My Foolish Heart
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Mais um dia estressante na empresa. Meu pai era um cabeça dura. De todos os resumos que eu fiz, ele não aprovou nenhum. Ele estava, ou não estava querendo me ajudar? Apesar de tudo, ainda estávamos acima da Mikaelson Interprise. O que era gratificante. Em termos de dinheiro, na porcentagem, estávamos bem acima. Isso era o que deixava meu pai feliz. Isso e o Stefan. Não que eu não estivesse feliz com o “sucesso” do meu irmão, mas eu estava na empresa há mais tempo e foi só ele chegar que já ganhou até uma comemoração pelo trabalho. Quem sabe ele não merecia mesmo? Se fosse nesses termos, eu merecia também. Mas não vinha ao caso agora.
— Lexi – Eu chamei minha secretária –, você podia entregar as pastas que o meu pai me disse para eu refazer na minha sala?
— O Sr. Salvatore passou aqui e disse que ia dar para o Stefan fazer. – Ela respondeu. Meu pai deu o meu trabalho ao Stefan? Isso já era demais. – Ele disse que o que você tiver que tratar, não fale com ele hoje. Está em uma reunião importante com os agentes da Empresa.
— Mas eu vou fazer isso mesmo.
— Os filhos não podem participar dessas reuniões, Damon. São assuntos que vocês tratarão depois. – Lexi era minha amiga, sempre me chamava de Damon. Mas isso não vinha ao caso agora.
Eu não dei ouvidos a ela e corri para a sala de reuniões.
Abri a porta rapidamente e tive uma enorme surpresa. Stefan estava na sala de reuniões. Meu pai nunca tinha me deixado entrar naquela sala nas reuniões com os agentes da empresa. Só poderíamos comparecer quando ele tivesse certeza de quem assumiria seu lugar na empresa. Assuntos que seriam tratados bem depois.
— Pai. – Eu disse sério – O senhor poderia vir aqui, um minuto?
— Já vou, Damon. – Ele disse praticamente indignado. Stefan me olhava surpreso também. Meu pai saiu e fechou a porta – Você está louco, Damon? Eu já lhe disse para não entrar na sala de reuniões quando eu estiver com os agentes da Empresa.
— E por que o Stefan estava lá? Por favor, eu preciso de uma boa explicação. Se não, tente arrumar alguma desculpa esfarrapada e eu vejo se acredito.
— Você não entende.
— O que eu não entendo? Pode me dizer.
— Stefan é extremamente competente, Damon. Ele sabe como administrar a empresa. Os negócios aumentaram com ele aqui.
— Sete por cento. Sete. E eu o ajudei na maior parte do tempo.
— Damon, deixe de ser tão infantil. Seu irmão foi um enorme orgulho para mim. Você conseguiu aumentar quatro por cento. E isso com a minha ajuda.
— É isso então. Obrigada por me mostrar a verdade, Giuseppe. Até mais.
— Damon, não seja tão burro. Você ainda é meu filho.
— Devia ter confiado mais em mim.
Eu sai de lá com muita raiva. Quatro anos trabalhando para a empresa. Stefan há um ano. Como ele confiava mais nele do que em mim?
Assim que sai da empresa, vi Lexi correndo atrás de mim.
— O que você fez? Volte lá e peça desculpas, Damon! – Lexi era como uma irmã para mim e sempre cuidava de tudo. E além do que, ela era mandona. Muito mandona. Eu não iria voltar para lá. Pelo menos não naquele momento.
— Lexi, obrigada por ser tão “compreensiva” comigo. – Eu disse em tom de deboche – Mas agora eu preciso, realmente, ficar sozinho. – Ela ficou com raiva, mas no fundo, sabia que me entendia.
Estava cansado, exausto, na verdade. Pensei em descansar. Peguei meu carro e fui para uma casa que meus pais tinham no campo. Era um lugar bom para ficar sozinho, sem ninguém. Quando cheguei lá, me lembrei que tinha esquecido a chave.
— Ah, não! – Eu gritei – Sério que eu esqueci a chave? Como que eu iria entrar aqui sem a chave? – Eu fiquei furioso comigo mesmo. Como eu iria entrar?... Eu lembrei que os Mikaelsons tinham uma cópia da chave da casa. Quando meu pai e Mikael ainda eram amigos, meu pai sempre deixava a chave com eles. Mas agora que as empresas competiam... Será que... Bem, eu tinha namorado Rebekah, a filha mais nova. Acho que me entregariam sem problema.
Não era uma caminhada longa. A casa era quase ao lado da nossa. Era bom não ter ninguém para me perturbar. Nenhum trabalho, papelada, contas... Só o silêncio. Toquei a campainha e um homem alto e magro veio me atender. Provavelmente o mordomo. Por que um mordomo em uma casa de campo? Enfim... Eu falei com ele e me entregou a chave. Voltei rapidamente para casa e abri a porta.
— Nossa; há quanto tempo que eu não venho aqui.
O local estava empoeirado, mas nem tanto. Eu fui para o meu quarto e tirei meu paletó. Vesti minha blusa preta, minha calça e meus sapatos. Queria ficar confortável e relaxar, pelo menos por um dia.
Peguei a rede que estava escondida em um canto do armário e a coloquei lá fora. Deitei-me e fechei os olhos, me preparando para descansar. Mas infelizmente, ouvi um miado esganiçado.
Abri os olhos e me levantei. Não sabia se aquilo era um gato muito grande ou uma onça pequena. O bicho foi vindo em minha direção e eu comecei a me afastar, afastar e afastar. Sem perceber, tinha chegado perto do lago que tinha perto da casa dos Mikaelsons. Ouvi alguém...
— Rebekah? – Falei estranhando pois já estava de noite.
— Damon... – Ela respondeu, surpresa – O que te traz aqui?
— É... Estava querendo relaxar. Tirar o trabalho das costas por algum tempo.
— Bem; aqui é o lugar certo. – Ela sorriu, saiu do lago, pegou uma toalha e se cobriu – Eu vou trocar de roupa e já volto. Podemos assistir alguma coisa.
— Acho que...
— Ótimo. Até logo – respondeu e saiu. Agora eu não tinha mais o que fazer. Se eu dissesse não, provavelmente ela ficaria com raiva. Rebekah sempre foi temperamental. Um dos motivos para eu ter terminado com ela.
Voltei para a casa e fui para o quarto. Simplesmente esqueci que Rebekah passaria lá e adormeci. Abri os olhos e vi ela do meu lado.
— Ah! – Gritei. Ela se distanciou, sorrindo. – Rebekah... Me esqueci que passaria aqui.
— Você estava tão bonitinho dormindo. – Ela sorriu. – Podia vir sempre aqui para conversarmos...
— Rebekah, já falamos sobre isso. Nós somos amigos. Amigos.
— Lá vem você e esse papo de “amigos”. – Ela se aproximou mais. Com certeza era louca. – Eu não quero ser sua amiga, Damon. Podíamos voltar ao que éramos antes.
— Rebekah...
— Por favor, Dam – Ela se sentou na cama.
— Não, Rebekah.
— Por que não?
— Porque... – tentei arrumar uma resposta – Eu estou gostando de alguém.
— De... Alguém? – Rebekah se levantou, provavelmente frustrada – Quem?
— É...
— É aquela sem sal da Katherine Pierce? Sabia. O que ela tem que eu não tenho? – ela pegou na gola da minha camisa – Eu preciso saber, Damon. Saiba que eu não gosto de perder. Principalmente você.
— Não é isso... Fazemos assim... Continuamos amigos. Eu na minha, você na sua.
— Chega, Damon! Eu sei que é ela. Vi as fotos de vocês na revista – ela fez uma pausa e apontou o dedo para mim – Você ainda vai ser meu, Damon Salvatore. Escreva minhas palavras. Meu!
— Rebekah...
— Até logo, Salvatore – então ela saiu, pisando fortemente no chão.
Eu sabia que Rebekah sempre conseguia o que queria, mas eu não era uma das coisas.
Fui para a cama dormir, de novo. Amanhã voltaria. Era o “encontro” da empresa. Eu estava ansioso para ver Katherine de novo.
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