My Dear Teacher - Naxi
18 Capítulo 18 - Spider
Notas iniciais
POV Naty
Me aproximei dele e demos início a um abraço, com muito carinho. Após uns minutos bem demorados nos separamos.
Maxi: Valeu... tava mesmo precisando disso.
Naty: Ah, por nada... estarei aqui pro que precisar.
Maxi: Sua mãe ta em casa?
Naty: Tá sim, por que?
Maxi: Sua suspensão, Naty.
Naty: Ah é, pera... é sério que você vai falar com ela?
Maxi: Sim... vem.
E saímos da casa dele. Sinceramente, estou com medo. A última vez que fiquei suspensa foi no terceiro ano e fiquei de castigo um mês sem minhas Barbie's... ah e sem TV também. Ele estava andando normalmente e eu com passos lentos, pra vocês verem meu medo, ele olhou pra trás e veio me buscar. Pegou na minha mão e me puxou, tocou a campainha e lá estava ela.
Mãe: O que você tá fazendo fora da escola, Natalia?! — ela disse confusa olhando pra mim.
Naty: E-eu...
Maxi: Dona Clara, eu explico.
Mãe: Entra.
Nós entramos. Minha sentou na borda do sofá e o Maxi logo do lado dela. Eu claro, não iria ficar perto da minha mãe, vai que ela dá a louca e quer me bater. Então, eu sentei do outro do lado perto do Maxi, assim se ela quiser me bater, vai ter que passar primeiro pelo Maxi.
Maxi: Então... eu vou contar logo, como se fosse band-aid.
Naty: Ai Deus.
Maxi: Sua filha foi suspensa.
Mãe: O QUE FOI QUE VOCÊ FEZ, NATALIA?!
Naty: Eu só bati numa garota e numa "professora" — disse aspeando.
Maxi: Calma, não se exalte dona Clara, tem um por quê.
Mãe: Qual?! — E o Maxi contou tudo desde o começo, da entrada da Mathylda e blá blá blá e uma coisa aconteceu — Que vadia essa Mathylda! O que ela tem na cabeça pra fazer tudo isso com você? — disse se referindo à Maxi.
Naty: Merda, cocô, porcaria... tudo menos cérebro.
Mãe: Pensando bem, você fez o certo Naty.
Naty: Certo?!
Mãe: Sim... pera, como ela saiu depois da briga?
Naty: Com o nariz sangrando!
Mãe: Essa é a minha garota.
Maxi: Nossa, foi mais tranquilo do que eu pensei. Bom, já que está tudo resolvido, eu vou embora.
Mãe: Tá... qualquer coisa é só vir aqui.
Maxi: Obrigado, dona Clara.
Mãe: Naty... vai levar ele até a porta.
Naty: Tá.
Nos levantamos e o levei até a porta. Nos despedimos, ele já estava indo embora quando...
Naty: Maxi!
Maxi: Sim? — ele disse virando de volta, ficando na minha frente.
Naty: Éérr... eu — vai Naty, você consegue! — Você vai fazer o que agora? Tipo, vai ficar sozinho sem fazer nada?
Maxi: Sim... por que?
Naty: É que... eu... — caramba, por que eu sempre fico nervosa na frente dele e não consigo dizer o que eu quero? — Esquece.
Maxi: Pode falar, Naty.
Naty: Eu... — agora vai! — Eu queria saber se você não quer ficar pra assistir um filme? Porque você ficar sozinho não é legal, eu mesma não gosto... claro, depende da ocasião... mas, acho que essa ocasião não é legal ficar sozinho... é, acho que falei tudo. — ele abriu um sorriso lindo e brilhante.
Maxi: Pensando bem... acho que é uma boa ideia assistir um filme — abri um sorriso e ele também.
O "chamei" com a cabeça e entramos novamente em casa. Ele sentou no sofá e busquei uma caixa com vários filmes. Ele acabou optando por "Annabelle". Coloquei o filme no aparelho e me sentei no sofá.
Naty: Sabe, é bom assistir Annabelle de dia.
Maxi: Por que? Tem medo?
Naty: Medo?! Medo é uma palavra que não existe no meu dicionário — olhei pro lado e vi... UMA ARANHA! Morro de medo de aranha — AAAHH, UMA ARANHA! — pulei do sofá e fui pro outro lado dele.
Maxi: Então, o medo não existe no seu dicionário, é?
Naty: Érr... tá, eu tenho medo de aranha. Agora mata ela!
Maxi: Não, ela é um ser vivo, merece viver.
Naty: Só que na minha casa, esses tipos de seres vivos não vivem... agora mata!
Maxi: Não!
Naty: Sim! Se você não matar, não fica aqui!
Maxi: Então, tchau. — ele disse se levantando.
Naty: Não! Eu tava brincando — disse o parando.
Maxi: Eu também! — ele começou a rir.
Naty: Maxi!
Maxi: Relaxa, ela não pica.
Naty: Tá... então você senta mais pra lá, perto da aranha e eu sento bem longe dela.
Me sentei e ele também e coloquei play.
[...]
O filme acabou faz um tempinho e eu e Maxi ficamos conversando, quando Violetta chega do Colégio.
Vilu: Olá, Naty! E... professor?! Ah, oie!
Naty: Cadê a Fran e o Didi?
Vilu: Devem tá na esquina, eu vim embora na frente, eles estavam conversando sobre Biologia... credo. Cadê sua mamis poderosa?
Naty: Cozinha — disse e ela entrou na mesma.
Maxi: Mamis poderosa?
Naty: Vilu e minha mãe são próxima e a Vilu chama ela disso. Isso que dá assistir Avenida Brasil — comecei a rir e ele também.
[...]
Era 5 da tarde e eu, a Vilu, a Fran, o Didi e o Maxi estávamos conversando, quando tive uma ideia genial.
Naty: Gente, que tal shopping?
Diego: Hoje?
Naty: Sim! É bom pra espairecer... além disso, podemos ir no salão de jogos e jogar sinuca!
Fran: Boa!
Vilu: Sinuca? Só porque você é boa que você quer jogar, né Naty?
Naty: Claro, não vou jogar uma coisa que sou ruim... tipo, aquelas máquina que pegam ursinhos. Ô negócio ruim.
Maxi: Eu sou bom nos dois.
Fran: Quero ver se é melhor do que a Naty, professor. Ela é a mestra na sinuca!
Maxi: Vamos tirar a prova hoje!
Naty: Todos topam?
Fran: Eu topo!
Vilu: Eu também!
Diego: Idem.
Naty: Professor?
Maxi: Eu também topo!
Naty: Uhul!
CONTINUA...
Fale com o autor