My Dear Kira
3 Raito-kun é meu convidado.
Notas iniciais
Boa leitura!
Shinobu e Ryuzaki passaram a noite inteira conversando sobre as suas respectivas suspeitas. L achou a suspeita de S interessante, mas não lhe deu muita importância. Ao olhos dele, parecia loucura.
— Estou dizendo, existe uma possibilidade. — ela insistiu.
— De quase 0%. — Ryuzaki rebateu.
— Enquanto houver chances, eu não desistirei. — falou Shinobu — Seria bom ter você ao meu lado uma vez na vida, mas pelo jeito, o grande L não deve dar importância aos outros, somente a si mesmo.
— Não é bem assim, Shinobu! — ele rebateu.
— Então me diga, L... — ela falou, aproximando seu rosto do dele — Quando foi a última vez que escutou alguém além de você e Watari?
L ficou sem resposta, em parte por realmente não saber e em parte pela aproximação de Shinobu. Seu coração estava acelerado com a aproximação da garota que ele sempre gostou. Senhor Yagami, que havia sido resgatado pela polícia, apareceu trazendo as fitas do Kira (para Shinobu, segundo Kira).
— Aqui... — então ele focalizou Shinobu.
— É bom vê-lo novamente, senhor Yagami Soichiro. — disse Shinobu.
— SHINOBU! — ele gritou, indo até a garota e a abraçando.
— Tio Yagami, não precisa me sufocar. — Shinobu riu.
— Tio? — pergntou Matsuda.
— Tio de consideração. — explicou Shinobu.
— Ainda não consigo vê-la, pequena Shinobu, como S. — ele confessou.
— E Raito tem chance de ser Kira. — ela falou — Para Ryuzaki, 7%. Para mim, 48%. — ela disse.
— Por quê? — perguntou Yagami.
— Eu conheço Raito como ele mesmo se conhece, senhor Yagami. — ela falou — Para mim, ele pode muito bem ser Kira.
— Ele não vai ficar muito feliz com essa suspeita. — Yagami falou.
— Eu também não estou feliz, senhor Yagami. — ela falou — Nunca quis tanto estar errada na minha vida.
L não gostou nada dessa história de Shinobu ser tão próxima a Raito.
— Chamarei Raito para trabalhar conosco. — S continuou — Sei que Ryuzaki estará de acordo.
— Como sabe? — perguntou Yagami.
— Conheço bem meu ex-namorado, senhor Yagami. — ela falou, virando-se para o computador novamente.
E conhecia mesmo. L já estava até pensando seriamente nisso.
— Pode me dar o número de Raito? — ela perguntou.
— Claro. — ele mostrou o número no seu celular.
Shinobu ligou para Raito do próprio telefone, mas Ryuzaki grampeou a linha dela para poder ouvir a conversa, então todos seguiram seu exemplo. Shinobu achou desnecessário, mas decidiu que já estava tomando muitas decisões ali e L era o dono do caso, então achou melhor não brigar.
— Alô? — Raito atendeu.
— RAITO-KUN! — gritou Shinobu, extremamente feliz em ouvir a voz do amigo.
— SHINOBU-CHAN! — ele gritou e houve um estrondo.
— Você está bem? — riu Shinobu.
— Você estava tão sumida! — ele falou.
— Mas agora estou no Japão. — ela falou — Poderia me encontrar amanhã?
— Claro! — ele falou — Aonde você está?
Shinobu passou o endereço e Raito repetiu cuidadosamente, se certificando de que veria logo a amiga.
— Por que não posso ir agora? — perguntou Raito.
— Porque está tarde, Raito. — ela riu — Estou morrendo de saudades, te vejo amanhã.
— Eu também. — ele suspirou — Te amo, Shinobu.
— Te amo também, Raito. — ela falou e ele desligou — Muito mesmo. — ela continuou para ninguém.
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