My Eternity Without You
5 Preocupação
Notas iniciais
Juro que terá algumas surpresas!
Ah, sem spoiler, mas nesse capitulo explico algumas coisas que acho q ficaram meio que enroladas!
Sem delongas... à leitura!!!
Félix se assusta com a queda de Anya e corre para vê-la, a morena ao cair bateu com a cabeça na quina da cama, por isso ficou desacordada.
— Anya! Acorda, por favor! Anya!! — Grita ela enquanto a sacoleja, ela não acorda e ele vê em sua cabeça um fio de sangue. O loiro se apavora e começa a procurar algo para fazer um curativo. Ele a deita na cama e sai do quarto para a cozinha, na volta ele verifica que sua respiração está como se somente dormisse, e que seu sangue está seco, com medo de uma coagulação ele lava a área cortada e ver que lá não há ferida, o assassino estranha a pele lisa como se não houvesse sido cortada, mesmo assim ele limpa o sangue, a coloca novamente na cama e a cobre com um lençol, deita-se no chão e a observa.
Imortal, ela nem liga quantos ferimentos pode ter, nem liga se dói muito ou não, só tem em mente que não pode morrer, mesmo que queira. Ela sente a dor na cabeça ficando mais fraca, e abre os olhos e vê o homem deitado no chão olhando preocupado para ela.
— Oi. — Sorri amareladamente.
— Oi minha flor! — Fala com ar de sorriso o assassino.
— Você fez um curativo? — Pergunta curiosa.
— Pensei em fazer, mas quando trouxe tudo o que precisava sua cabeça já estava curada. — A morena fecha os olhos ao ouvir isso, ele descobrira seu segredo.
— Desculpe! — Fala sinceramente.
— Não há o porquê de se desculpar, eu só preciso que você diga o que é isso? Por que seu corpo se curou sozinho?
— Eu não posso dizer. Sinto muito.
— Eu te conto meu segredo se você contar o seu.
— Seu segredo não me coloca em risco.
— Coloca se você for uma pessoa normal. — Deixa a frase no ar por um tempo. — Eu sou um assassino de aluguel, estou de férias esperando minha próxima vítima. — Diz calmo, mas dando ênfase as palavras “assassino” e “vítima”.
— Eu sou imortal. — Sussurra ela.
— Mas você desmaiou! — Exclama ele surpreso.
— Eu sinto as dores, mas meu corpo se auto comanda, ele fecha sozinho os cortes, endurece minha pele caso tentem me acertar com balas, não deixa que meu sangue saia todo, venenos não me fazem mal, se afogada eu viro peixe, posso respirar em qualquer lugar, ou melhor, eu posso ate parar de respirar, posso parar de comer, de beber, meu corpo sempre se acostuma com as piores condições, eu sofro, sinto as dores, mas nada me mata.
— E há quanto tempo você é assim? — Pergunta ele impressionado.
— Desde que nasci, há cento e quarenta anos atrás.
— Você tem mais de um século? — Assusta-se.
— Sim. — Diz calmamente a bela mulher. — É por isso que te quero fora da minha vida, fora do meu mundo... — A chuva ainda cai torrencialmente fora da cabana-caverna, instaura-se um silêncio entre eles, mas dessa vez o silêncio é ensurdecedor.
— Você pode ficar aqui esta noite, não quero vê-lo ferido. E nessa chuva, não dá nem pra saber onde estamos pisando. — Diz sorrindo fracamente depois de um longo tempo. Ele continua a olhá-la, perdido em pensamentos não tão puros, mas amáveis.
— Não me coloca para fora da única vida em que fiz questão de entrar. — Diz com a voz rouca por ter ficado calado tanto tempo e um pouco embargada.
— É arriscado demais te ter por perto! Meu corpo me protege, mas não protege as pessoas que me rodeiam. Sem falar que também tenho sentimentos, e ver mais uma pessoa próxima morrendo é meu pior castigo. — Ela diz sentando-se na cama para fitá-lo melhor.
— Eu não posso perder a única coisa que me fez querer viver de novo. Perto de você eu esqueço quem sou, esqueço o carma que tenho e minhas noites são de sonhos desde que você apareceu, eu não tenho mais pesadelos todas as noites como antes. Por favor, não me peça para sair do seu mundo.
— Não posso retribuir o que você sente. Minhas noites agora tem pesadelos e nestes você morre e eu fico mais uma vez viva! Não posso suportar a idéia de ver outra pessoa morrendo em meus braços, você me entende? — Mais uma vez os dois calam-se. — Mas espere! Podemos ser amigos, contanto que você me prometa algo.
— O quê? Faria qualquer coisa para ao menos poder te ver.
— Faria mesmo?
— Claro! — Diz ele entusiasmado.
— Me mate! — Diz calma e enfaticamente.
— Hã!? — Assusta-se. — Não posso matar a única pessoa que quero viva! Não posso te matar Anya! — Diz desesperado pelo rumo que a conversa estava tomando.
— Você é um assassino, por que não pode me matar?
— Porque é você que eu amo! Sou um assassino, mas tenho sentimentos, quero viver ao teu lado pra sempre.
— O problema é que eu posso viver para sempre. — Diz dando ênfase ao eu. — Mas você não. Vamos fazer um acordo?
— Qual acordo? — Diz com lágrimas nos olhos.
— Seremos amigos enquanto você procura uma forma de me matar, para mim esse será meu maior presente! Não sei como você pode tentar tirar minha vida, pois já tentaram de tudo, sou como um vírus, super adaptável.
— Poderei te ver todos os dias? Poderei cuidar de você? — Diz parecendo com uma criança que ganha um brinquedinho que muito queria. Ela ri.
— Você parece criança, e para mim realmente é. Mas tudo bem. A gente pode se ver todos os dias, mas somente até suas férias acabarem. Você mora onde?
— No centro, fica mais fácil para locomover-me. Mas eu posso voltar para Puntos todo dia! — Diz com rapidez.
— Não, você volta nos finais de semana. Não morrerei, e nem sumirei. — Diz brincando. — Agora vamos dormir que eu sou imortal, mas minha mente precisa descansar.
— Certo. — Ele vai até a sala e deita-se lá. Ela ainda rola na cama várias vezes pensando no que acabou de acontecer.
— Será que fiz o certo? Será que vou precisar me machucar de novo? — Pensa em voz alta, chora silenciosamente lembrando-se do último século, tão solitário.
Grieving again!
Notas finais
Odiaram??
Reviews!!!! Façam uma autora feliz!
E por favor, comentem mesmo, pode ser qq coisa, até críticas!
Bjs
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