O caminho até o hospital foi rápido. Owen teve que colocar a mão no peito de Blue e leva-la para a borda antes de seguir para a sala de espera com os meninos e Lowery. Blue se deitou enrolada no canto com Gray ao lado dela. O menino se sentou no chão e colocou a cabeça do raptor no colo dele.

— Será que vai demorar muito? – ele perguntou olhando para Owen.

— Não sei. Espero que não. – ele passou a mão no rosto dele cansado. – Eu não devia ter deixado ela ir comigo.

— Não foi sua culpa. – Lowery disse apertando o ombro dele. – Você não sabia. E qual é, quem pode parar Claire?

— Ninguém. – os outros três responderam.

Eles foram examinados rapidamente antes falarem que estavam bem.

Eles esperavam por algumas horas antes de um médico ir falar com eles. O médico olhou para o raptor que o olhava atentamente do chão aonde estava com Gray dormindo encostado nela.

— Senhor Grady? – O médico chamou olhando de Owen para Lowery.

— Como minha esposa está? Ela está bem? E o bebê?

— Ambos estão bem. A senhora Grady teve um aumento de pressão, isso a fez desmaiar. Teremos que acompanhar isso durante a gravidez para ter certeza que não evolui para uma eclampsia. Mas tirando isso, ela está bem.

— Podemos vê-la? – Zach perguntou.

— Claro. Antes quero que todos passem tomem um banho, vocês parecem que passaram pelo o inferno.

— E passamos. – Owen respondeu.

— Uma enfermeira conseguiu algumas roupas para vocês. Vocês podem tomar um banho e esperar por ela no quarto. Ela está em observação, deve ser transferida para o quarto em alguns minutos.

— Você pode empresta um carregador? Temos que encontrar em contato com nossa família.

— Vou encontrar algum. Não querem usar o telefone do hospital enquanto não encontramos nada?

— Já tentamos. – Zach disse olhando para Owen que pegou o irmão nos braços. – Só chama antes de cair na caixa de mensagens. Nossos pais devem estar vindo para cá.

— Entendo. – O médico estremeceu ao escutar as garras de Blue raspando no chão quando ela se levantou. – Se poderem me acompanhar.

— Onde fica a cafeteria? –Owen perguntou.

— Seguindo esse correr tem uma escada, basta subi. A cafeteria é no segundo andar.

— Tem Oreo?

— Sim. Aqui estamos. As roupas já devem estar aí, vou ver se encontro o carregador para o senhor.

— Obrigado.

— De nada. Com licença.

Owen entrou no quarto e acordou Gray. O menino arregalou os olhos, mas logo relatou quando reconheceu Owen.

— Onde estamos? – ele perguntou olhando em volta.

— No quarto de hospital de sua tia. Ela ainda não está aqui, mas eles querem que tomemos um banho antes dela vim. – Owen mexeu nas roupas e tirou os meninos entregando para ele. – Vai na frente. Zach, Lowery e eu vamos está aqui.

— Ok.

Gray entrou no banheiro e deixou os outros no quarto. Owen passou a mão no rosto novamente e se aproximou da Blue tirando pedaços de carne seca de um dos bolsos. Blue comeu animadamente enquanto Lowery e Zach olhava para eles. Toda essa batalha tinha deixado ela faminta.

— Eu posso dá também? – Gray perguntou saindo do banheiro. Ele estava com os cabelos molhados e roupas limpas.

— Claro. Zach sua vez no banheiro.

Owen pegou mais alguns pedaços de carne seca e fez um gesto para Gray se aproximar. Zach e Lowery olharam para eles com atenção enquanto Owen se abaixava um pouco.

— Você tem que ter cuidado. Ela vai morde sua mão se chegar muito perto e vai machucar, os dentes dela são bem afiados. – ele explicou entregando um pouco de carne para ele. – Eu vou te mostra como fazer.

Owen jogou um pouco de carne e Blue pegou. Gray olhou para Blue antes de jogar a carne. Por um segundo ele, Zach e Lowery pensaram que ela não ia pega, mas ela pegou.

— Legal. – ele disse animado. – Isso vai matar a fome dela, tio Owen?

— Não. Ela come pelo menos trinta quilos de carne por dia. – Owen sorriu para o menino. – Ela vai precisar de carne logo.

— Onde vamos encontrar? – Zach perguntou da porta do banheiro.

— Eu ainda não tenho certeza. Vou ver o que tem na cafeteira. Alguns pedaços de carnes devem manter ela no controle antes de conseguir comprar carne para ela. Agora tome banho.

Zach entrou no banheiro e Gray terminou de alimentar Blue. Owen fez sinal e colocou Blue no canto do quarto. O raptor se deitou no chão e logo estava dormindo. Owen colocou Gray no sofá e logo o menino estava dormido.

— Como você vai manter ela? A InGen não vai deixar. – Lowery disse olhando para o homem.

— Meu contrato diz que em caso de desastre as sobreviventes são minhas respossabilidade. Apenas não sei como vou levar ela de volta para os Estados Unidos e onde vou colocar ela.

— E quanto a comida? Deve ser caro manter um animal assim.

— Eu tenho dinheiro. Minha mãe me deixou uma herança. Vou ter o suficiente para comprar alguns animais e manter eles.

— Ela come trinta quilos. Como vai fazer isso?

— Mudando o treinamento dela. Fazer com que ela coma menos.

— Acha que consegue?

— Eu fiz ele voltar ela voltar para meu lado, não fiz?

— Tem razão. – Lowery olhou para a janela. – O que vocês fizeram foi loucura.

— Você viu tudo?

— Sim e eu reunir tudo o que pude para mostra que a culpa não foi dela. Ela fechou a Ilha assim que você saiu da sala.

— Ela devia ter evacuado a Ilha. Devia ter mandado matar o Indominus quando eu disse.

— O senhor Masrani...

— Ela mandava naquele parque, não Masrani. Todos teriam ouvido ela.

— Eu sei. Eu abri o padoque do T-Rex com ela parada lá. Você deve querer me matar.

— Uma parte quer. Mas a outra é grata. Não teríamos conseguido sem Rexy.

— Ela é corajosa.

— Eu sei.

Nesse momento Zach saiu do banheiro e foi a vez de Owen. O homem tomou um banho rápido. Por mais que quisesse ficar embaixo da água quente, precisava sair. Ele colocou as roupas emprestadas e saiu do banheiro. Lowery estava sentado em uma cadeira enquanto os meninos dormiam no sofá. Blue tinha se aproximado do sofá e dormia nos pés deles.

Owen sentou no canto e olhou para cima quando a porta se abriu. Blue acordou e olhou naquela direção fazendo com que o homem se aproximasse dela.

— Tudo bem, garota. – ele disse enquanto os enfermeiros entravam com Claire. Eles olharam para o raptor sem jeito, mas fizeram seu trabalho.

— Ela vai ficar bem. Deve acorda em algumas horas. – Um enfermeiro disse antes de entregar um carregador para Owen.

— Obrigado.

Ele fez carinho em Blue antes de se aproximar da cama. A ruiva estava pálida e tinha alguns arranhões espalhados pelo o corpo. Ele beijou a testa de Claire e colocou o celular para carregar.

Blue se aproximou da cama e colocou a cabeça na barriga dela novamente. Owen sorriu e passou a mão na cabeça do raptor.

— Você pode senti, não é? — ele sorriu antes de se sentar na cama pegando a mão dela.

A noite foi longa. Owen conseguiu cochilar antes de acordando com Gray chorando falando sobre o Indominus comendo ele e Zach.

— Está tudo bem. Eu estou aqui, estamos seguros. – O homem disse pegando o menino no colo.

Gray se acalmou e acabou dormindo novamente, antes de Zach acorda. Owen o acalmou também e os dois ficaram conversando.

— Acho que você pode tentar ligar para seus pais novamente. Daqui a pouco o médico vai passar aqui para ver sua tia.

— Ok. – Zach ligou o celular e logo foi bombardeado de ligações perdidas de seus pais e avós. – Eles devem estar pirando.

— Eu também estaria. – Owen disse sorrindo para ele.

— Isso vai ser ótimo. – Zach discou o número da mãe.

Claire? Oh meu Deus. Você está bem? E os meninos? Onde você está? Scott e eu estamos juntos com...

— Mãe, sou eu. – Zach disse fechando os olhos.

Zach, querido, você está bem? Cadê Gray e sua tia? Eles estão com você? O que aconteceu?

— Calma, mãe. Se continuar falando não tem como eu responder. – Zach dia rolando os olhos.

Desculpa. Você está bem?

— Estou bem. – ele fechou os olhos por um segundo. – Gray e eu estamos.

E Claire? – Zach podia ouvi a preocupação na voz dela.

— Ela está bem. Está dormindo agora.

Dormindo? Como ela pode está dormindo? Por que ela não ligou? O que está acontecendo?

— Ela vai pirar quando eu falar. – Zach disse afastando o celular da boca.

— Fala de uma vez. – Owen deu de ombros.

— Ela... Bom, está sentada?

Zach, me fala o que está acontecendo.

— Não pira. – ele suspirou. – Estamos em um hospital. A tia Claire passou mal depois que o dinossauro que fez essa bagunça toda morreu.

Ela está bem? Em que hospital vocês estão? Estão sozinhos? O que aconteceu?

— Bom, ela está dormindo. O médico disse que a pressão dela subiu muito, talvez tenha sido o estresse de tudo o que aconteceu. Eu não entendi direito. E estamos com um cara que trabalha com ela. E com o tio Owen.

Tio Owen? De quem está falando?

— Do marido da tia Claire? – saiu mais como uma pergunta.

— O que? Desde quando sua tia tem um marido? Ela nem mesmo namora.

— Pelo o que ela disse, faz um ano que eles estão casados.

Sua mãe disse alguma coisa, mas Zach não prestou atenção quando viu os olhos da tia se abrindo. Claire olhou para cima confusa, enquanto Owen apertava a mão dela delicadamente.

— O que... Owen, Zach, Gray. – Ela disse antes falando os olhos ficando um pouco agitada. – Onde... O que?

— Ei, tudo bem. – Owen disse suavemente. – Estamos bem. Estamos em um hospital na Costa Rica. Está tudo bem.

— O que aconteceu?

— Mãe, a tia Claire acordou, eu mando o endereço assim que dê. – Zach não esperou pela resposta da mãe, apenas desligou.

— Você desmaiou depois o Indominus morreu. – Owen explicou sorrindo para ela. – O médico disse que sua pressão subiu muito.

— Oh Deus. O bebê... – Claire levou a mão ao ventre.

— Está tudo bem. – Owen sorriu para ela. – Vocês dois estão bem.

— Graças a Deus. – Claire olhou para o lado e arregalou os olhos. – O que Blue está fazendo aqui?

— Ela não quis se afastar. Ela pode sentir o cheiro do bebê.

— Ela quer come-lo? – Claire perguntou confusa.

— Não. Ela quer proteger o bebê. – Owen rolou os olhos. – Gray e ela viram bons amigos.

— Não podemos ter um raptor de estimação, Owen.

— Ela vai morrer sozinha.

— Não temos uma casa.

— Claro que temos. – Owen piscou para ela. – O trailer ainda está inteiro.

— Owen...

— Vamos falar sobre isso depois. – ele beijou a mão dela. – Podemos comprar um terreno longe de tudo. Na floresta. Posso construir um padoque bem grande para ela.

— Eu sou uma garota da cidade.

— Pode ser em uma floresta perto da cidade. Algumas horas se distância.

— Vamos ver.

— Vocês sempre discutem assim? – Zach perguntou.

— Sim.

— Não. – os dois responderam juntos.

— Ok.

— Eu vou chamar o médico. – Lowery chamou a atenção deles. – Depois vou comprar algumas coisas. Precisam de algo?

— Comida. – Owen respondeu. – Também Oreos. Blue precisa de alguma coisa para distrai-la.

— Pode deixar.

Eles ficaram sozinhos no quarto. Não demorou muito para o médico vim. Como Owen ainda estava com Gray no colo, Zach afastou o raptor. Blue deixou o menino guia-la como Owen fez. Com a mão esticada, mas sem toca-la. Seus olhos nunca deixaram a cama.

— Como está se sentindo, senhora Grady?

— Estou bem. Como meu bebê esta?

— Ele está bem. A senhora já passou com algum obstetra?

— Não. Descobri a gravidez a quatro dias.

— Bom, a senhora está com oito semanas. O bebê parece saudável e está dentro das medidas normais. Terá que ficar de olho em sua pressão e não pode se estressar, mas estou muito confiante.

— Obrigada. – Claire disse sorrindo para ele.

— Bom, eu preciso ver meus outros pacientes. – ele olhou para Blue. – Eu creio que até o final do dia se sua pressão continuar como está, você receberá alta.

— Isso é ótimo.

O médico saiu e Owen rolou os olhos. Ele se levantou e colocou Gray no sofá antes de pegar o celular de Claire e saiu do quarto. Ele precisava saber o que estava acontecendo. Ele ligou para Barry e passou os próximos minutos conversando. As coisas estamos uma loucura.

Eles querem falar com Claire.— Barry disse fazendo o homem suspira. – Sei que não é um bom momento.

— Fala para me ligarem. Ela não pode falar agora.

Onde vocês estão?

— Hospital.

Está ferido?

— Quem não está? – Owen perguntou encostando na parede. – Ela desmaiou depois que Indominus morreu. A pressão dela estava muito alta.

Ela está melhor agora?

— Sim. O médico disse que ela deve ter alta mais tarde. Escuta, preciso de um favor.

O que?

— A irmã dela e o cunhado devem estar aí. Você pode achar eles e trazer para cá? Os meninos precisam dos pais.

Claro. Pode me mandar uma foto?

— Sim. Valeu, cara. A gente se fala mais tarde.

Owen desligou o telefone e voltou para o quarto. Gray tinha acordado e estava sentado na cama com Claire. Blue andava pelo quarto cheirando tudo, enquanto Zach olhava pela a janela.

— Como estão as coisas?

— Uma loucura. Falei com Barry agora, ele vai trazer sua irmã para cá. – ele enviou a foto para Barry e o telefone tocou. – Alô?

— Gostaria de conversar com Claire Dearing.

— Ela não pode falar agora. Você pode falar comigo.

Quem é?

— Owen Grady. O marido dela.

O senhor estava no parque?

— Sim. Estava lá quando o dinossauro escapou. Também estava lá quando ele morreu.

Precisamos conversa sobre isso. Quero saber o que aconteceu.

Vou explicar tudo, se um avião fretado levar a gente de volta para os Estados Unidos.

Precisamos de vocês aqui.

— Minha mulher está grávida. Ela salvou as pessoas no parque, precisa de descanso. Queremos ir para casa. Os sobrinhos dela passaram por maus momentos. Não queremos ficar aqui mais do necessário.

— Vocês moram em que cidade?

Calorina do Norte.

Vou ver o que dá para fazer.

— Obrigado.

Owen desligou o telefone e olhou para Claire que olhava para ele.

— Não se preocupe com isso. – ele se aproximou da cama e pegou a mão dela. – Vamos dá um jeito.

— Não temos casa na Carolina.

— Eu tenho um terreno. Tem uma cabana. Não é muito, mas posso construir uma casa.

— Junto com o padoque para Blue?

— Isso mesmo.

— A comida chegou. – Lowery disse entrando no quarto. – Eu conseguir contrabandear algumas carnes para sua garota.

— Obrigado.

Owen pegou o pacoque que Lowery estendeu e se aproximou de Blue que estava farejando o ar sem dúvidas sentindo o cheiro da carne. Ele abriu o pacoque e colocou no chão com cuidado para não suja o chão.

Ele e os meninos comerem enquanto Claire reclamava que a comida do hospital sem gosto. Owen deu um pedaço do seu sanduíche para ela no final. Eles ficaram ali conversando enquanto Owen resolvia o que podia pelo o telefone. Claire provocou ele falando que eles trocaram de lugar. Geralmente era ela quem ficava grudada no celular.

— Estou morto. – ele se jogou no sofá. – Mas conseguir o avião. Ele parte hoje a noite.

— Sabem que um raptor vai com a gente? – ela perguntou se arrumando na cama.

— Sim. Eles até mesmo conseguiram alguns porcos para ela. Eles querem ajuda com tudo. Eles não vão pegar pesado com você, mas eu não vou me salvar.

— Eu não sou uma bonequinha. – Ela reclamou.

— Eu sei, querida, mas deixei bem claro que você não pode se estressa. Eles vão esperar até passamos por um médico e ter certeza que não será arriscado para você passa por todo o processo. Se o médico for contra isso, eles vão diminui o máximo da pressão em você. Por isso que aceitaram mandar o avião. Você não precisa de todos os reportes em cima de você agora.

— Não vai ser tão fácil, Owen. Você sabe disso.

— Eles querem pinta a imagem de uma mulher forte. Uma mulher que correu toda aquela maldita Ilha de saltos estando grávida. Eles vão pintar isso e por mais que eu odiei a ideia deles, é melhor do que colocarem a culpa toda em você.

— É minha culpa.

— Não é. Você podia ter feito as coisas diferentes, mas não foi sua culpa.

Ela apertou a mão dele e riu quando o telefone tocou quando e ele rolou os olhos.

— Alô? — ele atendeu com um suspiro.

Eu estou aqui na recepção com a irmã da Claire. Tem certeza que me mandou o endereço certo? A mulher disse que não tem nenhuma Claire Dearing aqui.

Tente usar o sobrenome Grady. Estamos no quarto 132.

Você tem muito o que explicar. Estamos a caminho.

— Sua irmã chegou. – ele avisou desligando o telefone.

Gray olhou para Blue que estava com a cabeça pela a janela tomando sol.

— Ela vai pirar.

Não demorou muito para escutaram uma batida na porta.

— Entre. – Claire disse apertando a mão de Owen.

Barry abriu a porta e entrou. Ele arregalou os olhos ao ver Blue e Owen se lembrou que ela quase o tinha comido. Karen entrou logo depois e parou chorando ao ver os filhos. Grau pulou da cama e correu para a mãe.

— Você está bem? – ela perguntou segurando o rosto dele.

— Sim.

Zach se aproximou e abraçou o pai. Claire apertou a mão de Owen mais forte ainda enquanto olhava para aquela cena. Aqueles meninos quase morreram e a culpa era dela. Blue soltou um leve rosnado. Até agora, ela não tinha visto ninguém abraçar os meninos.

— Calma, garota. São os pais dele.

Blue olhou para Owen e se aproximou da cama colocando a cabeça na barriga de Claire antes de farejar o ar. Owen passou a mão no nariz dela e pegou o Oreo que Lowery tinha comprado. Blue pegou suas bolachas e foi comer no canto.

— Oh meu Deus, Claire, você está bem? – Karen perguntou se aproximando da cama.

— Estou bem. Eu sinto muito. – Claire disse chorando.

Owen se levantou e se afastou para que elas pudessem conversar em paz.

— Como ela veio parar aqui? – Barry perguntou apontando para Blue.

— Subiu no helicóptero quando Gray subiu. – ele apontou para o menino que estava abraçando o pai.

— Como ela não comeu vocês?

— Ela voltou para o nosso lado depois que Delta comeu Hoskins. Elas não queriam me ataca.

— Bom pra você. – ele disse suspirado. – O que vai fazer com ela?

— Vou levar ela comigo. Conseguir convencer o pessoal da InGen e da Marsani que ela morreria sozinha e se não me desse ela, eu contaria tudo sobre os planos militares. Eles concordaram em colocar a culpa em Hoskins e Wu.

— Você passou muito tempo com ela. Estar ficando parecido.

Owen penas riu e olhou para a esposa que conversava com a irmã. Karen fazia pergunta atrás de pergunta. Os meninos ajudaram como podiam e tiraram a culpa de cima da tia o máximo possível.

— Owen, vem aqui. – ela chamou estendendo a mão para ele. O homem se aproximou e pegou a mão dela. – Karen, esse é Owen Grady, meu marido. Owen, essa é minha irmã mais velha, Karen.

— Eu ainda não acredito que você é casada. – Karen disse olhando para a irmã.

— Pode acreditar. Ela até mesmo está esperando um bebê. – Grau disse fazendo os adultos olharem para ele.

— Isso não tem graça, Gray. Sua tia não está grávida. – Scott falou olhando feio para a cunhada.

— Na verdade, eu estou realmente grávida.

— Como isso aconteceu?

Zach bufou para a pergunta do pai. Karen rolou os olhos. Claire deu um olhar de puro ódio para o homem. Barry segurou a risada e Blue olhou para ele com Gray olhando para todos confuso ao lado do pai.

— Bom, quando duas pessoas de sexos diferentes se sentem atraídos...

— Owen! – Claire o interrompeu.

— O que? Ele perguntou. Ele tem dois filhos e ainda não aprendeu o que aconteceu quando ele os fez, vou explicar. Onde eu estava? Bom, quando duas pessoas tem uma atração um pelo o outro acabam fazendo...

— Chega. – Claire bateu no peito dele o fazendo se cala. – Tenho certeza que ele sabe como os bebês são feitos.

— Tem certeza que eu não preciso dá uma aula para ele? Eu posso falar daquela coisa que você sabe fazer.

— Que coisa? – Gray perguntou fazendo Claire corar muito. – Tudo bem, tia Claire?

— Sim, garoto. Sua tia apenas não quer que você saiba que ela pode fazer massagem. Ela é realmente muito boa nisso.

— Como isso tem relação com bebês?

— Quando eu tive mais velho e te conto. – Owen piscou para ele antes de pegar o telefone que estava tocando novamente. – Eu preciso atender, com licença. Owen Grady. Blue, vem comigo. Não, não pode falar com ela.

Owen saiu do quarto com o raptor atrás dele. Karen ficou pálida quando viu o dinossauro passando o rosto em Claire antes de de sair atrás de seu alfa.

— Aquilo...

— Ela salvou nossas vidas. – Zach disse fazendo com que Gray concordasse com a cabeça. – Ela tentou nos comer, mas voltou para o nosso lado. É o que importa.

— Ela tentou comer vocês e ainda está viva?

— Não se meta com a Blue, Scott. Ela Realmente salvou nossas vidas.

— E vai te comer se você irrita a boneca Ken. – Lowery comentou enquanto mexia em um computador sentado no sofá.

— Boneca Ken?

— O cara correu a Ilha toda e o cabelo não saiu do lugar. Se fosse eu estaria todo despenteado.

— O que você está fazendo? Está nesse computador a horas. – Gray se aproximou curioso.

— Owen me pediu para adiantar a história para Marsani. Eu também recebi algumas ligações. A maior diferença é que Ken está cuidando dos problemas da Claire e dos deles. Mas, cara, ele é eficiente. Vocês já têm um advogado e ele conseguiu que arrumassem a casa para quando vocês chegarem. E ao que parece, vai ter uma missão para a Ilha. Vamos para soltar os animais.

— Você está brincando?

— Não. Owen não vai voltar, ele tem que cuidar das coisas leais, mas alguns funcionários vãos. Muita gente para pegar suas coisas.

— Quem é ele e o que fez com o meu marido? – Claire sussurrou para si mesma.

— Ele está preocupado com você. – Barry disse. – Você sabe como ele é. Owen acha que tem que carregar o peso do mundo.

— Sim.

A porta se abriu e Owen estou com Blue logo atrás. Ele ainda estava no telefone e fez sinal para a Blue parar ao lado dele.

— Não. Eu não concordo com isso. E não quero saber que será bom para a nossa imagem se as pessoas verem Blue. Ela é um animal selvagem, vai acabar matando alguém.

Mas o senhor a controla.

— Eu não a controlei. É uma relação de confia e respeito.

Por isso que ela quase te comeu?

— Eu vou te encher de porrada. – Owen afastou o telefone do rosto. – Você está de alta. O avião vai chegar em vinte minutos. Não. Eu não estou falando com você. Não, não posso usar meu uniforme da marinha.

Owen rolou os olhos e saiu novamente.

— Ele vai socar alguém. – Barry disse fazendo Lowery rir.

— Ele já socou.

— Quando? – os meninos perguntaram juntos.

— Vocês estavam dormindo. Alguém disse que ele não era seu responsável legal, e um homem do Conselho Tutelar veio aqui para levar vocês para o abrigo até seus pais chegarem. Ele mandou o cara para o inferno e socou a cara dele. Ele quebrou o nariz do cara.

— Isso é tão a cara dele. – Claire soltou um gemido.

— Adiantou, não levaram os meninos. – Lowery deu de ombros. – Tem umas roupas ali para você. Vou comer alguma coisa. Estão com fome meninos?

— Sim.

— Vamos lá.

— Vá com eles. Eu vou ajudar Claire a se trocar. – Karen disse olhando para Scott.

Todos os meninos saíram com os três homens deixando as irmãs sozinhas. Claire saiu da cama com a ajuda da irmã e foi para o banheiro. Ela tomou um banho rápido e saiu para esperar o médico.

— Pronta para ir senhora Grady? – O médico perguntou entrando no quarto.

— Sim.

— Ótimo. Seu avião vai chegar logo. Recomendo que marque uma consulta assim que chegar nos Estados Unidos.

— Pode deixar.

— Seu marido e seus sobrinhos estão esperando lá fora. Tenha uma boa viagem.

— Obrigada.

Claire suspirou e saiu do quarto. Owen estava de pé ao lado dos meninos ainda no telefone.

— Cadê Blue?

— Barry a levou para o avião. – Gray respondeu. – Tio Owen conseguiu dez quilos de carne para Blue. Ela comeu em menos de dois segundos.

— Ela come bastante.

— Cadê seu pai? – Karen o ou em volta.

— Foi falar com o piloto. Ele quer saber se pode nos levar para Madison.

— Ele não cai conseguir. – Owen disse desligando o telefone. – Eles querem falar com os meninos.

— Não. Eu não vou permitir isso. – Claire disse olhando para ele. – Eles são apenas crianças.

— Eles não vão depor, querida, apenas vão falar o que aconteceu antes de encontrarmos eles. Eles querem conversar com você e Scott também, Karen. Eles vão pagar a terapia.

— Eu não...

— Você vai. – Owen interrompeu Zach. – É terapia ou interrogatório. Sua tia e eu vamos ter que ir nos dois. E acredite, a terapia ajuda.

— Você já fez? – Gray perguntou curioso.

— Na marinha. É obrigatório. Mas realmente ajuda. Às vezes é mais fácil falar com um estranho. Às vezes não.

— Eu não vejo o que posso falar para um terapeuta que não posso falar para você.

— Eu já bati na sua tia uma vez, Zach. – Eles pararam de subir e olhando para Owen. – Estávamos juntos a pouco tempo e eu tive um pesadelo, Claire tentou me acorda e eu bati nela.

— Você me empurrou para fora da cama, não me bateu. – Claire apertou o ombro dele.

— Eu poderia ter te machucado. Depois disso, eu voltei para a terapia. Sua tia foi comigo algumas vezes. Ajuda. Tem coisas que eu não falei para o terapeuta, mas falei com a sua tia. Acredite ajuda.

— Eu vou pensar sobre isso.

Owen apenas balançou a cabeça e atendeu o telefone novamente. Eles chegaram no telhado a tempo de ver Barry lutando com Blue para ela entrar no avião. Assim que os viu, ela correu para eles sentindo o cheiro de todos.

— Vamos, garota. – Owen disse empurrando o raptor. – Vamos entrar agora. Eu sei que tem que fazer perguntas, mas eu estou ocupado e o celular está quase sem bateria. Quando chegarmos aí eu ligo.

Owen desligou o telefone e entrou no avião. Scott estava sentado conversando com o piloto, Lowery estava no canto no computador. Blue entrou e deitou no ninho que Barry tinha feito para ela. Owen ajudou os meninos, Claire e Karen subi no avião. Ele ajudou eles a se arrumar, antes de ir falar com o piloto.

— Eu tenho ordens, senhor. Não posso deixar vocês em Madison. – o piloto falava com Scott.

— Está tudo bem. – Owen disse se sentando. – Eles precisam falar com os meninos, Scott. Vocês vão precisar ficar lá por dois dias no máximo.

— Meus filhos não vão depor. Eles já passaram por muitas coisas.

— Eu sei. Eles apenas querem saber a história deles. Depois eles vão embora.

— E quanto o dinheiro que vamos precisar? É caro e...

— A empresa vai arca com tudo. Não se preocupe com isso. Eles vão pagar tudo e também qualquer dispensa médica. Podemos ir senhores.

O piloto concordou e começou a preparar tudo para voar. Owen se arrumou no banco e fechou os olhos para tentar dormi. Claire colocou a cabeça no peito dele e o abraçou. Karen olhou para a irmã e não pode deixar de sentir um pouco de ciúmes. Algo dentro dela falava que eles dariam certo de modo que ela é Scott nunca deram.

— Quanto tempo até chegamos em casa? – Claire perguntou.

— Algumas horas. Por que não dorme um pouco? – Owen respondeu de olhos fechados.

— Eu não sei se consigo.

— Bom, eu preciso dormi. Acho que dormi por no máximo meia hora. – Ele passou os braços pela pela a cintura dela e logo estava dormindo.

— Ele ficou acordado a noite por nossa causa. – Zach disse sentando ao lado do irmão que estava com a cabeça no ombro dele. – Ele fez o melhor que pode.

— Ele é um bom homem. – Claire disse se arrumando melhor para pode ficar mais confortável no peito dele. – Ele gostava de ajudar a encontra as crianças perdidas antes dos raptores nascerem.

— Por isso que acho ele igual ao Ken. Sempre com o cabelo arrumado. Se lembra quando aquele menino nadou no tanque do mossassauro? A segurança não sabia o que fazer. Owen simplesmente pulou na água e tirou ele de lá.

— O Mossassauro estava lá? – Gray perguntou com os olhos arregalados.

— Sim. Ela ainda era pequena. Do tamanho de um cavalo. – Claire pegou a mão de Owen e colocou no colo dela. – Começamos a sair logo depois disso.

— Ainda é surreal saber que vocês são casados. Podia jurar que se odiavam.

— Por que achava isso?

— Bom, todos cometaram sobre seu encontro. Depois você sempre era fria com ele e ele sarcástico.

— Eu não podia tratá ele diferente apenas por que somos casados. E Owen é sarcástico com todos.

— Isso é.

Eles ficaram em silêncio enquanto tentavam descansar. Owen apertou a cintura de Claire por causa de seu sonho. Claire passou a mão delicadamente no peito dele e falou baixinho do ouvido dele que estava tudo bem. Ela já estava acostumada com isso.

— Não atende. – Owen sussurrou quando o telefone tocou e Claire se moveu para pega-lo.

— Pode ser importante. Pode ser Zara.

Owen abriu os olhos e olhou para ela. Ele suspirou antes de pegar as mãos dela.

— Querida, eu... Droga.

— O sue aconteceu?

— Claire, a Zara não conseguiu. Ela morreu.

— Não. Não, Ela não morreu. – Ela negou balançando a cabeça. – Você está errado.

— Claire, se acalma.

— Não. Ela não morreu. – ela falou mais alto chamando a atenção dos outros.

— Está tudo bem. – Owen a abraçou. – Se acalme.

— É minha culpa. – Ela disse batendo no peito dele. – É minha culpa.

— Está tudo bem. Tudo bem.

Claire parou de bater nele e começou a chorar enquanto ele abraça forte. Zach saiu do lugar dele e encostou a cabeça no ombro da tia.

— A gente viu o que aconteceu. – Ele disse baixinho. – Foi pouco antes de nos encontramos.

— Como?

— Um Tperossauro a pegou. Eles brincaram por um tempo, jogando ela de um lado para o outro. Depois mergulharam algumas vezes na lagoa e o Mossassauro comeu os dois.

— Eu sinto muito. Isso é tudo minha culpa. – Claire disse escondendo o rosto no peito de Owen. – É tudo minha culpa.

— Não, querida. Não foi.

Demorou um pouco para acalmar Claire, mas envituamente ela se acalmou. Owen olhou para Zach que também chorou um pouco, mas estava mais controlado do que a tia.

— Por isso que a terapia é importante. Você vai sonhar com isso. É nem sempre será Zara.

— Eu sei. – ele olhou para Grau dormindo junto com Blue. – Ele também vai sonha, não é?

— Sim. Não vou mentir. Os próximos meses serão complicados.

— Eu acho que terapia não será tão ruim assim.

— Senhor Grady? – O piloto chamou.

— Sim.

— Vamos pousar. Pediram para avisar que tem muitos reportes no aeroporto. Vão está na área de pouso. Não conseguiram evitar.

— Nosso carro estar pronto?

— Sim. Assim como os animais para o raptor.

— Obrigado. – Owen para a mão pelas as costas de Claire delicadamente. – Você vai direto para o carro com os meninos. Não vamos falar com a empressa.

— Mas...

— Você precisa se recompor. Precisa descansar. – Ele beijou a testa dela. – Eu preciso levar Blue para o carro. Ela não vai reagir bem a tantas pessoas.

— Tudo bem.

O avião finalmente pousou. Claire desceu com os meninos e a irmã. Gray estava agarrado a mãe e Zach tinha o braço pelo ombro da tia dando apoio. Eles entraram no carro e olharam para trás. Owen estava vindo com Blue. Ele estava com a mão levantada e guiava ela para o trailer.

— Muito bem, garota. Muito bem, mesmo. – Ele disse a colocando no trailer. – Aí, está. Poder comer.

Blue soltou um grito animado e começou a decorar a carne que estava ali. Owen fechou a porta e foi para o lado do motorista.

— Vamos sair agora, tio Owen? – Gray perguntou olhando para ele.

— Logo. – Owen tirou o celular de Claire do bolso. – Acabamos de chegar.

Ótimo. Quando vamos poder falar com vocês?

— Amanhã. Acabamos de chegar. Estamos cansados e estressados. Mal comemos desde ontem.

Tudo bem. Estamos assistindo ao vivo. O que fez para esconder o raptor?

— Nada. Eu ligo amanhã. – Owen desligou o telefone e jogou para o lado antes de ligar o carro.

— Cadê Lowery? – Claire perguntou.

— Ele foi para um hotel. Ele disse que não queria atrapalhar.

— Onde vamos ficar? – Zach perguntou confuso.

— Na nossa casa. – Owen respondeu antes de guiar o carro para fora do aeroporto.

O caminho até a casa foi feito em silêncio e foi rápido. Claire tinha pego a mão de Owen e a segurou o caminho todo. Assim que a casa ficou a vista, Claire olhou para Owen. Aquilo não parecia uma cabana para ela.

— Você disse que tinha uma cabana.

— E tenho. – Ele respondeu parando o carro. – Essa é a casa principal. Quando eu tinha quinze anos meu pai e eu construímos a cabana alguns quilômetros a cima na propriedade.

— Faz quanto tempo você não vem para cá? – Claire perguntou olhando para a casa.

Owen olhou para ela. Claire sabia que seus pais tinham morrido quando ele tinha dezoito anos em um acidente de carro. Mas nada além disso.

— Não sei ao certo. Uns dez ou onze anos. – ele sorriu para ela e beijou a mão da esposa. – Vamos lá.

— Ok.

Elas desceram do carro e seguiram para casa. Owen foi até o traile e abriu. Blue saiu resmungando por ter ficado trancada por tanto tempo e um lugar apertado.

— Venha, garota. Vamos.

— Ela vai ficar lá dentro? – Karen perguntou ele.

— Não. Meu pai criou um tigre. A jaula ainda está boa. Terei que construir um lugar permanente, mas por agora, deve dá.

Owen a levou para a jaula e fechou a porta antes de colocar um pouco de água para ela. Blue começou a cheirar o recinto para conhecer sua nova casa. Owen suspirou e foi para a casa. Claire estava olhando para algumas fotos que estavam espalhadas pela a sala.

— Você era uma criança gordinha. – Ela disse mostrando a foto para ele.

— Um pouco. Minha mãe gostava de cozinha. Meu pai trabalhava muito e restava para eu comer.

— Nosso filho terá uma alimentação saudável.

Owen se aproximou dela e a abraçou pela a cintura colocando a mão na barriga dela.

— Ele ainda nem nasceu e já quer colocá-lo em sua dieta? – ele sentiu o cheiro do pescoço dela. – Cadê todo mundo?

— Os meninos estão escolhendo um quarto. Karen está vendo o que tem para comer e Scott está no telefone. – Ela suspirou quando ele beijou sua nuca. – O que está fazendo?

— Te beijado. – Ele respondeu.

— Vamos para o quarto. – Ela disse por fim.

Os dois subiram as escadas juntos e viram os meninos discutindo sobre quem ficaria com o antigo quarto de Owen.

— Ei, o que é isso? – Claire perguntou colocando as mãos na cintura.

— Zach está sendo chato. Ele quer seu quarto.

— Meu quarto?

— Ele é maneiro.

— Sabe o que tem de legal dele? Ele tem duas camas.

— Sério?

— Sim. Venham.

Owen foi até o quarto e empurrou uma porta escondida fazendo outra cama aparecer.

— Por que isso? – Claire perguntou olhando para a cama escondida.

— Meu pai gostava de cosntruir coisas. Tem coisas como essa cama pela a casa toda. Portas escondidas em armários e eu não me lembro de todas as coisas que ele fez.

— O que seu pai fazia?

— Ele era produtor de vinho. -Owen deu de ombros. – Ele passava muito tempo fora de casa trabalhando. Então, quando estávamos em casa ele gostava de fazer esses projetos comigo.

— Podemos explorar a casa? – Zach perguntou depois de ver Owen trocando o lençol da cama.

— Eu não sei. Faz muito tempo que ninguém anda por aqui. Tenho que ver se é seguro. Que tal esperarmos um pouco? Quando acabar todo o processo jurídico vocês podem vim para cá passar uns dias com a gente. Até lá acho que já descobri se está tudo seguro.

— Será maneiro.

— Ótimo. Sua tia e eu vamos está no quarto. Seus pais estão lá embaixo. Qualquer é só chamar.

— Ok.

Eles deixaram os meninos sozinhos e foram para o quarto deles. Claire olhou em volta e ficou surpresa com a vista que tinha da sacada do quarto. Ela olhou para o marido que estava tirando a blusa. Ele se virou e Claire arfou quando viu as costas dele.

— O que aconteceu? – ela perguntou colocando a mão delicadamente as mãos nas feridas.

— Não é nada.

— Como não? – ela o virou para ficar na frente dela. – Suas costas estão arranhadas, e tem várias contusões.

— Os arranhões foi quando o Ptrodonte me pegou. As contusões foi de quando mataram Charlie.

— Você precisa de um médico? – ela perguntou olhando para ele.

— Não, querida. Eu cuidei disso na Costa Rica. – ele se aproximou e pegou o rosto dela com as duas mãos. – Eu e os meninos estamos bem. Passam os por alguns exames. Temos uns arranhões e machucados pelo o corpo, mas vamos viver.

— Isso é minha culpa. – ela encostou a testa no peito dele. – Eu não estava confiante com esse híbrido, mas mesmo assim concordei com ele. É tudo minha culpa.

— Claire, não vamos começar com isso de quem é a culpa. Você assinou papeis, mas Wu e Hoskins que cozinharam aquela coisa, não você.

— Eu poderia ter...

— Não. Não poderia. Seu único erro foi jogar o Indominus em uma jaula sem um cuidador, sem ninguém para estudar o comportamento dela.

— Ela era violenta, ninguém queria chegar perto dela.

— Você podia ter me chamado. Eu sou especialista em comportamento animal. Eu poderia ter ajudado.

— Mesmo um animal como ela?

— Talvez. Eu precisaria chegar uns meses antes. Quando desse para trabalhar com ela. Talvez antes dela matar o irmão. Ela tinha raptor o bastante para que eu pudesse trabalhar com isso.

— Eu deveria trazer isso há Simon. Agora não importa mais, ele está morto.

— Não foi sua culpa. – ele a abraçou. – Não se culpe. Se continuar assim, vai se culpar por estar viva. Não é sua culpa.

— Eu não posso de deixar de me culpa. Deus, eu arisquei o bebê sem pensar muito nisso. Apenas quando acordei no hospital que a possibilidade de algum realmente ruim acontecer com ele me veio a mente.

— Disso eu tenho certeza. Correr de um T-Rex? Foi a coisa mais foda e sexy que eu já vi.

Claire riu antes de olhar para ele. Owen tinha razão. Se ela continuasse se culpa, logo ela ia sentir culpa por estar viva. Isso não seria saudável, ainda mais com tudo o que ela tinha que fazer. Mesmo com toda a proteção de Owen, ela sabia que teria que enfrentar várias ações judiciais. Era inevitável, ela era a responsável pelo o parque.

— Claire? – Karen bateu na porta chamando o nome da irmã. – Posso entrar?

— Claro. – Claire respondeu ainda abraçada a Owen. – O que foi?

— A comida está pronto. Não é muito, mas acho que vocês precisam comer. – ela disse um pouco sem jeito pelo o fato de Owen está sem blusa.

— Claro. Já amos descer. –a ruiva respondeu fechando os olhos. – Estou com fome.

— Certo. Em que quarto estão os meninos?

— O último do corredor. – Owen respondeu.

— Vou chamar eles, com licença.

— Você a intimidou. – Claire disse fazendo Owen rir.

— Eu vou tomar um banho. Por que você não desce?

— Não posso tomar banho com você?

Owen não disse nada, apenas a beijou antes de pega-la no colo e a levar para o banheiro. Eles não demoraram muito no banho. Pelo menos não tanto quanto gostariam. Quando eles chegaram a cozinha, todos estavam sentados em silêncio comendo. Sem dizer nada, eles também se sentaram e comeram. Quando eles terminaram, Owen foi dá uma olhada em Blue e colocou um pouco mais de carne para ela antes de voltar para o quarto.

Claire estava deitada na cama cochilando. Ele subiu atrás dela e a abraçou escondendo o rosto nos cabelos dela, deixando o cansaço das últimas quarenta e oito horas levarem a melhor sobre ele. Ele estava apenas vagamente consciente do fato dos meninos subirem na cama no meio da noite.

Fim

Notas finais
Estou planejando fazer uma continuação, ainda não tenho certeza se farei, mas espero que tenham gostado. Apenas para lembrar, a história já estava escrita quando postei, por isso foi postada em tão pouco tempo.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!