas acontece que os poucos comentários me fizeram desanimar ;( Mas, como eu já estava com o capítulo pronto, não vi motivos de não voltar aqui novamente. E agora pretendo ir até o fim, mas preciso da ajuda de vocês também, favoritando e comentando. Eu não peço recomendações, porque acho que isso é uma coisa que tem que ser merecida. Mas favoritos e comentários não custam nada, não é mesmo? Esse capítulo é um dos meus preferidos, pois conta um pouco dos medos Violetta e tem também uma surpresinha leonetta ♥ Não respondi os comentários ainda, mas vou. Agradeço a todos aqueles que tiveram menção em pensar nessa pobre escritora aqui. Boa leitura...

Capítulo 5 — Medos

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar. E cada medo de Violetta é também uma dúvida, se deve ou não ultrapassar.

Meu corpo todo tremia a medida que um enorme medo me invadia. Minha mente gritava em todas as formas, ângulos e sentidos possíveis.

Não suporto lugares pequenos. A luz fraca do elevador fazia meus olhos arderem, e eu sentia que um amargo grito estava disposto a sair pela minha garganta.

E saiu

— Socorro! — berrei, o mais alto que pude. E pela expressão do homem a minha frente, deu certo.

— Ficou louca? Quer me deixar surdo? — indagou indignado com minha ação de segundos atrás.

— Eu quero sair daqui — continuei a gritar.

Comecei a esmurrar as portas do elevador na intenção de que o mesmo voltasse a funcionar. Contudo, meu ato foi inútil, já que logo minhas mãos começaram a formigar e minha respiração a se descompensar.

Dei um passo para trás, cruzando os braços e tentando — falhamente — me normalizar. Lugares assim, tão demasiadamente pequenos, sem nenhuma saída... me deixa louca.

— A energia deve ter acabado — comentou ele, depois de alguns segundos em silencio. O – provável – irmão de Diego me olhava de uma forma curiosa, diria até estranha. Com certeza ele não estava entendendo bem o meu comportamento. — Olha, aqui tem conversor. Em alguns minutos isso volta a funcionar, não precisa ficar assim — tentou me acalmar, mas não deu muito sucesso.

— Se eu não sair daqui, mato o Diego com meu pensamento — murmurei a mim mesma, tão baixamente, que creio que o moreno não ouviu.

— Falou algo? — neguei. — Eu vou ligar pro meu irmão — anunciou, pegando seu celular dentro do bolso. Assenti, enquanto sentia minha respiração ficar cada vez mais rápida e meu corpo todo se amolecendo.

Isso estava parecendo como um déjà-vu. Como o meu pior pesadelo.

— Eu preciso sair daqui — falei, em meio a uma lagrima que desceu atrevidamente.

— Você está me assustando, garota — o ouvi dizer. — Não tem sinal aqui, então teremos que esperar até que alguém...

Parei de ouvir o que ele dizia e me sentei ali, totalmente desconcertada. Minha vida se tornou um inferno em um elevador, custei entrar em um novamente. Agora, tudo parece estar voltando... minhas lembranças vem como uma onda. Mais claras do que nunca.

As piores lembranças que eu poderia me recordar no momento.

Senti quando o moreno de olhos verdes sentou-se ao meu lado, fitando-me com um olhar estranho e até mesmo indescritível.

— Você está me assustando — repetiu sua frase de poucos minutos atrás. — Nunca ficou presa em um elevador? — perguntou, com certa ironia.

— Sim — afirmei, com convicção. — Esse é o problema.

— Como assim?

— Fiquei presa em um elevador uma vez, e quando saí, minha vida nunca mais foi a mesma. — tentei, ao máximo, prender as lagrimas que insistiam em sair.

Senti, cautelosamente, sua mão tocar a minha. Ele a apertou contra a sua em busca de me causar segurança. Sorri minimamente, sem mostrar os dentes, e tentei focar minha atenção aqui, no presente. E não no meu doloroso passado.

— Seja o que quer que tenha acontecido com você, não quer dizer que vai acontecer novamente agora — disse ele a mim, com bastante sinceridade.

Balancei a minha cabeça, concordando, mas não fui capaz de dizer uma só palavra. Eu ainda estava muito assustada.

— Então... qual o seu nome? — perguntou.

Mordi meu lábio inferior, pensando se deveria ou não dizer o meu nome. Ele poderia ser o irmão do meu melhor amigo, acho que não havia problema em dizer.

— Violetta — falei, rapidamente.

— Sou o León — contou, com um leve sorriso.

O olhei de relance, tendo a certeza que esse é mesmo o irmão do Diego. Resolvi não falar nada, que conhecia o irmão e a cunhada dele.

Estava me sentindo fraca diante daquela situação, em estar sob o meu maior medo.

Apenas queria sair daqui, ir para minha casa e chorar... chorar sozinha.

O elevador, por dois segundos, deu um arranco, piscou as luzes, mas voltou a apagar. Soltei um grito amargo de raiva e susto. Me levantei em um pulo, encolhendo-me mais na parede daquele lugar.

— Ei, ei, ei.. Calma. Deve ser mais uma queda de energia. — segurou em meus braços, fazendo-me o olhar. — Estava com um tempo ruim lá fora.

— Não importa, eu só quero sair daqui — falei enquanto chorava.

— Qual o seu problema? — perguntou, novamente. — Me diz porque sente tanto medo de elevador, só assim eu posso ajuda-la — pediu, com a voz meio grogue. — Ficou presa por muito tempo, tem claustrofobia?

— Não, não é nada disso — me remexi, ainda com ele me segurando. — Você não pode me ajudar; ninguém pode — gritei, contudo, sinto que minha voz não saiu mais do que um fio. — Por mais que eu tenha ao meu redor pessoas que diz me amar, nenhuma delas jamais conseguiu aliviar um terço da minha dor. Nem se quer imaginam o quanto eu sofri — os olhos esverdeados de León se tornaram confuso, e com razão.

Era muita informação para distinguir de uma só vez. E seria mais fácil se eu não o conhece-se — bom, não que eu o conheça bem — e sabe-se que irei o ver por mais tempo que imagino. E quero.

— Como um elevador pode causar tanta dor em alguém assim? — senti uma certa ironia em sua voz, e isso me irritou.

— Cala boca — ordenei, rispidamente.

Ele levantou as mãos ao alto, colocando-as em suas madeixas em seguida, mas sem tirar os olhos de mim. Seu olhar era penetrante e me faz sentir indefesa diante dele. Era algo estranho, tinha mais do que uma confusão — e pena — ali.

Fechei meus olhos, assustadoramente, quando o polegar de León tocou meu rosto, limpando minhas lagrimas.

— Eu não sei o que dizer para fazer você se acalmar — logo sua mão já esta onde meu coração se localiza, batendo descompassadamente.

Abaixei minha cabeça, sussurrando a mim mesma, varias vezes, para manter meu foco aqui, e não no passado. Mas todas as minhas tentativas pareciam ser em vão.

— Você... — foi se aproximando um pouco mais. — Você tem certeza que não quer me contar o que tanto te aflige? — colocou suas mãos no espelho do elevador, me encurralando em seus braços. — Desabafar, as vezes, ajuda — comentou, mas neguei, com a respiração cada vez mais ofegante. — Tudo bem, eu posso acalma-la de outro jeito — suas palavras soaram com muito seriedade e convicção, fazendo-me estremecer e meu corpo se amolecer ainda mais.

Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, seus lábios se colaram no meu e assim, travei. Isso é uma enorme loucura; ele é um completo — quase — desconhecido por mim, e estava me beijando? Não poderia ser real. Não mesmo. Eu queria afasta-lo, mas meu corpo não obedecia minhas ordens.

Droga, droga e droga. Mil vezes drogas.

As mãos firmes de León tocaram minha cintura, e assim despertei de meus pensamentos. E, ao contrario do que pretendia fazer — no caso, afasta-lo — simplesmente correspondi ao seu ato insano, colocando minhas mãos em seus largos ombros.

Não era um beijo selvagem ou quente, na verdade, nem perto. León parecia querer buscar um conforto em meus lábios, e meu palpite era que ele também tivesse a sua dor.

Nossas bocas se desgrudaram com certa sofreguidão, e minhas bochechas se coraram violentamente. Mas tentei disfarça minha vergonha na irritação.

— Você não tinha o direito de fazer isso — gritei com raiva.

— Por que não? — perguntou, com uma risada, um tanto quanto seca.

— Por algum acaso, não passou pela sua cabeça, que eu posso ser comprometida? — perguntei enquanto cruzava os braços. Estava um tanto quanto escuro ali, mas deu para ver, com a luz do espelho refletindo em seu rosto, sua cara de pensativo. — Não acredito que me beijou — revirei os olhos.

— Eu não beijei sozinho, não é mesmo? — sorriu meio malicioso. — E, bom, se você fosse comprometida não teria correspondido. Mas, se você é, isso não é problema meu. Afinal, eu não sou comprometido.

Fechei minha boca, não sabendo bem o que dizer, mas ao passo que uma má resposta chegava em meus lábios, travei, uma vez que — novamente — o elevador começou a piscar, em seguida, as luzes se acenderam de vez.

Suspirei aliviada, agradecendo todos os deuses em minha mente. Me virei para frente, ignorando completamente o olhar nada discreto do irmão mais novo de Diego.

Assim que as portas se abriram, varias pessoas estavam ali ao redor. Nem ao menos me importei com qualquer andar era e simplesmente saí empurrando todos os que estavam em minha frente.

Eu vou matar a Francesca.

Se não fosse por ela, eu não viria aqui, nunca.

Quando percebi já estava na frente da enorme empresa Vargas, e observei o táxi que havia vindo até aqui. Corri até lá, segurando os papeis que vim buscar com certa força entre meus dedos, e entrei rapidamente naquele carro.

O taxista, que antes me parecia tão simpático, agora estava com a cara fechada, e imagino que é por conta da minha demora.

— Agora vamos ao centro, por favor.

O lancei um sorriso meigo e o mesmo revirou os olhos assentindo.

Alguma coisa me dizia que aquele beijo irá abrir mais portas do que imagino. Assim como meu coração, agora, está formigando em desespero, eu tinha medo do que tem para acontecer.

Em meio aos meus pensamentos, passei as mãos pelos meus lábios, enquanto minha respiração se normalizava. Mesmo não querendo admitir, aquele tinha sido o meu primeiro beijo — pelo menos, eu o considerei assim. E não poderia ter sido mais especial, porque foi bom.

Muito bom.

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— Sua vadia! Eu estou esperando a horas — minha amiga gritou assim que me viu, não se importando com os olhares gerados.

— Me desculpe — pedi com sinceridade. — Aconteceram alguns contratempos —comentei, desviando o olhar.

— Como o que?

Nada eu falei. Queria dizer a ela que tinha beijado seu cunhado, lembrado meu maior pesadelo como se ele tivesse passado em minha frente... Em ter sentido um enorme vazio na maior parte do tempo naquele elevador, mas eu não sei se consigo dizer.

— Podemos esquecer isso? — pedi em suplica. Francesca apenas revirou os olhos — Eu quero minha casa, Fran... O tempo está fechado, daqui a pouco vai começar a chover.

— Por culpa sua eu não consegui comprar o que eu queria — me olhou em reprovação e eu apenas ri. — Vamos logo embora; não vejo a hora de ver meu cunhadinho lindo — sorriu mais alegre, começando a andar.

Fechei minha expressão e comecei a pensar em uma bela desculpa para dar a ela. Minha amiga quer que eu vá até sua casa conhecer o León — que no caso, eu já conheço — e ela não ira desistir assim tão fácil.

— Violetta?! — me chamou.

— Amiga, eu não vou na sua casa — mordi o lábio com sua irritação clara. — Eu estou cansada, sabe? Tenho alguns trabalhos a fazer... — me interrompeu.

— Deixe de mentiras, Castilho — rosnou. — Eu sei que você gosta dessa coisa de ignorar as pessoa... E que você é antissocial, esquentada, durona, orgulhosa, um pouco problemática, louca... — começou a falar e simplesmente não parava, e isso começou a me irritar.

— Fecha essa boca — mandei, e a mesma se calou, fingindo uma expressão magoada. — Eu não sou antissocial, nem esquentada, muito menos orgulhosa. — a garota riu. — E problemática é você, Reys.

— Obrigada — agradeceu sorridente, fazendo-me a olhar confusa. — Agora, vamos para a minha casa — pegou minha mão, e saiu me puxando.

Maldita Francesca.

Notas finais
CAPÍTULO REVISADO AS PRESSAS, PERDÃO QUALQUER ERRO. Estou perdoada? Teve beijo leonetta e espero que isso conte para vocês. No próximo terá mais um. E ele será todo narrado pelo León. Vou tentar postar ele terça, no máximo quarta, okay? Depende também de vocês... Beijos e nos vemos no próximo ♥♥