My Fresh Start
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Em meio a todas aquelas pessoas eu desejava apenas ver um rosto conhecido, mas isso não acontecia. Andei varias vezes sobre aqueles corredores em busca de achar onde meu irmão estava, mas não o encontrava de maneira nenhuma. E todos os funcionários dali não faziam mais nada a não ser fofocar.
Suspirei aliviado quando cheguei a um dos milhares de andar daquela empresa, e que nesse havia apenas uma sala que só poderia ser a do Diego.
Sem nem ao menos me importar com a mulher que me impediu de todas as formas de entrar, murmurando coisas como só é permitido com a autorização dele entrei na sala, vendo o meu querido irmão.
— Finalmente — murmurei a mim mesmo, por finalmente ter chego ali. — Diego?! — chamei sua atenção que estava virada aos vários papeis sobre a mesa. Fechei a porta atrás de mim e posso jurar que aquela julgo secretaria estava quase entrando.
Isso se eu não tivesse batido a porta na cara dela. Retirei meus pensamentos da minha atitude má educada e me virei para o cara a minha frente.
Diego me olhava com um sorriso radiante no rosto, e um pouco emocionado. Veio até mim, sem dizer uma só palavra e me abraçou. Obviamente, retribuí.
— Senti sua falta, cara — confessou ele.
— També senti a sua — falei com total sinceridade.
Logo embarcamos em uma conversa animadora. Ele perguntava sobre todos de Buenos Aires e eu respondia, já sentindo uma enorme saudade me invadir.
Ficamos ali por algum tempo. Agindo como pessoas normais que agiriam ao se reencontrar com uma pessoa que não vê a tempos. E por incrível que pareça, nos esquecemos das nossas complicações de irmãos.
— Como está a Francesca? — perguntei, assim que vi uma foto da minha cunhada na mesa de meu irmão.
— Está bem — sorriu ao falar dela. — Eu pensei que seria complicado manter a nossa relação aqui, já que estamos longe de praticamente todos os nossos familiares e amigos. Mas, por incrível que pareça, estamos indo muito bem.
— Fico contente com isso — falei com total sinceridade. — Bom, eu passei aqui bem rapidamente. Ainda tenho que arrumar minhas coisas no apartamento e resolver algumas coisas do trabalho — comentei enquanto me levantava, e Diego fez o mesmo.
— Você não vai ficar lá em casa?
— Acho melhor não — balancei a cabeça, enquanto falava. — Não quero atrapalhar a privacidade sua e da Fran — sorri de lado. — E nem a minha.
— Entendo — concordou. Caminhei até a porta e ele me seguiu. — Nós vemos a noite? Você pelo menos janta com a gente, certo? — ergueu as sobrancelhas, curioso.
— Com certeza — afirmei e o mesmo sorriu com a minha resposta.
Me despedi dele e saí daquela enorme empresa, indo em direção ao apartamento que meu pai fez questão de colocar em meu nome. Pelo menos assim eu ficarei mais a vontade, sabendo que não estou em um lugar de favor.
Será bom passar esse tempo sozinho.
X X
Mais tarde, naquele mesmo dia, eu já estava exausto. Como não descansei depois que cheguei da viajem, apenas piorou minha situação.
Após minha visita ao meu irmão, voltei para o meu apartamento e arrumei minhas coisas... Li os contratos que Federico havia pedido e os separei para levar até Diego a noite. Aproveitei também e passei na empresa onde meu pai me indicou a ser um advogado temporário, na nova fase daquele enorme império de moda.
Emília, minha nova chefe, e uma pessoa extremamente... estranha. Os elogios que ela despejou em mim foi no mínimo constrangedor. Mas, apesar disso, ela me parece uma pessoa bem agradável.
Só espero não está errado.
20h08
Assim que olhei as horas, me dei conta que já esta na hora do jantar na casa do meu irmão. Mesmo estando muito cansado, não iria fazer essa desfeita a ele e a Francesca. Pretendo ficar lá apenas algumas – poucas horas. Afinal, amanha começa, definitivamente, o que eu vim fazer aqui em Boston.
Já estava no caminho para a casa do Diego – que não é muito longe do meu apartamento, poucos minutos apenas – quando meu celular vibra dentro do bolso, indicando a chegada de uma mensagem.
O peguei, rapidamente, e soltei um suspiro ao ver de quem se tratava.
Lara.
"León, por favor, converse comigo... Eu te amo e não quero que a nossa história termine assim.
Não irei desistir. Me ligue, ou pelo menos, atenda as minhas ligações."
Só então fui ver que havia algumas chamadas perdidas dela. E uma da minha mãe. Não liguei muito para as palavras da Lara, pois – imagino – que é somente uma questão de tempo até ela esquecer o nosso ex namoro, e me esquecer.
Já minha mãe... Ligo para ela depois.
Assim que cheguei em frente a enorme casa que eu tanto conhecia, apenas entrei pelo portão que estava aberto e toquei a campainha, esperando que alguém atendesse. Coisa que não demorou muito para se fazer.
— León! — exclamou a italiana, me abraçando apertadamente. — Que saudades — disse, se afastando.
— Eu também estava. Com muita — sorri abertamente e ela me deu mais um rápido abraço e em seguida me puxando para entrar.
Vi Diego sair da cozinha e sorriu ao me ver.
— Pensei que não viria mais.
— É. Eu vim — falei de forma casual.
— Vem, León, quero te apresentar uma amiga — disse, Francesca, muito animada por meu gosto.
Caminhamos até a cozinha e vi, de costas, uma garota mexendo em algo que me pareceu uma maça de pizza. Assim que a mesma notou nossa presença se virou, e eu não acreditei no que vi.
É ela. A garota do elevador.
— León, essa é a Violetta — novamente a voz da Fran ecoou pelo local, interrompendo meus pensamentos. — E, Vilu, esse é o León.
— É um prazer conhece-lo, León — ela esticou a mão em forma de comprimento, e eu estreitei os olhos em confusão.
Ela não está me reconhecendo ou está fingindo que não?
Olhei em seus olhos e vi que ela esta um pouco nervosa. O que responde a minha pergunta.
Ela está fingindo que não me conhece. E, bom, não custa nada entrar no jogo dela.
— O prazer é todo meu — apertei sua mão, percebendo que a mesma está um pouco gelada.
— Então... — Francesca deu a voz, novamente. — Estamos fazendo pizza, e eu peço que você e o Diego esperem lá na sala, porque eu não quero que me atrapalhem.
Uma italiana fazendo pizza... Algo de impressionante nisso? Claro que não.
Diego me conduziu até a sala e nos sentamos no sofá. Nem havia percebido que ele estava com dois copos de uísque na mão, apenas me dei conta quando ele me entregou um.
— Foi impressão minha ou você olhou demais para a Violetta? Olhou de uma maneira estranha — perguntou ele.
— Impressão sua — menti, levando o copo até meus lábios.
Só não consigo entender porque motivos essa garota iria fingir que não me conhece. Tudo bem, a gente se beijou naquele elevador, mas não foi nada de mais. Eu apenas fiz aquilo pois ela estava demasiadamente nervosa, e já estava me deixando maluco.
A não ser que... Ela esteja me ignorando porque esta envergonhada com o ocorrido, por conta do beijo e tudo mais.
Ah, se ela está constrangida a ponto de mentir na cara dura, eu farei o possível para deixa-la ainda mais envergonhada.
Será uma noite interessante...
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