My Eternity Without You
2 O Encontro
Notas iniciais
1º Dia de férias
São aproximadamente duas e meia da tarde, e Félix está correndo pela orla de Pontus — praia muito reservada de Assyas, na verdade, ele está fazendo seu treinamento diário: correr, pegar peso, atirar com arco e flecha e com o revólver. Ele escolheu essa praia exatamente pelo seu isolamento, assim ele poderia descansar em paz. Após correr alguns quilômetros, ele parou, viu uma mulher muito bela sentada abraçando os joelhos em frente ao mar, os olhos dela estavam tão fixos no mar que ela não o viu chegar tão perto.
— Você está bem? — Perguntou Félix.
— Sim. — Disse simplesmente ela.
— Precisa de ajuda? — Insistiu ele.
— Não.
— O que você tem? — Aborreceu-se ele.
— Nada. — Anya continuava calma como se ele não existisse ali. O assassino então se irritou, e virou-se para ir embora, mas algo o impediu de ir, algo como um encanto, ele decidiu olhar para onde a mulher estava olhando e viu somente a imensidão do mar. Só então ele viu que ela chorava silenciosamente. Ele não estava entendendo nada, mas resolveu ficar observando aquela mulher, ele ficou um pouco mais atrás que ela, e a observou atentamente por um longo tempo.
Ela continuava lá parada, chorando, com seu rosto apoiado nos seus joelhos e com o olhar fixo no mar, passaram-se horas e ele não se mexia, apenas respirava. Ele estava curioso com aquela criatura que nada falava e fingia que o mundo não existia, ele não sabia o porquê de uma pessoa chorar tanto, e continuar quieta apesar do sol ou do frio. O céu já estava ficando escuro, a lua começou a aparecer com mais força, noite de lua cheia, noite linda, as estrelas estavam ofuscadas pelo brilho tão intenso daquele satélite natural.
— Ah! — Foi a única palavra pronunciada por Anya enquanto ela deita-se na areia para deixar que a lua a ilumine por completo.
— Linda! — Saiu da boca de Félix sem que ele percebesse, mas ele realmente estava hipnotizado pelo lindo espetáculo que acontecia na sua frente. Ela deitou-se na areia e o brilho lunar percorreu todo seu corpo fazendo com que sua beleza fosse ressaltada de forma a encantar qualquer humano, o corpo dela refletia o brilho da lua como se fosse carícias excitantes para sua pele. Ela ficou vários minutos se deliciando com o toque suave daquele brilho em si.
Félix, abobalhado pela maravilhosa mulher, levanta-se, mas ao chegar perto de Anya ele enxerga seu pranto, ele sentiu vontade de tê-la em seus braços, de consolá-la, mas antes que ele chegasse mais perto ela levantou-se, encarou-o e foi embora.
Ela sentia-se invadida por aquele homem, ele tinha visto seu ritual, o qual ela repetia durante anos.
— Quem ele pensa que é? Que idiota! ARGH!
— Espere! Por favor, espere! Não tenha medo, por favor, espere. Quero falar com você! – Gritava ele como louco correndo atrás dela. Ela não estava com medo, apenas irritada, na verdade, muito irritada. Ele a tinha descoberto, ela tinha feito seu rito tão precioso na frente de um estranho, para ela era bem pior do que vê-la sem roupa.
O assassino conseguiu aproximar-se dela e puxou seu braço:
— Desculpe, mas preciso saber seu nome. — Ofegando, ele disse.
— Pra quê você quer saber meu nome? Nem ao menos nos conhecemos, me deixe em paz! — Anya disse entre os dentes e puxando seu braço das mãos dele, que por ser mais forte e estar segurando firme não deixou que ela se soltasse.
— Por favor, eu nunca pedi isso a nenhuma mulher, eu não sei o que está acontecendo, mas eu preciso saber quem você é.
— Meu nome jamais dirá quem eu sou, um nome é apenas uma forma de chamarmos uma pessoa ou coisa, não significa nem o caráter e muito a essência da mesma. — Ela já aparentava mais calma, embora sua respiração ainda ofegasse um pouco e seu coração batesse forte no peito.
— Ok. Mas eu só quero saber, qualquer coisa sobre você, ao menos por hoje... Meu nome é Félix, estou aqui passando férias. — Ele solta o braço dela, e a segura apenas pela mão. — Como você se chama?
— Anya.
— Por que você estava chorando Anya?
— Não lhe interessa, e tampouco é da sua conta. Agora me deixe ir, estou cansada.
— Certo. — Ele solta-lhe a mão, mas com um pesar tão grande, parecia a ele que a perderia de vista para sempre. Anya também se sente incomodada com aquela distância repentina entre os dois, mas não demonstra isso e vai para casa.
Félix volta para casa sem terminar seu treino, mas volta com a sensação de ter presenciado algo fantástico e mágico, ele sentia-se hipnotizado, ou melhor, quase apaixonado por aquela deusa de quem apenas sabia o nome:
— Anya! — Falou ele com carinho.
Notas finais
E... Reviews pleaseee!!! É fácil, rápido, indolor e você ainda ganha experiência e Nyah Cash! rsrsrs
Bjin aos leitores!
Fale com o autor