My Family

11 Funeral ... Parte 2


Notas iniciais
Minha gente me desculpe se eu demorei é porque eu tô numa escola integral e não tenho mas tempo nem para pegar no celular Eu queria agradecer pelos comentários . Boa leitura ♡♥♡

Os meus pés prenderam-se ao chão e senti Austin a me puxar um pouco.

– Você quer ir lá ? — Austin perguntou olhando para onde eu estava a olhar .

– Eu ... Eu não sei .... como é que acha que ele vai reagir ao me ver ? — perguntei amedrontada .

– Só saberá se for lá Ally ... — ele disse.

– Talvez seja melhor ir depois ... não?

– Depois ? — perguntou.

– Depois d-do ... enterro — disse encarando o chão .

– Sim, talvez seja melhor.

Entramos na Igreja e sentámo-nos num canto um pouco escondido. O local permanecia quase vazio e apenas ouvia-se alguns sussurros de algumas orações. O meu olhar percorreu todas as imagens presentes nas paredes. Lembro-me de quando era pequenina e vir aqui todos os domingos por causa da catequese. Uma vez era eu a ir pedir o dinheiro e deixei as moedas todas caírem ao chão. Eu era realmente desastrada, e continuo a ser.

Quando dei por mim, a missa já tinha começado. As pessoas estavam agora de pé e senti a mão de Austin a cobrir a minha. Tinha vontade de chorar e de correr para perto do caixão onde a minha mãe está. Mas as forças não são muitas e provavelmente acabava no chão. Meia hora se passou e dirigimo-nos para o cemitério. Eu não parecia a filha da pessoa que ia agora ser sepultada. Sinto-me uma estranha, e estão me tratando como a tal.

Não consegui conter as lágrimas. Mais uma vez chorei no ombro de Austin, até me acalmar. Eu devia de ter aproveitado melhor o tempo com a minha mãe. Talvez se eu não tivesse engravidado, nada disto aconteceria. Quer dizer, podia acontecer isto, mas não me sentia tão culpada e tão magoada como me sinto agora. Mas Angie não tem culpa de nada.

– Se calhar é melhor ir lá agora.

– Quer que eu vá contigo ? — Austin perguntou olhando nos meus olhos.

– Não, deixa estar. É melhor ir sozinha.

– Então ... eu vou indo para o carro. — ele disse segurando meu rosto e beijando minha testa .

Assenti e caminhei até onde o meu pai estava sentado. Quando sentiu a minha presença levantou-se. Ainda tinha algumas lágrimas a escorrer pela sua face e olhava-me com mágoa. Nenhum de nós falou. Pensei que ele me fosse abraçar, mas não se mexeu. Isto, definitivamente, não vai correr como eu esperava.

– Pai ? — o chamei .

– O que é que está fazendo aqui ? — perguntou Laster de uma maneira bruta, que me fez estremecer.

– Apesar de tudo, sou sua filha. Ela era a minha mãe, e eu a amo. — falei e uma lágrima escorreu pela minha face.

– Acho que é melhor você ir embora. A culpa disto tudo é tua, não entende ? Depois de tudo o que fizeste ainda tem a cara de lata de aparecer aqui com o teu namoradinho ? Que nem é o pai da tua filha, ou filho, ou lá o que seja?! — disse ele levantando a voz. — sabe o que é que és ?! És uma vagabun ... — 0 interrompi.

– Sou o quê? — falei o mais alto que consegui. — Primeiro, ele não é meu namorado, é um amigo! Segundo, é uma neta que tu tem ! E vocês é que me abandonaram quando eu mais precisei, por isso seja lá o que me vai me insultar, não me vai magoar não vai me mágoa mais.

– Amigo?! Por Amor de Deus, Ally ! É uma adolescente ou uma mulher ?! Oh, espera é um amigo para as , como posso dizer , as ... ocasiões?! Ganha respeito por ti própria! — disse raivoso e depois soltou uma gargalhada irônica

– Como é que tem coragem de chegar ao ponto de chamar de prostituta à tua própria filha? — disse quase num sussurro.

– É o que tu é ! Envergonhaste a tua família ao trazer essa criança ao mundo! Nem de voce mesma sabe tomar conta quando mais dela ! Você é a pior coisa que aconteceu na minha vida!

– O quê ? — berrei, as lágrimas escorriam bruta mente pela minha face .

– Sim, foi isso que eu disse ...


– Allycia, acho melhor você ir embora — disse minha tia interrompendo-o

Notas finais
Comentem , continuem favoritando e se estiverem gostando recomendem . Bjs até o próximo ( sábado )