My Dark Side
18 Ligada // Silas
Notas iniciais
Anteriormente em My Dark Side:
–Não precisas de uma cura para seres humana. Para seres uma mãe. — avisei e larguei uma lagrima.
–Não sabes o quanto é bom ouvir isso. — confessou e funguei.
–Boa noite. — desejei e ela retribuiu.
Antes de ir para casa passei pelo cemitério, vendo o sol nascer e iluminar o nome das pessoas que não estão mais aqui. As pessoas que fazem falta a tanta gente.
Atualmente em My Dark Side:
Senti alguém aparecer ao meu lado, enquanto observava o nascer do sol, então olhei vendo Klaus. Olhei-o desconfiada.
–Que fazes aqui? — perguntei.
–Vim despedir-me, love. — respondeu e eu aproximei-me.
–Como assim? — questionei confusa.
–Katherine avisou-me que havia uma bruxa a conspirar contra mim, em Nova Orleans. Eu resolvi ficar por lá, assim como Elijah. — explicou, com o seu sotaque carregado.
–E porque me estás a dizer isso?! — exclamei, confusa.
–Porque como um tio responsável devo despedir-me e apresentar as explicações. — disse, caminhando à minha volta.
–Eu preciso de um favor antes. — confessei e Klaus parou olhando-me — Que me mostres, entrando na minha cabeça, as memorias de Stefan.
–Isso é um grande pedido, Cassie. — avisou e eu assenti.
–Eu sei, mas acho que já não tens nada contra mim, então... — expliquei esperançosa.
–Aí é que te enganas. — corrigiu, aproximando-se muito de mim- Eu vou ficar de olho em ti e garantir que não te tornas, o que a Gisela se tornou, um mostro. Um calhau no meu caminho.
Olhei nos seus olhos e vi algo de bom neles, vi vestígios de dor, muita dor.
–Tu acreditas que ela foi, um dia, uma boa pessoa, não é mesmo? — perguntei surpresa.
–Ela amou-me! — exclamou alto, virando-me as costas.
–Ela andou com os irmão Salvatore. — lembrei, suspirando- Ela fez aquilo que nunca ninguém te tinha feito, ela provocou-te dor, ela partiu o teu coração, Klaus.
Klaus voltou-se e olhou-me nos olhos.
–Um dia, quando precisares de ajuda e os Salvatore não te ajudarem, tu vais perceber que só existe uma coisa mais importante que tudo para eles: Elena. -disse ele, com rancor e certeza- E nesse dia vais saber o que é ter o coração partido. Tem uma ótima vida, Cassie.
Da mesma maneira que apareceu, Klaus desapareceu e deixou-me sozinha. Com as palavras dele na minha mente. Segui para casa, para poder ir finalmente descansar. Entrei na mansão dos Salvatore e encontrei Caroline encostada à mesa da sala. Assim que me viu, lançou-me aquela olhar: "CASSIE!".
–Não, Caroline. — pedi, dirigindo-me ao meu quarto e sendo seguida.
–Como apareces de manhã, depois de uma noite inteira fora e dizes: "Não, Caroline" ? — gritou ela, irritada- Estávamos preocupados. É a segunda vez que desapareces em 2 semanas, que raio se anda a passar contigo, Cassie?!
–Estávamos? Era para eu ter notado o plural?! Porque se estivessem, como disseste, teriam me ido procurar e adivinha Caroline: não foram. — exclamei, cansada- Elena quase matou April Young ontem à noite, então... desculpa lá se me importo com os danos colaterais!!
Car ficou a olhar-me atonita, mas eu ignorei. Retirei o vestido verde claro e vesti uma roupa confortável. Deitei-me na cama, tapando-me com uma coberta e virei-me para o lado oposto ao de Caroline, que ainda se encontrava à porta do quarto. Estava quase a pegar no sono, quando senti alguém mexer no meu cabelo e depois beijar a minha testa e soube, imediatamente que era Caroline.
~1 semana depois~
"Fui passar uns dias a casa de Caroline, ela já me tinha falado disso mas não tive oportunidade de aceitar. Agora tive, até porque as palavras de Klaus continuam na minha mente. Elena continua presa e os Salvatore continuam a tratar disso, se bem que não acredito que vá ser fácil. Bonnie está melhor, porque arranjei uma forma de ajuda-la a controlar: eu. Não me perguntem como, pois não sei. Hoje olhei a foto de Jeremy comigo e sorri fracamente porque a dor continua aqui, descobri. Com amor, Cassie."
Fechei o diário e avisei a tia Lizz que ia sair. Fui até à mansão dos Salvatore, ver de Elena.
–Onde ela está, Stefan? Quero vê-la. — perguntei ao rapaz que entrava na sala.
Damon não queria me dizer, e só ria de mim, enquanto o tento ignorar.
–Não deixamos ninguém a ver. É esse o objetivo. — respondeu Stef, enquanto eu bebia um pouco de uísque que tirei da mão de Damon- Isolamento leva à dor, que leva à emoção.
–Ela está aqui à dias! — exclamei- Melhorou alguma coisa?
–Ela não quer, Cassie, ainda não. — respondeu ele — Está devastada, perdeu o irmão, atacou-te, matou uma mulher.
–Disseram que sabiam ajudar. — acusei, sentando-me no sofá enorme.
–Nós dissemos, loirinha! — exclamou Dam, retirando o copo da minha mão, com um sorriso — E estamos.
–Como? Torturando? — perguntei irónica.
–Não é tortura. É uma... intervenção, Cass. — respondeu Stefan, sorrindo — A única chance que temos é provoca-la, para ativar algo... Medo, raiva, autopiedade, qualquer coisa.
Eu passei as mãos nos cabelos loiros e atei-os em um frouxo. Olhei para os irmãos , compreensiva. Resolvi falar, após o longo silencio.
–Por favor, deixem-me falar com ela antes de outra... intervenção. — pedi, suplicante e eles olharam-se — Se está fraca, não me pode ferir. Por favor.... Por favor. Deixem-me tentar.
Os Salvatore rolaram os olhos, ao verem os meus olhos brilhantes.
~minutos depois~
Damon abriu a porta da cave para mim e eu entrei, sendo seguida por ele e pelo irmão. Depois, abriram a da cela, e eu também entrei.
–Boa sorte. — desejou Stef e Damon passou a mão no meu braço.
Ambos saíram e deixaram-me sozinha com Elena. Olhei nos seus olhos, que rolaram ao observar-me. Olhei para trás, vendo se eles realmente tinham ido embora e depois voltei-me para a minha prima, ou o que resta dela.
–Trouxe algo para ti. — avisei e tirei do bolso um frasquinho com o meu sangue- Não tem verbena, prometo.
Aproximei-me dela, sorrindo. Apesar do que ela me fez e eu estar cansada desta Elena filha da mãe, eu não vou desistir da minha prima porque sei que ela está algures lá dentro.
–Pensei que um pouco de sangue ajudar-te-ia a pensar melhor. — disse eu e estendi-o na sua frente.
Ela pegou e colocou na boca.
–Só para avisar, eu não concordo com o que estão a fazer. — avisei , vendo-a beber tudo.
Elena parou de ingerir, pois acabou e eu ajoelhei-me à sua frente.
–Concordo que precisas da tua humanidade de volta, mas não acho que fazer-te sofrer seja o melhor caminho. — expliquei, sincera- Tu não és assim.
–Quem te fez especialista em quem eu sou? — perguntou ela, rude.
–Porque somos familia. Somos amigas, para sempre. — respondi, sorrindo docemente.
–Tentei matar-te, Cassie. Duas vezes. — lembrou ela, olhando-me e brincando com o frasquinho- Não sou mais do tipo "amiga para sempre". Deverias seguir em frente.
Eu coloquei a mão em cima do frasco, fazendo-o parar. Olhei nos olhos de Elena.
–Não vou desistir de ti. — avisei, determinada.
–Esta ... coisa irritante e chata que estás a fazer, já pensaste que talvez seja por isso que não tens ninguém? — perguntou, sendo terrivelmente má, então afastei-me- Sei que o Carl matou-se, talvez tenha sido para não ter de olhar outra vez para ti. E Klaus foi-se embora, nem o ser mais malvado. Elijah. A tua familia, já reparaste. Admitemos: ninguém gosta de uma provocadora.
Eu respirei fundo e tentei pensar que aquela não é a Elena ... e não é.
–Não estou a julgar. — avisou ela- Deve ser bom ter alguém para te abrir os olhos, só isso. Alguém malvado para te atormentar.
–Estás a sofrer e estás na defesa, eu compreendo. — confessei, suspirando- Porque eu também estou a sofrer, Elena. Mas não podes ficar assim para sempre. Vamos formar-nos, começar as nossas vidas! E tu mereces...
–Estás a falar sobre formatura? — perguntou, olhando-me confusa- Percebes como ficarás ridícula naquele fato? Fingindo ser normal, enquanto que todos fingem sorrir e contam os minutos para te ires embora? Para esquecer que tu és um mostro que precisa de um pingente para se controlar?
Eu levantei-me, cansada de ouvir palavras mais parecidas com facas que se enterravam no meu coração. Virei costas e caminhei.
–Pena que Stefan me impediu antes que eu acabasse com o teu sofrimento, mas... — eu não me voltei, apenas parei ajeitando o meu frouxo- Temos uma segunda chance.
Senti alguém me voltar e era Elena, que se transformou e tentava morder-me.
–Elena! — exclamei, vendo-a empurrar-me contra a parede.
Antes que as suas presas perfurassem o meu pescoço, fi-la desmaiar em 2 segundos, com magia. Stefan e Damon apareceram, olhando-me. Respirei fundo, ofegante.
–Façam o que tiverem de fazer. — disse eu e caminhei para a saída da cave- Estarei lá em cima.
Pov. Rebecka
Bebi um shot, observando os outros em cima da mesa , ainda cheios. Vi Matt aproximar-se.
–Imaginava se continuarias a ignorar-me ou virias dizer "olá". — disse eu.
–Vejo que coagiste o bartender, outra vez. — acusou ele.
–Estou a comemorar. — expliquei e Matt olhou-me curioso — Os meus irmãos e eu separamo-nos. Elijah e Nik foram procurar sei lá o quê em Nova Orleans.
–Fiquei a saber. Só não sei porque não foste... — comentou o loiro.
Elijah falou comigo, por telemóvel e disse "vem para casa" , eu tive algum receio em dizer-lhe que não iria. Eu não queria. Então resolvi ser sincera:
–Tenho ago que me prende aqui, mais forte que tudo. — respondi, tal como respondi a Elijah.
Flashback on:
Klaus tentou matar Cassie e eu não podia deixar. Nunca.
–Eu vou matar-te! — exclamei, entrando na mansão Mickaelson.
–E ficar com o meu sangue nas tuas mãos, irmã? — perguntou ele, aparecendo.
Eu olhei-o com lagrimas nos olhos.
–Achas mesmo que me vou importar em ter o teu sangue nas minhas mãos? — perguntei retoricamente e visivelmente irritada- Não te comparas à minha filha. Nunca irás. Guarda as minhas palavras, Nik. Familia sempre em primeiro lugar, não era? Que é feito disso?
–Ela não é familia, Rebecka! — exclamou ele, também irritado- Ela é fruto de uma magia de Gisela, ela é um mostro! Então, se for preciso, para eu a matar, te matar também... eu não me importarei!
–Essa é a diferença entre nós. Eu continuo a importar-me com a porcaria desta familia mesmo depois de tudo que fizemos uns aos outros. Tu fizeste muitas coisas horríveis para nós e se eu te perdoar, como posso esquecer?!
–Não precisas de me perdoar, Becka. O que tentei fazer foi para proteger a nossa familia! — gritou o meu irmão e eu larguei algumas lagrimas- Não há outra maneira.
–Não, Klaus. Tu fizeste para teu próprio bem. — corrigi, fungando e comecei a ameaça- Há sempre outros caminhos, apenas... segue em frente e esquece que a Cassie existe ou eu não me vou importar com o facto de seres meu irmão, e veremos quem é o ultimo que fica de pé. Não lhe vais tocar. Não enquanto eu estiver aqui.
Flashback off:
–Também soubeste que perdi a cura, para Silas? — perguntei a Matt, que me olhava surpreso — Estava tão perto de uma vida ao lado da minha filha e... Puf! Sumiu em um segundo.
–Lamento. — confessou ele — Sei o quanto querias isso.
–Por favor. Sei que pretendiam rouba-la para Elena. — ironizei — A minha filha implorou-me para que cedesse a cura para a Elena e sabes Matt? Eu cedia, só para a ver feliz.
–Lamento mesmo. — repetiu o loiro.
–Por favor Matt. — pedi, bebendo mais um shot.
–Estou a falar a sério. — disse Matt — Mas se queres sentir pena de ti mesma, força!
–Porque não bebes algo? — perguntei , antes de ele se afastar.
–Não posso, vou encontrar Caroline. — respondeu.
–Ainda estão mantendo Elena presa? — perguntei, sincera, pela Cassie — Espero que a consigam ligar de volta.
Ele assentiu e virou as costas mas voltou a olhar-me, antes de sair do bar.
–Ontem ... vi nos olhos da Cassie, quando falei de ti, algo que nunca vi antes, Rebecka. — contou-me e eu olhei-o curiosa — Perdão.
Dito isso saiu do bar, deixando-me a sorrir: pela chamada de 1 semana atrás e a noticia de Matt.
Pov. Cassie
–Bonnie, onde estavas? — perguntei preocupada — Liguei-te um milhão de vezes.
–A estudar francês. — respondeu pelo telemóvel — Ainda temos testes, lembraste?
–Nem me lembres. — pedi, suspirando — Esta historia da Elena está prestes a ficar feia. Sei que ela não é a tua pessoa preferida, neste momento, mas preciso de ti aqui.
–Para quê? — perguntou — Apoio moral? Ou me controlar?
–Apoio moral! — exclamei sorrindo — E um pouco para vigiar.
–Vou ter de recusar. Ela tentou-nos matar, não me vou esquecer. — respondeu e eu assenti — Tenho de desligar...
–Tudo bem, adeus, Bon. — despedi-me e desliguei.
Damon e Stefan levaram Elena para a biblioteca, então eu fiquei na sala, estudando. Matt e Caroline apareceram mais tarde. Olhei através do vidro e vi Rebecka sorrindo. Levantei-me e fui abrir a porta, e ela entrou, com um saco na mão e foi para a mesa da sala.
–Olá. Não quis atrapalhar. — disse Becka, retirando algo do saco — É que eu sei que nesta casa só há sangue e bebidas, então, trouxe algo para comeres. Hambúrguer?
Eu olhei-a e sorri largamente. Rebecka estendeu a caixa e eu fui pegar.
–Obrigada. — agradeci e ela sorriu largamente, também — Estávamos a estudar.
–É... ocupados! — exclamou Caroline e rolei os olhos.
–Acho que vou ficar. Tudo bem para ti, Cassie? — perguntou a minha mãe e eu assenti, dando uma mordida no hambúrguer.
Rebecka acabou por dizer que Matt está a reprovar, a imensas disciplinas.
–Nós podemos ajudar! — disse Caroline, animada.
–Sim, vou só a casa da Car buscar os meus resumos e barrinhas energéticas! — avisei sorrindo largamente, para todos.
–Leva o meu carro. — disse Caroline e passou-me a chaves.
Beijei o rosto de Matt e sai a mansão. Fui em direção ao carro de Car, e deixei cair as chaves, baixando-me para apanha-las, mas ouvi um barulho nas arvores. Olhei, assustada.
–Quem está aí? — perguntei, aproximando-me.
Voltei-me para o carro, novamente, e vi Damon bem à minha frente.
–Meu deus! — exclamei — Que fazes aqui?
Fomos dar uma volta pela floresta.
–Como está a Elena? — perguntei preocupada.
–A aguentar-se. — respondeu ele e eu assenti — Lembras-te de dançar-mos juntos? No teu primeiro baile aqui em Mystic Falls?
–Sim. — respondi, confusa.
–Eu lembro-me nitidamente. — disse Damon, aproximando-se de mim — A verdade é que estou a tentar não pensar em ti a toda a hora, loirinha.
–Damon? — perguntei, recuando.
–Klaus estava certo, não é? Vão partir o teu coração! — exclamou ele, quase tocando o meu nariz.
–Como sabes que o Klaus falou comigo? — perguntei desconfiada.
Damon empurrou-me com força vampírica contra uma arvore e eu tentei soltar-me.
–Então, estás com medo, não é, Cassie? — perguntou ele, com perigo no olhar e fez força no meu pescoço- O que farei contigo e com todo esse poder que tens?! Se não parares de tentar controlar a tua amiga Bonnie?!
–Silas. — sussurrei, quase não respirando e tentando soltar-me.
–Não me podes deter! — gritou ele, no meu ouvido — Onde está ela?!
Eu tinha arranjado um feitiço e colocado numa pulseira, oferecendo para Bonnie. Ela é indetectavel e Silas não consegue entrar na mente dela. Li no livro que Rebecka me deu, esta semana, era de Esther. Ele agarrou-me os cabelos e aproximou-se do meu ouvido.
–Diz à Bonnie... — espetou algo na minha barriga — é apenas o começo!
Silas desapareceu e eu cai em cima das folhas, com uma estaca espetada na barriga. Gritei alto. Eu ia morrer.
~`a noite~
Acordei e coloquei a mão na barriga automaticamente, mas não senti nada. Sentei-me alarmada e olhei à volta, já está de noite. Vi o meu telemóvel no chão e peguei-o, vendo varias chamadas perdidas de Caroline e Rebecka. Ouvi um barulho e não quis saber do que era, levantei-me e corri aos tropeços, no escuro, por entre as arvores. Fui travada por alguém que me agarrou o braço e eu voltei-me assustada, mas era Caroline.
–Caroline! Temos de sair daqui! — exclamei assustada.
–Não, Cassie. — disse ela, puxando-me- Está tudo bem.
–Não, não está. Silas está algures aqui, fez-me pensar que era Damon. — expliquei alarmada, olhando para todos os lados.
–O quê? O que ele quer de ti, Cassie? — perguntou Car.
–Está a tentar chegar a Bonnie. Sabes onde ela está? — perguntei ofegante.
–Se soubesse, matar-te-ia agora. — respondeu... Silas, que apertou o meu pescoço- Leva-me a ela ou vou matar alguém. Talvez eu comece com a mãe da Caroline, mesmo. A culpa vai ser tua!
Eu utilizei magia e mesmo eu pensando que ele é mais forte, eu consegui deixa-lo tonto, fugindo e subindo as escadas, mas dei de caras com... Matt.
–Acha a Bonnie ou eu mato a pessoa que mais amas. — ameaçou e empurrou-me pelas escadas.
Olhei-o e levantei-me, com algum custo e corri demasiado rápido, até ao carro. Peguei no telemóvel e liguei para Tia Lizz.
–Estou em casa já, querida. E tu? — atendeu.
–Ouça, tranque tudo e não deixe ninguém entrar, nem mesmo eu ,porque tenho as chaves. — pedi, ligando o carro.
–O que está a acontecer? — perguntou ela assustada.
–Apenas faça. Estou a caminho. — respondi, deligando.
Fiz marcha atrás , e vi no espelho alguém, então parei rapidamente. Olhei para trás e não vi ninguém. Vi um vulto passar, então olhei em volta, assustada. Virei o rosto para a direita e vi Silas, com uma cara horrível, fora do carro. Gritei alto e acelerei, conduzindo rapidamente até casa da Caroline. Abri a porta, ligando para Caroline que não atendia, e entrei em casa, vendo tia Lizz no corredor.
–Cassie, o que se está a passar? — perguntou ela.
–Tia Lizz, não se aproxime. Pare. — pedi, com medo.
Ela olhou-me confusa.
–O que foi? — perguntou e eu olhei-a com cuidado.
–Não sei se é você mesmo. — respondi e comecei a desesperar- E se for outro truque? Ele pode entrar dentro da minha cabeça e... Ele saberia quando liguei para si.
–Tudo bem, querida. Sou eu. — avisou a mãe de Caroline e aproximou-se- Não sei o que se está a passar, mas... Vai ficar tudo bem.
Eu comecei a respirar depressa, entrando em pânico.
–Estás bem? — perguntou, parecendo preocupada — Só precisas de conversar comigo. Diz-me.
Eu peguei no meu telemóvel e disquei o numero da Tia Lizz, desconfiada e com medo. Ela agarrou o seu telemóvel, que tocava e atendeu.
–Olá, tudo bem? — perguntou, sorrindo.
–Tão bom! — exclamei, aliviada.
Senti lagrimas nos olhos, devido ao desespero e corri até ela, abraçando-a. Ela preparou-me um chá calmante e eu mandei uma mensagem à Bonnie. Uma ou duas horas depois ouvi batidas na porta. Levantei-me, pedindo para tia Lizz ficar.
–Cassie? Caroline? — chamou alguém, que vi através do vidro da porta ser Bonnie.
Eu parei diante da porta, olhando-a com medo.
–Estás bem, Cass? — perguntou Bon.
–Mandei-te mensagem à algum tempo. — acusei e ela assenti.
–Vim assim que vi a mensagem. — disse ela, tentando abrir a porta — Cassie deixa-me entrar. Deixa-me ajudar.
–Como sei que és tu? — perguntei, olhando-a — Silas fica a entrar na minha cabeça, me destruindo. Ele disse que te quer. Ele ameaçou tia Lizz.
–Cassie? — chamou a mãe de Caroline, aparecendo no corredor.
–Fique aí. — pedi.
Bonnie começou a tentar abrir a porta.
–Cassie, essa não é a mãe de Caroline! — exclamou Bon e eu olhei para tia Lizz.
–O que está a acontecer? — perguntou ela confusa.
Bonnie conseguiu abrir a porta e eu olhei-a, a seguir voltei a olhar para onde devia estar a tia Lizz, mas só estava uma sombra.
–Oh meu deus! — exclamei assustada.
–Pensavas mesmo que ias conseguir esconder a Bonnie de mim?! — exclamou Silas.
–Estou aqui agora. — disse Bon- O que fizeste com a mãe da Caroline?
–Ela está onde tu a deixaste. — respondeu ele.
Eu arregalei os olhos e corri até à sala, vendo-a deitada no chão.
–Tia Lizz! Tia Lizz!- exclamei, ajoelhando-me no chão, ao seu lado.
O batimento cardíaco está fraco e eu não sou vampira. Como a posso salvar!? Gritei baixo, de desespero.
–Vamos, por favor! — exclamei, abanando-a — Tem de haver algo ... Tem de haver alguma coisa...
Levantei-me e fui até ao quarto de Caroline, mexendo m todas as gavetas e armários, mas nada de importante. Voltei para a tia Lizz e coloquei as minhas mãos sobre o meu peito, movimentando-as lentamente. Fechei os olhos e pratiquei um feitiço de pura magia negra, tornar o meu sangue, sangue de vampiro o que funciona para sangue humano. Fiz um corte no meu pulso e coloquei-o na boca da Tia Lizz.
–Por favor! — exclamei, com lagrimas nos olhos — Não morra, por favor.
O meu sangue não estava a fazer efeito daquela maneira, então fui buscar uma seringa à caixa de primeiros socorros e retirei sangue de mim e injetei no seu peito. Tentei ver a sua pulsação, mas nada, até que lagrimas começaram a escorrer dos meus olhos.
–Tia Lizz... por favor. — pedi, chorando, pois ela não reagia — Abra os olhos. Por favor. Acorde! Tem de acordar! Acorde!! Precisa de ver a formatura da Caroline. Juro que irei fazer Caroline encontrar um bom homem para si, eu juro.
Encostei a minha cabeça ao seu peito, chorando e sentindo dor. Até que tia Lizz acordou, num suspiro. Eu sorri aliviada e ajudei-a sentar-se, abraçando-a. Caroline chegou mis tarde, começando a chorar agarrada à mãe e depois a mim, a como me devia tudo e disse o mais importante: que me ama. Voltei para a mansão, para as deixar sozinhas. Entrei e tive de contar tudo a Rebecka, que entrou em estado preocupação, e Matt que também me contou de Elena. Fui até à sala da mansão e vi Elena no sofá, com os Salvatore, então aproximei-me. Todos me olharam e notaram o meu estado.
–Olá, Elena. — saudei sorrindo.
–Cassie. — retribuiu, também sorrindo.
–Eu senti a tua falta. — sussurrei, com a cabeça baixa.
–Desculpa. Eu tentei matar-te, três vezes. — pediu Lena , parecendo triste, e eu assenti.
–Muitas pessoas me andam a tentar matar ultimamente.- confessei e olhei as minhas roupas, todas sujas de terra e sangue.
–Que aconteceu? — perguntou Stefan, preocupado , levantando-se juntamente com Damon.
–Silas.- respondi — Persegue-me desde a tarde. Quase matou a mãe da Caroline. Quase me matou.
Stefan fez um tipo de sinal a Damon que se aproximou de mim e me puxou para o seu peito. Eu não contive as lagrimas e deixei-as sair.
–Vamos, vou levar-te para o quarto. — disse Dam, que me guiou até lá — Vai ficar tudo bem.
–Ele entrou na minha cabeça, Damon. Ele magoou-me. — confessei, e ele limpou-me as lagrimas.
–Ei, ei, ei. — eu olhei-o — Não vou deixar mais ninguém te magoar, Loirinha.
–Estou tão cansada. — sussurrei e ele pegou-me ao colo, deitando-me na cama e tapando-me.
Senti os meus olhos pesarem e lutarem para ficarem abertos.
–Dorme. — sussurrou ele, ao meu ouvido — Tudo fica melhor de manhã.
Senti um beijo na minha testa e depois só escuridão.
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