My Dear Teacher - Naxi

6 Capítulo 6 - Cookies.


Notas iniciais
Boa leitura!

POV Naty

Merda, a chuva apertou. Sinceramente, minha bunda estava doendo. Me mexi um pouco. Senti que a chuva tinha parado de cair, mas só em mim. Olhei pro lado e vi dois pés... quem será? Subo meu olhar, até chegar nos olhos cor de café do professor de Matemática. Rapidamente me levanto.

Naty: Senhor Pontes?

Maxi: Por favor, só Maxi. O que faz aqui aqui fora na chuva?

Naty: É que... minha mãe está trabalhando e meu irmão está não sei aonde. Eu esqueci a minha chave no sofá e não posso ir pra casa da Fran ou da Vilu, porque elas não estão em casa. Bom, é isso... nossa véi, que azar. Sério, garota mais azarada do que eu, no mundo não existe.

Maxi: Olha, Naty. Se você quiser, pode ficar lá em casa até alguém chegar da sua casa. Se eu te deixar na chuva vou ser um insensível, sem coração. Você pode ficar doente com essa roupa encharcada... não se preocupe, te prometo que eu não vou fazer nada com você — ele disse rápido. Ri abafado.

Naty: Bom... pior que tá não fica, né. Eu aceito.

Maxi: Ótimo... vem.

Andei até a casa dele. Bem bonita, nunca tinha entrado ali, não ia muito com a cara dos antigos moradores daqui. Ele me levou até o quarto dele, abriu uma porta do guarda-roupa e pegou uma blusa de manga comprida branca e um shorts que ia até o meio coxa.

Maxi: Pode vestir isso.

Naty: Obrigada... de quem são?

Maxi: Era da minha mãe. Na época que ela era magra.

Naty: Por que está aqui? Ela mora com você?

Maxi: Não, ela está em Córdoba. Só trouxe pra quando eu sentir falta dela, eu ter algo que me lembre ela.

Naty: Que fofo — ele corou e coçou a nuca. Ele corou! Ele é tão lindo corado.

Maxi: Éérr... vou fazer algo para comermos... gosta de biscoitos e chocolate quente?

Naty: Sim.

Maxi: Então, vou fazer. Pode se trocar aí, depois é só descer.

Naty: Tá... obrigada — sorri e ele desceu.

POV Maxi

Naty esqueceu as chaves. Coitada, ficou naquela chuva. A convidei pra ficar um tempo na minha casa até que a mãe dela ou o Diego chegasse. Ofereci uma roupa e... ela me chamou de fofo. Nesse momento, senti minhas bochechas esquentarem. Nunca ninguém me chamou de fofo. Já disse que o sorriso dela é lindo? Pois é, bem bonito mesmo. Desci para preparar uns biscoitos e chocolate quente. Enquanto estava os preparando, penso, será que ela acha que eu sou um atirado que chama várias alunas pra dentro de casa?

POV Naty

Logo após que me troquei, desci e vi o Maxi colocando os biscoitos no forno.

Maxi: Chegou... nossa, as roupas serviram direitinho, né?

Naty: Sim. Obrigada — sorri e ele retribuiu. Meu Deus, o sorriso dele só pra mim... derreti por dentro na hora.

Maxi: Enquanto os biscoitos assam, vamos assistir TV?

Naty: Pode ser.

Fomos até a sala de estar e ele ligou a TV. Estava passando Bob Esponja.

Maxi: Gosta de Bob Esponja?

Naty: Adoro.

Maxi: Que bom, eu também — ri — Do que está rindo?

Naty: Nada, é que não é comum um cara de 25 anos, professor, gostar de Bob Esponja. — ele começou a rir e eu também.

[...]

Passou alguns minutos. Voltamos para a cozinha, pois os biscoitos já estavam prontos e o chocolate quente também. Nos sentamos e ele começa a falar.

Maxi: Olha, eu quero esclarecer uma coisa.

Naty: O que?

Maxi: Olha, não pense que eu sou professor qualquer, que chama uma aluna pro apartamento, para tentar alguma coisa. Não, eu nunca vou tentar nada que você não queira.

Naty: Eu não penso isso de você, professor. Sei lá, só acho estranho um cara novo como você, ser professor e ainda mais se preocupar com uma aluna. Tipo, se fosse a senhorita Gonzaléz de Literatura ela teria me deixado lá na chuva e até passaria com o carro que ela sempre fala por cima de mim — disse sorrindo.

Maxi: Ela não é tão má assim.

Naty: Ah é sim, a Malévola em pessoa.

Maxi: Só você, hein Naty. Então... está bom?

Naty: Ótimo... seria um chef de cozinha muito bom. Que tal ir pro Masterchef?

Maxi: Eu passo.

Naty: Eu até iria... mas sou péssima na cozinha.

Maxi: Sabe fazer um ovo pelo menos?

Naty: Bom, o último ovo que eu fiz queimou. Também queimei miojo. E nem queira saber o que aconteceu quando eu resolvi fazer um bolo sozinha.

Maxi: Botou fogo na casa?

Naty: Quase... mas sei fazer limonada — ele riu.

Maxi: Já volto, vou pegar uma blusa.

Ele subiu, decidi lavar a louça. Pelo menos isso eu sei fazer, né. Nossa que chique, aqui a pia é com mangueira, na minha casa é com torneira mesmo. Logo ele desce.

Maxi: O que está fazendo?

Naty: Lavando a louça... é a única que eu sei fazer numa cozinha, depois de procurar comida, claro.

Maxi: Não precisa — ele disse desligando a mangueira.

Naty: Ei! — disse ligando-a novamente. E ele a desliga de novo. Liguei novamente... será que a gente ficar assim pra sempre? Ele puxou a mangueira com tudo e, acabou me molhando — Maxi!

Olhei pra ele com uma cara de furiosa, peguei a mangueira da mão dele e comecei a molhá-lo.

Maxi: Olha quem quer brincar — ele pegou a mangueira e me molhou, fiz o mesmo. Logo a cozinha dele estava uma verdadeira piscina.

Naty: Éérr... acho que vamos ter que secar isso.

Maxi: Eu seco... pode ir lá assistir TV.

Naty: O que? Claro que não, eu vou te ajudar. Também a molhei... por favor, vai. Deixa eu te ajudar — disse fazendo biquinho. Mas, quem pede fazendo biquinho pra secar uma cozinha? Tipo, é super improvável.

[...]

Secamos toda a cozinha. Estamos assistindo TV. Quando recebo uma mensagem.

"Onde você tá?"

Era do Didi. Ele havia chegado em casa.

Naty: Professor... eu vou indo.

Maxi: Seu irmão chegou?

Naty: Sim... obrigada pela tarde divertida. Desculpa qualquer coisa.

Maxi: Também me diverti... não tenho que te desculpar, você não fez nada — sorri e ele retribuiu. Ficamos nos encarando alguns segundos. Logo, desviei o olhar, peguei minha mochila e fui rumo a porta — Tchau, até amanhã... não esqueça de fazer a lição de casa.

Naty: Ah, qualé professor. Até amanhã.

Cheguei em casa e fui tentar fazer a lição.

POV Maxi

Não sabia que a Naty era tão divertida assim. Gostei dessa tarde com ela, pude conhecê-la melhor. Jantei e dormi cedo.

**

Acordei com o despertador. Tive um sonho com a Naty... nunca sonhei com uma aluna.

POV Naty

Acordei, por incrível que pareça antes do despertador. Tomei um banho demorado, já que tinha tempo antes de ir pro colégio. Desci, tomei meu café, peguei minha mochila e as chaves. Diego e eu saímos, vimos o professor saindo também. Diego foi falar com ele.

Diego: Eae professor!

Maxi: Bom dia Diego... bom dia, Naty.

Naty: Bom dia, professor — sorri, acho que feita uma idiota.

Diego: Então, vai vistar a lição de casa?

Maxi: Sempre visto.

Diego: Você fez? — diz sussurrando pra mim.

Naty: Sim.

Diego: Sério?

Naty: Sim, depois eu te empresto.

Chegamos no colégio e fui falar com as meninas.

Fran: Oi desaparecida.

Naty: Ué, por que?

Fran: Liguei várias vezes pra sua casa ontem a tarde, mas ninguém atendeu.

Naty: Não tava em casa ontem.

Vilu: Onde você tava?

Contei á elas o que aconteceu.

Vilu: Wow!

Fran: Que lindos!

Naty: Ele é tão lindo corado!

Fran: Ownt.

O sinal toca. Fomos pra primeira aula. Literatura, aff.

[...]

Aula de Matemática. UHU!

Maxi: Fizeram o dever, turma? — perguntou à classe

Camila: Por que o senhor não passa lá em casa para me ajudar? — disse com a maior voz de puta. Revirei meus olhos.

Naty: Eu fiz professor! — disse e Maxi olhou para mim sorrindo, o que me fez sorrir.

Vilu: O que? Peraí... você fez a lição, Naty?

Naty: Sim... milagre né?

Vilu: Com certeza.

Cami: Claro, como sempre tentando puxar o saco do professor, nem se enxerga essa Natalia! — disse debochando

Eu ia falar, ia soltar o verbo pra cima dessa puta, mas Maxi me interrompeu.

Maxi: A Natalia não precisa puxar saco de nenhum professor! Ela é uma aluna especial e exemplar. Ela não precisa usar o corpo para chamar a atenção de ninguém, só pelo caráter conseguimos perceber que ela é uma ótima pessoa e não podemos esquecer que é bonita também, ao contrario de você né Senhorita Torres! — disse se virando de costas e todo mundo ficou boquiaberto, inclusive eu, a boca da Vilu quase cai no chão. Depois, todos fazem "Ooo" e começam a zuar a ruiva azeda.

CONTINUA...

Notas finais
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