My Fallen Angel

9 Chapter Nine


Notas iniciais
Boa leitura ♥

..my fallen angel..

Chapter Nine

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.Eu estava mais uma vez com aquela sensação estranha que me tomava com frequência, de ter para mim apenas parcialidade... Momentos em que eu me via perdido em um mundo que eu conhecia há mais de trinta anos, mas que estava se mostrando um estranho.

As poucas palavras surgiam com mais dificuldade do que no seu normal surgiriam e eu não fazia ideia se estava escrevendo para mim ou para as pessoas que gostavam de mim, do meu pedaço de compreensão de tempo e espaço.

As linhas me pareciam mais compridas e complicadas de se preencher. Eu não estava indo para frente com aquele romance... Eu estava me perdendo dentro de minha própria mente... Eu estava caindo em minhas próprias armadilhas... Isso era, definitivamente, a última coisa que poderia acontecer com um escritor...

Você deve se conhecer, para conhecer o mundo, para analisar o mundo, para doar essa sua visão de mundo. Para que haja os que concordam e os que discordam... E eu não estava, naquele momento, concordando comigo. Vinte e sete páginas desperdiçadas de um trabalho inútil que eu esqueceria por anos a fio...

Decidido que aquele não era o melhor momento para pensar em um novo livro, busquei pelo meu par de chaves douradas como o sol, embora naquele dia o sol estivesse ofuscado por algumas nuvens insistentes. Era quase como se elas adivinhassem o humor do meu anjo loiro e o refletissem para que aquele lugar estivesse de pleno acordo com a perturbação que passava naquela alma imaculada.

Pensando naquele que não deixava minha mente cair em profundo estado de torpor, abandonei minha casa e segui para a outra única casa que eu conhecia daquela vizinhança. Daquela cidade...

Homens uniformizados entravam e saíam carregando uma quantidade que me pareceu infinita dos mais inusitados objetos que eu já havia visto. Chamei a atenção de um deles, pedindo o favor de chamar o dono daquela linda morada.

Peguei-me analisando as águas do grandioso mar à minha frente, as ondas sempre beijando aquela areia branca como a pele do meu vizinho loiro. O vai-e-vem embalava meus pensamentos na única direção que eu conseguia fazer meu vento soprar nos últimos tempos. E era no calor amigável dos olhos amendoados que eu me via infiltrado quando seu sorriso mais real do que minha imaginação poderia vir a gerar me despertou para a realidade ao meu redor, tão mais bela do que em meus sonhos...

-Quando eu vou ter certeza de que você é real, meu anjo caído? – eu estava abobado com a magnificência da sua simplicidade gentil. Sua face mais uma vez era tingida por aquele lindo tom róseo encantador.

-Yuu... – ele instalou um adorável bico em seus lábios cheinhos, sua manha me arrancando um riso de facilidade anormal. Só ele conseguia me fazer ter reações tão espontâneas quanto as que eu estava tendo desde que nossos olhos se cruzaram pela primeira vez e ele roubou a beleza de minhas vidraças.

-Você acha que ainda vai demorar muito, Kou?

-Talvez um pouco, Yuu... Mas agora eles só vão descarregar... Parece que alguns homens vão montar os novos móveis amanhã...

-Depois disso você vai estar livre?

-Yuu está tramando alguma? – sua desconfiança divertida estava criando indagações em minha mente a respeito do sumiço temporário daquela nuvem de tristeza. Não me surpreendi ao notar alguns espaços azulados no céu antes quase encoberto de cinza.

-Só alguma coisa mais nossa, Kouyou... Quero ter um momento apenas para cuidar de você... Mimar você...

-Hmm... Você já me mima tanto... O que vai ser dessa vez?

-Ah, eu não quero apagar a chama de curiosidade desses seus lindos olhinhos brilhantes, anjo... Aguarde pelo momento certo, sim?

-Você está sendo maldoso comigo, Yuu... Isso exige que eu revide...

-Eu adoraria que você revidasse...

-Não vai desejar tanto isso depois de hoje...

-Essa sua falsa cara de demônio não me assusta... Você é de pureza sobrenatural, nem querendo muito você fará algo que possa machucar alguém...

-Às vezes eu acho que você consegue ler a alma das pessoas, Yuu... Às vezes eu tenho certeza...

-Não, não, Kouyou... Sua alma é diferente... E é a única que eu me atrevi a admirar com tanta devoção... É a única alma que eu sou capaz de afirmar ter um mínimo conhecimento mais profundo...

-Sempre me disseram que eu era uma pessoa complicada... Você faz com que eu pareça de uma simplicidade excessiva...

-As pessoas que disseram isso não estavam interessadas em desvendar quem você é... Eu vivo para desvendar o máximo a respeito de você, anjo... – e eu não consegui evitar um sorriso suave assim que suas bochechas voltaram a me revelar toda aquela enorme timidez genuína – Você acha que vai demorar muito ali, Kou?

-Eu estou resolvendo algumas coisas do meu trabalho agora, Yuu... Finalmente as coisas estão rumando por um bom caminho para todos... Quero aproveitar esse momento de alta... Você... não se importa, não é?

-Não, anjo... Pode ir lá dar um jeito no que puder... Eu vou ir fazer umas compras agora... Estão faltando alguns ingredientes para essa noite... – beijei-lhe a testa com carinho, admirando a intensidade com que suas bolitas amendoadas haviam se iluminado em expectativa – Vá direto para nossa casa quando terminar... – murmurei junto de seu ouvido, entregando-lhe a minha chave extra.

Um sorriso largo tomou forma infantilmente nos lábios de maciez exacerbada e ele assentiu com a cabeça. Seu rumar alegre, de volta para sua antiga morada, me obrigou a encarar o céu. Para minha não-surpresa, as poucas nuvens que restaram se afastavam com auxílio do vento calmo. Meu anjo havia recuperado pelo menos um pouquinho de sua paz. Mas o pouquinho qualquer que fosse, já era equivalente a um oceano naquele instante onde nós dois só podíamos contar com nós dois.

Ainda extasiado diante do azul, quase sem mais nenhuma nuvem acinzentada, fui guiado por meus pés já bem acostumados até o mercado mais próximo. Fui recebido com um sorriso largo de um moreno quase gentil demais para os parâmetros daquele lugar, onde a competição não era acirrada.

Naquele dia em especial eu estava sendo tratado como nunca antes por cada um dos atendentes que, voluntariamente, se aproximavam de mim indagando se eu precisava de algum tipo de ajuda. Eu neguei com um sorriso ensaiado.

O tempo passou rápido enquanto eu me distraia entre as coisas que precisava e as que queria comprar. Não nego que me diverti com toda a agitação ao meu redor, que permaneceu sem explicações plausíveis até eu encontrar um exemplar do jornal local.

Lá, na primeira página, meu rosto estava estampado em cores, seguido de uma legenda indicativa de onde teria alguma matéria a meu respeito. Eu estava tão acostumado com aquele tipo de coisa que aquela descoberta não me provocou nenhuma outra reação a não ser a permissão da escapada de um suspiro.

-Se-senhor Shiroyama... – a figura sorridente que me recepcionou, acanhada de um modo totalmente natural, se aproximou com cautela de mim, dando uma espiada sobre o ombro para ter como resposta a insistência nos olhares dos outros ajudantes – Po-posso fazer uma pergunta?

-Fique à vontade... – larguei a garrafa de vinho com cuidado junto de minhas outras compras, parando para prestar atenção no rapaz à minha frente.

-É... verdade o que diz no jornal, senhor Shiroyama?

-E o que diz no jornal? – instiguei começando a ficar intrigado, as hipóteses trazendo uma estranha sensação de fatalidade.

-Diz que... você se mudou para cá há alguns meses e... que você se apaixonou pela cidade...

-Ah, isso é verdade! – alarguei um sorriso, meus pensamentos vagando pela extensão de dias – Esse lugar tem a tranquilidade que eu preciso para meus romances...

-Então tudo o que diz ali é verdade?! – e por algum motivo, sua voz se elevou alguns tons. Eu via uma surpresa exacerbada demais para ser apenas aquilo que continha naquele exemplar. Eu sentia cheiro de boatos.

-Diz mais alguma coisa que você não me falou? – perguntei, desconfiado demais para me conter. Eu não devia meter os pés pelas mãos.

-Eu... – ele voltou a encarar os outros ajudantes, incerto sobre o que poderia vir a me dizer. Eu estava ficando impaciente, não com ele, mas com o tal jornal – Ta-também diz que... o senhor estava tendo um... caso... – e sua voz veio tão baixa até meus ouvidos que eu quase não pude entender.

-Ah... Um caso, é? Sobre isso que todos querem saber, então? Me diz... caso com quem eu tenho dessa vez? Já foram tantos nomes antes do meu casamento que minha lista deve quase ter o tamanho de uma de minhas obras...

-Eu... Me desculpe por essas perguntas, senhor...

-Não precisa se desculpar... Seus colegas mandaram você ver sobre isso, não? Todos devem estar bem atiçados com essa fofoca, não é? Pode me ceder um exemplar? Quero ver quem é minha nova amante... Estou curioso...

-Sim, senhor! – o moreninho sumiu de minha vista não demorando nem um minuto para voltar com o pedaço de papel que eu havia solicitado – Aqui, senhor!

-Obrigado pela gentileza... – agradeci folheando o jornal com uma calma quase torturante para a ansiedade que aquele homem devia estar sentindo. Eu não sabia o que poderia pensar, não até uma foto de meia página me trazer recordações deliciosas demais para que eu não sorrisse – Bom... Parece que agora andar de mãos dadas com o filho dos outros é o mesmo que ter um caso com um dos pais dele...

-Senhor Shiroyama?

-Se você quiser pode falar pros seus amigos irem espalhando que esse boato é a coisa mais ridícula que eu já vi em minha vida... Eu posso estar até andando com eles dois, de mãos dadas com uma criança que queria a atenção de ambas as pessoas que estavam junto consigo, mas isso não quer dizer, em hipótese alguma, que eu e Takashima tenhamos algum tipo de envolvimento sentimental que vá além da amizade... Sim, nós dois somos muito próximos por termos muitas coisas em comum em nossas vidas nos últimos tempos, mas é ridícula a afirmação de que somente por isso nós dois estejamos tendo um caso ou qualquer coisa do tipo... Ele é meu amigo, só isso...

-Então é mentira, senhor?

-Sim... É mentira... Takashima e eu estamos enfrentando uma fase muito parecida e isso nos aproximou... Mas é apenas isso que há entre nós dois... Uma amizade muito forte... A pessoa que escreveu esse artigo entendeu errado a própria foto e os fatos...

-Obrigado pela sinceridade, senhor Shiroyama... E me desculpe por aborrecer você com isso...

-Não se preocupe não me aborreceu... Eu prefiro ficar sabendo das coisas que andam falando de mim por aí, hum? Olha só o que insinuaram a nosso respeito! O pobre Takashima vai ter um infarto quando eu mostrar isso pra ele... – comentei com um de meus sorrisos selecionados especialmente para situações como aquelas. O moreno riu, coçando a nuca, agradecendo e se retirando.

Rasguei aqueles pedaços de papel em minha mente, extremamente furioso com toda aquela história. Meu anjo loiro já tinha problemas demais... E agora eu havia me tornado um deles...

Notas finais
Como prometido aqui está o capítulo :D
Bem pontual eu, não? u3u
AUHSDHUISHAUHDUIAHUIDHUHASI //ignorem
Enfim, obrigada por lerem e pelos reviews *U*
Akita fica muito feliz!! *-------*
Quero trazer o próximo logo também! Então façam macumba por isso e QQQQ *corre* ASHDUASDHUIASHUIDHSUAIH
Até o próximo, pessoal ♥
2O12, FEVEREIRO 26 @___akita