My Dear Diary...
1 Prólogo
Notas iniciais
aah, não é só pqe postamos essa que Hidden Magic ficará esquecida. ela continua sendo postada aos sábados, okay? e quem sabe vse que está lendo isso agr nao quer dar uma passadiinha lá?! lalalala'
beem, vamos parar. enjoy.
Prólogo
10/09/2011
Querido diário,
Mais uma vez acordei assustada. Mais uma vez tive um terrível pesadelo. E de novo, com o mesmo garoto não humano com quem sonhava quase todas as noites.
Sei que já deveria estar habituada, mas não consigo. É aterrorizante demais.
Ele que mais se parece com um demônio, me faz perguntas que não consigo responder. Na verdade, faz apenas uma pergunta: “Dorme comigo?”. Sei que esse dormir não é referente a nenhuma relação, se não a morte. Sinto que ele me quer consigo, mas que para isso preciso estar morta.
E sempre nos sonhos, ele tenta acabar com a minha vida. Sempre me joga de um abismo, para as chamas que se encontram lá embaixo. São tão quentes e me puxam para si, para queimar-me a pele, para deixar-me que nem o garoto. Apenas mais um cadáver no mundo dos mortos.
Felizmente, sempre acordo nessa parte. Sempre com o riso do garoto ecoando na escuridão de minha mente.
Porém, sempre que acordo, alguma coisa estranha acontece. É por isso que fico aqui em cima, nesse sótão do orfanato. As crianças e as freiras sentem medo de mim, mesmo que tentem disfarçar.
Para ser sincera, eu mesma sinto medo de mim. Não só por esses sonhos, mas pelo motivo que sempre acontece coisas estranhas ao meu redor. Agora, a lareira — meu único fornecimento de calor — crepitava. Sabia que a tinha apagado antes de deitar-me, no entanto, lá estava ela com seu fogaréu aceso.
Mas não era só esse “poder” de acender coisas. Era o poder de destruí-las. Quase todos os objetos que eram tocados por mim, quebravam. Tudo ao meu redor virava uma confusão onde só antes tinha harmonia. Eu faço isso com o universo, por mais que não saiba como. Sou assim desde que nasci.
Ah, meu querido diário! Você é a única companhia que me resta, desde a morte de meus pais. Na verdade, desde a morte da minha mãe, que morreu ao meu nascer. Meu pai nunca se deu o desfrute de aparecer.
Minha única memória era o sorriso doce de Angeline, minha mãe. Era a única coisa que me sobrara dela, isso e seu colar que eu nunca tirava. Era um medalhão de prata, o que eu achava que era nossa única riqueza.
Moro nesse orfanato desde pequena, e hoje com meus catorze anos, nunca tinha saído dos seus muros altos, acompanhando a vida lá fora apenas pela pequena janela do meu quarto. E como parecia maravilhosa!
Ah, mas nem sei por que estou redigindo isso. Sempre escrevo sobre minha ânsia de ir para fora, e sempre escrevo minhas estranhezas.
Posso ser boa — sei que sou -, uma doce menina. Mas também sei que por dentro, há uma escuridão. Está enterrada, bem no fundo, mas está lá. Creio que é essa escuridão que me faz ser do jeito que sou.
Creio que é por isso que não tenho amigos, que não tenho uma família. Elas sempre me devolvem, se cansam de mim. Cansam-se de ter tudo em sua vida mudado, porque eu faço isso com as pessoas. As mudo.
E ao mesmo tempo, sei que não posso me mudar. Que sou o que sou, seja lá o que isso significa.
Também sei que os sonhos não acabarão. Que continuarão até o meu destino se cumprir. Um destino do qual não vou gostar.
Nem um pouco.
Mas o que tiver de ser, será. Tudo já está escrito, só preciso seguir o roteiro.
Agora tentarei não mais sonhar, tentarei repousar minha cabeça no travesseiro e dormir. Tentarei me proteger da morte.
Boa noite, diário.
Emily Oliver.
Notas finais
sabemos que ficou pequeno, mas esse é apenas o prólogo, okay? os próximos serão maiores. beeem maiores (:
bem, aguardamos os reviews de vses.
bjinhoos e boa noite!
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