My Everything

7 Be My Baby


Eu nunca tinha sentido algo tão bom na minha vida. Tão assustador, tão prazeroso, naquela hora nenhum de nos se importou com nada, foi como estar no paraíso ser beijada por Perseu. Ele poderia estar agarrando qualquer vagabunda que se julga princesa, mas ele estava me beijando com todo prazer, agarrando minha cintura enquanto eu afundava minhas mãos em seu cabelo negro. Nós nos entregávamos um para o outro com aquele beijo.

Quando o ar nos faltou, tivemos que nos separar e com certeza eu estaria parecendo um tomate, nossas respirações estavam ofegantes e eu não conseguia olhar nos olhos, tudo o que eu consegui fazer foi tirar os braços em volta do pescoço dele, e sair correndo e chorando.

Eu não podia...... não podia..... não, era errado!

–Annabeth! Espera! — ele gritou e foi atrás de mim — Ei, por favor. Volte!

Eu continuei correndo, o que era um pouco difícil com aqueles sapatos. Mas eu tentei, e como sempre não deu certo. Ele correu mais rápido, segurou meu braço com força e me fez virar para ele. Ele estava com uma expressão confusa, pelo fato de eu estar chorando, quer dizer, tínhamos acabado de nos beijar e agora eu estava chorando. É, ele tinha direito de estar confuso.

–Annabeth, por que está assim? É por causa do beijo? — ele perguntou e deu uma risada baixa — Eu beijo tão mal assim? — ele disse e em meio ao choro eu dei uma leve risada

–Não Percy, não é você. E não se preocupe seu beijo é ótimo, o problema sou eu!

–Ah, nem vem com isso Annabeth! Eu não me importo se você é da realeza ou não, eu só quero ficar com você.

–Percy....... você pode não se importa, mas seu pai — suspirei — ..... seu pai vai me matar, quando souber que estamos nos falando, e que agora nos beijamos. Ele não pode fazer nada com você pois é o filho dele, mas e eu? Eu sou só uma empregada miserável, e sinceramente, não faço ideia do que viu em mim! Tem um milhão de garotas lá em baixo, que dariam um rim, para estarem no meu lugar. Garotas bonitas, de uma classe igual a sua e que seu pai aprovaria sem problemas! Mas eu? Olhe bem para mim! Eu não sou nada perto delas, perto de você.

–Annabeth! — ele segurou meus ombros — Quantas vezes vou ter que falar para você que eu não vou deixar ninguém encostar um dedo em você! Você vai estar segura comigo. Você é muito melhor do que todas aquelas garotas que estão lá em baixo agora juntas. Você é perfeita, não uma empregada miserável, nunca mais fale isso! Nunca mais quero ouvir falar sobre classes diferentes entre nós, entendeu? — eu assenti e ele chegou mais perto e me beijou novamente, com mais delicadeza, como se eu fosse de vidro, explorando os cantos da minha boca e segurando meus braços com cuidado.

Quando o ar nos faltou ele encostou nossas testas. Eu estava de olhos fechados mas sabia que ele estava sorrindo. Perseu ainda está segurando minha cintura e quando solta, me dá um selinho demorado e diz:

–Annabeth, é isso que eu quero — ele sussurrava — Quero ficar com você então por favor, fique comigo. Eu te amo.

–Percy ...... — eu não sabia o que dizer. Claro que eu queria ficar com ele. Claro que eu também o amava, mas as consequências...

–Por favor — ele suplicava segurando meu rosto com as duas mãos e colando nossas testas.

–Eu não sei, você não pensa no que pode acontecer comigo?

–Eu já disse que não vou deixar ninguém te machucar. Não se preocupe com as ameaças do meu pai. Só..... só me fale que não quer ficar comigo olhando nos meus olhos.

–Eu... eu não consigo — o choro já tinha passado, mas logo viria novamente — Não consigo ficar longe de você — admiti — Mas eu tenho medo.

Perseu me abraçou e encostou o queixo no topo da minha cabeça — Você nunca vai precisar ter medo de nada, não enquanto estiver comigo — disse baixo, apenas para eu escutar. Eu o abracei mais forte e relaxei.

Agora eu sabia eu podia ficar com ele. Ninguém me machucaria, pois o nosso amor com certeza mais forte do que tudo que poderiam nos atirar. Agora, eu estava segura. Agora eu sabia o significado do amor.