My First Love

3 Capítulo 3


Descemos do avião e mais uma vez esperamos o processo de espera pelas bagagens.

— Filha fica aqui esperando nossas malas que vou fazer uma ligação para seu pai avisando que já chegamos, ok? – Eu assenti e ela sai. As malas já tinham chegado, mas minha mãe ainda não, sabe aquele desespero de criança, quando sua mãe te deixa na fila do supermercado e sai, lhe deixando ali quase chegando a sua vez de passar as compras? Então, foi assim que me senti nesse momento. Depois de alguns instantes um garoto, que por sinal é muto bonito,se aproximou.

— Oi... Precisa de ajuda com as malas? – Fico um pouco desconcertada com a beleza dele, ele era alto, branco dos cabelos pretos, bem mais alto que eu, parecia ter uns certos 1.90 de altura.

— É... não, quer dizer, sim mas, é que estou esperando minha mãe, ela saiu pra fazer uma ligação e... – Falo totalmente desconcertada e acho que ele percebe soltando um riso doce para mim, vejo minha mãe se aproximando. –Ah, olha ela ai.

— Desculpa a demora, mas é que estava sem sinal aqui então tive que sair filha. – Ela dizia colocando o celular em sua bolsa.

— Ta tudo bem mãe. – Ela me olha e olha o garoto que esta ao meu lado, sorrindo para o mesmo. A situação de constrangimento para mim, já estava sendo papável naquele momento.

— Não vai me apresentar seu amigo, Nanda? – Eu a olho um pouco envergonhada, mas nem a mim mesma, ele se apresentou, e o garoto que até entanto desconhecido para nós resolve se manifestar.

— OH! Me desculpem eu meio que cheguei sem me apresentar, até pra ela mesmo. – Aponta para mim, e fica nós encarando com as bochechas coradas. – Bom meu nome é Pietro, Pietro Albuquerque. Moro aqui na Inglaterra a uns 4 anos... Mudei-me pra ficar mais perto de meus pais, eu morava no Brasil com minha avó, ela faleceu e tive que vir pra não ficar sozinho. – Nós o olhamos e ele coçava sua cabeça quando falava da avó, independente do tempo em que ela tenha falecido, isso parece que mexe bastante com ele. Perder um ente querido para nós, dói bastante, principalmente quando moramos com ele a tanto tempo, e parece que é o caso aqui.

— Eu... Eu sinto muito, Pietro. – Minha mãe se manifestou, e percebo que ele se sente confortável com sua preocupação — Meus pêsames.

Ele da um sorriso no cantinho da boca e suspira fundo, colocando para fora todo aquele ar pesado que insistia em se acumular em seus pulmões, ficando aparentemente aliviado.

— Já que estamos aqui vocês querem uma carona? – Eu e minha mãe nos olhamos com um pouco de desconfiança, não se deve confiar em qualquer um hoje em dia, mas não custa dar uma chance ao moço que parece ser um bom rapaz.

— Claro, não queremos perder essa oportunidade maravilhosa. — Sorrio encarando o chão com o entusiamos repentino da minha mãe, as vezes acho que ela lê meus pensamentos, medo disso.

— Então vamos? – Ele chama e o seguimos a até o estacionamento, nos ajudando com as malas, obviamente. De longe mesmo, ele desativa o alarme de seu carro Range Rover branco e abre o porta-malas, colocando nossas bagagens dentro.Neste momento vi nele algo que não reparei e vi em garoto algum ultimamente, cavalheirismo. Ele abre a porta para cada uma de nós fechando em seguida, e logo entra, gira a chave na ignição deixando o carro aquecer. Minha mãe lhe entrega um pedaço de folha indicando o local onde iríamos ficar. Ele encarou a folhinha do endereço, minha mãe o observava sem entender.

— Pietro, esta tudo bem com você? Tem algo errado com o endereço? — Ele a olha e sorri.

— É que meus pais moram neste mesmo endereço. – Rimos em satisfação, pelo menos não iria ter o trabalho de me martirizar depois achando que nos aproveitamos da situação, que dizer da carona.

— Isso é muito bom! — Minha mãe falava alegremente enquanto ele dava a partida e seguindo para fora do estacionamento do aeroporto. Fomos o caminho inteiro rindo e Pietro nos mostrou alguns cantos da cidade que ele mais gostava, e como a senhorita minha mãe, não é nada curiosa, já foi investigar a vida do rapaz, reviro os olhos mentalmente, que vergonha.

— Pietro, você trabalha no aeroporto? – Ele ri e arqueia uma de suas sobrancelhas.

— Não, claro que não, é que eu estava acompanhando um amigo e ele terminou dizendo que não ia mais esperar por alguém, que sinceramente eu nem sei quem é, então eu vi Nanda como à senhora a chama, pensei que estivesse perdida e resolvi tentar ajudar com as malas.

– Nossa, que falta de educação, não nos apresentamos a você Pietro que esta nos ajudando a chegar em casa. — Ele me olha pelo retrovisor e morro de vergonha, queria um buraco pra entrar agora e não sair mais.

— Verdade, me desculpe. Meu nome é Fernanda, Fernanda Keller , e ela como percebeu. — Obvio. — É minha mãe, Joana Keller, nós morávamos lá no Brasil também e tivemos que nos mudar porque meu pai tinha muitos negócios a fazer aqui na Inglaterra e ele viajava muito, então decidimos vir morar aqui pra tornar o acesso do trabalho mais fácil para meu pai. – Tomei a iniciativa de nos apresentar antes de minha mãe, vai que ela fala alguma bobagem me deixa ainda mais envergonhada. Olhei para o retrovisor e sorri
para o mesmo, e ele me devolveu o sorriso voltando sua atenção para a estrada. Passados uns 15 minutos depois das apresentações, entramos em uma rua muito aconchegante e linda, bem arborizada com casas que eu diria se parecer de filmes, parabéns pai, ótima escolha.

— Pronto chegamos. – Ele sorri pra minha mãe que esta encantada com o local como eu, dou uma volta com minha vista e encontro meu pai nos esperando todo sorridente na porta da nossa nova casa, que, no entanto era bem maior que a antiga e bem mais bonita também. Saímos do carro e Pietro mais uma vez nos ajudou com as malas, e meu pai fez o mesmo. Então aproveito a situação e apresento Pietro para meu pai.

— Papito esse é Pietro, ele nos ajudou com as malas quando eu estava meio que perdida no aeroporto. – Ele sorri tímido para meu pai, e o mesmo
devolve o sorriso se apresentando também.

— Olá Pietro, meu nome é Thierry Keller, obrigado por ajudar as minhas princesas. – Ele estende a mão para Pietro em cumprimento, e o mesmo a aperta.

— Que isso, foi uma honra ajudar as moças aqui, afinal eu também moro aqui, a minha casa é aquela azul da esquina de primeiro andar. – Todos nós voltamos o olha para a casa de Pietro e admiramos o quanto ela é grande e bonita. Voltamos nossa atenção às malas e levamos elas para dentro, e fico boquiaberta com tanta beleza, a casa era toda branca e com algumas poucas mobílias, mas todas em contraste com a cor branca da casa, dando vida ao ambiente.

— Caramba pai, o senhor caprichou mesmo dessa vez, que maravilha. – Dei umas palminhas de parabéns e ele deu uma risada. Ele nos levou até a parte de cima onde estavam nossos quartos, o primeiro foi o do casal, depois entramos no meu e ainda havia mais duas portas no fundo do corredor, onde era o quarto de hóspedes, e mais um a frente do meu. Entrei em meu quarto e me deparei com uma decoração mais que perfeita, era um cinza nada extravagante, com uma cama de casal centralizada, em um canto tinha uma comoda branca e mais ao lado um closet também de portas brancas, e uma porta mais lateralizada que seria um banheiro. Continuei a explorar meu novo quarto, deixei uma mala no meio dele e logo depois Pietro bateu na porta carregando mais uma de minhas bagens.

— Licença Fernanda. – Eu o olho e faço sinal para que entre. Eu estava apoiada nas extremidades da janela que meu quarto tinha, sua visão era de toda a rua principal, e por ali mesmo dava pra observar a casa de Pietro.

— Ah! E me chama de Nanda, ta bom? — Falei rindo e chamando a sua atenção para mim, fui até ele pegando a mala que segurava. Ele riu. – Meu quarto não é lindo? – Ele sorri mais uma vez.

— Muito lindo, lindo mesmo. Bom, preciso ir, Nanda. – Balanço a cabeça positivamente, e timidamente vou até ele e lhe dou um abraço suave, ele retribui da mesma forma, e um sorriso escapa dos meus lábios, era estranho, mas de uma forma bem rápida eu gostei de seu abraço, era reconfortante, como sua presença. Me desperto daqueles pensamentos e me afasto devagar. Eu nunca senti algo assim por alguém, não tão rápido, em menos de horas.

— Obrigado por nos ajudar. — Lhe lanço um sorriso aliviado, e ele não deixa de fazer o mesmo.

— Imagina, se precisar de alguma coisa, ou de um “Guia turístico” pra ajudar a conhecer a cidade estou a dispor, já sabe onde me encontrar. – Ele falava rindo e fazendo o gesto das aspas. — Vou indo.

— Claro, qualquer coisa estou lá em sua porta. – Ele ri e o acompanho até a porta de casa, meus pais estavam sentados no sofá da sala conversando.

— Sr e Sra Keller, já estou de saída, foi um prazer conhecer vocês e de ter ajudado. – Meus pais se levantam e o agradecem. Ele sai acena pra mim e eu aceno de volta entrando em casa.

P.O.V Pietro

Depois de chegar da casa dos Keller’s, fui diretamente ao meu quarto, tirei a camisa e joguei-a em algum canto, fui tomar um banho, pois, eu estava muito cansado. Depois de um banho refrescante, bagunço meu cabelo enquanto saio de meu quarto apenas segurando a uma toalha em minha cintura. Coloco uma bermuda xadrez e uma blusa branca. Já estava escurecendo e agradeço a Deus mentalmente por ser sábado, então liguei pra um dos meus amigos querendo convidar pra ir em algum lugar, Starbucks, talvez. Ligo para Jonh, um de meus melhores amigos. Depois de dois toques ele atende.

{LIGAÇÃO ONN}

— Alô – Jonh fala com uma voz meio cansada.

— Iaê cara sou eu, Pietro, estava correndo? — Pergunto sem interesse.

— Praticamente, tive que correr pra poder atender o celular. — Ele falava fechando uma porta.

— Ok então, você vai sair agora à noite? — Pergunto.

— Não. — Ele responde.

— Queria te chamar pra irmos ao Starbucks, e ai topa? — Perguntei me sentando na beira da cama.

—Claro, topo tudo. — Ele diz rindo.

— Falô então, avisa ao Zach e manda ele levar a namorada
dele, vou levar uma vizinha nova minha, pra ela não ficar só em meio ao monte homens sabe? — Falo meio nervoso.

— Ok então, deixa que eu aviso sim, a que horas devemos ir pra sua casa? — Ele pergunta ansioso, com toda certeza querendo ver a Fernanda.

—Ás 20:30 vocês podem vir.-Respondo.

—Ta certo, até mais tarde.-Ele diz.

— Até.-Desligo.

LIGAÇÃO OFF

Olho no meu relógio de pulso e vejo que ainda é 17:20, e decido tirar um cochilo, antes de irmos ao Starbucks. Deito-me na cama e logo apago.

P.O.V Fernanda

Estava deitada no meu quarto depois de algum tempo, quando tive uma ideia de chamar Pietro para sair à noite e irmos comer algo, ele poderia mostrar um pouco da cidade, Olho no visor do meu celular a hora e já ia dar 19:00 horas, vou ao meu banheiro faço um coque em meu cabelo passo um
pouco de perfume e ajeito minha roupa. Desço as escadas e vou até a cozinha
beber um copo com água, vejo então meus pais conversando sobre mobílias então eu os interrompo.

— Desculpa interromper a conversa bem interessante entre vocês. – Falei ironicamente rindo.– Mas, queria perguntar se eu posso chamar Pietro pra sair
hoje à noite pra comermos algo e ele me apresentar a cidade, posso? – Fiz carinha de cachorrinho que caiu da mudança, e eles deixaram. – Então eu vou avisar a ele. – Tomo minha água e saio de casa. Ao sair de casa encontro
algumas crianças andando de bicicleta e outras jogando basquete. Atravesso a
rua e vou até a porta de Pietro e toco a campainha.

P.O.V Pietro

Acordo assustado com a campainha tocando, olho em meu relógio e vejo que já são 19:15, dou um pulo da cama e saio correndo para atender a porta, quando abro vejo Fernanda.

— Oi... Te acordei num foi? – Ela deve ter notado meus cabelos bagunçados e meus olhos meios que inchados.

— Oi Nanda, não já estava mesmo na hora de me acorda. – Falei enquanto arrumava os cabelos. – Aconteceu alguma coisa? — Pergunto fazendo cara de preocupado.

— Não, esta tudo bem, é que eu vim... Te chamar pra sair, quer dizer... – Ela me olha já com as bochechas vermelhas então dou uma iniciativa.

— Eu ia fazer isso, ia te convidar para ir ao Starbucks com alguns amigos meus agora à noite, o que acha? — Ela me olha surpresa.

— Nossa, pensamos iguais. — Ela falava rindo e olha em meus olhos, fico meio envergonhado com ela me encarando dessa forma, é esquisito, porque nenhuma garota me deixava daquela forma que, e olha que não tem nem um dia que nos conhecemos.

— É acho que sim, mas você topa? Assim eu aproveito e mostro algumas partes da cidade mais próximas. – Digo.

— Topo sim, e seria a que horas? – Ela me pergunta ajeitando sua blusa.

— Ás 20:30.

— Ok, às 20:30 estou aqui em sua porta, você disse que chamou amigos? — Ela pergunta me olhando curiosa.

— Sim, chamei, aproveitei que um de meus amigos tem namorada e mandei trazer- la pra que você não ficasse deslocada, eles são muito divertidos e engraçados, você vai gostar dos meus amigos. – Disse sorrindo como nunca, ela sorri.

— Certo, bem pensado. – Ela olha olha a tela de seu celular verificando o horário. – Bom já são 19:30, eu vou indo assim eu não me atraso, e chego na hora certa aqui. – Nos despedimos e entrei na minha casa. Subi até meu quarto e procurei uma roupa legal, e peguei uma calça jeans clara e uma blusa preta com um tênis da Nike branco. Tomei meu banho, me arrumei, me perfumei e desci para esperar o pessoal.

P.O.V Fernanda

Ao entrar em casa avisei aos meus pais que ele tinha topado sair comigo e mais alguns amigos dele, e que antes de perguntar à ele se ele queria sair ele já tinha bolado pra sair comigo também. Subi ligeira ao meu quarto e fui procurar minhas roupas pra sair, peguei, um vestidinho azul escuro com detalhes de renda no busto que tinha contraste com minha pele clara, e meu All Star branco, meu estilo favorito de ser moleca. Entro em meu banheiro e tomo um banho relaxante, ao sair do banho seco meu cabelo ponho ele de lado, e passo uma maquiagem nem tão leve nem pesada demais, me visto, e olho a hora já era 20:01 fico na sala esperando um pouco, então da a hora de ir a casa de Pietro.

Ao chegar lá encontro dois carros na sua porta, imaginei que eles seriam dos amigos de Pietro, e quando estou indo em direção à porta me deparo com ele rindo com seus Amigos e saindo de casa.

(Pietro)

Notas finais
Ainda hoje mesmo vou postar mais alguns capitulos, não percam !