Notas iniciais
Peoples, eu sei que "abandonei" Sociology. Eu ando cheia de coisas pra fazer, no máximo estou escrevendo uma vez na vida uma One-shot, mas final de ano, sobra tempo, então, se preparem! Sociology vai continuar e muitas outras One-Shot vão surgir! Beijos, agradeço desde já! Boa leitura!

“Como pude ser tão idiota de novo, como?”

Frank se questionava mentalmente inúmeras vezes a mesma coisa. Estava isolado num canto do grande camarim lotado de amigos, parentes e funcionários da casa de show que sua banda acabara de se apresentar. Tinha seu olhar perdido nas paredes de tons claros, em suas mãos segurava um copo descartável com a metade cheia do líquido que mais gostava: Coca-Cola.

Vez ou outra desviava seu olhar a um canto do camarim, oposto ao seu, e quando o fazia, voltava a se questionar a mesma coisa.

Gerard estava nesse canto. Sorridente, abraçado com sua mulher. Tirava fotos com os amigos dela, que se tornaram os seus, a beijava. Todas as vezes que Frank assistia essas cenas, seu coração se apertava e ele só queria sair o mais rápido possível daquele lugar. Gerard havia feito novamente ele de bobo.

Lembranças de algumas horas mais cedo lotavam sua mente, trituravam seu coração.

“Não esquece que eu te amo”. “Aconteça o que acontecer é você que eu amo e sempre será você que vou amar. Até o fim”.

As mesmas frases, a mesma palavra: Amor. Anos se passavam, mas essa palavra saindo dos lábios do homem que havia se tornado o seu mundo, era tudo. E a cada vez que ele a pronunciava, parecia verdade, como se ele ouvisse tudo aquilo pela primeira vez. Mas Gerard o fazia ver horas depois que o amor que ele dizia ter por ele, era momentâneo. Um grande filho da puta? Talvez. Mas Frank se sentia um também, por sempre acreditar naquela mentira.

Gerard discretamente observava Frank, estava se sentindo incomodado por vê-lo só e triste enquanto todos estavam animados conversando em grupos. Odiava vê-lo daquele jeito. Queria poder animá-lo e saber o que afligia o seu pequeno. Mas fazer isso com sua mulher por perto era algo completamente impossível. Lindsey morria de ciúmes de Frank, não suportava vê-lo perto de Gerard.

- Lyn, eu vou ali e já volto. – Gerard comunicou a esposa, recolhendo seus braços ao redor do corpo desta.

- Aonde você vai? — Lyn-Z disparou rapidamente enquanto se virava para fitar seu marido.

Gerard por sua vez, levou sua mão esquerda diretamente até seus cabelos vermelhos e bagunçou alguns fios tentando pensar enquanto isso em um lugar como desculpa para dar a sua mulher.

- Vou ao banheiro, uh... – Respondeu num tom hesitante, então aproximou seu rosto ao dela, levando seus lábios a pousarem sobre os de sua esposa rapidamente e por fim se afastou.

O banheiro fora o único local que pensou ao qual ela não poderia ir junto com ele.

Gerard se encaminhou para fora do grande camarim, numa direção completamente oposta a do banheiro, o que fez Steve, amigo que tinha em comum com sua mulher, notar, porém, este resolveu ficar quieto para não causar uma pequena confusão.

No meio do caminho, Way pegou seu celular no bolso lateral esquerdo de sua jeans escura e escreveu rapidamente uma SMS: “Me encontre no estacionamento agora. É urgente. G.”, apertando o botão de envio logo após, para o número conhecido e já gravado no menu de números para mandar SMS de seu celular.

Agora era só esperar no local combinado.

Frank sentiu seu aparelho celular vibrar no bolso traseiro direito de sua jeans, levou um susto por tal, sabia que poderia ser Gerard, pelo mesmo ter sumido do camarim, mas não queria alimentar falsas expectativas. Pegou seu celular e viu que era apenas uma SMS. Ergueu seus olhos e os direcionou ao canto que alguns minutos atrás prendia sua atenção, fitou Lindsey conversando menos animada com seus amigos. Ela estava sem ele. Gerard não havia retornado. Prendeu a respiração antes de voltar sua atenção ao aparelho em sua mão, verificou o número, então seu coração falhou numa batida. Sua intuição estava certa, era ele, era Gerard.

Iero respirou fundo antes de apertar o botão para ler a SMS de Way. Após o feito, fechou seus olhos e os apertou, se amaldiçoando mentalmente por não conseguir resistir a Gerard. Voltou a abrir seus olhos e guardou novamente o celular no bolso traseiro de sua jeans.

Resolveu ir até a mesa dos comes e bebes, deixando seu copo plástico sobre esta e permaneceu ali por minutos, para que a mulher de Way não desconfiasse de nada. Pegou um salgadinho, o comeu, e então de forma discreta se dirigiu até a porta de saída do grande camarim, rumo ao estacionamento.

No que chegou neste, andou por entre os vários carros de marcas e populares parados no local, até avistar o então agora ruivo Gerard próximo a um Kia Sportage preto. Parou sua caminhada, dando um baixo suspiro, levou sua mão direita até seus fios de cabelos lisos e os ajeitou atrás de sua orelha, respirou fundo e reiniciou sua caminhada em direção onde Gerard estava.

Ao cessar seus passos neste local, fitou Way de costas e notou que este estava terminando de fumar um cigarro. Seu coração estava acelerado e ele hesitou diversas vezes, até que respirou fundo mais uma vez e enfim liberou sua voz, indicando sua presença no local.

- O que aconteceu de tão urgente?

Ao ouvir a voz mais que conhecida, Gerard não pode deixar de conter um pequeno sorriso brotar no canto de seus lábios. Deu uma última tragada em seu cigarro, jogando o final do filtro ao chão e apagou-o com a ponta de seu pé, antes de se virar e fitar a imagem do rosto de Frank pouco iluminado pela luz de alguns postes dali do estacionamento misturada com a claridade do luar. Seu coração acelerou por alguns minutos por presenciar tamanha beleza a sua frente.

- Qual é o seu problema? – Perguntou, quando conseguiu finalmente formular as palavras.

Frank franziu seu cenho ao ouvir a pergunta do mais velho, realmente não estava entendendo o porque dela.

- Como é que é? Meu problema?

- Sim. Porque você está afastado de todos, triste... Por que isso? – Gerard respondeu ao menor com uma nova pergunta, dando alguns pequenos passos hesitantes em direção a Frank.

O pequeno sentiu um bolor em sua garganta, como se o salgadinho que comera a pouco não tivesse descido, tivesse entalado na mesma. O problema é que não era o salgadinho, sim, suas palavras. Ele as engoliu por 3 anos, e quando pensava em as liberar, Gerard sempre contornava a situação, com novas promessas, com beijos, com sexo, e ele nunca conseguira libertar essas palavras de sua garganta.

Engoliu em seco várias vezes, tentando controlar mais uma vez suas palavras de não escaparem, mas sentiu seu peito se apertar, seu ar começou a falhar, precisava despejar tudo ali, agora, mesmo não sendo o lugar apropriado, só precisava liberar sua garganta.

- Porquê? Porque, Gerard? Porque sou um idiota, um burro, um imbecil de voltar a acreditar em você. Você não muda, é sempre o mesmo mentiroso, filho da puta, e eu sempre acredito em você, deixo-o me usar, caio feito um patinho em suas promessas e horas depois, tudo que você prometeu, some...

Frank finalmente deu uma pausa, estava meio sem ar, havia disparado tudo de uma vez alteradamente.

Gerard estava estático, seus olhos sobressaltados por ver Frank agir daquela maneira, seu cérebro ainda tentava absorver cada palavra dita pelo menor.

- Eu cansei, sinceramente, eu cansei. Chega de promessas, chega de brincar comigo, você não tem coração, só pensa em si mesmo...

Frank continuou, dessa vez num tom calmo, mas fora cortado por Gerard, quando este conseguiu formular apenas duas palavras em seu cérebro.

- Frank, não...

- Não? – Frank encurvou seus lábios num sorriso cínico, antes de voltar a se pronunciar. – Quando finalmente você mostrou aquelas milhares de pessoas o que tínhamos, o que fez depois? Se casou! – Pronunciou as últimas palavras num tom mais alto de voz. – Pra quê? Pra mostrar ao mundo uma coisa que você quer ser, mas não é. Você só pensa em sua imagem! – Completou num tom alterado como no inicio.

- Frank... – Gerard levou uma de suas mãos até seus fios vermelhos caídos sobre seus olhos e os colocou para trás, de um jeito não muito arrumado. Então continuou: — Não... – Liberou lentamente sua palavra, usando da mesma velocidade em seus passos, ao que os avançou em direção do menor.

Frank por sua vez, permaneceu estático, seu peito subia e descia, devido a sua respiração meio alterada. Ele fitava Gerard meio embaçado, por seus olhos estarem cobertos de grossas lágrimas presas que não queriam rolar por suas bochechas. Sua expressão não mudou quando Gerard cessou seus passos em sua frente, exterminando o grande espaço que havia entre ambos.

Agora podia enxergar tão próximo o rosto que não saía de sua mente, o rosto que ele conhecia todos os traços.

- Você sabe que não foi por isso... — Gerard levantou seus braços, meio hesitante, levou as pontas de seus dedos a tocarem as bochechas rosadas de Frank levemente, para logo espalmar suas mãos nestas, então voltou a se pronunciar. — Acredite em mim... — Suas últimas palavras saíram num sussurro, enquanto seu olhar se prendeu aos lábios finos de Frank, deixando o local em silêncio por milésimos de segundos. Por não vê-lo recuar, lentamente Gerard foi aproximando seu rosto com o do menor.

Frank queria aquilo, queria sentir os lábios do maior junto dos seus, mas ao mesmo, não queria encerrar mais uma discussão com Gerard vencendo, com a tática de um beijo, que ele sempre usava e ganhava. Frank não queria ceder mais uma vez. Ao que a respiração quente de Gerard bateu contra seu rosto, misturando-se com a sua, sentiu uma leve pontada em seu peito, o que o fez reunir todas as suas forças para não deixar acontecer o contato que estava por vir. Ele guiou suas pequenas mãozinhas tatuadas até o peitoral do mais velho, espalmou elas ali, aplicando toda a força que tinha nelas, empurrando o corpo de Gerard para trás, se libertando assim das grandes mãos que tomavam seu rosto e voltando a ter um pequeno espaço entre os corpos de ambos.

- Não, Gerard... – Frank proferiu suas palavras num tom baixo, mas não sussurrado, enquanto o fitava de forma atenta. – Não acredito em mais nada. – Assim que terminou sua fala, pensou em ir embora dali, não queria mais discutir, não queria mais cair nas farsas de Gerard, não queria se magoar de novo, não queria se entregar novamente e respirar aquele homem por mais anos em sua vida. Seu coração queria ficar, mas sua mente queria ir pra longe dele.

Frank optou por sua mente, virou-se, mas logo sentiu um toque em seu braço direito, um toque leve, que logo foi tomando força, chegando a machucar um pouco, o que o impediu de continuar com a idéia de ir pra longe dali.

Gerard não queria deixar Frank ir embora assim. Não queria ficar sem o toque de seus lábios, sem o gosto do seu beijo, ele precisava daquilo, ele se sentia vivo e completo quando tinha o beijo, o calor do corpo de Frank perto do seu. A única coisa que veio a sua cabeça para não deixá-lo ir, foi segurá-lo e ele o fez, usou de sua força para impedi-lo.

– Frank! Me escuta, por favor.

Usou de um pouco mais de força em sua mão para apertar o braço do menor enquanto se pronunciava, fazendo Frank se virar novamente de fronte a ele. Sem hesitar, guiou sua mão livre até a lateral esquerda da cintura do pequeno, espalmando-a ali, repetiu o ato com sua mão que estava ocupada segurando no braço de Frank, e a espalmou na lateral direita. Assim que teve suas mãos firmes na cintura do menor, iniciou seus passos em direção a um Kia Sportage preto parado perto dali, fazendo Frank o acompanhar dando passos para trás. Ambos não falavam nada, apenas se olhavam, o silêncio pairava naquele estacionamento. Segundos depois, cessou seus passos, fazendo Frank repetir seu ato, pois este já não tinha mais para onde ir, seu corpo estava escorado contra a porta do carro esporte, havia virado um recheio de sanduíche, com Gerard e o carro sendo o pão.

O maior respirou de forma profunda, sem desgrudar seu olhar dos olhos esverdeados do pequeno a sua frente, então começou.

- Eu preciso de você, eu sou completamente louco por você, não duvide disso, mas eu precisava casar, precisava ter uma vida fora dos palcos, precisava ser o que meus pais queriam. Eu fiz 30 anos, era um adulto, não mais um adolescente, meus pais sentiam falta de netos, não podia me aventurar numa paixão, num amor que a sociedade é contra, num mundo em que somos feitos como heróis e as crianças, adolescentes nos copiam. Seriamos odiados pelos pais dessas crianças, desses adolescentes, seriamos julgados por fazê-las...

- Serem homossexuais? Serem felizes? Amarem? Seriamos odiados por demonstrar amor, Gerard? Por sermos verdadeiros?

Frank cortou o discurso de Gerard. As palavras que saiam da boca do maior estavam lhe perfurando o coração. Ele não queria mais ouvir aquilo. Ele não estava querendo acreditar em nada daquilo. Aquele não era o Gerard por quem se apaixonou, não era o herói que todos viam. Era um Gerard falso, um personagem que ele inventara, com as desculpas mais preconceituosas que existiam. O pequeno permaneceu imóvel entre a lataria do carro e o corpo de Gerard, seus braços estavam caídos ao lado de seu corpo, seu olhar fixo no rosto de traços perfeitos do homem em sua frente, mas sua expressão facial permanecia dura.

Gerard se sentiu pequeno, baixo, por ouvir todas aquelas perguntas de Frank. Ele tinha respostas para cada uma delas, mas não conseguia formular nada naquele momento, havia um bloqueio em sua mente. Desviou seu olhar para o lado direito, não prestando atenção em nada dali por micros segundos, para logo voltar a tê-lo preso no rosto bonito de Frank.

- É melhor me soltar, sua esposa pode vir atrás de você, se ela nos ver aqui, sua imagem de bom marido pode ir por água abaixo. – O mais novo se pronunciou mais uma vez, havia percebido que Gerard não queria responder suas perguntas, ou até mesmo, não sabia as respostas para elas.

- Frank...

O maior chamou pelo pequeno num tom baixo, quase sussurrado, então encolheu seus ombros para poder inclinar um pouco seu rosto para baixo, podendo tê-lo mais próximo do de Frank. Ambos estavam conectados pelo olhar, o que fez Gerard sem perceber, aproximar lentamente mais seu rosto ao do menor, suas respirações mais uma vez estavam misturando-se, seus corações começaram a bater juntos num ritmo frenético.

Quando deram por si, as pontas de seus narizes estavam coladas uma na outra, as pontas dos dedos de Gerard apertaram-se levemente contra a pele da cintura de Frank, então o mais velho resolveu se pronunciar mais uma vez, porém desta, sussurrando.

– Não esqueça que você é o amor da minha vida. – Ao término de sua frase, ele inclinou um pouco seu rosto para o lado esquerdo, então selou levemente seus lábios com os do menor.

Frank não podia lutar contra aquilo novamente, ele já havia resgatado forças sobrenaturais anteriormente para quebrar o contato dos lábios de Gerard com os seus, não teria forças de novo para tal. E ele desejava aquilo, ele precisava. As últimas palavras do mais velho o fez amolecer, o fez acreditar mais uma vez nele. E mesmo que fosse mentira, mesmo que ele estivesse o usando novamente, ele precisava do gosto do beijo do homem que ele amava obsessivamente.

Ao perceber que Frank não havia recuado, Gerard forçou seus lábios nos do menor, o que automaticamente fez ambos fecharem seus olhos de forma lenta. O mais velho abriu seus lábios, e deslizou a ponta de sua língua pelos lábios finos de Frank, sem hesitar, o pequeno entreabriu os seus, dando espaço para a língua do maior entrar em sua boca, iniciando um beijo calmo.

Eles queriam apenas sentir o gosto um do outro, o gosto que ambos adoravam, ambos necessitavam.

Frank que permanecera todo o tempo com seus braços largados ao lado de seu corpo, os ergueu, levando suas mãozinhas a tocarem uma no ombro direito de Gerard e a outra na nuca dele. Gerard por sua vez, intercalava entre carinhos circulares e pequenos apertos com as pontas de seus dedos na cintura de Frank. Suas línguas dançavam no mesmo ritmo, entrelaçando-se. Cada vez que o beijo se aprofundava, seus batimentos cardíacos aceleravam juntos, podendo ser ouvidos claramente por ambos.

E eles ficaram assim, se deliciando com o sabor um do outro, sentindo o coração aquecido e perto um do outro.

Após alguns minutos, o maior quebrou o beijo, deixando longos selinhos sobre os lábios de Frank, então afastou minimamente os seus destes, implantando um sorriso largo, mas sem mostrar os seus dentes. Permaneceu com seus olhos fechados, então num ato carinhoso, iniciou um roçar com a ponta de seu nariz perfeito na ponta do de Frank.

- Eu te amo. – Saiu sua voz num tom baixo.

O menor que apenas correspondia o ato carinhoso do maior, sentiu uma enorme felicidade tomar conta do seu pequeno corpo. Aquelas três palavras eram clichês, mas ouvi-las da boca de Gerard, era algo único. Era algo poucas vezes dito depois de um beijo carinhoso. Isso o fazia se sentir amado, mesmo que só naquele momento. Seus lábios se alargaram num enorme sorriso, então depois de alguns minutos em silêncio, apenas mentalizando em sua mente aquelas três palavras com o som da voz de Gerard, ele se manifestou.

- E eu vou te amar sempre.

Gerard poderia fazer Frank de bobo.

Frank poderia sofrer por Gerard.

Mas a verdade é que Frank é doente pelo Gerard.

E Gerard é louco pelo Frank.

Amizade, paixão, sexo, atração, respeito, verdades, mentiras, ciúmes. Esse é o jogo do amor. Esses são os sentimentos que duas pessoas que se amam de forma verdadeira sentem, quando duas pessoas são predestinadas a se amarem. Sendo do mesmo sexo ou não, da mesma idade ou não.

E isso aconteceu com Iero e Way.

Almas gêmeas que vieram ao mundo para quebrar preconceitos, mesmo o medo de um fazendo se render à sociedade preconceituosa.

Mas o amor fala mais alto e aconteça o que for, Gerard nunca vai deixar de amar Frank.

Frank sempre vai amar Gerard.

FIM.

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