My First Love

9 Capítulo 9


Notas iniciais
Oi, amores. Desculpem a demora, de verdade. Espero que ainda estejam aí. Bem, a fic já está terminando, e esse é o penúltimo capítulo... Espero que gostem!

Sherlock estava sentado no pátio, esperando que a aula de John terminasse, e ele pudesse conversar com o amigo sobre Doctor Who. Ele tinha terminado a primeira temporada em dois dias! Isso, sem dúvidas, deixaria o loirinho animado.

Mas aparentemente, John já tinha outro motivo para comemorar. Ele sentou-se ao lado de Sherlock e entregou um papel a ele. – Não é legal? Na minha escola antiga não tinha nada disso!

Sherlock olhou o papel. Era um convite para o Baile de Inverno. Ele tinha ganhado um na aula de matemática, assim como todos os outros alunos.

– Sorte a sua que não tinha.

– Quer dizer que você não vai?

Ele negou. – É estúpido. As crianças ficam tentando imitar os adultos. Os adolescentes arrumam uma desculpa para se embebedarem e fazerem besteira. – ele balançou a cabeça. – Tirando o barulho, a música horrível... Sempre odiei esses bailes.

– Uma pena. – John ficou desanimado. – Porque o Mike também não quer ir. E eu não quero ficar sozinho lá.

– Você dificilmente ficaria sozinho, John. Mary e as outras meninas iriam se sentir muito satisfeitas em te fazerem companhia.

– Prefiro a sua.

Sherlock suspirou. – Eu vou pensar.

– Sério?

– Sim, mas não prometo nada.

– Ótimo. E bem, além de Baile de Inverno, também é o de formatura. Depois que o Jim teve notas horríveis, ninguém ficaria surpreso se você ganhasse o prêmio de aluno mais inteligente.

– Pena que quem ganha tem que fazer um discurso. – ele reclamou. – Mas vamos falar de coisas mais legais. Terminei de ver a primeira temporada de Doctor Who.

John abriu um sorriso imenso. – Não acredito! Você foi rápido demais. Quer a segunda emprestada? Você vai amar o Doctor do Tennant. Ele é meu preferido.

...

Mike não conseguia entender porque John insistiu tanto que Sherlock fosse. E pior, que ele achasse a ideia de ir com o amigo esquisito mais interessante do que levar a Mary.

– Não gosto dela. – John deu os ombros. – Não gosto de ninguém. Não vou levar ninguém.

– Você gosta do Sherlock, então?

John quase se engasgou com o suco de morango. – Não! Mas ele é meu amigo. É melhor ir com um amigo do que ir sozinho.

– Bom, você iria sozinho porque quer, não é?

– Como você sabe que gosta de alguém, afinal? – John perguntou.

Mike riu. – Você nunca assistiu filmes, não? Amor pode ser novo para quem é da nossa idade, mas todo mundo que assiste televisão sabe como é.

– Só assisto séries.

– Bom... – Mike começou. — Você tem que gostar de passar tempo com a pessoa. Sentir muito falta quando ela não estiver perto. Esse tipo de coisa. Ah, e a atração. Essa parte é muito importante. Você se sente atraído, poderia passar horas olhando a pessoa.

– Você gosta de alguém? Como sabe disso tudo?

Mike piscou. – Eu te disse. Filmes.

...

John passou o resto do dia pensando sobre o que Mike dissera, e não conseguia lembrar-se de alguma vez já ter se sentido assim por ninguém. Será que tinha algo errado com ele? Não, provavelmente ele era apenas novo demais.

No outro dia, porém, o primeiro sinal de quem poderia ser alguém de quem John gostava, começou a aparecer.

Sherlock tinha faltado. O moreno faltou, na verdade, por dois dias seguidos. Ele ligou para casa dele, e o Mycroft disse que o irmãozinho pegou uma gripe horrível, e talvez não fosse mais pelo resto da semana.

Então ele percebeu o que Mike quis dizer, sobre a parte de sentir a falta da pessoa quando ela não estivesse por perto. A escola era tão sem graça quando Sherlock faltava. Mas podia não ser nada, afinal, eles eram melhores amigos. Era normal, certo?

A parte de gostar de passar tempo com a pessoa, também se encaixava perfeitamente com Sherlock. Eles se divertiam tanto juntos. Mesmo que seu amigo fosse diferente, e bem irritado/ignorante/sabe-tudo na maioria das vezes, John gostava dele mesmo assim.

Mas, de novo, isso também poderia ser justificado com: eles eram amigos.

Falta a terceira parte. Sentir atração pela pessoa. Ele achava Sherlock bonito? Tentou pensar na aparência de seu amigo para descobrir.

Sherlock tinha olhos muito bonitos. Mas isso era normal, você podia achar os olhos de qualquer pessoa bonitos. O cabelo também era legal, os cachinhos que ele nunca penteava. Mesmo assim, John não estava convencido que estava gostando de Sherlock.

Até quando Holmes voltou para a escola, e as coisas mudaram.

Primeiro, ele não conseguiu evitar não ir correndo e abraçar Sherlock, assim que viu o amigo chegando. Tinha passado mais de uma semana, ele estava com saudades, poxa!

– Legal ter você de volta.

– É, escola pode ser um saco... – disse Sherlock. – Mas você deixa as coisas melhores.

Ele sorriu. Sherlock quase nunca dizia coisas legais para ele, não desse jeito. Ele tinha gostado. Talvez ele fosse tão importante para amigo quanto Sherlock era para John.

Durante a aula de biologia, John ficou observando Sherlock. Continuava achando seus olhos e cabelos bonitos. Mas tinha outras coisas.

Por exemplo, o jeito como ele falava rápido demais sempre que começava a explicar alguma a John. O seu olhar concentrado, olhando dentro do microscópio. A inteligência dele também era outro ponto atraente, se é que ele podia chamar assim.

Ah, e tinha as mãos. Ele observou as mãos de Sherlock, enquanto o amigo fazia as experiências, e ele tinha mãos muito bonitas. John nem sabia que podia achar mãos bonitas!

Não, ele estava tendo ideias. Ele não estava gostando de Sherlock. Era tudo maluquice de sua cabeça. Mas então, eles começaram a conversar, e tudo fluía sempre tão bem. John fez uma referência a Doctor Who, e Sherlock começou a gargalhar. Ele o observou, e começou a rir junto. Então soube que tudo estava perdido.

...

“Se você tem quer levar ao baile a pessoa de quem você gosta, talvez eu devesse convidar o Sherlock” pensou John, depois de decidir que gostava sim, do amigo.

Mas ele conhecia Sherlock, e o garoto só deveria ficar assustado se ele chegasse e falasse algo. Mas ele ainda podia ir com ele, sem ter que convidá-lo diretamente. Ainda assim, precisava de conselhos. Só que não podia falar com ninguém.

Afinal, ele estava gostando de um menino. Um menino muito legal, com quem ele se dava muito também e com cachos lindos, mas ainda assim, era um menino. Não sabia como Sra. Hudson reagiria a isso. Sabia que eles colegas iriam fazer piadinhas. Só tinha uma pessoa que talvez o levasse a sério.

John sabia que Harry era lésbica. Uma vez, ele pegou o celular da irmã para jogar, e acabou vendo as mensagens com a amiga, Clara. As duas namoravam.

Bateu na porta dela, todo envergonhado. No começo, ela o ignora. Então ele resolve falar que sabe sobre Clara, para tentar começar a falar sobre o assunto.

– Só porque eu tenho uma namorada, você acha que eu vou te dar conselhos sobre como conseguir uma?

Ela ia fechando a porta na cara dele, quando John sussurrou. – Harry... Na verdade... Era sobre aquele meu amigo, Sherlock.

– O que você quer dizer? – ela perguntou, abrindo a porta de novo.

– Eu acho que... Bem, eu andei pensando e... Falei com o Mike esses dias, e ele estava me dizendo como é gostar de alguém. Sabe, no sentido romântico. Eu pensei na Mary, e nas outras meninas, mas eu nem sequer noto quando elas faltam... Com o Sherlock... Ele é diferente. – o menino a olhou em suplica, e ela assentiu.

– Vamos, entre. Temos muito que conversar. – ela sorriu. Sabia exatamente pela situação que o irmão estava passando, e não pode evitar querer ajuda-lo. – Para começar, não tem nada de errado com você. É normal meninos gostarem de meninos...

Notas finais
O que acharam? Eu ia amar saber a opinião de vocês. E bem, já que estou postando hoje. Feliz Ano Novo para todos!!! Até o último, beijos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.