My Dark Side

27 Apanhada //


Notas iniciais
Oláááá (: Escrevi com muito carinho, como sempre :3

Anteriormente em My Dark Side:

–Sentiste sim, Cassie. Eu vi nos teus olhos. — disse.
Eu apenas caminhei, passado ao lado da loira, e voltei para o dormitório. Deitei-me na cama e apenas, adormeci.

Atualmente em My Dark Side:

~dia seguinte~

Levantei-me da cama, com a roupa do dia anterior, e todas as camas do dormitório estavam ocupadas. Tomei um duche e vesti-me, quando voltei para o quarto já todas estavam acordadas.
–Bom dia, Cassie. — saudaram todas.
Eu peguei na minha mala e sai do dormitório, batendo com a porta. Os meus sentimentos quase voltaram ontem à noite e eu não posso deixar que isso aconteça. Então, é ignora-los a todos ao máximo. Aaron neste momento deve estar a perguntar-se porque diabos morreu outra pessoa próxima dele. Pobrezinho. Por falar nele.... vi-o no campus e corri até ele.
–Aaron. — saudei.
–Ei, desaparecia. — saudou de volta e começamos a caminhar.
–Soube do Jesse. Lamento. — fingi — Não achas estranho que todos os teus amigos se tenham matado antes do segundo semestre?
–É claro que acho estranho. — respondeu — Jesse amava isto aqui e Megan já tinha a vida toda planeada.
–É por isso que nada disto faz sentido! — exclamei, andando mais à sua frente.
–Eu sei. — concordou e eu sorri, sem emoção.
Voltei-me para ele e aproximei-me, olhando à volta.
–Aaron, eu encontrei o corpo da Megan na noite em que morreu. — expliquei — Ela foi assassinada.
Eu quero que ele descubra o que o Dr. Maxfield faz. Eu quero ter diversão, por favor.
–E Wes forjou o atestado de óbito. — contei baixo.
–Tu viste-o? — perguntou Aaron.
–Fiz pesquisas. — respondi — Wes faz parte de algo muito maior do que possamos imaginar.
–Vamos encontra-lo primeiro. Quero ouvir a versão dele. — avisou Aaron, caminhando na frente.
Eu olhei-o, de costas, e sorri balançando o cabelo. Caminhei atrás dele. Fomos até à casa Whitmore, ele entrou e eu olhei à volta.
–Quando disseste que Wes fazia pesquisas, não imaginei que era aqui. — confessei.
Olhei para o chão, pois não fui convidada a entrar. Sorri doce, quando ele me olhou.
–Na casa Whitmore. — completei.
–Pois. — concordou — Este lugar é como a sua segunda casa.
Aaron olhou-me confuso e sorrindo.
–Estás à espera? Entra, Cassie. — disse Aaron.
Eu ajeitei a jaqueta e passei um pé, cautelosa, então sorri e caminhei até ele.
–Então, quem é dono deste lugar? — perguntei.
–Não quero parecer um idiota, mas, tecnicamente... Sou eu. — respondeu e eu arregalei os olhos levemente, fingindo — Faz parte do que herde quando os meus pais morreram. Não uses isso contra mim. Normalmente, quando descobrem que o meu nome é Aaron Whitmore...
–Espera! — exclamei, aproximando-me — Whitmore é o teu sobrenome?
Aaron sorriu e não respondeu.

–Então, tens a tua própria faculdade? — perguntei, assentindo.
–Isso é que dizem. — respondeu.
Vi uma fotografia em cima da lareira e aproximei-me, reconhecendo a cara do tio Grayson. Fiquei confusa.
–Esse é o meu tio. — informei, olhando Aaron que se aproximou.
–Grayson Gilbert foi um dos melhores médicos que Augustine já teve. — disse uma voz conhecida.
Voltei-me vendo Wesley. Ele aproximou-se de mim e pensei que ele ia pegar na fotografia. Voltei-me, novamente, para olhar a foto mas senti uma picada no pescoço. Olhei Aaron, que parecia surpreso e senti-me desmaiar.

~mais tarde~

–Vamos, Cassie. Acorda. — ouvi uma voz longe.
Abri os olhos, com custo, mexi-me um pouco e olhei para a direita vendo Damon.
–Oi. — disse ele.
–Damon? Tu... — sentei-me, rapidamente, alertada.
–Eu estou bem. — disse ele.
–Porque pensas que me importo?! — perguntei, desviando o olhar.
–Wes aplicou-nos verena. — avisou Damon, ignorado o que disse — Quando sair do sistema, talvez dê...
Ele começou a tentar arrancar as grades, sem resultado.
–Quebrar estas grades. — completou.
–O que diabos está a acontecer? — perguntei — Porque estás aqui? Porque eu estou aqui?
–Wes carrega consigo a tradição Augustine. — respondeu Damon — Torturar vampiros até acabar com eles.
–Ele contou-te? — perguntei.
–Não foi preciso. — respondeu ele — Eu já estive aqui antes.
O vampiro começou a contar a sua historia com Augustine. Desde que foi vendido por alguém da sua familia em 1953.
–Arrancava nossos olhos. — disse — Fazia tudo o que possas imaginar. E ele tinha muita imaginação. Mantinha-me nesta mesma cela. E não penses que não apreciei a ironia.
Deitei-me, devagar, e olhei para Damon.
–Quanto tempo ficaste aqui?- perguntei.
–5 anos, mais ou menos. — respondeu ele.
–Como aguentaste? — ele olhou-me.
–Acredites ou não... Eu fiz um amigo. — respondeu.
Damon começou a contar a historia com o seu amigo, Enzo.
–Damon... — chamei-o, vendo que vagueava — Wes conhecia o meu tio Grayson. Trabalharam juntos. Ele disse que o meu tio era um Augustine também. Nós sabemos que ele era um caçador. Mas era o médico da cidade. Eu lembro-me, era bondoso, gentil e amável. Ele não seria membro de uma sociedade... que arranca os olhos das pessoas.
Damon aproximou-se da grade, agarrou a minha mão e olhou-me, parecia pena no olhar. Afastei-me um pouco e desviei o olhar.
–Cassie, isso é um sentimento. Estás magoada, desiludida. Estás com medo. — acusou ele — E eu lamento ter te metido nisto.

–Não, estás enganado. Se eu poder sair daqui, não me vou preocupar contigo. — avisei sorrindo, sem emoção.
–Não me interessa o que estás dizer. Eu prometo que vou tirar-te daqui. — disse Damon.
–Prometeste que não ias deixar mais ninguém me magoar, Damon. E morri. — acusei irónica, afastando-me mais.
Ele continuou a contar a historia de parte da sua vida, com o seu amigo Enzo.
–Ser seu amigo manteve-me vivo. Uma razão para não desligar a humanidade. — contou e continuou.
Eu senti a dor a puxar-me para o fundo e resisti, com muito esforço.
–Damon... — sussurrei.
–Pois.
Levantei-me e encostei a cabeça às grades.
–Stefan deve vir-nos salvar ou Elena, Caroline. Quando não voltares para casa e ninguém tiver noticias de mim ele... Vai encontrar-nos. — avisei eu, sorrindo sem emoção.
–A tua não humanidade tem algo de bom: otimismo. — disse irónico -Mas, infelizmente, Stefan não sabe deste lugar.
–Ficaste aqui 5 anos. — acusei irónica, olhando-o — Ótimo irmão!
–No primeiro ano, pensei que ele viria. Ele não veio. Quando escapei...não havia motivos para faze-lo sentir-se mais culpado. — respondeu Damon — Então, nunca contei. Nunca contei a ninguém.
–Mas escapaste! Como? — perguntei.
–Deixavam-nos sair do porão uma vez por ano.- respondeu, contando.
Ele continuou a contar sobre a sua escapatória.
–Mas, saiu como Enzo planejou. — disse ele e começou a explicar.
–Então, funcionou? — perguntei, desconfiada.
–Mais ou menos. — respondeu.

–Como escapaste? — repeti.
–Não importa, Cassie. — respondeu — Já te arrastei demais para o lado negro da minha vida.
–Pois, parece-te que me importo? — perguntei, irónica.
–Fiquei forte e saí. Não foi bonito. — respondeu — É tudo o que precisas de saber. Vais recuperar a tua humanidade e não quero receber outro estalo.

Eu encostei-me às grades , cruzando os braços. E então deixei-me escorregar, até chegar ao chão. Damon fez o mesmo, ficando costas com costas.
–Wes vai vir aqui! — exclamei — E seremos os dois cobaias dos Augustine.
–Tens de me dizer como saíste daqui, Damon. — avisei.
–Não vais querer saber. — disse ele.
–Eu estou desligada, nada me importa. Cacei ontem, um rapaz e foi prazeroso. — repeti irónica — Não te vou julgar. O que quer que tenhas feito, não me importo.
–Tudo bem. Vou contar. — disse ele e começou a contar.
Eu fiquei a ouvi-lo atentamente e a dor puxava-me mais a cada palavra de Damon.
–Enzo confiou em mim com a sua vida. — disse ele — O incendio estava a piorar. Eu teria sido queimado ou capturado de novo. Eu não teria outra chance para fugir. Então eu escolhi salvar-me. E para salvar-me eu precisava parar de me importar com Enzo. Então desliguei a minha humanidade. Então deixei o meu amigo morrer. Depois, tudo ficou bem. Tudo ficou bem.
Eu arregalei os olhos, levemente.
–Então, queixas-te de eu ter desligado e tu fizeste o mesmo? — perguntei irónica — Justo.
Ouvi a porta abrir-se e levantei-me, vendo Aaron.
–Que lugar é este. — perguntou.
–Aaron. — sussurrei.
–Ótimo... O mini-Wes. — disse Damon.
–Não sabia o que o Wes fazia. Nem sabia deste porão. — disse Aaron.
–Aaron precisas de ajudar-nos. — avisei, tentando manipula-lo.
–Quero saber a verdade . — disse ele -Ao conheceres-me no memorial da Megan, fizeste-me várias perguntas. -carregando uma arma.
–Que habilidade, cowboy. — ironizou Damon.
–Bem, nunca usei uma arma antes. — exclamou ele e olhou-me — E diferente de ti, nunca matei ninguém.
–Do que estas a falar? — perguntei, rindo confusa.
–Wes disse que um vampiro matou a Megan. — explicou.
Aaron apontou-me a arma e eu recuei um pouco.
–E pensaste que foi a Cassie? — perguntou Damon, confuso.

–Não. Megan estava dentro da casa e eu era humana nessa altura. — respondi sorrindo — Lamento.
–Wes disse que vampiros mataram os meus pais. — acusou ele, ainda me apontando a arma — Podes ter sido tu. Como sei que não és vampira há mais tempo?
–Bem, eu disse agora.- respondi irónica — E eu era humana.
–Porquê interessares-te em mim? — perguntou ele, alto.
–Acalma-te. — avisou Damon.
–Porque mais fingirias ser minha amiga?!! — perguntou.
–Ei! — exclamou Damon.
–Ela é uma vampira! — exclamou Aaron.
–Não o que matou os teus pais. — disse o vampiro — Fui eu.
Eu olhei para Damon e senti a dor puxar-me novamente.
–O que disseste? — perguntou Aaron.
Ele aproximou-se da cela de Damon e apontou-lhe a arma. Eu agarrei-me às grades.
–Começa a falar. — pediu o mini-Wes.
–Damon, o que estás a fazer? — perguntei confusa.
–Em 1958, depois do incendio, Enzo estava morto. — contou Damon — Então tive de continuar o meu plano de vingança sozinho.
Ele contou qual era e eu olhei-o surpresa.
–Quantos Whitmore já mataste? — perguntou Aaron.

–Desde 1958? Perdi a conta. — respondeu ele.
–Quando foi o ultimo? — perguntei, não me importando — Damon...
–Uns meses atrás. Chamava-se Sara. Uma viagem de fim-de-semana. Não sabias. — respondeu e engoli em seco.
–Mas...
–Estávamos começando um ótimo verão. — completou.
–O quê?! — exclamei surpresa.
–Eu avisei! — ironizou Damon.
Aaron apontou melhor a arma e disparou, fazendo Damon cair.
–Não! — exclamei.
Ajoelhei-me para ver Damon, sentindo o medo de o perder acumular-se no meu peito. Senti os meus olhos se encherem de água enquanto vi-a sangue escorrer dele. Vi que não tinha sido no coração e senti um alivio no peito, mas ainda um sentimento de medo horrível. Agarrei a sua mão pelas grades e encostei a minha cabeça a ela, deixando cair algumas lagrimas. Eu estou a sentir e para ajudar lembranças invadiram a minha mente.

Flashback on:

Encontrei o meu pai no chão já sem pulso, e as lágrimas já corriam livremente pelo meu rosto. E então avistei a minha mãe encostada a parede, tossia , estava muito fraca.
– MÃE! gritei desesperada
– Filha, meu amor- disse ela
– Tu vais ficar bem, não me deixes , por favor.- pedi
– É o meu caminho, não se pode fugir do destino, nem tu do teu- disse ela
– Mãe .- sussurrei enquanto chorava desalmadamente
Ela tinha fechado os olhos, era tarde demais. Eu não tinha ninguém, nada
(...)
– Claro , porque não? — senti medo na voz de Stefan — Cassie é o Damon , meu irmão. Damon é a Cassie, prima da Elena .
– Primas? Hmmm, a Elena nunca nos falou de ti . E eu que pensava que eramos tão íntimos. — disse o moreno de olhos azuis, a olhar para o Stefan. — Mas já agora . É um prazer Cassie .
Quando olhei nos olhos dele uma corrente passou pelo meu corpo inteiro , perdi-me naqueles olhos, menos azuis do que os meus, como se os nossos olhos se estivessem predestinados a encontrar.
– Sim, é um prazer Damon. — retribui.
Ele aproximou-se e pegou-me na mão . E eu 3 segundos depois de ele me tocar disse:
– Vampiro.

(...)
Então, o vampiro pressionou os seus lábios contra os meus. Eu estava sentir com tanta intensidade, como se uma corrente elétrica estivesse a passar pelo meu corpo, talvez seja uma coisa de vampiros. O beijo foi ficando mais quente, mais forte, mais demorado, ele me puxava para perto com tanta intensidade que eu sentia que ele me queria tanto quanto eu o queria também, e as coisas foram fazendo sentindo pra mim, nunca houve em momento algum durante toda minha vida, alguém que eu quisesse tanto como o quero neste momento.


Flashback off:

Larguei mais lagrimas, molhando a mão de Damon.
–Por favor... — sussurrei.

Pov. Damon

Acordei, com uma dor de cabeça. Vi que a minha mão estava do ouro lado da grade e puxei-a, sentindo-a húmida, mas... pensei em Cassie automaticamente, ela chorou.
–Cassie? — chamei mas não ouvi a sua doce voz.
Sentei-me.
–Cassie? -chamei outra vez mas nada, novamente.
Olhei para a sua cela e não vi ninguém. Entrei em pânico.
–Cassie! — exclamei, levantando-me e então gritei — CASSIE!

Pov. Cassie

Acordei atordoada e senti a minha cara ainda húmida. Olho à volta, ainda sonolenta e vejo as minhas mãos presas em mordaças. Tento soltar-me, com força.
–O que está a acontecer? — exclamo, levantando a cabeça.
Olhei para a minha direita vendo um homem, também atado. Ele fixa o seu olhar em mim.
–Bem-vinda. — saudou — Sou 12144. O meu nome é Enzo.
Eu olho-a surpreendida e desconfiada, engolindo em seco. Enzo olha para o teto enquanto eu continuo a fixa-lo.

Pov. Stefan

Sentei-me ao pé de Caroline, no sofá da mansão.
–Sei que está difícil. — disse eu, baixo.
–Eu preciso da minha melhor amiga. Tu também precisas dela, Stefan. — acusa Car — E ela não está aqui. Neste momento está a divertir-se enquanto se alimenta.
–Caroline, não vamos desistir dela. Cassie sofreu muito, era demasiada dor. — expliquei, entendendo.
–Nós podíamos ter ajudado. — avisou a loira.
–E não ajudámos. — confessei — Apenas pensávamos em como derrotar Silas. E mesmo no seu pior, Cassie salvou-me de Silas.
–Há algo, Stefan. Há uma conexão entre vocês e não digas que é minha imaginação. — pediu.
Eu riu fraco e olho-a.
–Não vou dizer, porque estás certa. Não sei se tem haver com a Gisela. — confessei, suspirando.
–Tu gostas dela, não é? — perguntou, piscando.
–Não me parece, Car. Acho que é outro tipo de conexão. — respondi, sorrindo.
Caroline sorriu também e eu entrelacei as minhas mãos.
–Só a quero de volta. A minha loira. — sussurrou ela e eu puxei-a para o um peito.
–Ela ama-te. — aviso e ela ri.
–Eu sei. — sussurra, novamente.

Segue-se um silêncio confortável.
–A Cassie se voltar, não vai ser por mim, pela Elena, pelo Jeremy, por ti ou pela Bonnie. — explico, pensativo — Se ela voltar, vai voltar pelo Damon.
–Porquê? — perguntou confusa.
–Porque há algo entre eles, Caroline. Algo muito forte para ambos resistirem. — respondi, sincero.

~dia seguinte~

Pov. Cassie

Abri os meus olhos, assim que voltei à consciência. As luzes brancas incidiam sobre a minha cara, eu olhei à volta vendo tudo um pouco desfocado. Até que tudo focou melhor no lugar ao fundo.

Flashback on:

Eu dirigi-me para o porão, de casa da Elena, correndo para as escadas. Eu sei que ela me segue, mas riu alto.
–Não, Cassie! Eu apanho! — exclamou a minha prima.
Olhei para a morena e agarrei a bola.
–Eu consegui. — disse, entregando-lhe, sorrindo doce.
Ela abraçou-me e depois olhamo-nos, ambas com o cabelo desgadelhado e sorridentes com 7 anos.

Flashback off:

Olhei para as escadas, ao fundo, novamente e depois desviei o olhar, para as luzes.
–Sujeito 83182 parece consciente. — ouvi uma voz.
Olhei para cima, vendo o Dr. Maxfield e arregalei os olhos levemente.
–Onde estou? — pergunto, alarmada.
–Porquê? Familiar? — perguntou ele.
Olhei à volta, vendo uma maquina qualquer.
–Que coisa é essa? — perguntei confusa.
Eu comecei a desesperar, tentando soltar-me das amordaças.
–O que estás a fazer comigo?! — exclamei.
–Retomando preparação de dialise sanguínea em 83182. — informou Wes.
Ele aproximou-se, colocando-me uma mascara.
–Preparando em 10... — respirei ofegante e senti-me sonolenta — 9, 8, 7, 6, 5...
Wesley talvez falasse algo, mas já não oiço. Os meus olhos fecharam-se, pesando e eu cai na inconsciência.

Pov. Damon

–O que queres dizer com não encontra-la? — perguntou o Stefan.
–Ela não atende o telemóvel, não está no seu quarto e não está aqui. — respondi, preocupado — O que me leva a crer que o Dr. Medinho está com ela.
–O professor? — perguntou o meu irmão.
–Sim. — respondi — O que tortura vampiros nas horas vagas. Sim, esse mesmo.
Agarrei no casaco de Stefan e lancei-lho.
–Usa a tua capa de herói. Vamos salva-la. — avisei.
–Não sabes onde ela está. — acusou Stef.
–Sim, o que significa que usaremos a nossa influencia. Vamos. — respondi, saindo do seu quarto.

~mais tarde~

Sentei-me ao lado de Aaron e retirei-lhe o fone, fazendo-o olhar-me.
–Uma rapariga com que te preocupas está com um cientista maluco, então: 1) Arranjas uma nova pessoa para a substituir; 2) Chamas a policia; ou... 3) Matas alguém próximo desse cientista maluco. — ironizei.
Aaron, ou mini-Wes, levantou-se, provavelmente, com medo e tentou fugir. Eu deixei-me estar sentado e sorri.
–Senta-te. — mandou Stefan e eu bati no lugar ao meu lado.

Pov. Cassie

Não consigo abrir os olhos, de tão pesados mas as lagrimas escorrem na mesma.
–2 litros drenados. 83182 ainda mostra sinais de consciência. — ouvi ao longe — Vale lembrar que há 5 anos o sujeito 12144... ficou inconsciente após perder 1,4 litros.
Abri os olhos, com muita dificuldade. Comecei a mexer-me, rapidamente e com força, para me soltar dali.
–Evolução ou sorte? Mistério para outro dia. — ouvi novamente.
–O que estás a fazer comigo? O que são estes tubos? — perguntei irritada — Solta-me!
–Não te preocupes. — respondeu Wes, aproximando-se — Pretendo acabar contigo.
–Os meus amigos vão encontrar-me. — avisei, olhando-o.
–Os teus heroicos amigos vampiros? Sei que desligaste as emoções. Então, que amigos? — acusou.
Eu tentei levantar-me, fazendo força, mas em vão.
–Sabias que Aaron Whitmore passou a sua vida inteira a pensar que a sua familia era amaldiçoada pela morte? — comentou ele — Acontece que a maldição vinha do teu ... namorado? Matando sistematicamente todos os membros da familia Whitmore. Estou curioso... Como justificas isso na tua mente?
–E isto? Aprisionar pessoas... — acusei, de volta, olhando-o — Torturando-as... Como justificas isto?
–Ciência. — respondeu Wesley e pegou num livro — "25 de Junho de 1999: Fiz descobertas incríveis hoje. Após suportar 3 mil volts, o sujeito continuou vivo."
Eu olhei-o frustrada.
–"26 de Junho: Mais sucesso. O sujeito foi exposto a 4 mil volts hoje. Tremulação continua após ser eletrocutado. Partes do corpo permanecem ilesas." — leu mais e eu tentei soltar-me.
–És um monstro! — exclamei.
–Este não é o meu diário, Cassie. — e mostrou para mim — Estas são as anotações médicas feitas pelo Dr. Grayson Gilbert. Teu tio.
–O quê? — perguntei e olhei para a letra, reconhecendo.
Wes recolheu o diário, novamente.
–Tudo o que estou a fazer contigo... Aprendi com ele. — explicou ele.
Eu olhei para as luzes brancas. Tudo me está a atingir como um raio vindo do céu, tudo o que fiz enquanto estava desligada e tudo pelo que passei antes está a atingir-me forte.

Pov. Damon

–Não faço ideia para onde Wes a levou. — respondeu Aaron.
–Eles não estão no seu laboratório, então... Onde mais ele esconderia um vampiro? — perguntou Stefan.
–Perdão, mas eu devia saber quem és? — perguntou o rapaz ao meu irmão.
–Este é o meu irmão, Stefan. — apresentei-o — Mas cuidado, pois ele sofre com um surto psíquico.
–Não percebi. — disse Stefan, olhando-me — Eu o quê?
–Fala a sério. Achas que não sei do porquê de não hesitares em vires procurar a loirinha. — ironizei.
–Já percebi! Estás com ciúmes. — acusou o meu irmão.
–Percebeste? — perguntei para Aaron — Ele está fora de si. Está a ficar louco, quase beirando a insanidade.
–Como é que não estás morto? Eu alvejei-te. — perguntou ele, confuso.
–Porque atiraste na cabeça e não no coração. — respondi, dando-lhe uma chapada leve na cabeça — Atira no coração da próxima. Agora, onde está a Cassie?
–Eu não tenho ideia.- respondeu, esfregando a testa — Wes disse-me para seguir a minha vida normalmente.
–Liga para o Wes e diz que se ele não a devolver, sua próxima experiencia... — ameacei — Será costurar os teus braços.

Pov. Cassie

Continuei a tentar, sem parar, me soltar. A minha respiração tornou-se ofegante. Parei, largando uma lagrima , olhando à volta.
–Esta é a clinica do meu tio. — sussurrei — Estamos no porão.
–Era a clinica dele. — corrigiu Wes — Depois disso, o conselho queimou vários vampiros aqui. Agora é um prédio abandonado de Mystic Falls onde ninguém nos vai encontrar.
Dito isso, saiu do porão. Eu continuei a tentar soltar-me.

Pov. Damon

–Estás com a Cassie? — perguntou Aaron, ao telemóvel.
–Aaron qual o problema?– perguntou Wes.
–Stefan e Damon Salvatore irão matar-me se não a devolveres. — respondeu o rapaz e eu assenti.
–Damon Salvatore está trancado numa cela impenetrável.– avisou o cientista maluco.
–Ou está na minha frente imaginando o sabor do meu rim. — corrigiu Aaron.
–Tudo bem. Encontro-te na minha sala de aula. – concordou ele — Quando estiveres em segurança eu devolvo-a.

Pov. Cassie

Olhei para aquelas escadas tão familiares.

Flashback on (continuação):

–Tu sempre consegues. Só te ganho das escondidas, prima. — disse Elena.
Eu assenti sorrindo.
–Tenho medo, Lena. — confessei e ela riu.
Caminhei pelo porão da clinica olhando todos os livros, fascinada. Elena fez o mesmo, ao meu lado. Ouvimos um barulho, como muitos gritos e olhamos para a porta ao nosso lado, assustadas corremos para perto da escada e depois subimos as escadas novamente.

Flashback off:

–Quando conheceste o meu tio? — perguntei, sonolenta.
–Ele trabalhava com Augustine, para transformar sangue de vampiro numa cura magica, para combater doenças, curar câncer, salvar o mundo. — respondeu.
–Sabes se ele já trouxe algum vampiro para aqui? — perguntei, fraca — Lembro-me de vir aqui em criança, com a Elena. Havia algo neste lugar que sempre nos assustava.
Wesley continuou a mexer em varias coisas, que se eu soubesse o que era certamente não iria gostar.
–Vi o Enzo, quando acordei. Sei que ele está vivo. — comentei — Onde ele está?
–Está de folga. — respondeu, olhando-me — Aparentemente ele tem negócios inacabados com o Damon.
–O que fizeste?! — gritei mas saiu fraco, tentando soltar-me — O que fizeste? O que fizeste?!
Eu fiquei mais fraca e Wes aproximou-se, fazendo algo com um tubo.
–Enzo é o vampiro Augustine. Ele matou a minha colega de quarto Megan, não foi? — perguntei.
–Conserva a tua energia. — avisou ele — Já drenei o suficiente para começar a fase 2.
–Deixa-me adivinhar... — disse fraca — Não me vais contar o que é a fase 2, vais?
–Se funcionar, serás a primeira a saber. — respondeu sorrindo.
Eu seguiu com o olhar, ainda fraca e sonolenta.
–Porque a Megan tinha uma foto do meu tio no telemóvel? — perguntei curiosa.
–Talvez porque os seus pais financiaram os projetos do teu tio. — respondeu.
–Sabiam sobre Augustine também? — perguntei confusa.
–Não. Tudo o que sabiam era que o teu tio tinha um composto não regulamentado que podia curar a maioria das lesões. — explicou Wesley.
–Sangue de vampiro. — sussurrei.
–Exatamente, mas como Megan cresceu, ela ficou desconfiada, matriculou-se em Whitmore, no quarto das raparigas com o sobrenome do Dr. Gilbert, foi a uma festa na casa Whitmore e, meteu-se onde não devia. — explicou.
–Ela encontrou o Enzo na sua cela. — completei, pensativa.
–E ignorou o facto do que um vampiro faminto faria por sangue fresco, acho que ela chegou demasiado perto. — continuou.
Eu voltei a olhar o Dr. Maxfield que pegou no telemóvel, atendendo.
–Aaron. — saudou e esperou -Quem é?
Eu fechei os olhos, cansada e fraca.
–Engraçado. Estou com a Cassie e pergunto-me: como ela vai funcionar sem seu córtex cerebral. — ameaçou Wes.
Eu tentei abrir os olhos, mas assim que consegui eles pesaram novamente.
–Toca nele e nunca mais a verás. — avisou o Dr.

~algum tempo depois~

Flashback on:

Desci as escadas do porão, agarrando a mão de Lena que me puxava. Fomos até á estante dos livros, fascinadas até que, como antes, ouvimos o que pareciam gritos. Olhamos logo para a porta à nossa direita. A minha prima puxou-me na sua direção enquanto eu avançava com receio, a cada passo.
–Ei. — sentimos uma mão no nosso ombro.
Gritamos e voltamo-nos vendo o tio Grayson, que se ajoelhou à nossa altura.
–Não deviam estar aqui. — avisou — No porão não podem entrar crianças, lembram-se?
–Ouvimos alguém a gritar. — respondeu Elena.
–Tudo bem. Está tudo bem, queridas. — disse ele, mexendo nos nossos cabelos — Na verdade, hoje é um bom dia, meninas!
–Porquê tio? — perguntei curiosa.
–Vou salvar uma menininha. — respondeu, olhando-me — Ela tem a vossa idade. Bom, não é?
Nós assentimos e sorrimos, assim como ele.
–Certo. Saiam daqui. — pediu e sorriu — Ordens medicas.
Nós entrelaçamos as nossas mãos e fomos para as escadas, subindo.

Flashback off:

–Boas noticias. — ouvi alguém, fazendo-me abrir os olhos — As células da amostra mutaram. O meu composto funcionou.
Eu seguiu com o olhar, meio confusa.
–Não entendi. — sussurrei, fraca — Sou inteligente mas ainda caloura.
–Já ouviste falar de Pavlov? — perguntou e passou a explicar — Condicionou o cão dele a salivar ao som de um sino. Este composto é como o sino. Mas ao invés de tilintar, será o cheiro de sangue de vampiro.
–Meu deus. — disse — Foi o que fizeste com o Jesse. Transformaste-o num vampiro violento... que só queria se alimentar de outros vampiros.
–Ele foi um caso fantástico. Mas demorou para se condicionar. — respondeu Wesley — Em vista do tamanho da população de vampiros, uma dose única é muito mais eficiente.
–Mas ele não conseguia parar de se alimentar. — comentei fraca — Tentou matar-me.
–Exatamente. Vampiros estão a uma dose de desejar o sangue da sua própria espécie. — explicou ele — E estás prestes a ser a paciente zero.
–O quê? Não. — tentei exclamar, mas saiu muito baixo — Não podes fazer isso comigo. Vais transformar-me numa estripadora.
–Eu sei. — concordou ele.
Wes pegou no seu gravador de voz e veio até mim.
–Sujeito 83182 preparado para injeção do composto. — disse, com a seringa na mão.
–Não, por favor. — supliquei — Não podes fazer isso comigo.
–Farás um favor ao mundo. — avisou — Posso não poder matar vampiros...
Eu comecei a tentar soltar-me, com muito esforço.
–Não! Deixa-me ir, por favor... — implorei, largando uma lagrima.
–Mas tu irás. — completou.
–Não! — gritei, sentindo a seringa espetar-se no meu peito.
Gritei novamente.
–Cassie! — alguém exclamou, de longe, e reconheci a voz.
–Stefan! — exclamei de volta sorrindo.
Ganhei força e dei uma cabeçada em Wesley, que caiu. Eu deixei-me cair na maca, fraca pelo esforço.
–Meu deus. — disse ele, assim que apareceu.
–Estou aqui... — sussurrei.
Stefan veio até mim, arrancando as mordaças.
–Anda, Cass. — disse ele, puxando-me para levantar.
Eu nem abri os meus olhos, mas senti Stefan puxar-me para o seu peito.
–Estás bem. Eu peguei-te. Estás bem, Cassie. — ouvi-o dizer.
–Tira-me daqui. — pedi, com a voz embargada, pegando nos diários do meu tio.
Senti Stefan pegar-me ao colo e tirar-me dali.

Notas finais
Não se esqueçam de comentar *o* Bjinhos