My Dear Spirit

2 Capítulo 2


Notas iniciais
2º Capítulo - Meu novo corpo.ESPERO QUE GOSTEM! TENHAM UMA BOA LEITURA!BEIJOS!

Um vazio. Era o que sentia naquele momento, todas as minhas lembranças passavam como um flashback na minha frente, como um filme. Não conseguia abri meus olhos, a dificuldade de me mexer meus membros eram quase impossíveis, ainda estava acorrentada, porém não sentia o ‘espremer’.

- Aah! O que está acontecendo. – As palavras saiam com uma dificuldade insuportável, que chegava a doer meu peito. – Seria esse o inferno? — Me questionei apavorada com o sentimento que me consumira naquele momento.

Fiquei horas parada naquela posição insuportável, até sentir algo úmido por todo meu espírito e pela primeira pude abrir meus olhos, me deparei com o escuro intenso não estava apenas em espírito, mas um corpo material.Uma corrente me empurrava um pouco para superfície, estava dentro de um lago, após essa correnteza senti os primeiros batimentos cardíacos, eles me davam a sensação de vida e força.

- Estou viva, não posso morrer! – Soltei minha ultimas bolhas de ar. Desesperadamente nadei até a superfície, porém algo me segurara pelas minhas pernas, olhei para baixo e me deparei com um ser sinistro com enormes tentáculos e olhos vermelhos – Não... – Foram as minhas ultimas palavras depois que viu arrastada para o fundo do lago e sentir meu novo corpo sendo esmagado por afiados dentes.


***


Acordei um pouco confusa, estava em um quarto infantil, as paredes rosa bebê davam a sensação de paz e tranqüilidade sem contar com a decoração com os ursos de pelúcia infantis, não estava na casa de meus pais, isso era um pouco medonho e esquisito, ainda deitada virei me rosto e deparei com Mayane encostada na porta olhando para minha face, séria apenas se aproximava apontando um pequeno punhal para meu pescoço.

- Certo Alpha! Levante-se, pois daqui a pouco será morto pelas mãos de um sacerdote. – Fitava meus olhos com ódio, isso fazia meu corpo estremecer por completo.

- M-Mas eu não sou uma Al... Esquece! – Desisti de um dialogo com minha irmã, apenas me sentei na cama onde apoiei minhas mãos no tecido delicado da cama, seda, era tão macia e agradável, tão diferente da situação que estava presente. – Mas porque eu morrei¿ — Se fosse para morrer, queria saber o porquê.Mayane apenas sorriu maldosa, balançando a cabeça em sinal negativo sentou ao meu lado, não parecia uma ameaça para mesma, que agora estava enorme; dezoito anos, seus cachos longos e ruivos davam uma altivez para a face da mesma que era tão alva como a neve e seus olhos castanhos claros parecia um princesa do contos medievais que lia para mesma quando éramos ainda crianças.

- Você é um dos Alphas mais burro que já vi e que Luka irá matar... – Ela falava da morte como se a conhecesse, acho que com aquela frase minha expressão mudou por completo apenas olhei novamente para a porta esperando que a morte se aproximasse novamente, suspirei. – Está com medo¿ — Ela me perguntou irônica.

- Não. – Respondi híspida. – Já estou acostumada com ela! – Olhei novamente para seu rosto, sorri. Acho que aquela resposta fora um pouco desagradável para a mesma que levantou saindo do quarto sem ao menos me responder. Estava novamente sozinha, continuei com o sorriso forçado e dolorido, senti uma brisa tocar minha face, me levante e percebi que a janela estava aberta, naquele momento percebi que estava no sétimo andar de um prédio, pendurada, respirei fundo olhando para as luzes e as pessoas caminhando como formigas nas ruas.

- UAAAAAAAAAAAAUUUUUUUUUU! – Berrei, levantando as mãos, sentindo o vento da cidade e ouvindo o barulho das pessoas. – QUANTO TEMPO QUE NÃO ME SENTIA VIVAAAAAA! – Esqueci que morreria a poucos instantes, mas o que importava estava ali. Viva e novamente sentido o que era ter um coração batendo dentro do peito.

- Nunca vi um Alpha agir deste jeito. – Uma voz masculina ecoava até meus ouvidos, me virei para trás e deparei com meu pai; estava de idade, seus cabelos tinham algumas madeixas brancas e outras negras, a pele um pouco enrugada dava um tom de seriedade algo que sempre o acompanhava em problemas, sorri com algumas lágrimas no rosto, pensei em correr e abraçá-lo, mas desisti, não era mais Hikari, mas um Alpha. – E espantoso ver um Alpha em lágrimas. Seria esse o medo da morte¿ — Como Mayane disse irônico tal palavra. Suspirei novamente.

- Você fala como se a conhecesse(morte); mas minha resposta e a mesma: Não. Pois não sou um Alpha! E não morrerei como tal! Eu sou um espírito humano, eu quero viver! – Criei coragem e pela primeira vez desafiei o mundo, pelo menos aquilo era o sentimento que tivera com tais palavras; meu pai sorrira.

- Se assim diz espere o sacerdote chegar... Acho que nem precisa ele já está se aproximando... – Olhou para o corredor se afastando da porta, desci da cama, meus batimentos aumentavam, tinha medo de morrer novamente. – Apresento o Sacerdote da família.

- Você?

Notas finais
3º Capítulo - O sacerdote e o Monster.