My Endless Love
28 Um jogo...Xadrez?
Notas iniciais
“-Vocês brigaram quando estavam no acampamento? –Perguntou Jéssica com os olhos brilhando, por mais uma história.
–Não.
–SIM! –Discordou Kurt.
–Já falei que foi sem querer, já pedi para esquecer disso! –Pediu novamente Blaine.
–Você sabe que aquilo mesmo sendo ironia machucou!
–Mas hein, porque estão perguntando acontecimentos? Não queriam saber toda a história? –Perguntou Quinn com um sorriso forçado no rosto tentando acalmar a situação.
–Estamos perguntando coisas esquecidas que sabemos que eles não vão dizer!
–Depois eles contam o resto! –Continuou Paola com um sorriso no rosto”
–Blaine, me deixa! –Resmungou de baixo das cobertas.
–Você sabe que isso não foi por querer... –Disse afagando os cabelos castanhos ganhando um empurrão de leve. Kurtie...
–Logo eles Blaine? –Perguntou olhando dentro dos olhos do outro. –Oque mais doi....Foi VOCÊ dizer. Oque mais? É ISSO QUE PENSAS DE MIM? Eu tinha me acostumado com os outros, mas porque dizer que gosta de mim? Apenas...poderia me ignorar, não querer nem olhar para mim, fingir que não existo. Mas não me mentir. –Falou virando de costas para o moreno secando uma lágrima que escorria.
–Se eu pensasse assim...Não estaria aqui, com certeza. –Falou com um sorriso singelo.
–Então é melhor que saia, dizem que é contagiante! –Brandiu.
–Você sabe que foi ironia, nunca diria algo assim.
–Está tudo bem, já me acostumei... As vezes Blaine, a ironia também dói. –Blaine beijou o topo da cabeça de Kurt e deu a ele seu espaço.
[...]
Quando Blaine acordou, Kurt não estava mais lá. Ele estava com olheiras profundas por não ter dormido a noite por preocupação. Decidiu se levantar e tomar um banho.
Com a água caindo sobre suas costas, pensava no que tinha feito, ele sabia que não foi por mal, mas uma raiva incrivelmente grande pairava dentro de si.
[ -Blaine, Kurt vai realmente gostar de saber que você não guarda rancor apenas por causa dele. –Disse Rachel com um sorriso largo no rosto.
–Mas eu quero mata-los, eu odeio tudo oque fizeram com ele. –Falou olhando para o chão brincando com os dedos, sinceramente parecendo uma criança.
–Pense como Kurt vai ficar feliz, pense cabeça de gel, pense! –Disse Quinn bagunçando os cabelos morenos ganhando um olhar feio.
–Tu-tudo bem. –Falou dando um pequeno sorriso. ]
Deu um murro na parede e se escorou contra ela. Essas duas teriam que ouvir depois.
[ -Está brincando que você e o Hummel estão de caso?
–To dizendo, foi ele que te mudou, esse ser purpurinado. –Continuou Finn.
–É, claro. Até porque nunca fui assim, Kurt realmente me mudou, deveria repensar nas minhas qualificações de pessoas ao meu redor. –Falou ironicamente.
Mas não foi oque o castanho que espiava atrás do painel imaginou.]
Blaine saia apressado até o refeitório para conversar com Kurt. Chegando lá encontrou a mesa a onde estava Mercedes, Rachel e Quinn esperando que ele estivesse ali, mas sem sucesso.
–Vocês duas, vou te contar hein. –Cochichou Blaine para as duas, dando tapas na cabeça de cada uma.
–Foi apenas uma dica, a culpa é sua por ter seguido. –Falou Quinn dando de ombros.
–Falei que não deve confiar plenamente em tudo que essas duas dizem. –Falou Mercedes puxando ele para baixo e cochichando em seu ouvido. –Você sabe a onde ele está, não sabe?
–Nã....SEI! Com certeza sei! –Concordou com o raciocínio da “amiga” e saiu correndo novamente.
........
Ele chegou esbaforido ao topo da mata. Seu coração estava acelerado, não apenas por ter corrido tudo aquilo, mas também por um tal castanho de olhos claros sentado de costas a sua frente, agradecendo aos céus por ter o encontrado. O dia estava mais fresco, ainda por cima era pela manha. Encontrou Kurt encolhido sentado na grama. Ele rapidamente botou seu casaco em cima dos ombros dele e afagou um pouco os cabelos castanhos como se Kurt fosse uma criança.
–Bom dia margarida, o sol brilha por você. –Falou, fazendo um pequeno sorriso brotar no canto dos lábios de Kurt.
–Que brega Anderson, que brega.
–Oh, então é melhor que eu diga que o sol brilha por mim e a sombra é escura por você? –Falou fazendo o sorriso do rosto de Kurt desaparecer e fazer uma expressão pensativa vir em seu lugar. –Estou brincando.
–Acho bom. –Concordou olhando para baixo se encolhendo mais ainda no casaco do menor.
–Ainda está bravo comigo? –Perguntou.
–Nunca estive realmente, apenas estou...raciocinando. –Explicou olhando com uma expressão vazia para o horizonte.
–Sinto muito... Realmente achei que o melhor seria isso.
–Porque pensou isso?
–Porque Rachel e Quinn me disseram, pensei no melhor para nós. – Respondeu brincando com os dedos.
–É foi?
–É....Por favor, não brigue com elas, elas só queriam ajudar.
–Tudo bem, tudo bem. –Concordou se jogando para trás.
[–E se isso acabar? E se tudo isso aqui, for apenas um amor de verão, que nada disso tenha um significado? Que nós, daqui uns seis meses nem lembraremos quem o outro foi? Que eu te perca... –Disse se aconchegando ainda mais no abraço. –Eu não quero que isso acabe eu me apego muito rápido as pessoas, então quando eu te vi pela primeira vez e soube que seriamos colegas de quarto por um mês eu sinceramente congelei. E se você não gostasse de mim? Eu só queria sair correndo dali. Mas quando você disse que gostava de mim, eu não sabia se acreditava ou não; como eu acreditaria? Em oque? Um dia de que nos conhecemos você dizendo isso, eu não quero que isso acabe, mas é uma possibilidade e Quinn abriu meus olho... –Ele foi calado por um beijo molhado de lágrimas.
–Cala a boca, eu não aguento mais te ver falando isso! Não, daqui a seis meses eu estarei com você. Eu ainda reconhecerei cada cantinho de seu corpo, de quilômetros de distancia eu saberei que é o meu Kurt Hummel. Aquele que eu posso abraçar e beijar, porque ele é meu! Você é a melhor coisa minha e eu não estragaria isso por nada desse mundo!]
–Por favor, fique aqui comigo, não sei oque faria. Você já se transformou em algo essencial para minha vida.
–Blaine, foi apenas um mês, não dependência. –Disse esboçando um sorriso.
–Na verdade, 29 dias. Amanha completará um mês. –Falou com um sorriso largo no rosto. –Acredita em amor a primeira vista?
–Se não acreditasse, não estaria aqui, estaria?
–Você então não duvida disso não ser real?
–Tenho minhas dúvidas. –Respondeu com seu sorriso bobo ainda no rosto.
–Raiva? –Perguntou novamente olhando para o céu.
–Amor, excesso disso. Uma doença gravíssima.
–Explique-me mais sobre ela. –Pediu com diversão.
–Oh, claro. –Concordou virando-se para o amado. –É que quando você ama de mais uma pessoa, chega a doer. Cada passo dela, você se estremece para ver se é para perto ou para longe de você. Como um jogo de xadrez entende?
–Sinceramente? Nem um pouco! –Disse soltando uma gargalhada.
–Quando o seu oponente vai mexer um peão, você não sabe oque fazer. Ficar intrigado e com nervosismo ao mesmo tempo de perder. É assim que o amor é: Quando a pessoa chega mais perto, mais nervoso vai ficando mais perto a loucura.
–Então o amor é um jogo de Xadrez? –Perguntou confuso.
–Basicamente isso Anderson, basicamente.
“-E nesse jogo não houve perdedores, apenas vencedores.
–O jogo de Xadrez mais emocionante que já joguei!”
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