My First Love
30 Capítulo 29.
Ainda continuo imóvel no sofá depois da ligação de Carrie Anne, mas não demorou muito para que eu tomasse um impulso com o susto que meus pais me deram ao entrar de supetão dentro de casa.
— Nossa mãe, que medo, eu ein! — Exclamei, ao ver minha mãe entrando e começando a rir da minha expressão de desespero.
— Calma filha, anda devendo? — Pergunta em meio a uma gargalhada gostosa, onde me tira todo aquele susto momentâneo, começo a rir juntamente a ela e vou até seus braços e me aconchego em um abraço deliciosamente confortante, em seguida vejo papai todo desconcertado entrando em casa com pequenas malas, que provavelmente são de mamãe. Sinto pena do mesmo e vou até ele pegando uma mala de suas mãos.
— Que isso mãe! Carrega pedras aqui? — Pergunto indignada com tanto peso em uma mala minuscula.
— Sabe como é né filhota, a mala é pequena, a viagem é rápida, mas precisamos de tudo! — Sua voz vai desaparecendo ao entrar na cozinha.
— Acho que ela levou a penteadeira inteira aí dentro. — Sorrio e meu pai ri junto. Lhe dou um abraço e um beijo em sua bochecha. — Como foi a viagem? — Pergunto me jogando no sofá.
— Exaustiva! — Ele se lança ao sofá e desata o nó de sua gravata, liberando um longo suspiro. — Tudo certo por aqui meu amor? — Assinto que sim e ficamos por ali mesmo, assistindo.
Depois de um longo tempo vendo aos programas favoritos de meu pai, percebo que ele está bem quieto, ao lhe olhar o mesmo está dormindo, sorrio mentalmente e imagino o quando está cansado, seu trabalho realmente não é nada fácil, mas sei que minha mamãe o ajuda muito, e fico orgulhosa dele, dois dois... Levanto-me e me direciono as escadas, vou diretamente ao meu quarto para tomar um banho refrescante. Já estava escurecendo e pensei em chamar meus pais para ir a alguma lanchonete do bairro mesmo, então termino de me enxugar, e procuro alguma roupa leve, como um vestido branco com estampas florais vermelhas de alcinhas, e foi o que vesti. Coloco um perfume suave e penteio meus cabelos, e os deixo secar naturalmente. Pego meu celular e volto para a sala, olho o visor para me certificar se tem alguma mensagem. {Duas ligações perdidas de Lety, e três mensagens de Pietro}.
{Mensagens}:
Amor, o que está fazendo? (16:02)
Estou com meus pais aqui, e está um tédio.(16:23)
Amor?(16:50)
Oi amor, desculpa não ter respondido logo, estava no tédio também sabe, kk, mas meus pais chegaram, e nada do tédio sair.(18:30)
Estava pensando em ir a uma lanchonete com eles.(18:30)
Vamos com a gente, leva seus pais.(18:32)
Será divertido!!! (18:32)
Saio dos aplicativos de mensagens, e retorno a ligação de Lety que deve está brava por não ter atendido.
{Ligação on}
Oi amiga, desculpa por não atender. — Falo esperando a bomba de raiva, me encolho e ela responde.
O que estava fazendo!? Me trocando por alguém, só espera eu dar as costas não é?! — Seguro a risada, mas não aguento, explodi em gargalhadas, como uma pessoa tão baixinha pode acumular tanta raiva? — Não ri Fernanda, não vê que eu queria me comunicar com você?
Estou vendo, amiga, calma, meu celular estava no quarto carregando, não se desespera. — Falo em meio a risada. — O que houve?
Não era nada, só queria ligar mesmo. — Sabia. — Ah! estou voltando pra casa.
Okay. Olha, se você chegar e a casa estiver as escuras, não tenha medo, porque fomos invadidos. — Seguro a risada, e espero sua reação. Ela demora a responder, mas ouço sua respiração pesa do outro lado da ligação. — Amiga?
Nanda, estão fazendo vocês de refém? É isso? — Percebo o desespero em sua voz, e solto a risada, e ela não entende. — Porque você está rindo, Fernanda, isso é sério.
Estou te zoando, Lety, estamos bem. Mas, se chegar estiver tudo as escuras, ligue para mim, porque vou chamar meus pais e os pais do Pietro, para fazer um lanche em alguma lanchonete do bairro mesmo. — Respondo.
Você é louca, só pode! Ai meu coração! — Escuto John ao fundo, perguntando um "o que houve?", sorrio com isso, estou muito gaiata hoje. — Certo, qualquer coisa me manda uma mensagem com a localização e nos encontramos lá.
Tudo bem, vou desligar, beijo! Té depois! — Falo.
Beijos, até! — Desligo e desço as escadas, encontrando meus pais vendo a algum programa, e quando eles pensam em se beijar, apareço estragando o romance.
— Que coisa mais linda! Tem menor na casa. — Eles se assustam com minha surpresa.
— Ai Fernanda, não faz isso, credo! — Minha mãe diz e começo a rir, meu pai está vermelho de vergonha.
É brincadeira pombinhos. Sabe, vamos a alguma lanchonete do bairro? Aproveitamos e levamos o Pietro e os pais dele, vocês precisam se conhecer melhor, o que acham? — Meus pais se entreolham.
— Boa ideia, já está pronta?
— Estou sim, pai. — Nem pergunto se eles estão, pois os dois estão simples e bem arrumados, mesmo que seja pra ficar em casa. — Vamos então! Sinto meu celular vibrar e vejo na tela uma mensagem do Pietro.
{Mensagem}
Okay amor, já falei com meus pais e eles estão prontos, esperando.(19:15)
Também estamos prontos, esperem na porta, estamos saindo.
Beijinhos.(19:17)
Certo, beijo! (19:17)
Espero meus pais na porta de casa, e enquanto isso avisto Pietro e seus pais, aceno e eles acenam de volta. Meus pais trancam a entrada, e vamos ao encontro deles. Combinamos em qual lanchonete nos encontrar e entramos em nossos carros.
Ao chegar no local, avisto que está um pouco cheio, mas entramos mesmo assim, e encontramos um canto bem aconchegante e que cabiam a todos, sobraram espaços para Lety e obviamente John. Mando a localização para ela e aguardamos entre risos e gargalhadas. Fico impressionada quando vejo meus pais e os meus sogros se dando tão bem. Lety e John chegam e ficamos conversando, até chegar nossos pedidos.
Esta noite vai ser longa e maravilhosa.
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