My Feelings!
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Desculpe a demora para postar , mas epero que gostem deste capítulo *-*
Obrigada pelos reviews deixados no capítulo anterior, Arigato~
Boa leitura *--*
Abriu a porta e pode perceber pequenos pingos no chão, esticara a mão para afirmar que estava a chover, enquanto permanecia com a porta aberta atrás de si, havia começado a chuva, resmungou e voltou para dentro de casa para então pegar um guarda-chuva.
― Droga! Preferia ficar em casa... – Falou consigo, não que ela não gostasse de chuva, por que na verdade ela adorava, era tão bom para dormir, bom para relaxar e principalmente na escola, poucas pessoas iam aproveitando e dizendo que pegaram um resfriado, o que era bom, pelo menos na sala menos ocupada era melhor para se sentar onde quisesse e conversar a vontade, já que a professora para não deixar os outros alunos sem uma explicação deixava para outro dia para assim todos de uma vez entenderem a matéria.
Enquanto caminhava em direção a padaria para comprar pães, ficava lembrando do dia anterior ao qual vira Isabela e Akio agindo de maneira tão estranha, ele totalmente quieto, algo que era totalmente isquisito e Isabela tentando puxar assunto, porém sem graça. Pensou em passar na casa dela depois, mas se ambos permanecerem calados na tarde anterior, provavelmente é por que não queriam tocar no assunto e não seria ela ao qual iria deixa-los irritados.
Fechou o guarda chuva e o deixou encostado na porta do pequeno estabelecimento, logo adentrando-o.
― Bem vindo a... Ora, ora se não é minha querida Amu-chan. – Uma mulher de cabelos ruivos e usava óculos lhe atendera, logo percebendo de quem se tratava e a tratando mais intimamente, já que as duas já se conheciam fora dali.
― Waa, Yukari! – Não conteve um sorriso, adorava a mulher que conhecera em sua escola, Yukari era noiva de Nikaidou, que era seu professor. – Por que esta aqui? – Perguntara curiosa, afinal aquela loja não era dos pais de seu professor?
― Acredite minha filha, é difícil de conquistar os sogros, meu sogro vive reclamando que eu falo demais e minha sogra, vive dizendo que eu sou um pedaço de mau caminho... Acho que a idade já esta os deixando caducos, hahaha... – Não poderia falar nada, caso falasse estaria cavando sua própria sepultura, mas será que eram os sogros de Yukari ao qual estavam ficando caducos? Nunca os vira, porém tinha certeza de que naquela família eles eram os mais normais.
― Er... – Sentou-se no banco que ficava em frente ao balcão e apoiara sua cabeça em suas delicadas mãos esperando que a mulher que estava a sua frente parasse de rir e lhe atendesse logo.
― Oh, Desculpe! Acabei me empolgando, hehe. – Finalmente percebera o vexame ao qual estava passando no lugar, afinal tinha mais de cinco clientes a olhando apavorados com sua reação, não negara que ficara totalmente constrangida.
― Não precisa se desculpar, afinal as pessoas assim sempre tem seus ataques de loucura de vez em quando. – Percebeu assim que terminara de falar que sem querer acabou por chamar a mulher de seu professor de louca, agora quem estava pagando mico era ela. – Digo... Tipo, todas as pessoas às vezes acabam ficando assim, não é nada a se desculpar...
― Tudo bem, eu não sou normal também. – Começou a rir a mulher.
“Acho que todo mundo já percebeu isso...”.
― Mas e você Amu-chan, como tem andado? – Perguntou a mulher então escorando-se no balcão de atendente.
― Bem...
― Verdade? Você me parece meio preocupada... – Desta vez o palpite da mulher estava certo, ainda queria descobrir o segredo entre Akio e Isabela. – Como vão seus amigos? – Se lembrara que talvez Yukari pudesse lhe ajudar com sua amiga, já que ela tinha mais afinidades com a outra, fora Isabela quem lhes apresentara.
― Talvez esteja certa em questão de preocupação... Ontem tive um trabalho com Isabela e Akio, mas eles estavam isquisitos... Agindo de modos diferentes.
― Hm...Talvez... Não, acho que não seria o caso.
― Pode falar, vai ver isso me ajude... – Amu falou incentivando que a mulher contasse o que imaginou.
― Isabela e você, sabem todos segredos uma da outra?
― Agora que você disse, nós não sabemos muito dos segredos uma da outra.
― Eu só imaginei, que... Vocês estão numa idade onde geralmente se apaixonam muito, esse tal amigo de Isabela... Será que ela não sente nada além de amizade por ele? Ou ele por ela?
― O QUEEEEEEEEE? – Tapou a boca ao ouvir alguns clientes dali pedindo para ficar quieta ou então falar mais baixo, não acreditava, os dois não tinham nada haver um com outro, eles eram totalmente o oposto do outro, era quase impossível, porém não podia descartar esta idéia.
― Esta alternativa pode estar certa ou errada, não conclua sozinha, se não pode deixa-los constrangidos.
― Obrigada de qualquer forma... Tenho que ir indo, até! – Saira da padaria sem ao menos comprar o que antes pretendia. Pegou o guarda-chuva que nem precisou abrir já que a chuva havia parado.
-
― Visita? – Perguntou-se a mulher de meia idade, largando as roupas em cima da mesa e se apressando para ir abrir a porta. – Hinamori-san?
― Desculpe estar lhe atrapalhando a esta hora, mas a Isabela esta?
― Esta sim, já a chamo, fique a vontade. – E em vez da mãe de sua amiga chama-la como qualquer pessoa normal faz, esta gritou do andar de baixo chamando por sua filha... Se arrependera de não ter subido para falar com sua amiga, também não sabia que a mulher daria um grito daqueles arriscando ainda deixa-la surda. – Ela já vem.
― O que m... Ah Amu, tudo... Bem? – Provavelmente estranhara sua vinda, pois quase nunca a visitava e só ia ali quando as duas tinham de concluir algum trabalho.
― Aham... Vamos comer sorvete? – Certamente não fora a melhor pergunta a fazer, com aquele tempo sua amiga ia certamente imaginar que ela não estava bem.
― Se pegar resfriado, quem me convidou foi você...
― Ok.
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Estavam sentadas nos balanços da pracinha deliciando com sorvete, o que fazia com que as pessoas que passassem por la estranhassem, já que não estava calor.
― Amu, por que você inventou aquela desculpa?
― Hehe, pelo visto você já descobriu... – E não havia como não descobrir, era tão óbvio a rápida mudança de reação de sua amiga.
―...
― Eu queria saber... Ontem, você e o Akio...
― O que? Aquele inútil te contou? – Não segurou e acabou por confessar-se sozinha que realmente tinha algo acontecendo.
― Responda sinceramente... Por que estavam agindo daquele modo ontem? O que aconteceu? – Percebeu o choque de Isabela ao ouvir sua pergunta, já que sua amiga deixou cair o sorvete que antes estava em suas mãos.
― Er... Ele... Eu gosto dele, acabei beijando-o sem pensar, ele não disse nada, não fez nada... Ele não vai me corresponder, é isso. – E lá se foi mais um costumeiro sorriso falso que sua amiga tanto escondia suas lágrimas.
― Isabela... – Não conseguiu falar mais nada, também tinha sido pega de surpresa. – Talvez você tenha interpretado mal, ele pode ter ficado surpreso, pois se você tem um amigo e este te agarra sem mais nem menos, sem explicação, é claro que a pessoa ficaria sem jeito, talvez seja só isso.
― Mas eu estou com vergonha, não posso mais vê-lo, se ele não pensar do mesmo jeito que você, eu serei motivo de piada... Além de que agora uma frase se encaixa perfeitamente na minha situação...
― Ele jamais debocharia de seus sentimentos, ele não é um garoto desse tipo.
― Amu não importa o tipo que seja... O amor é o único sentimento egoísta, porque quando acaba ele não aceita a amizade. – Se imaginara na situação de sua amiga, provavelmente ficaria da mesma maneira, se Ikuto brincasse com ela e com seus sentimentos depois de já saber que ela estava apaixonando-se por ele? Seria difícil e desconfortável para ambos e o modo de agirem um com o outro nunca mais seria a mesma coisa.
Notas finais
?Agradeço por estarem lendo, acompanhando e comentando a fic, muitissimo obrigada *--*
Kissus, AliceMorcerf ♥
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