My Darkness
27 Chapter - Killing the Enemy
Notas iniciais
O vampiro arqueou as sobrancelhas, pareceu analisá-la por um momento, depois se inclinou para frente outra vez, fazendo a mesa ranger. Sentia suas veias arderem, pela sede de saciá-las, mas guardaria aquele momento que Damon estaria perto.
Lise permanecia desacordada com a cabeça sobre os braços em uma mesa de ferro, um sorriso de lascívia aflorou nos lábios pálidos de Sebastian.
Cantarolou enquanto aguardava a tão esperada chegada de um dos irmãos Salvatores, mas um uivo agudo cortou os pensamentos de Vacher.
–Malditos vira-latas. – praguejou enquanto caminhava na direção da velha janela.
Ele hesitou por um momento.
Ela ainda desacordada com metade de seu corpo desfalecido sobre a velha mesinha de ferro, a cinco passos de distância. Os lábios de Sebastian curvaram se em um sorriso sádico, não era bem essa presença que ele estava aguardando. Mas sabia que quando o assunto era de interesse de Damon, ele não iria desistir.
Mesmo sendo quase duzentos anos, mas velho que o irmão Salvatore que era bem espertinho.
Achei que não teria o prazer de sua presença em meu banquete, meu caro. – a voz refinada de Sebastian Vacher com um olhar gélido na direção da Floresta.
Os lábios de Vacher se curvaram em um sorriso sínico.
Acha que desperdiçaria essa oportunidade de me vingar? – rebateu Damon sobre um imenso carvalho velho na forma de um corvo.
Era bem típico do vampiro que para Sebastian não passava de um arrogante e mimadinho.
– Ora Damon Salvatore, meu velho conhecido. – anunciou na direção onde Damon estava – Vejo que trouxe seus novos amiguinhos para nossa reunião.
Sabia que Robert daria um jeito de avisar Noah do sequestro de Lise, e, mas uma vez estaria interrompendo um assunto que não era seu. Damon saltou do galho seco e deu um voa rasante na direção do topo do balcão vazio e como em um passe de mágica se transformou em sua verdadeira forma.
Damon era o, mas teimoso e astuto que Sebastian havia conhecido em todos os anos que desfrutara de sua maldição eterna.
– Vejo que apenas um dos Salvatores tem juízo. – anunciou voltando dois passos para trás e inclinando sua cabeça na direção do telhado todo deteriorada – Aliás, estou me referindo ao educado Stefan que me deu a informação de seu paradeiro. – mostrou um sorriso amarelo.
As veias do pescoço de Damon arderam ao ouvir que, mas uma vez Stefan tinha pisado na bola com ele.
–Revolveu sequestrá-la? Típico de sua parte, Vacher. – ironizou.
Com um impulso o velho vampiro alcançou a outra metade do teto, seus olhos verdes se modificaram para um vermelho intenso.
–Ela? – curvou sua cabeça na direção de Lise – Uma mortalzinha patética igual a você, já que não teve a coragem de transformá-la, aqui estou eu. Farei o serviço e depois assistirei ela agonizar até morrer.
Aquelas palavras desceram pela garganta de Damon como agulhas, seus punhos se fecharam esmagando o ferro já corroído pela ação do tempo.
Numa noite como aquela um século antes, ele estivera em sua velha casa como um mero mortal ambicioso e arrogante, que, sem querer, desejava ver a ruína dos outros.
Damon respirou fundo. A floresta ao redor estava silenciosa e gélida enquanto suas emoções ferviam. Não havia vento e, mesmo assim, podia sentir a impaciência que emanava da folhagem agitada pelos vira-latas do clã dos Willians.
Sem pensar duas vezes, Damon praticamente saltou sobre Sebastian derrubando o do velho teto do balcão, sabia que deveria matá-lo, antes que ele atacasse primeiro. O som da enorme vidraça quebrar, fez com que ambos se voltasse na direção de duas imensas criaturas de olhar raivoso.
Droga! Damon sabia que quando os lobisomens estavam totalmente transformados apenas atacariam desconhecendo quem era sua vitimas, Sebastian se levantou e com um sorriso sádico encarou os enormes lobos.
–O banquete esta posto. – saiu da frente dos lobos deixando Lise vulnerável.
Os olhos de Damon se voltaram na direção da jovem ainda desacordada, era evidente a fúria cravada nos olhos das bestas-feras, mas quando tentou retirá-la daquele local, as mãos de Sebastian o impediram arremessando o contra a velha parede do balcão, abrindo um imenso buraco.
Sebastian com passos calmos seguiu na direção onde Damon provavelmente estaria. A escuridão da mata ao redor do local era iluminada pela imensa lua cheia.
Damon estava caído aos pés do imenso Maple Tree,* a violência do impacto abrira um enorme arrombo, algumas folhas alaranjadas estavam caídas sobre o corpo do vampiro.
Sebastian mostrou um sorriso de vitoria.
Ao se virar na direção do balcão para certificar que os lobos tinham feito o serviço de matar a garota, fora pego de surpresa por Damon que passou as mãos pelo pescoço de Vacher e bateu com a cabeça do vampiro no solo, mas logo em seguida estava rolando de cabeça para baixo, e seu inimigo escapara.
Mal parara de se mover ao se chocar com a árvore, e Sebastian já estava sobre ele de novo, usando os longos dedos com garras para ferir seu peito, um rumor parecido com o sibilar de uma cobra escapando por entre suas presas.
Damon empurrou o rosto de Vacher, fazendo-o perder o equilíbrio por tempo suficiente para lançá-lo ao chão. Suas cabeças se chocaram, as bocas abertas, as presas enormes em posição de ataque. Damon buscando uma brecha para estripar e desferir um golpe mortal e certeiro em seu oponente.
Vacher berrou de dor, mas em seguida esmurrou Damon em um dos olhos, deixando-o tonto por um segundo. Sabia que seria uma longa e demorada luta, só não contava que Damon conhecia seu ponto fraco.
–Ora esta cansadinho? Verme. – vociferou na direção de Damon que escorava no velho eucalipto.
Por um minuto Damon concentrou-se em planejar seu golpe final, sua mão passou sobre o tronco velho e seco, sentiu um ponta afiada da velha casca, virou se na direção da arvore e seus lábios curvaram se em um sorriso irônico. Era sua chance de aniquilar Sebastian Vacher de uma vez por toda.
–Apenas me concentrando em quebrar esse sorriso sínico de seu rosto patético, caro Vacher. – rebateu.
Assim que Damon terminara de dizer suas palavras, arrancou a lasca do eucalipto e saltou sobre o velho vampiro, desferindo um golpe mortal bem no meio da cabeça de Sebastian. Pela primeira vez em quase um século que o conhecia pegara o de surpresa.
O corpo do vampiro pendeu para frente, e Damon se afastou dele, largando-o no chão.
–Os arrogantes espertos dominam o mundo seu imbecil. – vociferou.
Fitou mais uma vez o cadáver que agora desaparecia em meio a uma nuvem de pó. Mas um estalo o fez lembrar se que Eloise estava sozinha com as bestas-feras dentro do balcão, com passos ágeis adentrou no local com pouca iluminação.
Fale com o autor