Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês, espero que gostem! Boa Leitura!

Narra Sam

Depois de matar o Metamorfo e soltar as vítimas, voltei para o motel.
Após chegar lá tentei ligar para o Dean, mas o mesmo não atendia.
Será que aconteceu alguma coisa com eles? Quando decidi ir atrás deles, um celular começa a tocar. Procuro e vejo que o celular é o do Bobby. Mas quem mais não saberia que ele morreu?
Verifico o número, não me é familiar, mas mesmo assim atendo.

Ligação On.

– Alô?

– Oi, você é o Robert Singer? — Perguntou uma voz feminina -

– Ahn, não. Aqui é um amigo. Quem gostaria de falar com ele?

– Ah, desculpe, mas eu só falo com o Robert. Ele está ai? — Percebi que sua voz estava aflita -

– O que houve? Está nervosa. — Falei -

– Desculpe mas minha mãe disse para falar somente com ele. — Respondeu ela -

Parei por um momento e observei o nada antes de lhe dar a noticia:

– É que, faz um bom tempo que Robert faleceu. — Disse eu — Mas se você quiser, eu posso ajudar. Pode confiar em mim. Como é seu nome?

– Meu nome é Sarah. — Falou ela como se estivesse prendendo o choro -

–Sarah, o que você queria com ele? — Perguntei -

– Ele é meu pai.

Narra Castiel

Acordo em um estabulo no meio do feno, meu corpo todo dolorido e minha vista embaçada.
Onde estou? Onde está Dean? O poder dela deve ter bagunçado meu sistema, fazendo-me tele transportar para outro local. Tento me levantar, mas a tontura faz com que eu caia de novo. Esta viagem acabou comigo. Devo ter vindo parar em um lugar muito longe.
Escuto passos vindos, tento me esconder entre o feno, mas foi uma tentativa inútil.

– Castiel? O que aconteceu? — Perguntou uma garota se aproximando. -

Quando ela me tocou, meu corpo parou de doer, minha vista normalizou e assim pude ver. A Nefilim Mary sorrindo para mim. Confuso a abracei.

– Eu pensei que estivesse morta! — Falei agora olhando em seus olhos -

– Morta? — Ela riu — Como assim Castiel? Nós nos vimos ontem... Alias bonito receptáculo. — Falou ela me observando -

– Ahn... Obrigado, mas ontem? Eu não... — Olho para suas roupas e percebo que são de época — Que dia é hoje?

– Dezessete. Você está bem? — Perguntou ela pegando em minha testa -

– De que mês? Em que ano estamos? — Perguntei mais confuso do que nunca -

– Dezessete de Novembro de 1692. É serio Cass, o que aconteceu com você?

1692? Aquela sobrecarga de energia me fez vir parar aqui, e eu sei por quê. Tenho que impedir a mim mesmo. Estou tendo uma segunda chance de desfazer um de meus erros.

_ Venha, temos que sair daqui. – Falei, a puxando para fora do estabulo antes que o meu eu do passado chegue. –

_ Está certo, mas você realmente está se sentindo bem Castiel? – Perguntou ela preocupada –

_Estou. – Falei a levando para um local seguro. –

_ Para onde estamos indo? Minha casa é do outro lado. – Falou confusa –

_ Não podemos ir para lá, é o primeiro lugar onde eu iria procura-la.

_ O que? Você não está dizendo coisa com coisa hoje. – Ela fala se soltando de meus braços – Primeiro eu o vejo caído, sangrando. E depois falou que pensava que eu estava morta.

Eu não estava prestando muito atenção no que ela falava, estava prestando atenção se ninguém estaria nos seguindo.

_ É complicado. – Falei olhando para os lados – Só preciso que venha comigo. – Ela por um momento pensou em resistir. – Confie em mim. –

Ela olhou em meus olhos e soltou o ar se rendendo.
Peguei em sua mão e a guiei para um lugar que somente eu... E eu conhecia.
Isso é tão confuso! Assim que chegamos ela sorriu ao ver pássaros levantando voou por causa da nossa presença.

_ Este lugar é lindo. – Disse ela encantada observando o lago onde peixes de variadas cores nadavam –

Eu olhei para o lago também, tentando achar palavras para lhe explicar que não deveria confiar em mim do passado, e sim em mim agora. Porque se ela confiasse no meu eu passado, morreria.
Suas mãos tocaram meus braços e percebi que ela estava assustada.

_ O que houve? – Perguntei –

_ Tem uma abelha me perseguindo. – Falou ela em um sussurro – Morro de medo de abelhas.

_ Você tem medo de abelhas? – Falei não acreditando. Elas são tão adoráveis –

_ Tenho. Tenho medo dela e desse ferrão que está louco para furar a minha pele – Falou ela apertando meus braços quando duas abelhas passaram voando perto. –

_ Eu as acho adoráveis, eu gosto de observa-las colhendo seu pólen. Fazendo o seu mel. É gratificante. – Ela me encarou e sorriu:

_ Elas devem gostar de você. Já de mim, tenho certa dúvida. – Eu olhei para as abelhas, confuso –.

_ Por quê? Elas são inofensivas, só atacam quando pretendem proteger sua colmeia e sua rainha.

_ Uma delas já me ferroou quando eu colhia flores no campo. – Falou ela –

_ Porque ela a ferroaria? Talvez você houvesse a assustado. – Falei pensando. Ela riu –

_ Você é um amor sabia? – Falou soltando meus braços. Olhei-a tentando entender. –

_ Sou?

_ É. – Respondeu, se afastando e indo até o lago –.

_ Por quê?

_ Porque você fala se colocando no lugar delas, você se importa com elas. Isso é raro, muitos não dão a mínima para o esforço que elas fazem. – Falou virando-se para mim – Quantos anjos você conhece que já pararam para observar as abelhas?

_Apenas eu. – Afirmei depois de um tempo, percebendo que ela tinha razão. –

Talvez eu seja o único que paro o que estou fazendo para observar a natureza e sua beleza simples.
Ela agora estava observando de longe as abelhas. Assustada, mas curiosa para saber o que estavam fazendo. Fui até Mariana, peguei em sua mão e comecei a aproxima-la delas. Ela recuou quando percebeu o que eu estava pretendendo fazer.

_ Nenhuma delas vai lhe ferroar desta vez. – Falei, nos aproximando mais –.

_ Eu não tenho certeza Castiel. – Disse ela em um sussurro. Estávamos agora entre as flores, entre as abelhas e diversos insetos que voavam entre elas. –

_ Não se mexa. – Sussurrei – Apenas observe.

Ficamos ali por alguns minutos, não movíamos nenhum músculo e não falávamos nada.
Quando um inseto passou ligeiro pelo belo rosto de Mariana ela apertou minha mão, mas logo a soltou ao ver que era uma borboleta multicolorida. Eu ri de sua expressão ao achar que poderia ter sido uma abelha.

_ Agora podemos sair daqui? – Perguntou. Eu sorri assentindo, guiei-a devagar até sairmos. Fomos até o lago, onde nos sentamos à margem. – Então... Você não me trouxe aqui só para falar das abelhas não é?

_ Não... É que, hoje... Ontem? Ahn, bom eu não sei ao certo quanto tempo passou... – Tentava explicar-lhe – Mariana, eu não sou o mesmo Castiel que você conheceu ontem.

_ Bom isso eu percebi.

_ Percebeu? – Perguntei confuso –

_ É você hoje está diferente. Não sei explicar o que é. Mas está.

_ Não foi essa diferença que eu quis dizer. – Falei pensando em como iria explicar – Eu sou o Castiel do futuro.

_ Como? – Agora ela estava confusa –

_ Eu estava em uma floresta com o meu amigo Dean, quando houve outra interferência em meus poderes, uma sobrecarga que me mandou para este século. Por isso você me achou caído no chão do estabulo... O Castiel que você conheceu ontem sou eu deste século.

_ Certo.

_ Não acredita em mim? – Assim que ela iria responder, seu rosto fica pálido. Olho para trás e me vejo. O meu eu passado.

Narra Dean

Levanto-me com dificuldade e vou em direção à garota caída no chão.
Ao seu redor uma cratera, não muito profunda, mas grande o suficiente para tomar uma boa parte de onde estávamos. As arvores queimadas, e o lago praticamente seco, mas suas roupas estavam todas intactas... E de relance pude ver uma aura dourada ao redor de seu corpo.
O que será ela? Porque Castiel estava tão assustado?
Boa coisa não é. Melhor leva-la para obter informações, a última coisa que eu e Sam queremos é que um novo ser fique a solta por ai.
Pego-a no colo e saio da floresta indo até meu impala.
Abro o porta-malas e a coloco dentro, prendo seus pulsos a algemas e tranco o porta-malas.
Entro no carro e dou a partida. Pego o celular e vejo que tem ligações perdidas do Sam.
Ligo para ele:

Ligação On:

_ Dean? – Sam perguntou – Onde está?

_ Eu estou indo para ai, você não vai acreditar no que aconteceu. O Castiel está ai?

_ Castiel? Mas ele não foi com você? – Perguntou confuso –

_ Ele... Explico-te quando chegar ai. Sam, quem está com você? – Pergunto após escutar outra voz –

_ Explico-te quando chegar. – Ele desliga o celular –

Chego ao motel e saio do carro indo até o quarto 22.
Bato na porta e Sam a abre. Entro e vejo uma garota loira sentada na cadeira.

_ Sam, eu achei que você não queria relacionamentos por enquanto. – Disse cumprimentando-a de longe –

_ E não quero. – Falou impaciente –

_ Então quem é ela?

_ Sarah, ela é filha do Bobby.
Após escutar fiquei imóvel, filha do Bobby? Não é possível, ele não tinha filhos.

_ Como pode ter tanta certeza? – Perguntei –

_ Ela disse e... – Eu o interrompo:

_ Ela disse? Ah! Qual é Sam.

_ Com incensa, mas eu estou bem aqui. – Falou ela –

_ É eu sei que você está ai. – Respondi irritado –

_ Dean! – Sam repreendeu-me – Ela é filha do Bobby. – Ele continuou, mostrando-me uma foto onde Bobby aparece ao lado de uma mulher –.

_ Quem é? – Perguntei –

_ Minha mãe. – Respondeu Sarah se aproximando –

_ Certo, vamos supor que Bobby é seu pai. Por que ele nunca nos contou que tinha uma filha?

_ Porque ele não sabia. – Eu sorri sarcástico – Nem eu sabia, o Demônio que possuiu minha mãe contou-me.

_ Que Demônio? – Perguntei serio –

_ Eu não sei. Ele começou a dizer coisas e então me contou quem era meu pai verdadeiro. O demônio matou meu pai adotivo, e feriu fatalmente minha mãe. Mas antes dela morrer disse que Bobby não era o ‘velho bêbado’ como o Demônio dissera, e que era uma pessoa boa. Então achei o número dele nas coisas de minha mãe e liguei, mas quem atendeu foi seu irmão Sam.

_ E então eu fui até sua casa e a trouxe para cá. – O completou – Achei que não era seguro para ela ficar lá sozinha quando demônios sabem sua localização. – Continuou Sam –

_ Ahn, ela ficará até sabermos o que faremos ok? Mas agora preciso da sua ajuda lá em baixo. – Falei. Sam assentiu.

– Voltamos já. – Informei Sam a Sarah –
Saímos do quarto e fomos às escadas.

_ O que aconteceu? – Perguntou Sam –

_ Eu estava com Castiel em uma floresta, ele começou a dizer que era muito alto. Ele ia me tele transportar porque ela tinha sentido sua presença... – Sam me interrompe:

_ O que era alto, quem sentiu a presença dele?

_ Ele não me disse, mas quando ele foi me tele transportar, ele sumiu. Então o chão começou a esquentar, o lago borbulhava e houve uma explosão. – Disse eu –

_ E depois?

_ Eu não conseguia me mover, era como se eu fosse preso por um ímã a Terra. E então vi uma enorme bola de fogo, flutuando no céu, queimando arvores. Mas quando o brilho dela acabou e ela começou a ir em direção ao chão...

_ Em direção ao chão?
Eu abro o porta-malas.

_ Ela estava dentro da bola de fogo.

_ E como você conseguiu desmaia-la? – Perguntou ele a observando –

_ Assim que ela chegou ao chão e o fogo se fora, ela desmaiou, como se suas energias tivessem esgotado na explosão.

_ E o que você acha que aconteceu com o Castiel?

_ Eu não sei. Só espero que ele esteja bem.

Notas finais
Gostaram? Querem que eu continue?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.