My Dark Side
7 Xeque
Notas iniciais
“Então, o que vamos fazer hoje?”
Lizzy e eu continuamos a andar pela cidade quando eu a encontrei com Paula carregando aqueles pacotes.
“Vejamos... o que nós-”.
Parei de falar quando vi Sebastian saindo de uma loja de brinquedos segurando um pacote.
O que ele está fazendo?
“Hey... Ciel? Tá tudo bem? O que você tá olhando?”
Ela olhou para onde eu estava olhando.
“Sebastian? O que ele está fazendo aqui?”
Ele olhou para nós e rapidamente se virou. O que diabos ele estaria fazendo ali?
“Lizzy, por que não vai pegar um sorvete? Eu vou ver o que ele está aprontando...”.
Ela assentiu. Quando se virou, me movi em alta velocidade na direção do meu mordomo.
“O que está armando?”
Em menos de um segundo eu já tinha chegado perto dele.
“Nada demais Bocchan... você deveria voltar para sua esposa...”.
“Maldito! Vou ficar de olho em você!”
Ele deu de ombros e continuou seu caminho. Eu voltei para Lizzy que já estava me esperando com dois sorvetes de chocolate. Peguei um de sua mão e continuamos a andar. Achei melhor nem falar nada sobre isso.
Enquanto isso na mansão Phantomhive
Meyrin ainda estava super envergonhada por causa da situação que ela passou, ela estava mais desastrada que o normal.
“Hey hey pequenina, não é só porque aquele mordomo quase te beijou que você tem que destruir tudo, mais devagar! Assim você vai ganhar é uma bronca.”
“B-Ba-Bard-san! Se-Sebastian-san não me beijou!!”
“Ah... acho que teremos que jogar fora esse leite, que dia é hoje?” Finny dizia ao fundo do cômodo.
“9 de Dezembro... já está vencido?”
“É, está sim...”.
“9 de Dezembro... Parece que eu estou esquecendo alguma coisa...”.
“Estou com a mesma sensação...”.
“Tsc... odeio esquecer as coisas”.
Um silêncio tomou conta do recinto.
“O ANIVERSÁRIO DO BOCCHAN!!!”
Disseram em uma única voz.
“Ah meu Deus! O aniversario do Bocchan é daqui a cinco dias! O que vamos fazer?!”
“N-não temos nada preparado para fazer uma festa!”
“Nós jogamos tudo fora quando ele partiu! Que saco!”
“O que vamos fazer?! O que vamos fazer?!”
“P-precisamos do Sebastian!”
“O pinguim foi na cidade, esqueceu?”
“Ah!!! O que faremos o que faremos?!”
“Tanaka-san!!!”
“Ho-ho-ho”
“Err... parece que ele não vai ajudar em muita coisa...”.
Estavam todos correndo de um lado para o outro feito loucos tentando achar uma solução para essa emergência até que Sebastian chega ao recinto.
Ele limpou a garganta. Não adiantou.
Ele tentou de novo, nada.
“PESSOAL!!!”
Todos pararam e olharam para o mordomo. Chegaram mais perto dele não dando espaço para ele andar.
“Sebastian! Nós nos esquecemos do aniversario do Bocchan!”
“O que nós vamos fazer? Não temos nada preparado!”
“P-por favor, nos perdoe!!”
Sebastian suspirou e deu um soco na cabeça de cada um para pararem de tagarelar.
“Não fiquem tão eufóricos! Já estou cuidando disso... Vejo que vocês já cuidaram das coisas por aqui, vão descansar um pouco. Por favor, deem o seu melhor para manterem a calma. Mantenham a calma o quanto possível.”
“Ele disse isso duas vezes. De novo.”
“Ele disse isso duas vezes agora mesmo. Outra vez.”
“Se-Sebastian-san... tem certeza que vai conseguir?”
“Para alguém que trabalha há tanto tempo como mordomo para os Phantomhive’s, ser apto a fazer isso é apenas natural.”
Mais tarde
Deixei minha esposa em sua casa e voltei a pé para a minha. Chegando lá, abri a porta da frente.
“Estou em casa.”
“Ah Bocchan! Bem vindo de volta! Acabei de podar as roseiras.”
Eu o ignorei.
“Sebastian!”
“Sim, Bocchan?” Sebastian veio do armazém, fechando a porta do mesmo enquanto saía.
“Estou exausto, vou tomar um banho. Prepare algo doce para eu comer depois disso.”
“Como desejar”
Eu vou descobrir o que você está tramando!
Nós dois nos encaramos por alguns segundos, era como se ele tivesse me ouvido.
Enquanto subia as escadas, pensava em como ia conseguir descobrir o que Sebastian estava escondendo de mim. Quando cheguei à porta do meu quarto fui parado por um sentimento estranho.
Fome.
Eu estava com fome, mas não fome de comida humana, e sim de uma alma humana. Demônios tendem a ficar fracos se não se alimentarem de tempos em tempos. Eu precisava sair para caçar.
Entrei no quarto e pulei a janela. Já estava anoitecendo então eu precisava ser rápido. Procurei por algum odor que eu pudesse captar. Corri pelos telhados das casas procurando alguma alma para comer. Eu não tinha tempo e muito menos paciência para fazer um contrato com alguém e, assim, ir adicionando ‘temperos’ a alma como Sebastian fez com a minha. Eu só precisava me manter forte.
Parei em cima de uma torre baixa e me concentrei. Havia vários cheiros amargos vindo das pessoas logo abaixo. Essas definitivamente eu não ia comer, odeio coisas amargas. Inspirei novamente e achei uma alma levemente adocicada.
Ótimo.
Segui o odor e o encontrei. Era uma mulher, bem vestida por sinal. Ela estava sozinha andando por uma rua deserta segurando um guarda-chuva.
Senti meus olhos brilharem. Desci de cima dos telhados devagar e silencioso. Me escondi nas penumbras que os postes faziam quando a luz atingia as paredes. Ela estava vindo à minha direção. Esperei o momento certo e ataquei. Não dei chances para ela reagir ou gritar. O sangue jorrou pelo chão e paredes. Estava feito, eu havia comido uma alma levemente doce.
Doce...
Eu olhei para traz e vi o corpo da mulher ensanguentado no chão. Tive um colapso. Eu me odiei por ter sentido vontade de comer a alma de minha esposa. Aquela alma perfeitamente doce valeria a pena ver Lizzy morta no chão? Não, definitivamente não! Eu me aproximei do cadáver e fechei seus olhos vazios.
“Desculpe...”
Estava me levantando e virando para ir embora até que escutei um barulho estranho vindo em minha direção. Pulei para o lado e ele deu um impacto no chão.
“Grell...”
“Olá-Death!”
“O que está fazendo aqui?”
“Ah, por favor! Toda vez que tento fazer um trabalho descente vem alguém para me atrapalhar?!”
“Você quer dizer que...”.
Ele abriu o livro
“Margaret Dillarentis, morta as 08h23min por um ataque cardíaco... Nah, não tenho mais nada para fazer aqui já que você, garoto, roubou a alma que eu tinha que levar.”
“Foi mal...”
“Hum? Você é diferente dos outros Demônios, pirralho. Bom, de qualquer forma... se você está aqui, ele está também! Oh... Sebby, onde estas Sebby?”
Eu peguei a sua serra elétrica e joguei para ele.
“Desculpe te desapontar, Grell-san... Estou sozinho.”
“Oh... Estou tão sozinho...”.
“Mas já que está tão interessado em meu mordomo... Acho que você pode fazer um serviço para mim.”
“Que tipo de serviço?”
“Ficar de olho no Sebastian e me alertar de tudo o que ele anda fazendo.”
“Ficar de olho no Sebby parece ser interessante... mas o que eu ganho com isso?”
“Só porque sou um Demônio agora, não quer dizer que ele deixou de ser meu mordomo” Eu tirei o tapa olho para mostrar o símbolo do contrato para ele. “Posso proporcionar uma noite completa com ele... O que acha?”
Ele bufou em euforia.
“Trabalho aceito-Death!”
Deixei o Shinigami delirando com suas ideias estranhas com o meu mordomo e voltei para a mansão. Limpei o Sangue das minhas botas e entrei pela janela novamente. Eu abri um sorriso maligno no quarto escuro.
Você está em xeque, Sebastian Michaelis.
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