My Fallen Angel
22 Chapter Twenty Two
Notas iniciais
Boa leitura, seus limds ♥
..my fallen angel..
Chapter Twenty Two
.-Por favor acalme sua cliente, senhor Smith! – a juíza declarou, rodando os olhos verde-claros diante da reação de Lucy após mais uma das declarações finais de Takanori.
–De qualquer jeito... – meu amigo recomeçou, encarando a juíza com sua típica seriedade e calma com que trabalhava. Admito, admiro a forma dessa “outra personalidade” dele. – Receio que uma mãe que se dedica mais aos próprios interesses triviais do que ao cuidado de sua criança não deve ter tanta responsabilidade para com ela. Meu cliente, por outro lado, dispensa trabalho, prazeres íntimos e qualquer coisa que seja para estar com o filho, cuidá-lo e criá-lo.
–Meu filho não vai ser criado por um homossexual! Não vai...!
–Controle sua cliente antes que eu perca a paciência de vez com ela!
–Você não pode deixar meu filho nas mãos daquele veado!! Simplesmente não pode!!
–Mais respeito no meu tribunal, senhora Takashima, ou terei que tomar medidas que não queria!
–Meritíssima, por favor! Perdoe essa insolência por parte da minha cliente! Ela só está preocupada com o futuro de seu filho...
–Pelo que me vem sendo apresentado no caso em questão, a criança ficaria muito melhor longe dos cuidados, ou descuidados, de uma pessoa tão desequilibrada. Mas isso será primeiramente analisado ao final dessa sessão. Teremos um recesso de uma hora para que eu possa decidir de uma vez por todas quem fica com Takashima Gabriel.
Acarinhei os cabelos negros e macios do pequeno em meu colo, sorrindo-lhe ao que a assistente social sentada ao nosso lado se pôs em pé. Gabriel já parecia acostumado com seu “destino” enquanto sua situação não fosse resolvida definitivamente. Mas pelo que parecia, essa seria a última vez que nos separaríamos daquela forma.
–Só mais um pouquinho... Tudo bem? – perguntei quando ele se aninhou nos braços da senhorita Brown e sorriu.
–Depois vai ser sorvete de chocolate todos os dias, né? Com os papais... – e apesar da sua fala tão inocente ter aquecido meu coração por um instante, me preocupou no momento seguinte... Olhei para a Assistente Social, mas ela apenas me sorriu. Graças aos céus ela não era como a maioria nessa cidade...
–Ele parece muito bem nas mãos de vocês... É o importante no meu ponto de vista... – foi sua fala tranquilizante. Agradeci, me levantando com o aproximar do meu anjo caído. – Não se escondam mais... Pelo visto a juíza concorda com a verdadeira justiça, não com a falsa “moral da família”... Aproveitem isso...
–O que...? – Kouyou parecia aterrorizado o mesmo tanto que esperançoso e eu o abracei com força contra mim. Senti os bracinhos de Gabriel nos apertando, sabia que podia facilmente me acostumar com aquela sensação... Os dois junto de mim... Como a verdadeira família com a qual havia passado a sonhar desde a chegada de Kouyou na minha vida... – Yuu...
–A senhorita Brown está certa, Kou... Todos já sabem de você... Tudo bem se souberem de nós dois... Eu não me importo... Antes era por sua segurança... Não temos mais de quem nos esconder... Estamos juntos nessa...
–Obrigado, Yuu... Obrigado por tudo... Não sei o que seria de mim sem você... De verdade, meu amor... – ele sorriu um sorriso que há muito tempo eu não via. Era o primeiro sorriso que ele havia me dado. Sem medo, sem dor... Apenas aquele brilho resplandecente que fazia com que seus olhos amendoados explodissem em milhões de estrelas. Eu amava aquele sorriso... E amava ser o culpado dele...
Sem sua permissão, encantado do jeito que eu estava, aproximei nossos lábios até que tivesse roubado os seus com um desejo crescente que não podia ser impedido nem mesmo por ele. Apenas o beijei. Ali... No meio de todas aquelas pessoas, sendo rodeado por vozes que ignorei sem esforço algum. Apenas continuei me deliciando de sua boca macia e do calor de seus braços a me apertar contra si.
–Eu sabia! Falei! E a Asami que me ignorou, aquela tola! Sabia que eram iguais! Duas bichonas! Seus anormais! – ouvi Lucy cuspindo contra nós dois, ignorei. Fácil, simples... Tudo por ter aquelas joias raras reluzindo tão intensamente na minha direção.
–Amo você... – acarinhei-lhe as bochechas rosadas, procurando por seu gosto viciante mais uma vez. Era impossível resistir tendo-o tão incrivelmente mais meu que nunca ali... Sem um pingo sequer de receio de perder Gabriel... Sem um pingo sequer de receio do que iriam dizer de nós dois...
E eu estava mais feliz do que jamais havia estado...
–Tenho certeza que a juíza não vai deixar Kouyou na mão, mas você tem ideia do que esse ato vai causar na sua carreia? – Akira me perguntou assim que começamos a nos afastar daquela sala antes tão abafada para todos nós. Agora até parecia ter uma brisa refrescante... E eu adoro essas “ilusões”.
–Eu não preciso que eles me amem, Akira... Não preciso nem que eles gostem de mim... O que importa é minha escrita... Se eles amam o que escrevo, todas aquelas linhas toscas que tanto me fazem bem... Bom... Acho que não vai ser o fato de eu gostar de um outro homem que vai impedir que continuem lendo... Mas isso não é nem um pouco importante pra mim, você sabe...
–Eu sei, mas como seu editor e amigo tenho que alertar... É possível que haja uma queda nas vendas... Está pronto pra isso, não está?
–Akira... Eu não sou mais o Yuu que você conhecia antes... Eu sei que precisava ser constantemente elogiado, ter meu ego inflado... Precisava ver meu livro subindo, se tornando um verdadeiro Best Seller... Fama e fama e mais fama, mas... Agora isso é totalmente desnecessário... Tudo o que eu quero é conseguir colocar um sorriso naqueles lábios incríveis... E olhe lá... – desviamos nossa atenção para Kouyou e Takanori mais a frente, rindo e fazendo piada de só deus sabe o que... Era aquela visão... A visão das minhas vidraças... – Eu consegui, Akira... Consegui...
–Foi apenas um aviso... – caminhamos em silêncio, nós dois... Admirávamos encantados as nossas maiores preciosidades... Nossos amigos, companheiros e amantes... Aquilo devia ser tudo... Tudo na vida de alguém... O mais clichê dos amores... – Fico feliz que tenha mudado... – ele deu uns tapinhas no meu ombro, sentando entre Takanori e Yutaka.
–Sorvete de maracujá? – perguntei ao meu ex-vizinho loiro, vendo-o soltar um riso deliciado e negar.
–Sorvete para as crianças, Yuu... Hoje não me sinto como uma criança... – ele brincou, sabendo bem que eu não resistiria e acabaria tomando meu sorvete favorito mais uma vez. Ele estava com sua força renovada e eu já podia ser uma criança... Sua criança...
E foi por esse caminho que minha mente continuou viajando... Em inúmeras versões de nós dois... De nós três... De nós cinco... De nós sete... Todos nós... Felizes com nossa grande família de amigos...
Eu via dias ensolarados em que passeávamos pela praia... Construindo castelos de areia... Nadando nas águas cristalinas... Comendo churros, milho, qualquer coisa... Tomando algum refresco e conversando sobre tantos assuntos que nunca teriam fim...
Via tardes de domingo em que a chuva caía torrencial lá fora... Escorria por minhas vidraças felizes... Nós três sentados no sofá da sala... Embaixo de cobertas... Assistindo um filme qualquer, tomando chocolate quente...
Eu via dúzias de situações em que apenas sorrisos brilhavam em nossos rostos... Tudo enquanto eu tomava meu sorvete, calado, alheio aos homens ao meu redor...
Ouvi seu riso baixo, enquanto ele tomava a colher da minha mão, recheando-a de um sorvete de chocolate quase completamente derretido e levando-a até meus lábios. Notei como somente ele era capaz de me despertar de um modo tão suave e gentil... Sorri...
–Tão calado, Yuu... – ele selou meus lábios, soltando a colherinha no meu pote quase vazio.
–Pensando... – exibi um sorriso delicado, fascinado com o modo como seus olhos brilharam por ter meus dedos acariciando-lhe o rosto gentilmente. Um flash nos rodeou e ele se assustou. Eu ri. – Vá se acostumando...
–Não... será um problema?
–Amo você... – tomei-lhe os lábios com carinho, me perdendo completamente em seu gosto que eu já sentia falta de provar.
–Senhor Shiroyama... Achei que minha outra foto fosse apenas uma confusão... – um homem ligeiramente alto, magricela e com cabelos ruivos bagunçados se aproximou com um sorriso malicioso.
–Aquilo me causou uma boa dor de cabeça, sabia? – rimos juntos, quase como se nos conhecêssemos... Como se fôssemos até mesmo amigos... Mas a verdade é que eu nunca o tinha visto antes na minha vida. – Mas apesar das dores que passamos, foi algo bom... Olhando agora, obviamente... Acho que nos aproximou mais e gerou consequências maravilhosas... – sorri, acarinhando a mão de um Kouyou completamente envergonhado. – Então obrigado por toda aquela confusão...
–Sempre que quiser confusão é comigo mesmo! – ele riu e eu o acompanhei outra vez. – Algum problema com essas novas imagens?
–Tem todo o direito de usá-las... Não temos mais motivos pra esconder absolutamente nada... – apertei suavemente os dedos entre os meus, sorrindo para o desconhecido. Estava feliz por conhecê-lo... Aquele que fez uma confusão louca na nossa vida, mas que, sim, nos aproximou certamente...
–As outras também?
–Outras...? – Kouyou pediu, timidamente. Eu também havia ficado curioso.
–Bom... A primeira eu deixei vazar pra conseguir algum dinheiro, óbvio... Mas então um homem japonês, aquele loiro alto logo ali – e ele apontou na direção dos nossos amigos. Eu soube que ele falava de Akira. –, me procurou e explicou que vocês teriam problemas muito sérios com isso... Sabe... Sou pai de dois filhos, senhor Takashima... Não sei o que faria sem eles... Então mantive outras fotos que tirei de vocês dois guardadas... Só que agora...
–Desde que não sejam comprometedoras... Eu sinceramente não me importo... Mas... cuidado pra não fazer confusão outra vez... Seria terrível perder a guarda de Gabriel... – fui sincero, recebendo um sorriso do homem. Certamente ele ganharia muito dinheiro às minhas custas... E eu realmente não estava interessado nisso...
–Obrigado... Vou indo então... – ele indicou o grupo que se aproximavam depois de irem, provavelmente, pagar a conta. – Senhor Shiroyama... Senhor Takashima... – ele acenou e deixou-nos diante dos olhares indagadores da nossa família.
–Longa história... Contamos tudo depois que Gabriel estiver em nossos braços... Agora... Vamos? – convidei com um sorriso brincalhão nos lábios. Eles se entreolharam confusos e apenas nos seguiram para fora do estabelecimento...
Não muitos passos e estávamos mais uma vez indo para nossa tão conhecida sala... Vi no olhar de Akira certo alerta e não pude evitar lhe contar em detalhes o acontecido. Ele me xingou de todos os nomes que conhecia, me chamando de irresponsável pra baixo por deixar que aquele homem usasse nossos rostos para o que bem quisesse... Eu realmente não estava me importando e ele sabia, então se calou depois de um: Você é um idiota, mas tanto faz...
No momento seguinte nos pediram para levantar. Ficamos todos em pé, esperando até que a juíza tomasse seu lugar e pigarreasse, permitindo que nos sentássemos. Sem muitos rodeios ela começou o discurso que me arrancou sorrisos infindáveis...
–Depois de ter analisado cuidadosamente cada uma das evidências que foram exibidas durante esse tempo, posso dizer sinceramente que nunca tive um caso tão simples de tomar uma decisão. Takashima Lucy mostrou um comportamento degradante, não apenas nesse tribunal, como também durante seu casamento e pouco, ou nenhum, interesse em criar Takashima Gabriel como esperamos que uma criança seja criada por bons pais. Por outro lado, Takashima Kouyou se mostrou um excelente cidadão, marido e, principalmente, pai. Não é sua sexualidade que me impediria de lhe conceder a guarda dessa criança. E por essas razões, Takashima Gabriel deverá ficar sob a guarda de Takashima Kouyou, podendo Takashima Lucy fazer visitas regulares ao filho, se ela parar de fazer escândalo, PELO AMOR DE DEUS! – a juíza bateu inúmeras vezes o pequeno martelo contra a mesa. Reconheci apenas o som, enquanto me encaminhava até meu loiro trêmulo e com os olhos cheios de água.
Sorri para ele, feliz pelo modo como ele se agarrava a Takanori, rindo bobamente e agradecendo incontáveis vezes. Era a cena mais linda que eu já havia visto em toda minha vida. Ele tinha ganhado uma nova vivacidade... Como se tivesse, naquele mesmo instante, nascido outra vez... Talvez como uma fênix que queima e de suas cinzas renasce ainda mais bela e esplendorosa...
Então ele me viu ali... Parado e observando-o bobamente apaixonado... Ele chamou meu nome, sua voz embargada pelo choro... Mas ele não me abraçou... Não teve tempo...
Antes que qualquer um de nós tenha percebido, Gabriel havia avançado até nós e se agarrado com força nas pernas de Kouyou. Ele riu, tomando o pequeno nos braços e sussurrando palavras doces em seus ouvidos.
Me aproximei, uma mão acariciando os cabelos escuros do pequeno anjo e a outra enlaçando a cintura do meu homem... Ele sorriu um sorriso ainda mais lindo do que o primeiro que eu havia visto, ofuscando tudo ao meu redor. Éramos apenas nós três ali e mais ninguém... Eu e meus dois amores... Minhas duas vidas... A minha família...
O paraíso estava apenas começando...
Notas finais
Bom... Não tenho muito o que dizer desse chap... Finalmente O Gabe está com seus papais e todos viveram feliz para sempre :D QN MENTIRA! AUSDHAUSDHIUHAUISDHUIAHUSHDIUHSAUD /SOCO Ainda temos um pequeno trecho até o final, mas, sim, estamos na reta final ;; NOOOOOOOOOOO *agarra MFA e never let it go* Q AUHDSASHDUHASUDHIUASUIDHUSADUIA
Bom... MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITO obrigada a todos que comentaram aquelas belezas que derreteram meu coração e aos que estão lendo e apoiando essa fic... Já sabem que ela é meu amorzinho e *U* ♥ HUDISHAUSDHASUDIASUD
Acho que era isso, meu povo...
Vejo vocês no próximo? *u* ♥
2O12, AGOSTO 16 @__bloody_hell
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