My Dark Side
29 Luta pelo corpo //
Notas iniciais
Anteriormente em My Dark Side:
O meu telemóvel foi retirado das minhas mãos e eu voltei-me para trás, vendo Nadia.
–Olá, novamente, Cassie. — saudou ela.
–Tu puseste a Katherine dentro de mim ao invés de dentro de ti. — acusei.
Ela olhou-me nos olhos e disse outra palavra que não percebo. Apaguei.
Atualmente em My Dark Side:
Pov. Katherine
Olhei atordoada para todo o lado.
–O que aconteceu? — perguntei confusa.
–Cassie Gilbert, aconteceu. — respondeu Nadia.
–Ótimo, ela está a lutar. — ironizei — É questão de tempo até que ela saia de novo. Tens o meu corpo?
Ela olhou-me irritada e percebi: não. Claro que não!
Pov. Stefan
–Vá lá, Katherine está exatamente onde sempre deveria ter estado, não vou devolver o corpo. — avisou Damon — Para de fazer esse beicinho.
–Não estou a fazer nenhum beicinho. — corrigi — É a minha cara de "és tão idiota". A Cassie não te ligou de volta. Isso está a deixar-te infeliz.
Bebi um pouco de uísque, do copo assim como o meu irmão. Ele olhou-me e depois voltou para a mesa de snooker.
–Sim, estou completamente infeliz. — concorda — Culpa tua, que disseste para a fazer voltar.
–Não, tu estás infeliz porque fizeste o que sempre fazes. — expliquei, aproximando-me — Se tens um problema, não lidas com ele, simplesmente foges.
–E tu estás a adora tudo isto. — ironizou Damon.
Caroline entrou no Mystic Grill e caminhou, rapidamente, até nós.
–Bonnie levou o Jeremy para visitar a mãe dela, Elena está com Matt e nenhum deles falou com a Cassie. — explicou a loira.
–Quem te convidou? Vai. — disse Damon.
–Eu convidei-a. — respondi, olhando-o — A Caroline vai ajudar-te com a Cassie.
Damon lançou o taco para o chão e apontou o dedo para Car.
–Tu? — perguntou surpreendido e ela sorriu — Tu odeias-me. Uma vez disseste que chamar-me Satanás era um insulto ao Satanás.
Eu olhei-a, curioso, e com os olhos semicerrados. Ela devolveu o olhar, como que sorrindo.
–Ninguém é perfeito. — disse ela.
Damon olhou-me e eu assenti, concordando com ela que sorriu na minha direção.
–Via ser isso então? Conselhos da barbie. — disse ele.
–Eu posso ser imprevisível e incrivelmente imprudente! — exclamou Caroline.
O meu irmão voltou a olhar-me outra vez, confuso e desconfiado.
–O que se está a passar? — perguntou, olhando-nos — Estão a bancar de baby-sitter?
–Só estamos a conversar. — expliquei, inocente.
–Não preciso disso. — olhou para Car — Ou da tua ajuda.
E então, afastou-se, caminhando para fora. Caroline rolou os olhos.
–É melhor tentares ligar para a Cassie outra vez. — aconselhei.
Pov. Katherine
O telemóvel começou a tocar novamente e eu suspirei irritada, pegando-o.
–Nunca conheci um grupo de pessoas mais carentes. — ironizei — Já não basta o Damon tentado fazer com que eu o desculpe, também recebo "Onde estás?", "Estou muito preocupada", "liga-me", "vais à festa do Tyler?". Ainda me pergunto como isto ainda tem bateria.
–Estão a ficar desconfiados. — avisou Nadia.
–Eu sei. A loira é toda de blá blá com corações à volta. — concordei.
–Precisamos de achar o teu corpo. — disse ela.
Olhei Nadia, com uma ideia e sorri travessa.
–Stefan mandou uma mensagem a perguntar se eu ia à festa. Talvez eu vá e convença a todos que a Cassie está bem e viva, e do nada pergunto ao Stefan onde o Damon me enterrou. — expliquei, balançando o cabelo.
–Não! — exclamou ela, levantando-se — Tu mesma disseste que é uma questão de tempo até ela aparecer.
–Então vem comigo. Enterramo-la de volta se isso acontecer. — propus.
–Não é um bom lugar para ir, cercada pelos amigos dela. -avisou Nadia.
–Eu fingi ser Elena com ela, muitas vezes e sei como a Cassie anda e ri. — expliquei sorrindo — Posso imita-la.
–Katherine! — exclamou ela — Não estás a fingir ser ela. Tu és a Cassie.
Eu suspirei, não ligando.
–Quando é o aniversario dela? Em que dia ela e Caroline viraram melhores amigas? Como se chamavam os pais dela? — perguntou Nadia, compulsivamente.
–Está bem, percebi. — respondi — Terei de descobrir algumas coisas. E sei exatamente quem nos pode ajudar.
Peguei no telemóvel da Cassie, que é útil pela primeira vez e liguei para Matt que, rapidamente, atendeu.
–Olá, Cassie. — saudou.
–Olá, Matty. — saudei de volta, imitando a voz doce.
–Matty? — perguntou, desconfiado.
–Matt. Quis dizer Matt. — corrigi e olhei para Nadia — Gostava de saber se podes ajudar-me com uma coisa.
~mais tarde~
Caminhei em direção ao Matt e tapei os seus olhos, com as minhas mãos.
–Adivinha quem é? — perguntei, sorrindo.
–Estou em duvida... Cassie Gilbert? — perguntou, rindo.
–Eu mesma. — respondi, destapando os seus olhos e beijando a sua bochecha.
Dei a volta ao banco de rua e sentei-me ao seu lado.
–Nunca mais falamos... quer dizer, como antes. — acusou ele e eu sorri arrependida — Estás de bom humor.
–O que dizer? É um bom dia! — exclamei, sorrindo — Sobrevivemos.
–Sim, sobrevivemos. — disse Donovan — E vamos festejar esta noite.
–Sim, nós vamos. — concordei eu.
–Então, o que tu precisas de saber? — perguntou, olhando-me.
–Ainda tomas verbena? — perguntei, indo direta ao assunto.
–Não. — respondeu e mostrou o pulso — Eu uso este bracelete. Caso alguém precise do meu sangue.
Eu olhei-o.
–Isto vai doer mais em mim do que em ti. — avisei.
Desapertei a sua pulseira e lancei-a para o chão, queimando-me no processo.
–O que fizeste? Eu preciso disto. — disse ele, confuso.
–Resumindo a historia... Eu sou a Katherine, não a Cassie. — expliquei, sorrindo.
–A Katherine está morta. — corrigiu Matt.
–Não exatamente. Enquanto vocês brincavam de ficar bêbado e brindavam à horrível pessoa que sou... estava planejando um modo de ser passageira no lindo corpinho de Cassie. — contei.
–Meu deus. Mas porquê Cassie e não Elena? — perguntou curioso.
–Porque Cassie tem tudo o que sempre sonhei. Aparência da minha irmã, poder, isto é, magia negra e ... consegue tudo o que quer com este sorrido doce. — sorri docemente — De qualquer forma, preciso de um curso intensivo sobre Cassie Gilbert. Ela está na faculdade. Toda crescida. E eu pensei: Quem a conhece melhor? Elena, obviamente ou Caroline. Mas tu és o amigo que podes ser hipnotizado.
Levantei-me, dando uma volta para ele me analisar.
–Então, o que achas? Como está o vestido? Demonstra bondade e previsibilidade. Estou certa? — perguntei, piscando — Estou.
–Não ou fazer isto. — avisou Matt, levantando-se.
Então, rapidamente, se sentou graças a Nadia, minha filha, que apareceu e o fez sentar.
–Hipnotiza-o de uma vez. — pediu ela, sorrindo.
–E diversão que é bom, nada. — disse eu, irónica.
Aproximei-me e olhei-o nos olhos.
–Ajuda-me com o meu segredo, Matty. — compeliu e afastei-me um pouco — Cassie vestiria esta roupa para uma festa?
–O vestido não, os sapatos sim. — respondeu, analisando-me.
–Vamos falar a sério sobre este colar que a minha irmã usava. — pedi curiosa — Para que serve, mesmo?
– Então tu estás a morrer e viras passageira no corpo da Cassie. — acusou Matt.
–Sim, até ser permanente. — disse Nadia.
–Permanente? Como? — perguntou ele.
–Oi! — exclamei, chamando a atenção — Foco no colar. Porque ela o usa?
–Para conter o poder dela e para que não se descontrole. — respondeu ele.
Eu sentei-me ao seu lado e olhei-o.
–Em que dia Jeremy nasceu? — perguntei.
–13 de Outubro. — respondeu Matty.
– E Elena? — perguntei, novamente.
–22 de Junho. — respondeu ele.
–Endereço?
–Maple Street, 2104. — disse sorrindo — Mas Elena incendiou a tua casa.
–Eu sei. — concordei sorrindo — Foi uma pegadinha. Bom trabalho. De quem eu mais gosto? Bonnie, Caroline ou Elena?
–Não há bem diferença. Se bem que Cassie sempre se vira mais para Caroline. — respondeu.
–Isso é dececionante. — sussurrei e olhei-o — Só mais uma pergunta. E é muito importante. Como, exatamente, Cassie Gilbert "terminaria" com alguém?
~`a noite~
Caminhei por entre as pessoas, como Cassie Gilbert. Quando ia a entrar na casa, enorme, fui barrada porque não fui convidada a entrar.
–Só podem estar a brincar. — sussurrei, irritada.
Vi o Matt, lá dentro e sorri.
–Matt! — chamei-o.
O loiro humano olhou e veio ter comigo.
–Cassie, entra. — pediu.
Eu passei um pé e sorri doce, entrando completamente.
–Obrigada. — agradeci.
–Desculpa por isto. — pediu e eu sorri.
–Tudo bem. — olhei nos seus olhos — Vai arranjar outra loirinha.
–Vou dar uma volta, queres alguma coisa? — perguntou.
–Não, obrigada. — respondi e ele foi-se embora.
Vi Stefan perto da bebida, finalmente e fui até ele.
–Oi. — saudei e ele olhou-me surpreendido.
–Cassie, estás viva. — analisou-me.
–Claro! — exclamei, sorrindo doce e olhei à volta — Stefan Salvatore está a beber cerveja fora do copo.
Ele passou-me um copo e bebi um pouco.
–Queres mostrar-me onde o Tyler guarda o uísque? — perguntei, brincando.
–Não. Estou a tentar ficar longe das coisas fortes. — avisou e eu seguiu.
Ele parou-me e colocou-se à minha frente.
–Então... Onde estiveste? A Caroline já queria enviar uma equipa de procura. — perguntou, curioso.
–Por aí, a pensar, processar, a tentar achar um jeito de lidar com o Damon. — respondi, fingindo estar triste.
–Sabes que cometeste um erro, certo? — perguntou Stefan — Ele quer que voltes.
Que raio de erro? O que foi que esta estupida loira fez que o Stefan não me larga. Ela largou de andar com o Damon? Ótimo, onde está o erro...?
–Eu sei. — respondi, baixando a cabeça — E tu? Como estás a lidar com a morte da Katherine?
–Estou bem. respondeu e eu sorri por dentro.
–Stefan, não precisas de esconder os teus sentimentos. — avisei, doce.
–Não a sério, estou bem. — repetiu e o meu sorriso interior desmanchou-se — Tivemos algo no passado, acabou, ela morreu e eu estou bem.
–Conhecia-la há... 150 anos. — argumentei — Não estás a sofrer nada? Até eu me sinto mal. Talvez devêssemos fazer um funeral ou algo.
–Um funeral — assenti.
–Onde foi enterrada? — perguntei, fingindo estar curiosa — Devia levar flores.
–Não ei. O Damon disse que a colocou no lugar onde ela sempre deveria ter estado. — respondeu Stefan.
Sorri, olhando-o e bebi mais um pouco. Velho Damon, como eu não previ? Sai, pouco depois porque Matt me pediu para levar lixo e encontrei Nadia. Contei onde Damon me tinha colocado e voltei para me despedir. Caroline veio ao meu encontro e tive de me segurar para não rolar os olhos.
–Aí estás tu! Eu liguei e mandei mensagens! — exclamou.
–Desculpa, o meu telemóvel descarregou. — expliquei — O que querias dizer?
–Eu fiz uma merda. — respondeu e eu continuei a andar.
Acho que não foi assim tão merda. — comentei e ela seguiu-me.
–Nem sabes o que é. — argumentou e continuei a andar — Cassie, para! É importante.
Eu parei, rolando os olhos e voltei-me olhando-a.
–Ok, desculpa. — pedi, sorrindo doce — Diz-me.
–O que dirias se eu te dissesse, que uma pessoa terrível esteve na cidade, encontrei-o na floresta e meio que o beijei? — perguntou e passou a explicar — Ele estava lá e também me queria beijar, e eu pensei "então vamos lá". Mas então... eu gostei muito de o beijar. Então, eu meio que fiz sexo com ele, mas juro que não queria. E sinto-me terrível.
Eu ouvi as lamentações da loira, controlando-me para não lhe partir o pescoço ou algo apenas para que se calasse.
–E a pessoa... é? — perguntei confusa.
–Klaus. — respondeu Caroline.
–Bolas! Ah... — até eu fiquei chocada — Sério?
–Achas que eu iria inventar? — perguntou, olhando-me — Por isso é que preciso que me digas o quão horrível eu sou.
–És uma das pessoas menos más que conheço. — disse eu e vi Tyler descer as escadas.
Sorri, preparando-me para a diversão.
–Diz-me! Como foi? — perguntei, esperando o hibrido ouvir — Comparando ao Tyler?
–Cassie Gilbert! Oh meu deus!
–Caroline Forbes! Conta tudo. — pedi — Agora que já fizeste sexo com o Klaus, como foi?
–Não vou responder. — avisou sorrindo.
–Vais sim. — avisei, também, sorrindo.
Olhei para Tyler que nos olhava e fiz cara de "ups" e de pena.
–Meu deus. — sussurrei e Car seguiu o meu olhar.
Eu sorri travessa e sai da festa idiota.
~mais tarde~
Cheguei à tumba e vi o meu corpo, podre e horrível. A bruxa ou viajante, que seja começou logo a reclamar.
–Preciso de um pouco de sangue. — avisou Mia.
Eu estendi o braço e ela fez um pequeno corte deixando escorrer algum sangue.
–Depois... — e espetou a faca no meu peito.
Eu arregalei os olhos, principalmente quando ela começou a abrir-me ao meio. Ela começou a falar uma língua estranha, que não me interessa. Senti-me um pouco tonta e forcei-me a fechar os olhos.
Pov. Cassie
Abri os olhos, atordoada e vi a mesma mulher da cabana à minha frente, falando algo estranho. Comecei a olhar à volta, assustada e vi Nadia , desviei o olhar rapidamente. Olhei para baixo e vi o corpo de Katherine, mutilado. Voltei-me e afastei-me um pouco, fingindo estra distraída. Pensei em algo, urgente e voltei-me novamente para elas.
–Então... O que acontece agora? — perguntei, fingindo ser Katherine.
–Se te queres livrar da Cassie para sempre, eu preciso de silêncio. — respondeu Mia.
Nadia aproximou-se, bastante, olhando-me desconfiada.
–Estás bem? — perguntou ela.
–Guarda a tua preocupação de filha, estou bem. — respondi, desviando o olhar e afastando-me.
–Nunca me disseste onde querias ir? — perguntou Nadia.
–Onde eu queria ir? — pergunto nervosa.
–Quando completarmos o feitiço. — explicou — Onde devia começar a nossa turnê mundial?
–Deixem-me terminar. Só mais um pouco. — pediu Mia.
Eu neguei com a cabeça, rapidamente, quando ela voltou ao feitiço. Em velocidade vampírica, deito-a ao chão.
–Cassie. — diz Nadia — Emer...
Eu espetei-lhe um ferro na barriga.
–Não ouvi. — sussurrei e deixei-a cair.
Não penso em mais nada, apenas saí dali em velocidade vampírica, para a floresta. Olho à volta, perdida e pego no meu telemóvel mas não consigo aceder porque preciso de uma senha.
–O quê?! — exclamei, alarmada — Não, não. Só pode ser brincadeira.
Comecei a tentar vários códigos, mas nada e nada. Bolas! Katherine, eu estou tão arrependida de te ter perdoado. Continuo, em velocidade vampírica. Uma dor de cabeça atinge-me fazendo-me parar, encostada a uma arvore. Imagens de Nadia, em bebe, a ser levada de Katherine preenchem a minha mente.
–Não! Não! — gritei, continuando a correr.
Lembranças de quando conheceu Klaus e dela tentando beijar Damon.
–Katherine sai da minha mente! — exclamei, suplicante.
Do Stefan, prometendo ama-la. Eu gemi de dor e continuei a correr, como se a minha vida dependesse disso... e o pior, depende mesmo.
–Não! Não! — gritei alto, novamente.
Quando ela matou Jeremy. Tudo, e dói, muito. Caí na terra, meio molhada, mas rapidamente me levantei continuando a correr. Sai da floresta, finalmente e vi a festa de luzes que indicavam festa. Olhei à volta, desesperada e vi Damon.
–Damon! — gritei.
Ele olhou-me e eu corri até ele, assim como ele até mim e os quando os nossos corpos colidiram, abraçamo-nos.
–Damon. Graças a deus. — disse, ofegante.
–Qual o problema? — perguntou ele, ao meu ouvido e parecia ter a voz doce.
Senti-me tonta e ...
Pov. Katherine
Acordei, agarrada a alguém.
–Está tudo bem. — sussurrou... Damon Salvatore.
Eu afastei-me dele.
–Cassie? — disse, passando a mão na minha cara de forma carinhosa — Diz alguma coisa, por favor.
Procurei-te em todo o sitio. Precisamos de conversar. — é agora que vou dar um fora neste egoísta e vou fazer com que seja maior do que o de Elena.
–Quero conversar também. — concordou Damon — As mensagens no teu telemóvel, são todas minhas, caso as tenhas deletado sem ouvir.
–Ouvi cada palavra. — respondi e assentiu.
–Então sabes que estraguei tudo, tudo mesmo. — disse ele — Fui fraco, Cassie. Confesso. Afastei-te porque achava mesmo que te ia prejudicar. Que a minha escuridão ia romper com a ta claridade.
–Isto não é sobre isso, Damon. — parei-o.
–Eu sei. Apenas ouve-me. Ouve-me. Tu és a melhor pessoa que já conheci, a mais inocente e bondosa e pensar que eu poderia mudar-te ... tu não mereces isso. — ele pousou a sua mão na minha cara — Tu és a minha melhor influencia. Preciso de ti, Cass. Tu és boa e eu preciso de algo bom na minha vida. Porque sem isso, há apenas uma horrível escuridão.
Eu retirei a sua mão e afastei-me.
–É muita pressão, Damon. — disse eu.
–Eu sei, Cassie. — concordou o vampiro machista.
–Não, agora é a minha vez. — avisei, olhando-o e preparando-me.
–Claro. — disse Damon.
–Adoro saber que te faço uma pessoa melhor. Adoro saber que... — engoli em seco — Mas... não quero ser a única coisa boa na tua vida. Não quero preocupar-me com o que acontecerá sempre que discutirmos ou não sei. Ou em quem vais descontar.
–Do que estás a falar? Tu disseste...
–Sei o que fizeste à Katherine, Damon. — acusei-o — Ela estava fraca e a morrer, mas continuaste a tortura-la.
–Como é eu isto é sobre Katherine? — perguntou ele, confuso.
–Não é, ok? É sobre ti! — exclamei — É sobre a pessoa que não posso mudar... sobre a pessoa que realmente és. E eu não quero essa pessoa perto de mim, essa pessoa estava certa em deixar-me ir.
Sorri por dentro e vi Stefan olhar-nos.
–E odeio-te por não me deixares ir mais cedo. — acabei dizendo.
Ele parecia ter lagrimas nos olhos, mas com certeza está determinado a não deixa-las descer. Eu dei as costas e caminhei, sorrindo malévola... quase ri. Mas pensei... o que a Cassie tem que até Damon estava pronto para a pedir em casamento. O que elas têm que mais ninguém tem? Eu gosto de ser ela. É um novo começo para mim. Finalmente eu posso andar em algum lugar sem os sussurros daqueles que sabiam — ou achavam que sabiam — alguma coisa do meu passado ou do meu presente. Ou achavam que em conheciam. Sorri, novamente e quase pulei de alegria. Irónico, eu ser igual à minha irmão, agora. Eu adorava cuspir na campa dela por todos os anos em que me atacou. Mas isto, é mil vezes melhor. Sou um Gisela, nova e melhorada.
Pov. Stefan
Eu não acredito que a Cassie disse aquilo, não é possível, algo de grava se passou porque ela não é assim.
–Damon. — chamei, preocupado.
–O acaso fê-la tão doce e tão amável, uma presa tão fácil, uma órfã triste que precisava de amar e implorava para ser amada… — sussurrou ele, para mim e eu neguei — Eu cai na armadilha e amei.
Dito isso, ele caminhou para longe. Damon acabou de admitir que a ama e eu lembrei-me de Elena. Ela deixou-me, fiou com ele, depois comigo e eu acabei. Porque acabei mesmo? Não importa, agora... Cassie nunca faria isso, nunca.
Pov. Autora
–Estávamos à tua espera. — disse Enzo.
Aaron voltou-se, vendo Damon encostado ao seu carro.
–Damon está a ensinar-me um jogo. — explicou o vampiro — Ele afirmou que estarias nesta mesma estrada deixando a cidade.
–Disseste que me deixarias ir. — acusou Aaron.
–Eu deixei. Eu tentei. — disse Damon.
–A Cassie sabe que estás aqui? — perguntou ele confuso.
–Ela é a razão de eu estar aqui. — respondeu o vampiro — Não. Esquece isso. Eu sou o motivo para estar aqui.
–O que queres, Damon? — perguntou o Whitmore.
–Quero o mesmo que tu, Aaron. Voltar no tempo, consertar o passado, ter de volta alguém que perdi. — respondeu o Salvatore.
–Perdi todos por tua culpa! — exclamou o rapaz — Sabes quem é que matou a minha familia? Tu!
–Merecidamente. — avisou Enzo.
–D qualquer forma, eu matei. — confessou Damon, irónico — Despedacei-os, gostei do barulho que fizeram.... porque percebi que mereciam como tu.
–Cassie era demasiado boa para ti. — acusou Aaron.
–Costumo pensar isso. Que eu devia ser melhor para merecer o seu amor e ela devia r pior para aceitar o meu. — ironizou o vampiro, aproximando-se — Deitaria no meio da estrada, olhando as estrelas, conversando com pessoas como tu, tentando convencer-me que mata-los era um mau habito e que poupar as suas vidas era a coisa certa a fazer.
–Então o que fizeste? Mataste-os? — exclamou o rapaz.
–Não importa. — respondeu Damon — O que importa é que eu estava em conflito. Agora neste exato momento... — e olhou para Enzo — Estou transparente. Se a Cassie acha que sou um monstro. Queres saber? Ela está certa.
Damon Salvatore transformou-se e atacou o pescoço de Aaron Whitmore, acabando com o ultimo descendente. Descontando a sua dor , sem bem sentir, ali. Cassie nunca pensaria algo assim dele, ela própria o disse. E agora, uma imitação barata aparece e simplesmente diz coisas horríveis e acham que ela seria capaz.
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