My Favorite Archer
8 The Trip
Notas iniciais
Boa leitura ^^ (nunca sei o que colocar na notas inicias .-.)
My Favorite Archer
The Trip
Já eram umas 16:00h da tarde, e eu não aguentava mais, a criancices da Iza, as irônias do Stark, as historinhas da Barbie da Sophie e inutilidades do Clint.
–Já estamos chegando? Seja lá onde ráios estamos indo. -Perguntei entediada.
–Calma já estamos chegando. -Tony falou.
Peguei meu celular e resolvi jogar algum joguinho pro meu tédio passar.
–Sua animação é tão grande, que contagia. -Clint ironizou.
''Cala a boca cara que tem chifres maiores que o do Loki'' Pensei, mas não falei pra não acabar com o dia dele.
–Chegamos! -Tony disse, olhei pela janela e vi que estavamos no Central Park, um dos meus lugares favorito.
–Por que viemos aqui? -Iza perguntou.
–Pra descontrair um pouco..
Saímos do carro, Iza e Sophie se olharam e começaram a correr pelo parque.
O Stark nem chamava atenção, só tinha pessoas de olhos arregalados dizendo ''Ai meu Deus!! É o Homem de Ferro! Ele está aqui!!'' Dá vontade de dizer: ''Não idiota, é um cosplay, um mero cosplay''
Tenho dó do Clint, ninguém ao menos sabe quem ele é. Olhavam para ele como se perguntassem: ''Quem é esse cara na companhia do ilustre Homem de Ferro?''
E ele olhava de volta, como se a qualquer momento fosse atacar várias flechas explosivas em cada um que lhe trocasse um olhar. Depois ele fica me dizendo ''Bia, por que eu não tenho muitos amigos? Eu sou legal, não sou?''
–Gata, não sou astrounauta, mas posso te levar pra ver o céu. -Ouvi alguém falando do além. Me virei e vi aqueles tipicos caras, que ''pegam'' a mulher e depois somem.
Olhei para o Clint que aparentava estar calmo. Abri minha boca pra me pronunciar mas ele falou antes...
–Oh seu animal, será que você precisa de um óculos para enxegar, que ela, nunca vai te querer? -Clint disse sorrindo, fingindo estar alegre.
–Amigo, ela é livre falou, e é obvio, que sim ela vai me querer, olha no olhinhos dela. -Falou. Agora é pessoal.
–Não sua mula, eu não te queria nem que me pagassem. -Falei o olhando de cabo a rabo.
–Então você é do tipo que tem que pagar pra ficar com alguém. -Revirei os olhos e respirei fundo. Dei um soco na cara do desgraçado que gemeu de dor. -Vadia!
Agora foi a vez do Clint do socar a cara dele, que com a força caiu no chão. Para terminar dei um chute naquele lugar sabe. Clint parecia ter sentido a dor, mas ele já sentiu uma vez a dor. Todos que estavam por perto nos olhavam atentamente. Sai andando distribuindo sorrisos.
–Que foi? Quer um autógrafo? -Perguntei pra duas mulheres, vulgo periguetes, que ficavam me olhando.
–Cadê o Tony, a Iza e a Sophie? -Perguntei pro Clint enquanto estavamos um pouco afastados.
–Não faço a minima idéia, Tony estava com a gente quando aquele cara apareceu e depois sumiu. -Clint explicou.
–Devem ter ido comprar algodão doce pra Soph com algum vendedor. -Sugeri.
–Não diga que eles vão comprar algodão doce justo com um vendedor? -Falou irônico.
–Cliiiint!! -Ouvimos Sophie gritando e correndo com a Iza atrás.
–Cara, o que deram para essa garota? Ela corre mais que um cavalo. -Iza disse ofegante.
–Você que é preguiçosa mesmo. -Clint disse.
–Cadê o Homem de Ferro? -Sophie perguntou.
–Morreu. -Clint falou rindo.
–Clint! -Repreendi.
–Argh..Não faço idéia da onde o Robocop esteje. -Falou.
–Obrigado pela parte que me toca. -Tony disse aparecendo do nada.
–A onde você estava que sumiu no ar? -Clint perguntou.
–Você quer saber? Seria uma pena, senão fosse da tua conta. -Disse sorrindo.
–Toma gatinho, que hoje o Tony ta díficil. -Iza disse retardadamente.
–Você.. Admitiu que sou um gatinho. -Clint disse debochado. Iza revirou os olhos.
–Foi uma forma de dizer, se bem que... -Ela balançou a cabeça saindo de um transe, corada.
–Você me acha bonito, eu sabia, você dizia que não, mas me acha bonito. -Debochou comemorando.
–Não tenho culpa se você tem olhos bonitos que conquistam as novinhas e... -Começou mas parou de falar ao ver que estava falando demais.
Sério, eu não queria, mas estou começando a sentir ciúmes. Tira isso da sua cabeça Bianca, a Iza é uma pessoa infantil que o Clint considera uma irmã.
–Certo...-Falei. -O que viemos exatamente fazer aqui?
–Tem algum lugar melhor para irmos? Se tiver, fala que o chofer leva a gente. -Clint disse apontando para o Tony.
–Chofer é o... -Tony começou falar mas foi interrompido pelo toque do meu celular.
–Desculpe. -Disse pegando o celular do bolso.
–Quem é? -Clint perguntou.
–Fury. -Falei ao atender.
–Agente Moscowitz, preciso de você e do Agente Barton aqui na base agora, tenho uma missão para vocês. A folga de vocês será anulada. -Fury avisou rápido.
–Mas... -Tentei falar e logo um tu tu tu foi escutado. Todos me encaravam.
–O que o Fury queria Bia? -Clint perguntou.
–Temos uma missão. -Avisei.
–Oxe, e a nossa folga?
–Foi anulada.
–A folga de vocês desceram pelo ralo e chegaram no final do esgoto. -Iza comentou.
–Vamos logo, assim sabemos o que temos que fazer e blá blá blá. -Clint comentou entediado.
–Legal, mas e a garotinha, como fica? -Tony disse apontando para Sophie, a mesma acariciava um cachorro, um amigo que acabara de fazer.
–Iza.. -Clint disse chegando perto dela. -Você pode cuidar dela por favor?
–Ahn.. Posso.
–Obrigado.. Iza, estou confiando em você. -Clint falou.
–Pode deixar. -Iza disse sorrindo. -Boa sorte.
Desde quando eles estão tão proximos assim? Perdi alguma coisa? Por quanto tempo eu dormi?
–Vamos logo. -Falei cortando aquele clima ''Estou confiando em você'' ''Sua confiança será honrada, boa sorte''. Blerg..
–Sophie.. -Clint falou se agachando para ficar perto da irmã. -Eu vou até onde eu trabalho, para prender os caras maus ta bom?
–Ta bom maninho, não deixa eles fugirem. -Sophie falou o abraçando.
–Eu te amo maninha.
–Eu também amo você Clint. -Soph falou.
–Eu não vou demorar, logo eu volto para brincar com você. -Falou sorrindo e dando um beijo na testa da irmã.
–Parem de fofura, ou vou dar um ataque histérico. -Iza disse.
–Quando você diz fofura, quer dizer os dois, ou só o Clint? -Pensei alto e Iza me encarou. Merda... -Eu... Eu já vou indo. -Sorri amarelo.
–Como, se você está sem carro? Vai ir voando? -Tony falou.
–Taxi existe para que?
–To, vão com meu carro. -Falou jogando a chave para mim. -Não quero um amassado. Ou amasse tudo, dane-se, é só eu comprar outro.
–Vamos Clint. -Falei enquanto ia saindo rápido do parque.
–Calma, o SHIELD não vai sair do lugar. -Clint disse correndo atrás de mim.
Entramos no carro e dei partida no carro. Ficamos em silêncio por um tempo, até que resolvi quebrar o silêncio.
–Se o Fury ligou em nossa folga é alguma coisa séria. -Falei.
–Senão ele pedia para algum agente qualquer. -Falou um tanto quanto metido.. -Ahn..Bia.. Foi impressão minha ou.. Você estava com ciúmes de mim e da Iza? -Perguntou e eu quase atropelei um senhor que passava.
–Claro que não, da onde você tirou essa idéia?
–Você ficou me apressando, e não estava com uma cara legal. -Falou.
–É que.. Vocês não eram tão próximos. -Falei disfarçando.
–Ta.. Mas se for ciúmes, não se preocupe, a Iza é criança demais. -Falou sorrindo.
Vou ficar quieta que é melhor. Meia-hora depois, chegamos na SHIELD, já que a mesma era bem afastada. Nos indentificamos e entramos lá. Estacionei o carro e ambos saímos.
–Pronta para ver o poderoso chefão? -Clint falou tentando descontrair.
–Não é minha primeira missão Clint. -Falei entrando na base.
–Eu sei, mas nunca fomos juntos numa missão.
–Isso já é preocupante. -Falei.
Paramos em frente a sala do Fury, bati devagar e entramos.
–Vocês demoraram. -Falou já reclamando.
–Desculpe senhor, é que... -Clint tentou falar mas Fury o interrompeu.
–A missão de vocês é Ivan Sparks, um terrorista russo. Ele planeja bombardear a nossa população. -Explicou nos entregando uma pasta.
Terrorista russo querendo mandar os Estados Unidos pelos ares, que clichê.
–Vocês irão amanhã para Budapeste, eu quero ele vivo, recolham o máximo de informações. Podem se retirar. -Falou.
–Budapeste senhor? -Clint falou engolindo um seco.
–Sim Barton, Budapeste, está surdo ou o que?
–Não senhor é que...
–Podem sair. -Falou rispido.
–Com licença. -Falei saindo.
Clint parecia estar atordoado, eu houvi falar que haviam rolado coisas entre ele e a Natasha em Budapeste, mas eu nunca realmente soube o que era.
–Clint, você está bem? -Perguntei um pouco preocupada. Por que ele não estava bem, estava palido.
–Não.. -Beleza, o que eu faço? Dou um calmante para ele? -Eu não quero ir para Budapeste outra vez.
–Por que Clint? -Perguntei.
–Por que... Rolaram coisas entre mim e a Natasha, que não foram ruins, mas eu não gostaria de voltar lá para lembrar. -Falou voltando ao seu estado normal.
–Você tem sérios problemas de bipolaridade. -Falei indo pro meu quarto que tem na SHIELD.
–Talvez eu tenha mesmo. -Falou parecendo refletir. -A onde você está indo? -Perguntou me seguindo.
–Pro meu quarto arrumar as coisas para amanhã. -Falei rápido.
–Okay, então eu te ajudo. -Falou, me virei e ele estava sorrindo como se fosse um fã querendo ajudar seu idolo.
–Olha Clint, eu adoro sua companhia, mas posso me virar sozinha. -Falei voltando a andar.
–Tem certeza que não precisa de ajuda? -Perguntou assim que cheguei no meu quarto.
–Absoluta.
–Ta, até daqui a pouco. -Falou sorrindo.
–Até. -Falei entrando.
Fui até uma parede que era vazia, haviam um pequeno teclado digital, digitei a senha, e a parede virou um arsenal. Sim, eu tenho um arsenal de armas no meu quarto.
Peguei duas HK P30, um Calibre 380, um canivete e um arco e flecha. Com flechas explosivas, cortesia do Clint.
São poucas armas, mas servirão. Tirei a roupa que estava usando e coloquei meu uniforme da SHIELD, que não deveria ser tão colado no corpo, só acho.
Terminei de arrumar tudo e resolvi pesquisar sobre o meu próximo ''alvo''.
Peguei meu notebook e fui pro site que tudo sabe ''Google'', vamos lá Google, o que você sabe sobre Ivan Sparks?
Nas fotos era até um cara simpático, não tinha cara de terrorista. Constava que ele era um empresário rico, que doava para instituições de caridade. Ele conseguiu esconder muito bem quem realmente era.
Resolvi olhar na pasta que Fury me entregou onde realmente teria algo util. Ivan explodiu e liderou ataques em pequenas cidades na Rússia e países próximos como Noruega, Estônia e Georgia.
Planejava um grande ataque aos Estados Unidos, não iriam mandar pelos ares como eu pensava, e sim guerrear aqui. Tinha um grande e forte exército, porém que precisava do seu líder para prosseguir. Se Ivan fosse capturado ou morto, não saberiam como nos atacar.
Ele se achava superior, que achava que não eramos nada, e que nosso país não deveria existir.
Não informava o dia, mês, ou até a hora essa tal guerra iria acontecer. Provavelmente Sparks já sabia que a SHIELD estava de olho nele. E Fury manda apenas eu e Clint para essa missão suícida.
–Bia posso entrar? -Clint falou do lado de fora batendo na porta.
–Pode. -Falei e ele entrou.
–Eu só vim avisar, que amanhã vamos em um voo comum para não chamar muita atenção. E também, irão alguns agentes conosco, uns 20 eu acho. -Avisou.
–Ainda bem, imagina ir para essa missão sozinhos.
–Você já arrumou tudo? -Perguntou e eu assenti. -Certo, estou vendo que você está dando uma pesquisada. -Falou se sentando do meu lado.
Expliquei toda a situação para ele que ouvia tudo atentamente.
–Ele ahn... Parece o Loki, com essa coisa toda de superioridade. -Comentou.
–Cara, você odeia o Loki, mas toda hora fala dele. Daqui a pouco vou querer conhece-lo. -Falei e ele me olhou incrédulo. -To brincando. -Me defendi.
–Nem brinca com isso ta?
–Ta bom.
–Promete? -Perguntou e eu revirei os olhos.
–Prometo.
Conversamos mais um pouco, e ele resolveu ir pro quarto dele pesquisar também.
Pesquisei mais um pouco, resolvi descansar para a perigosa missão de amanhã.
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São 07:15h da manhã, estou terminando de arrumar minhas roupas que irei levar, como casacos, botas, luvas..
Só estou esperando o Clint, agora no meu apartamento, que já devia estar aqui para irmos juntos para o aeroporto. Resolvi ligar para aquele retardado.
Depois de uns 3 toques ele atendeu:
–Alo?
–Clint, onde você está? -Perguntei.
–Ahn.. Eu já to chegando. -Falou.
–Você está saindo do seu apartamento agora não é? -Suspirei.
–É... Eu não vou demorar ta? Você sabe que eu dirijo rápido.
–Sei bem, vê se não atropela ninguém seu imbecil.
–Também te adoro, tchau. -Falou e desligou.
Já devem ter passado uns 15 minutos e eu estava quase dormindo no sofá. Fui despertada pelo som de alguém batendo na porta. Me levantei e fui abrir.
–Aleluia você chegou! -Falei ao me deparar com o Clint sorrindo. Por que diabos ele anda sorrindo tanto?
–Desculpa, vamos?
–Espera ai! -Falei pegando minhas duas malas e a bolsa.
–Eu levo para você. -Falou gentil pegando as malas da minha mão.
–Não precisa Clint, eu mesma levo.
–Faço questão. -Falou saindo com minhas malas na mão.
Dei uma última olhada no meu querido apartamento antes de sair. Tranquei tudo e fui atrás do Clint que me esperava no elevador.
–O que foi Bia? Você parece preocupada. -Clint falou assim que entrei no elevador.
–Impressão sua. -Falei, mas eu estava sim bem preocupada.
–Não se preocupe, mas sair vivos dessa. -Falou segurando minha mão e a apertando.
–Espero. -Falei encostando minha cabeça no seu ombro.
A porta do elevador abriu e saímos dele com as mãos dadas. Fomos até o carro dele e entramos.
–Ora Bia, acalme-se, você mesma disse que não é sua primeira missão. -Clint disse.
–É que essa missão é muito perigosa. As outras missões que eu fui eram perigosas, mas não tanto. -Falei e ele deu partida no carro.
–Você está preocupada com a missão, enquanto eu estou preoucupado por deixar a Iza cuidando da Sophie. Ela não é responsável, você sabe disso.
–Mas foi você que deixou ela com a Iza. Deixasse ela com o Tony sei lá. -Falei.
–Hã? Nunca que eu ia deixar ela com ele. Porque ia deixar ela traumatizada.
–Ou ia construir uma armadurinha para ela. -Ri.
–E também, se eu permitisse ela ficar com o Tony, ela ficaria doida, maluca, ia querer morar com ele e ai sim minha mãe teria um treco. -Clint disse fazendo careta.
–Que tal, se sairmos vivos da missão, você me leva para conhecer sua família? -Sugeri. Ele mordeu o lábio inferior de um jeito sexy.
–Irei pensar no assunto, te digo depois. E vamos parar de falar "se saírmos vivos" nós vamos, sair vivos. -Disse aumentando o tom no "vamos".
–Ta bom, vou tentar ficar mais confiante. -Falei.
–Você prefere que tipo de flor? -Perguntou e eu não entendi.
–Por que?
–Você não ta dizendo que vai morrer? Então, quero saber que flores você gosta para levar no seu enterro. -Falou rindo fazendo uma piada de humor negro.
Preferi ficar quieta, um tempinho depois chegamos ao aeroporto, saímos do carro, pegamos nossas malas e entramos.
Avistei Iza, Tony, Soph e...Jack também, faz um bom tempo que eu não o vejo,achei que ele e a Iza haviam terminado mas pelo jeito, não.
Iza veio correndo até mim e me abraçou.
–Boa sorte Bia. Volte viva por favor.
–Obrigada Iza. -Falei retribuindo o abraço.
–Boa sorte Bia, graças a você, que namoro a pessoa mais perfeita do mundo. -Jack falou e a Iza deu um beijo nele.
–Obrigado pelo apoio Jack.
–Saia viva daquela missão, ainda quero você como parceira. -Tony disse dando uma piscadinha.
–Ainda vamos zoar as pessoas, e muito. -Respondi rindo.
–Bibi, vai lá e acaba com eles. Mostra quem que manda. -Soph disse.
–Pode deixar capitã. -Falei fazendo uma referencia.
–Gente, preciso ir fazer o check-in e blá, blá, blá. Até não sei quando. -Falei me despedindo. Me virei e o Clint não estava lá. -Ahn... Alguém viu o Clint por ai? Ele meio que evaporou.
–Ai meu Deus!! Passarinho aprendeu a voar e resolveu fugir. -Tony fingiu estar preocupado.
–Ele não fugiu, ele foi pra lá. -Sophie disse apontando para onde fazem os check-in's. -Eu vi.
–Ah, então ele resolveu se organizar para não se atrasar. -Falei sorrindo e a preocupação foi embora. -Então gente, vou indo, a viagem é longa e eu quero estar com energia quando chegar na Russia. -Disse.
Fiz o check-in e despachei as malas, passei pelo detector de metais, ouvi meu voo sendo chamado e vi que era o último aviso para ele. Comecei a correr e conseguir chegar a tempo, mostrei a passagem pro guarda, passei e fui para o avião.
Entrei e procurei meu assento, olhei em volta e Clint ja estava sentado, fiquei feliz por meu lugar ser ao lado do dele.
–Oi Clint. -Falei sorrindo e me sentando ao seu lado.
–Oi.. -Respondeu seco.
–O que aconteceu? -Perguntei e ele deu um sorriso, que eu percebi que foi um sorriso irônico.
–Nada Bianca, não aconteceu nada.
Ele só me chama de Bianca quando a situação ta séria, ou seja, algo realmente aconteceu..
–Ok Clint, pode ir falando, o que aconteceu? -Eu perguntei e ele olhou pra mim, seus olhos estavam vermelhos. Ele não andou chorando, andou?
–Eu já disse que não aconteceu nada. -Falou ríspido e voltou a olhar a janela. O avião estava começando a levantar voo.
–Então por que seus olhos estão vermelhos? -Perguntei e ele engoliu seco.
–Estão apenas ardendo. -Disse coçando os olhos. -Por que eu acordei cedo, e estou com sono. -Continuou, percebi que ele estava mentindo.
–Se não quiser falar tudo bem, mas saiba que não acredito em nenhuma vogal do que você esta dizendo.
O encarei.
–Você está estranho, estava felizão até a pouco, sumiu do nada e agora está ai como uma criança mimada.
–Oh, você percebeu que eu sumi. -Falou fingindo estar surpreso.
–Ahn, sim, achei que estava se adiantando para o voo...
–Porque se preocupar comigo, se você tem amigos muito mais importantes não é? -Falou.
–Do que você está falando Clint? Estavamos apenas nos despedindo.
–Mas ninguém se importou comigo. Mas você estava ocupada demais para perceber. -Falou e eu finalmente entendi.
–Você... Eles... Ah Clint, não... -Tentei falar e me perdi nas palavras.
–Mas eu já devia saber, porque todo mundo me odeia mesmo. -Falou olhando a cidade pela janela. Estou começando a sentir culpa.
–Clint nada a ve.. -Comecei a falar mas fui interrompida.
–Claro, nada a ver, você mesma disse que o Bruce não escapa do amor das crianças, os favoritos da Iza e da Soph são o Tony e o Steve. E ficou totalmente impressionada quando soube que eu tinha um fã. Na verdade eu tinha ou seja, não tenho mais, nas ruas quando Os Vingadores saem, ninguém me reconhece, eu sou odiado, eu me odeio.
–Ei Clint, não fica assim, eu não odeio você. -Falei tentando concertar as coisas.
–Tem certeza? Tem certeza disso? Certeza absoluta? E quando eu te beijei apenas para provocar a Natasha, heim? Quando disse que você era minha namorada e novamente trai sua confiança? Se realmente gosta de mim, não perca seu precioso tempo falando comigo.
Gente... O que deu nele? To com medo, culpa, raiva, tristeza. Mil sentimentos misturados. Ele me olhou.
–Agora você entende que ser vingador não é tão legal assim? Eu nem entendo porque você quer tanto ser uma vingadora.
–Mas eu vou ser mais popular que você e... -Comecei, mas parei ao ver que estava piorando tudo. Ele apenas balançou a cabeça devagar e deu um sorriso cínico.
–Ótimo, era essa frase que eu precisava para melhorar o dia, obrigado. -Falou irônico. Eu sou uma idiota..
–Olha, Clint, desculpa eu...
–Não se desculpe, você não tem culpa pelo fracasso que eu sou.
–Clint.. Você não é um fracasso. Você é um dos melhores agentes da SHIELD, se duvidar, você é o melhor. Você pode ter poucos fãs, mas tenha certeza, que devem ser muito unidos e que adoram você. Mas poxa, só porque você não é muito conhecido, ou só porque ignoraram você, não é motivo para piti achando que o mundo te odeia. -Falei impaciente. Eu digo que ele é bipolar, e ninguém acredita.
–Desculpa. -Que? Agora ele pede desculpas?
Resolvi ignorá-lo, ele não queria que eu perdesse meu tempo falando com ele? Então, vou fazer o que ele quer.
–Vai ficar me ignorando? Ótimo agora eu sou o errado da história. -Reclamou.
–Você que falou para eu não perder meu tempo com você.
–Você sempre leva tudo ao pé da letra não é? Você acha que é fácil ser rejeitado desde quando eu era pequeno?
–Como assim Clint?
–Quando eu era criança.. Eu era anti-social, ninguém falava comigo, a não ser quando queriam tirar sarro de mim. -Falou de cabeça baixa. -Meus únicos amigos de verdade, eram apenas minha mãe e meu pai. -Disse e aquilo me afetou, por que minha família nunca ligou para mim.
–Pelo menos você tinha sua família.. A minha não se importa comigo, apenas meu pai e meu irmão.
–Você tem um irmão? -Perguntou e eu sorri acentindo. -Então, porque você nunca vai visitar ele e seu pai?
–Por que meu pai está morto. -Falei me segurando para não chorar.
–Eu sinto muito..
–Não se preocupe..
–Desculpe pelo piti que eu dei, é que eu fico meio abalado quando lembro da minha infância.
–Tudo bem, é bom colocar tudo o que se sente para fora. -Falei dando apoio e ele sorriu levemente. -Sabe Clint, você não deveria ter saído do nada, vai que eles falariam com você depois de falarem comigo. -Sugeri.
–Creio que não, sem querer se chato, fazer drama e tal, mas desde que voce entrou na SHIELD é meio raro lembrarem de mim, você é tipo a Beyonce de lá.
–Ai obrigado pelo elogio. -Falei rindo tentando tirar aquele clima. Ele finalmente riu sem sarcasmo, o que fez tudo valer a pena.
–Não consigo ficar mais de uma hora com raiva de você. -Falou finalmente alegre.
–Isso é bom, não é? -Disse rindo.
–Com licença, alguns passageiros estão incomodados com a agitação de vocês. -Uma aeromoça disse e Clint revirou os olhos como sempre faz.
–Ah sim, desculpe, prometemos parar com a agitação. -Respondi, ela assentiu e logo saiu.
–Se ela quiser, eu mostro onde sou bem agitado. -Clint disse malicioso e rindo.
–Clint! -Repreendi com careta.
–Que? Desculpa, parei. -Falou levantando as mãos em rendição. Esse é o Clint que eu gosto.
Entrelacei nossas mãos e encostei minha cabeça no seu ombro. Finalmente ele voltou ao seu estado normal. Fechei os olhos para tentar dormir e só acordar quando chegasse na Rússia.

Notas finais
Até o próximo que capítulo *-*
P.S.: Chorem com o gif que coloquei aushaua
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