My Favorite Wolf
4 3| POV Claire Young
Tia Emy nos chamou para almoçar no restaurante que tinha aqui do lado, enquanto os garotos não chegam. Almoçamos e voltamos para loja, Jade e eu ficamos andando na loja e conversando. Ela me contou que conheceu agora meus tios, descobriu que o pai está morto... bom isso temos em comum. E ainda me contou sobre a mãe... depois eu é que sou maluca. Quem manda a filha procurar por pessoas que ela nem se lembra?! Por mais que meus tios sejam boas pessoas, não me admira que ela tem esse jeito meio acanhado com a tia Emy.
Minhas pernas estavam doendo de tanto esperar, me joguei em um sofá que tinha ali sendo seguida por Jade. Me parece que esses tais meninos não são tão eficientes assim!
Pelo que a Jade me disse eles são estranhos então é melhor não dar tanta bola para eles.
Um caminhão parou do lado do civic da minha tia, consigo ouvir a Jade bufar quando um dos garotos descem.
Tia Emy vai ao encontro deles, nos fazendo levantar para segui-la. Ai que ódio! Agora que tinha sentado.
— Desculpa a demora, Emily. Tivemos que ir no Mike Newton pegar o caminhão dele. — um rapaz alto, forte de pele morena acobreada e cabelos pretos fala se aproximando, ele cumprimenta minha tia.
— Sem problemas, Embry! Essa é minha sobrinha Claire e a Jade você já conhece. — tia Emy dá uma risadinha após falar sobre a Jade. Isso é estranho!
— E um prazer conhecê-la — diz me cumprimentando — E é um prazer revê-la. — ele fala todo formar formal e no final solta um sorrisinho. Bem que a Jade me disse ele é bem estranho. Ele age como um bobo alegre, capaz que se uma pedra caísse em seu pé, ele sorriria e ainda agradecia quem tivesse tacado. Esse tem sérios problemas.
— Oh Emily me desculpe, eu juro tentei vir o mais rápido. — um outro rapaz vem falando guardando as chaves no bolso.
— Ok, seu amigo bobo alegre ali já nos disse tudo, agora pode nos ajudar com isso logo? Estou cansada, preciso dormir. — falo sem muita paciência atraindo os olhares de todos, o garoto que apareceu por último está paralisado como uma estátua, como se fosse um boneco de cera sem piscar sem nenhum movimento. Uma expressão de choque estampada na cara! Bem... ele não achou que eu seria educada com ele cansada do jeito que eu 'tô. Peguei cinco horas de voo e uma de carro para chegar na minha tia e nem tive tempo de descansar.
— Isso é ótimo! — tia Emily fala quase pulando e com um sorriso que começou a me assustar. Que tanta felicidade é essa, meu pai-do-céu?!
— Isso o quê? — Jade e eu falamos juntas, olhando para tia Emy.
— Hm... Agora temos ajuda! Vem vamos buscar as coisas. — Tia Emy nos puxa para dentro da loja olhei para trás e consegui ver os dois garotos pelo vidro espelhado. O Embry, eu acho, estava rindo da cara do garoto que deu um soco na sua barriga.
Bom... parece que temos algo em comum. Não temos paciência!
Não demorou muito e os dois aparecem. O garoto esquentadinho ficou me encarando o tempo todo que estávamos colocando as roupas de cama, travesseiros e objetos pequenos nos carrinhos.
Se ele acha que tenho medo dessa cara amarrada dele, coitado! Ele não me conhece. Já com tudo arrumado a vendedora vem com dois homens empurrando um carrinho com umas caixas.
— Meninas levem esses que são mais leves. Paul e Embry levem esses dois que eu levo esse abajur — tia Emy fala e nos quatro apenas concordamos. Jade e eu puxamos o carrinho atrás dos dois rapazes.
— Bem que você me falou que eles eram estranhos. — sussurro para Jade.
— Eu te falei, mas hoje quem teve uma atitude estranha foi o Paul. Aconteceu o mesmo comigo ontem, só que foi o Embry. — trocamos olhares e continuamos em silêncio até o lado de fora da loja, os dois colocaram todas as caixas dos móveis desmontados no caminhão.
Após carregar o caminhão — tia Emy, Jade e eu — entramos no carro, me sentei no banco de trás e a Jade foi na frente.
— O que achou dos garotos, querida? — perguntou tia Emy em quanto seguimos o caminhão que eles estavam.
— Bem estranhos! Não gostei deles, não. Espero que o tio Sam consiga montar os moveis sozinho, eu não os quero dentro do meu quarto... "nosso" quarto. — falo sincera e tia Emy fica meio triste e preocupada de repente.
Credo! Se reparar bem esse povo de La Push é tudo estranho mesmo.
Finalmente chegamos em casa e para meu desgosto total tio Sam mandou os rapazes montarem os moveis enquanto ia resolver algo na oficina, depois de um tal de Noah, ajudante dele ligou.
E por mais que estava cansada não queria ficar perto do esquisito e esquentadinho. Chamei a Jade para darmos uma volta, ela aceitou na hora parece que não queira ficar ali assim como eu.
Fomos para a praia sentamos na areia e ficamos olhando em volta as pessoas. Não tinha muitas, mas tinha um grupo de garotos jogando bola. Vimos quando um garoto correndo de costas tentando pegar a bola caiu em cima da garota.
Jade e eu rimos bastante antes de irmos ver se a garota estava bem.
Chegamos lá e vimos o garoto a olhando da mesma forma esquisita que os outros dois olhavam para mim e Jade. Credo! Só tem povo estranho aqui.
— Ei? Você está bem? — Jade perguntou chamando a atenção da garota.
— Ah sim! Estou bem. — responde envergonhada.
— Qual o seu problema garoto?! Não viu que poderia ter a machucado? — falo irritada e fuzilando o garoto com o olhar, que pareceu triste de repente. Não disse outro esquisito!
— Foi mal! Eu já pedi desculpas. — o garoto diz cabisbaixo.
— Tudo bem, não se preocupe eu não me machuquei. — ela diz para o garoto.
— Vem... vamos sair de perto antes que ele acabe mandando uma bola na cara de alguma de nós. — digo já arrastando a garota que ocasionalmente olhava para trás para olhar o tal garoto. — A proposito sou a Claire e essa é a Jade.
— Sou a Melanie. — responde — Vocês sabem quem é aquele garoto?
— Não, somos novas aqui. E ele é bem esquisito. — Jade fala eu concordo.
— Esquisito mais é gato. — ela fala olhando o garoto de longe que sorri para ela.
— É os garotos que conhecemos daqui são todos esquisitos, mas... realmente eles até que dão um caldo. — falo e rimos com isso. — Você é de onde?
— Daqui mesmo, meus pais tinham me mandado estudar fora em um internato, mas acabei sendo expulsa e bom... eles tiveram que me trazer de volta. — ela diz com uma cara de inocente e começamos a rir. Essa é das minhas!
— Então você vai estudar no colégio da reserva? — questiono e ela afirma. — Qual ano?
— Segundo. — ela diz.
— Ah que bom, vai estudar junto conosco! — falo.
— Verdade, você pode sentar junto com a gente nas aulas e no intervalo, se quiser é claro. — Jade fala empolgada.
— Eu quero claro, começo na segunda. Cheguei ontem e meus pais ainda têm que arrumar a matrícula e não estão muito felizes com isso. — fala rindo.
— Também começaremos segunda, nossa tia vai fazer nossa matrícula. — digo fazendo careta só de pensar no colégio.
— Vocês são irmãs? Não parece! — Melanie questiona.
— Não. Eu sou sobrinha por parte da minha tia Emy e a Jade por parte do tio Sam. — explico.
Ficamos conversando um bom tempo até começar a escurecer e despedimos de Melanie, que chamamos agora ela só de "Mel", e fomos embora para casa da tia Emy. Chegamos lá e os garotos já estavam saindo para embora, graças aos céus! Não precisaríamos ver a cara deles mais hoje.
Eles disseram tchau nos encarando daquele jeito esquisito deles. Jade e eu passamos sem olhar na cara deles murmurando um "tchau, já foi tarde!" antes de entrar.
— Oi meninas, os garotos acabaram de sair! — tia Emy diz nos olhando.
— É vimos quando entramos... cadê minhas coisas? — digo reparando que minhas malas não estavam onde deixei.
— Pedi para os garotos colocarem no quarto. — tia Emy diz me fazendo revirar os olhos. — Podem subir para terminar de arrumar as coisas de vocês e tomarem um banho enquanto faço o jantar.
Subimos para o quarto e já estava bem-arrumado só faltava colocar minhas roupas e pertences no closet. Eu fiquei com a cama da esquerda e Jade com a outra. Ela tomou banho enquanto eu terminava de arrumar minhas coisas. Jade veio me ajudar depois do banho tomado. Terminamos e eu tomei meu banho, descemos para jantar logo em seguida.
Tia Emy começou a contar nosso dia, até chegar na parte dos garotos. Ela parecia falar em um tipo de código que, Jade e eu, não entendemos o que ela queria realmente dizer. Já tio Sam ficou extremamente irritado e com cara de poucos amigos, quando tia Emy falou sobre o comportamento estranho dos garotos.
Eu desisto de entender a mente estranha dessas pessoas!
Assim que terminamos de jantar ajudamos tia Emy com a louça na coisa e depois subimos para o quarto para dormir. Não sem antes, nós comentarmos o comportamento estranho dos nossos tios.
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