My Fallen Angel

12 Chapter Twelve


Notas iniciais
Desculpem não ter aparecido antes ;; Leiam as notinhas se quiserem saber mais, okay? ;;
Mas antes.........
Boa leitura♥

..my fallen angel..

Chapter Twelve

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.-E o livro vai ser lançado quando?

–Semana que vem... A primeira noite de autógrafos será feita daqui quinze dias e então vou passar por diversas cidades, que podem ser vistas no site da editora, para a divulgação do livro.


–E você acha que dessa vez vai ter continuação? Até agora você não fez isso, não é verdade?


–Sim, sim... Mas não vai ser dessa vez... – usei um de meus sorrisos preparados assim que a plateia pareceu decepcionada – Eu até cogitei a ideia, mas não ficaria bom o bastante... Acho que o final não nos dá essa abertura...


–Uh! Fiquei curiosa, agora! Pode nos contar algo sobre isso?


–Ah, não, não! De jeito nenhum! Não quero estragar a surpresa pra ninguém... – dei uma de minhas ensaiadas piscadelas marotas, sorrindo de canto. A plateia se agitou, excitada.


–Menino levado... – a entrevistadora fez uma careta e eu acompanhei os risos.


–O que posso dizer? – e mais risadas.


–Eu andei vasculhando em um dos sites dos seus fãs noite passada...


–Ah, eu tenho isso?! – e todos voltaram a rir.


–Você não sabia?


–Não, não, não... Eu sou algum tipo de astro ou algo assim? – bom humor e gentileza eram as minhas marcas registradas, disso eu sabia. Fazer-me de bobo, outra delas.


–Bom... Em todo caso... – ela recomeçou assim que as gargalhadas baixaram o tom – Eu estava olhando ontem à noite e descobri que você sempre procura pedir para que alguém aprove suas obras, é verdade?


–Ah, um super fato! – era a minha chance. Finalmente ela havia chegado, sussurrando.


–As suas últimas três obras sua mulher leu, não foi?


–Correção: ex-mulher... E sim, de fato, Asami leu minhas outras obras de porte...


–Nesse livro ela ajudou você?


–Bom... Eu recebi minhas edições revisadas quando o divórcio já estava saindo, então... Não, ela não leu essa obra...


–Então essa será a sua primeira grande obra sem inspeção?


–Ah, não! De jeito nenhum! Eu não permitiria isso! Não quero matar ninguém de tédio! – e todos voltaram a rir feito uns bobos. Eu estava chegando no meu ponto...


–Certo! Certo! Pessoal, se acalmem! O nosso galã não vai poder continuar assim! – e a brincadeira da entrevistadora fez com que todos ríssemos. Eu me esforçava bastante, óbvio – Então... Quem é a pessoa secreta que aprovou essa obra?


–Não é secreta, não... Foi um amigo meu... Takashima Kouyou... – PONTO!


–Ahh... Acho que todos ouvimos bastante a respeito dele nesses últimos dias, não?


–Do que, exatamente, estamos falando? – me fazer de desentendido funcionava. Sempre...


–Tudo bem falar sobre isso aqui, senhor Shiroyama?


–Eu não vejo problema para falar sobre qualquer assunto que for...


–Na publicação do jornal da sua cidade no domingo saiu um boato sobre você e o senhor Takashima...


–Ah, sim... Esse boato... – eu ri, coçando a nuca – Isso é um pouco desconcertante de se falar...


–Olha! Achei um ponto fraco em você! – e os risos ecoaram ao meu redor.


–Claro... Claro... Esses boatos maldosos machucam um pouco as pessoas... É complicado de se falar sem que cause comprometimentos... O pobre Kouyou quase teve um ataque cardíaco quando eu contei... – e eu ri, todos os outros me acompanhando.


–Então não passa de um mero boato, senhor Shiroyama?


–Certamente...


–Ahh... Mas essa foto é tão bonitinha! – e ela apontou para o telão atrás das nossas poltronas, eu gargalhei. A plateia exclamando a fofura que a cena transmitia.


–Sim, sim... Eles dois conseguiram salvar a foto! – todos riram.


–Você parece bem feliz nela, hein?


–Oh! Não insinue essas coisas! – risos e mais risos – Na verdade isso não é nada de mais... Kouyou está passando por uma fase parecida com a minha há um tempo atrás, sabem... Então temos ficado um bom tempo juntos... Ele precisa ter um amigo ao seu lado e, bom... Olha eu ali! – apontei para a foto, os risinhos voltaram.


–O que pode nos dizer sobre essa foto em especial?


–Bom... Esse foi um dia que eu levei o pequeno Gabriel na sorveteria enquanto Kouyou conversava com sua mulher... Isso deve ter sido tirado quando estávamos voltando... Gabriel queria que nós dois déssemos atenção para ele de modo igual... Nós dois nos tornamos grandes amigos também...


–Você e o filho do Takashima?


–Ah, eu tenho meu lado criança, acreditem! – afundei meu dedão na boca, chupando-o algumas vezes. Risadas.


–Então isso não passou de um mal entendido?


–Exato!


–Que pena... Vocês ficam bem juntos!


–E não é? Acho que vou querer uma cópia dessa foto... Alguém sabe onde eu consigo? – e todos voltaram a rir.


–Bom... Voltando ao motivo da sua vinda... Segundo a sinopse que a editora postou no site oficial...!


E aquela entrevista continuou por mais um espaço de tempo que eu não considerei muito. Aquela interação contínua marcava presença, mas eu já não estava me importando com aquilo. Agora que estava tudo começando a se esclarecer, eu me sentia apto para responder a qualquer outro tipo de pergunta sem ansiar pelo fim do acerto que eu transformei em erro.


–Como se sente?


–Aliviado? – sorri para um Akira concentrado no trânsito, ele negou com a cabeça.


–Isso foi sério, Yuu... Pode vir a acarretar muitos problemas e indagações ainda...


–Eu sei, Akira... Mas eu não tenho culpa! Como, diabos, eu ia saber que tinha um repórter local miserável que estava me vigiando?!


–Você sempre foi cauteloso, Yuu...


–Tudo o que eu quero é ver o Kouyou feliz... Ver um sorriso de verdade no rosto dele! Você tem noção do que eu vou ter que suportar quando eu chegar em casa?! O temor dele, os olhos tristes e... – soltei um longo suspiro, mordendo meus lábios com uma insistência não minha – Então, sim... Eu estou um pouco aliviado por, pelo menos, ter feito algo a respeito disso... Eu sei que não acabou...


–Você tem razão... Kouyou é quem mais vai sofrer com isso...


–Eu sei... Tenho medo que, ainda assim, as coisas se compliquem no tribunal... Falando nisso... O Taka já conseguiu algo?


–Bom... Digamos que... Ele tem algumas coisinhas, sim... – o sorriso malicioso de Akira me arrancou uma gargalhada satisfeita.


–Vocês dois sempre me salvando... Obrigado... Muito obrigado...


–Vamos sempre estar aí, né... Não precisa sofrer sozinho...


–Hum! Falando em solidão... Será que o Taka não pode ficar com o Kouyou enquanto nós viajamos? Tenho medo que aquela mulher louca dele tenha um ataque quando descobrir que vamos levar ela ao tribunal... Ele precisa de um suporte.


–Pode ter certeza que ele já planejou isso... Deve até estar comentando os detalhes com o Kouyou agora... Aquele baixinho tem uma imaginação...


–Você que o diga... – ele socou meu braço e eu ri baixinho, puxando o telefone do bolso – Falando no diabo... Oi, Taka...


Por que você não me contou?

–Kou? – resmunguei, sua voz estava baixinha e chorosa. Eu escutava as ondas do mar se chocando contra as pedras ao fundo daquela ligação.


Você devia ter me contado, Yuu! Não é justo!


–Estava tudo sob controle, Kou...


Não estava! E nem está! Você sabe o quanto isso tudo vai me afetar?! Afetar a minha vida?! EU POSSO PERDER O MEU FILHO!!

–Eu sei, Kouyou!! E era exatamente por isso que eu não queria que você ficasse sabendo! Não entre em desespero, anjo... Nós vamos dar um jeito nisso tudo! Eu prometo!


Você não tem noção do que eu estou passando, Yuu! Você não tem noção!!


–Eu sei disso e eu estaria mentindo se dissesse o contrário, mas... Confie em mim, Kouyou... Por favor... Eu nunca vou permitir que você perca o Gabriel... Nunca...


Eu... não sei mais no que acreditar ou não, Yuu...

–Você acredita no mar, não acredita? Você lembra o que eu contei sobre ele?


Yuu...


–Hey... Acredite nisso... Só nisso... Só por algum tempo...


Quanto tempo, Yuu?

–Uma hora e meia? Até eu chegar aí? Pode ser? Eu prefiro conversar olhando nos seus olhos...


Claro... Desse jeito você consegue me hipnotizar e me fazer esquecer que existe razão...

–Eu só quero poder passar confiança pra você, anjo caído... Quero que você saiba que poderá sempre se apoiar em mim... Quando precisar... Quando quiser...


Droga, Yuu... – ele soltou um longo suspiro. Só a exaustão em sua voz já me deixava acabado.


–Me espere na praia...


Eu vou estar aqui pra você...

–Eu chegarei logo... – e sem mais, ele desligou... O barulho alto das ondas do mar ocupando minha mente, eu embriagado em minhas memórias mais doces e mais amargas.


–Durma um pouco, Yuu... Pelo visto vai precisar de muita energia...


–Eu falei que ia, não?


–Só não sei o que deu no Taka para deixá-lo assistir aquilo...


–Não o culpe... Quando chegarmos você pergunta o que aconteceu...


–Eu sei, mas nós tínhamos combinado que...


–Antes de qualquer coisa... Espere nossa chegada em casa, hum? Confie no seu namorado...


–Noivo...


–Oi?!


–Noivo... – e eu invejei o sorriso bobo que Akira exibiu – Nós vamos pro Canadá casar quando tudo estiver bem com o Kouyou... Vocês serão nossos padrinhos...


–Hu?! Isso é... uma surpresa e tanto, Akira...


–Eu sei... Nem eu estou acreditando direito...


–Você tem sorte... Use e abuse dela...


–Eu vou... Abuse da sua também...


–Momentaneamente sem sorte, Aki... – cruzei os braços, fechando meus olhos para o mundo, para os fatos, para a verdade.


–Não seja bobo... Você tem um cara apaixonado esperando por seu carinho... Mesmo com problemas, superando... você vê toda a sorte que teve, mesmo nas dificuldades...


–Você tem razão, Akira... Você tem razão...


–Aprendi isso com você...


E aquilo, definitivamente, foi algo que me surpreendeu. Saber que Suzuki Akira prestava tanta atenção em todas as coisas que eu já havia dito, ou escrito, foi muito mais do que bizarro... Ele sempre parecia distante quando eu tentava passar alguma lição pra cima dele ou quando estava dando um de meus conselhos... Mas aquilo se provou errado e eu fiquei muito agradecido...


Agora, para mim, o que faltava era chegar naquela praia, que era o meu lar... Invadir a areia branca como sal, sentir o toque afável do vento, as ondas selando meus pés e... Cuidar da coisa mais importante que eu tinha em todo o mundo...


E eu não estava falando das minhas preciosas vidraças, ainda que meu carinho por elas fosse inacabável...


Notas finais
Sei que prometi trazer o capítulo domingo passado, mas tive que fazer coisas pra faculdade e fazer sala pras visitas... Segunda, quando fui postar, o pc do meu pai não funcionou... YEIII =_____=
Meu pc não vai ficar pronto e talvez eu tenha que comprar outro LOL Ia postar antes de viajar pq o note da mãe voltou, mas a internet não tava funcionando direito .___. Finalmente estou de volta hoje! *u*7
Espero que tenham gostado desse capítulo... Ainda teremos mais alguns momentos fofos e gays e veadinhos e apertáveis... Mas só mais um pouquinho, tá? *RISO MALVADO ECOA NA SALA* QQQ AUSDHASUDHASHDASUDHAHUDUAI
Quero deixar meu agradecimento pelos reviews *UUU* De coração pessoal! Quando vi fiquei babando!!
E OMG MAIS UMA RECOMENDAÇÃO *UUUU* Sério, seus lindos! MUITO obrigada!! Fico imensamente feliz por suas palavras tão gentis *UUUUUU* ♥ To boba aqui *U* *brisa*
Sobre o próximo capítulo não posso fazer promessas... Mas se possível posto ainda nessa semana mesmo *U*7
Bom... Até o próximo capítulo, nee ♥
2O12, ABRIL O9 @___akita