Notas iniciais
Postei outra vez :) Quero matar as saudadeeees *o*

Anteriormente em My Dark Side:

–Que cavalheiro! — exclamou Caroline e eu ri.

Fomos até casa da Elena, a conversar e a rir. Íamos a subir os degraus quando nos deparamos com Bonnie e Jeremy. Eles beijavam-se de tal forma que nem nos notaram.

–Ei! — exclamou Caroline.

Eles afastaram-se e olharam-nos assustados. Eu, Car e Stef começamos a rir muito e então, Elena apareceu e percebeu, também rindo.

Atualmente em My Dark Side:

~4 meses depois~

"Olá, o meu nome é Cassie Gilbert e eu sou filha de uma Original. Toda a minha vida foi uma mentira, até agora. Stefan ofereceu-me este diário porque acha que eu deveria escrever sobre como me sinto. Desde a morte do meu amigo Carl muitas coisas aconteceram em Mystic Falls: Bonnie anda a praticar uma magia estranha com Shane e levou-me com ela para umas sessões, e até que gostei. Kol, aparentemente meu tio, resolveu aparecer e fazer algumas coisas nada corretas e adivinhem... acabou morto. A parte interessante é o que ele veio cá fazer e tudo se resume em uma palavra: cura. Eu quero dizer, cura para um vampiro que está presa em algum lado com o mortífero Silas. Os Salvatore querem-na para a Elena, assim como a mesma a quer. Rebecka quer tomar a cura também. Então... vamos partir em busca dela. — Cass."

~dia seguinte~

Todos saiamos dos barcos e pisávamos a areia. Eu realmente estava a começar a enjoar de andar de barco! Peguei na minha mochila e coloquei-a nas costas. Caminhei com a Elena pela areia enquanto conversávamos sobre a ilha horrível para que Shane nos trouxe.

–Não estás a ajudar, Elena! — exclamou Rebecka, ao lado de Stefan- És perfeitamente capaz de atar um nó.

Elena continuou a andar, mas eu parei olhando-a.

–Não estás a ajudar. — avisou Stef.

–Ela matou o meu irmão. — acusou Becka — Tem sorte em ganhar apenas uma cara feia.

Percebi que de longe Elena falou algo, mas não tenho audição apurada, então não ouvi.

–Sabes que não me importo, certo? — provocou a minha mãe ao que Elena provavelmente disse.

Vi apenas um vulto em direção a Rebecka: Elena. A minha mãe ficou chateada e deitou Elena ao chão. Aproximei-me das duas e coloquei a mão nos seus ombros. Stefan colocou a sua no meu, seguindo-me.

–Parem! Temos de ficar todos juntos nesta ilha então... por favor. — pedi.

–Ela que me tente matar. — ameaçou Rebecka — Depois terá de enfrentar os seus verdadeiros problemas. Como o facto do Stefan ser meu "amigo". Acho que posso chama-lo assim.

Rebecka virou as costas e Elena afastou-se, então Stefan foi atrás dela. Eu respirei fundo e continuei a caminhar. Juntamo-nos passado algum tempo e continuamos a caminhar, desta vez para dentro da floresta.

–O telemóvel está sem rede! — avisou Shane.

–Alguém mais está assustado? — perguntei baixo.

–Eu. — respondeu Elena, ao meu lado.

–Então vai-te embora Elena, ao contrário de todos nós a tua presença é desnecessária. — disse Rebecka.

–Por favor não comecem! — pediu Stefan e eu olhei-o rolando os olhos.

–Tudo bem. — concordou ela e calou-se.

Já tinhamos ligado as lanternas, pois já estava demasiado escuro. Então, Shane começou a contar a historia sobre Silas e a cura. Shane alertou-nos sobre a armadilha à nossa frente.

–Fiquem juntos. Mantenham os olhos abertos. — avisou Shane.

–Quero água. — disse Jeremy e eu aproximei-me dele.

–Toma a minha. — disse , sorrindo docemente.

Jeremy pegou-a e sorriu de volta.

–Poço mágico? Sério? — comentou ele, sobre a historia de Shane.

–Não sei... — comentei, de volta — Todos nós perdemos alguém. Agora, temos a chance de vê-los outra vez? Eu quero isso.

Ambos sorrimos e Jer bebeu da garrafa. Quando olhei para trás de Jeremy vi um homem que iria lançar uma flecha.

–Jeremy! — gritei e empurrei-o para o lado.

Levantamo-nos de pressa e vimos que o homem foi atingido por um martelo.

–O que aconteceu?! — exclamei assustada.

–Acho que alguém acabou de salvar a minha vida. — respondeu ele.

Voltamos para o grupo e contamos o que se passou. Shane decidiu que iriamos acampar. Coloquei a minha mala num troco de arvore e aproximei-me de Damon que estava sozinho.

–Está tudo bem? — perguntei.

–Claro! — ironizou — Tudo ótimo!

–Uau... — sussurrei -Não me parece que estejas assim tão bem...

–Que te interessa, loirinha? — perguntou e virou-se de costas para mim.

–Eu só quero saber porque estás aqui. — confessei e baixei a cabeça- Elena está com o teu irmão, vai tomar a cura e voltar a ser humana, Damon. Que raio estás a fazer aqui?

Consegui perceber Damon a olhar-me fixamente.

–Porque estás tu aqui? — retribuiu a pergunta.

–Bonnie pode precisar de mim. — respondi sincera.

–O mesmo serve para mim. — respondeu e afastou-se de mim.

Após a cena com Damon, comecei a ficar com fome, peguei numa sandes que trouxe na minha mala e fui sentar-me ao pé de Stefan que estava perto da fogueira.

–Ninguém trouxe marshmallow? — perguntei, fazendo cara triste para Stefan que riu.

–Lamento. — disse ele.

Dei uma dentada no pão e encostei a minha cabeça no ombro do Stefan que mexia na pedra que ele e Rebecka partilhavam.

–Que estás a fazer com isso? — perguntei curiosa.

–Estamos a um dia de encontrar a cura. Isto não vai sair do meu lado. — explicou e eu assenti.

Ouvi um barulho e agarrei-me ao braço do Stefan. Ele sorriu olhando-me.

–Ouviste? — perguntei assustada — Este lugar é assombrado.

–Não me lembro de conhecer esta rapariga assustada. — confessou ele, agarrando a minha mão — Estás a esmagar o meu braço.

Retirei a minha mão, sorrindo envergonhada.

–Sou medrosa, apanhaste-me. — disse sorrindo.

–Sabes que és uma bruxa de magia negra? — perguntou Stef rindo.

–Sim... — respondi rindo.

Olhei para o outro lado e vi Damon nos observar. Assim que ele percebeu o meu olhar, afastou-se. Dirigi o meu olhar para Rebecka.

–Para que achas que ela quer a cura? — perguntei e Stefan seguiu o meu olhar.

–Eu tenho uma pequena ideia, mas pergunta-lhe. Ela vai adorar responder-te. — respondeu ele e eu assenti.

~dia seguinte~

–Jeremy! — gritou Elena alto.

–Acharam alguma coisa? — perguntei preocupada, para Damon.

–Ele não está na trilha. — respondeu.

–As coisas dele continuam aqui. — disse Shane.

–Também não está na pedreira. — informou Rebecka.

–Vamos separar-nos. — propôs Stefan.

–Vou ficar aqui para tentar um feitiço localizador. — disse Bonnie.

–Bon, não queres ajuda? — perguntei.

–Se puderes, obrigada Cassie .- respondeu e entrou na tenda.

–Eu fico para ter a certeza que elas ficam bem. — avisou Shane.

–Eu fico para ter a certeza que ele não está a mentir. — disse Damon irónico.

Restava: Elena, Rebecka e Stefan, ou seja, um desastre. Olhei para Elena no caso de ela querer desistir de ir e eu ir no lugar dela.

–Vamos continuar a procurar! — exclamou ela.

Eu segui para dentro da tenda, indo ter com Bonnie. Sentei-me perto de Bon e ajudei-a arranjar tudo para o feitiço.

–Ei, tu não tens um pressentimento horrível? — perguntei-lhe.

Ela olhou-me nos olhos.

–Não, porquê? perguntou e eu balancei a cabeça.

–Deve ser só algo da minha cabeça. — respondi , ignorando o meu instinto.

Levei as coisas lá para fora, com Bonnie. Peguei na camisola de Jer e lancei-a para a fogueira que Bonnie acendeu, com magia.

–Força, Cassie. — disse Bon sorrindo.

Fechei os olhos e foquei numa lembrança com Jeremy, então quando senti o poder necessário, abri os olhos. Bonnie sorriu, assentindo. Olhamos para o chão que formava um trilho com fogo. Levantamo-nos e seguimos o tal trilho. Começou a levantar um grande vento, balançado os nossos cabelos e as folhas. Ficamos a caminhar por varias horas.

–Bonnie, está muito escuro. — disse , apertando a sua mão.

–Vamos acha-lo. — incentivou Bonnie.

–E como vamos voltar? — perguntei preocupada.

–Vamos conseguir, Cassie. — respondeu, puxando-me.

Chegamos ao fim, encontrando Jeremy amarrado, com um homem parecido ao que o queria atingir e ... Shane.

–O que está a acontecer? — perguntou Bonnie, aproximando-se.

–O vosso feitiço localizador funcionou. -disse ele.

–O caminho que seguimos... — disse eu.

–Desapareceu magicamente? Podem agradecer aos talentos do Massak. — explicou e apontou para o homem — É um bruxo. Se tentarem fugir, ele impedirá que encontrem o caminho de volta. A turma toda está aqui. Silas espera-nos.

Olhei para Bonnie que retribuiu o olhar: ele tramou-nos a todos.

~dia seguinte~

–Via ficar tudo bem. — tranquilizou-me Jer, puxando-me para perto de si.

–Eu sei que sim. — concordei e recebi um beijo na testa.

Continuamos a caminhar, com Shane à frente. Entramos dentro de uma gruta qualquer. Olhei para Bonnie que olhava tudo atenta e curiosa.

–Não irei além daqui. — avisou Massak.

–Estamos prestes a viver um evento histórico. — disse Shane — Despertaremos o imortal mais poderoso que já existiu. O trabalho ainda não acabou!

–O meu já.- completou o homem — Pediste o rapaz e as duas raparigas, eu trouxe. Quero o meu pagamento.

Shane procurava algo na mala e então retirou a pedra que Stefan tanto queria esconder, entregando-a Massak.

–Farei uma oração pelas vossas almas. — disse ele, olhando-nos aos três.

Então, saiu da gruta.

–Era essa a utilidade da lapide? — perguntou Bonnie , perto dele- Para pagar a um doido?

–O núcleo dela é composto por sangue calcificado da Qetsiyah. — explicou — Em alguns círculos de bruxas a lapide é mais valiosa que diamante da Esperança.

Qetsiyah: pois, a bruxa poderosa. Morta, só por curiosidade. Aproximamo-nos do buraco, olhando para baixo.

–Então... — comentei, na esperança de alguém tomar a iniciativa.

–Quem quer descer primeiro? — perguntou Shane, olhando-nos.

Não era essa a minha ideia com a minha fala anterior. Jeremy acabou por descer primeiro, Bonnie depois e agora é a minha vez. Acabei por escorregar, quase a tocar no chão e espetei algumas coisas na minha mão. Jeremy e Bonnie correram pra me socorrerem.

–Estás bem? — perguntou Bon, enquanto Jeremy retirava a minha luva castanha.

–Sim, só escorreguei. — respondi, ajudando Jer a retirar tudo da minha mão.

Bonnie passou a Jeremy uma fita para colocar à volta do meu ferimento, que sangrava. Eu fechava os olhos, tentando não olhar.

–Vais ficar bem. — disse o meu primo, ajudando-me a levantar.

–Obrigada. — agradeci sorrindo docemente.

–Pessoal estou a descer! — avisou Shane.

–Ei, Bon o que achas que vai acontecer? — perguntou Jer.

–Confias em mim? — perguntou ela.

–Sim, claro. — respondeu Jeremy.

–Então confie que não deixarei Shane despertar Silas. — explicou ela.

–Não faças nada idiota.- pedi, lendo os pensamentos de Jer- Se a magia sair do teu controle, Shane é o único que pode ajudar.

–Não se preocupem. Estou bem. — disse Bonnie — Mas se ele tentar alguma coisa contra nós, eu mesma o matarei.

Quando Shane desceu continuamos a caminhar pela gruta.

–É tão... incrível. — admirou o nosso guia — Assim que despertaremos Silas, os nossos sacrifícios terão valido a pena e teremos o que queremos.

–Ou ele matar-nos-á a todos. — completei.

–Verás que estou certo, Cassie. — avisou ele.

–Não tentei nada comigo, ou algo piro acontecerá. — avisou Shane.

–Certo. Onde está a passagem estupida? — perguntou Jeremy.

–Procurem por algo diferente, ok? — pediu ele — Algo que não seja natural, tipo um desenho, ou...um circulo geometricamente e perfeito.

Olhamos-o e este olhava para o chão. Baixou-se, limpando a areia e poeira.

–É aqui. — informou e aproximamo-nos.

Preparamo-nos para o feitiço. Jeremy retirou a camisola e Bonnie começo a passar a mão pelo seu tronco, nas tatuagens.

–Estás a conseguir, só respira, Bonnie. — disse Shane.

–Faz Bon, faz como em ensinas-te: "Tu estás no controle". — disse, lembrando-me das suas palavras, antes de eu possuir o pingente.

As tatuagens começaram a desaparecer do corpo de Jer. O teto começou a tremer e a deixar cair pequenas pedras.

–Tens de entrar agora, Cassie! — exclamou e colocou a minha mão sobre a de Bonnie.

Senti o poder dela emanar para mim e senti os meus olhos dilatarem, então senti uma sensação no peito, onde o pingente tocava, com todas as vezes em que fazia magia, significa que estou controlada. Mais pedras começaram a cair.

~minutos depois~

–Meninas! — ouvi Jeremy chamar.

–Estou aqui. — disse Bonnie.

– E eu aqui. — respondi, levantando-me.

–Olhem, funcionou. — avisou ela.

Olhamos para a abertura na parede.

–Conseguiste! — disse Jer.

–Nós conseguimos. — corrigiu ela, olhando-nos sorrindo.

O meu primo vestiu a camisola e seguimos para a abertura.

–Pessoal! — exclamou Shane que estava no chão, olhamo-lo — Preciso de ajuda. A minha perna está partida.

–Melhor ficares dora disto, então. — avisou Bonnie irónica.

–Esperem, não... — pediu ele.

Segui Jeremy e Bonnie, com pena de Shane, mesmo depois de tudo. Apenas me custa deixar pessoas para trás, feridas. Shane continuava a gritar por ajuda.

–Olhem para nós. — disse Bonnie, enquanto caminhávamos pelo resto da gruta — Um novo caçador, e duas bruxas que podem ficar fora de controle. Como chegamos tão longe?

–Estou feliz por estarmos todos juntos. — confessou Jer, olhando-nos às duas.

–Eu também. — concordei e olhei para Bonnie.

–Eu também, pessoal. — retribuiu ela e sorriu.

–E agora, por onde? — perguntou ele.

Eu olhei para ambos os lados e vi a minha mãe, no caminho do lado direito.

–Por aqui. — avisei, apontando a lanterna.

–Olá Cassie. — disse ela, sorrindo como sempre.

–Olá mãe. — retribui, com lagrimas nos olhos.

Bonnie e Jeremy olhavam-me.

–O que estás a fazer aqui? — perguntei confusa.

–Este sitio permite que os mortos falem com os vivos. — explicou ela com a voz doce de sempre, aproximando-se.

Eu sentia tanto a falta dela.

–O que foi, Cass? — perguntou Bonnie.

–Sinto muito. — pedi, deixando uma lagrima escorrer.

–Tudo bem, filha. Tu estás aqui agora. — disse ela, olhando-me nos olhos — Estás muito perto de me poderes ressuscitar.

–Como? — perguntei confusa.

–Silas consegue fazê-lo. — respondeu a minha mãe, guiando-me com a mão nas minhas costas — Só precisas de o alimentar. E tudo voltará a ser como era, Cassie.

–Cassie para!! — gritou Jeremy, puxando-me e virando-me para olha-lo — Não estás a ver a tua mãe.

–Se estivesse aqui, nós poderíamos vê-la, mas não vemos. — explicou Bonnie, limpando as lagrima da minha face.

–Não é o fantasma dela. É uma alucinação. — completou Jer, agarrando os meus braços com força.

Tentei afastar-me mas Jer puxou-me para mais perto, para o seu peito, enquanto Bonnie acariciava os meus cabelos.

–O que estás a ver não é real, Cass. A tua mãe não está aqui, mas nós estamos. — sussurrou Jer ao meu ouvido.

–Não... por favor...- sussurrei, deixando mais lagrimas rolarem.

Bonnie agarro nas minhas mãos.

–Isto é real. Ok? — disse ela, sorrindo.

Olhei à minha volta, já não encontrando a minha mãe. Recompus-me, limpando a cara e voltei-me para eles.

–O que se passou? — perguntei confusa.

–Silas. — respondeu Bonnie — Ele estava na tua mente.

–Estava a tentar controlar-te. — disse Jeremy.

–E ao Shane. — completei- As ilusões que tinha com a sua mulher. É assim que o Silas o controla.

–Precisas de o bloquear na tua mente, maninha. — pediu Jer e eu sorri pela palavra carinhosa.

–Fecha os teus olhos. — pediu Bonnie e eu obedeci — Escuta a minha voz e apenas a minha voz, Cass.

Então, senti as mãos grandes de Jeremy envolverem as minhas.

–Levar-nos-ei até lá. — avisou Bon.

Senti-me ser puxada e guiada pelas mãos de Jeremy. Continuei a caminhar com os olhos fechados. Quando pude abri os olhos e observei um esqueleto amarrado por cordas. Larguei a mão de Jeremy e continuei a caminhar com eles. Jeremy avançou na frente.

–É isto, a cura? Como isto vai curar todos os vampiros do mundo? — exclamou Jeremy.

–Não acho que vá, Jeremy. — respondi, olhando para Bonnie que assentiu.

Jer tentou retirar a pequena caixa, com toda a sua força mas não estava a funcionar.

–Está presa, podem ajudar-me? — pediu ele e nós obedecemos, ajudando com toda a nossa força.

–Parece fossilizada! — exclamei , cansada — É como entortar uma pedra.

–Oh meu deus. — sussurrou Bon, afastando-se

–O quê? — perguntou Jer.

–Está congelado como uma estatua de vampiro há 2 mil anos. — explicou Bonnie — Só há um jeito de conseguirmos descongelar essa ... estatua.

–E como é? — perguntou Jeremy.

–Temos de alimentá-lo.- respondi, engoli em seco, e Jer olhou-me — Se quisermos pôr as mãos na cura, nós... temos que acorda-lo.

Ouvi Bonnie atrás de mim, gritar e então virei-me vendo um homem.

–Bonnie! — gritou Jer, correndo até ela.

–O que estás a fazer? — perguntei ao homem, vendo-o pegar numa lâmina perto de Silas.

–O que o teu amigo já devia ter feito. — respondeu ele — Despertarei Silas...

O homem cortou a mão e deixou escorrer o sangue para o esqueleto de estátua.

–E matá-lo-ei. — completou.

Estendi a minha mão, na direção do homem de costas e empurrei-o contra a parede, com o meu poder. Jeremy aproximou-se e começou a lutar com o caçador. O homem agarrou Jer pelas costas.

–Estão meio confusos, Srs. Gilbert. Somos todos da mesma equipa. — acusou ele.

–Larga-o! — ameacei com a mão estendida.

–Não tenho medo de bruxas. — provocou o caçador.

Jeremy conseguiu agarra-lo por trás, desta vez.

–Devias. Além disso apunhalas-te a nossa amiga! — acusou o meu primo.

O caçador deitou Jeremy ao chão e logo aproximou-se de mim empurrando-me contra a parede dura, fazendo com que a minha cabeça batesse forte e eu caísse no chão.

–Não perco tempo com bruxas! — avisou ele.

–Cassie. — disse Jer, vendo se eu estava bem.

–Estou ótima. — respondi, tocando no ferimento que sangrava.

–Não podes usar a cura no Silas. — disse Jeremy.

–É para isso que ela serve! — gritou o outro.

Jeremy levantou-se e bateu no caçador, enquanto eu tentava me levantar. O meu primo acabou por ir ao chão.

–Para que mais a usaria? — perguntou o caçador.

–Jer. — chamei, gatinhando até ele.

–Os vossos amigos... — disse o homem — Elena. Lamento, amigos. Não foi destinada para isso.

O caçador ia espetar no Jeremy mas coloquei-me na frente.

–Por favor... — pediu e eu ignorei- Não é nada pessoal.

Ele levantou a espada e ia nos espetar, mas Elena agarrou-o por trás e ia mordê-lo.

–Na faças isso. A maldição. — avisou Jer, tentando se levantar.

–Estás bem, Cassie? — perguntou Jeremy, olhando-me preocupado.

Eu fiz sinal de "ok" com a mão, encostando-me à parede. Jeremy foi até Bonnie, enquanto Elena analisava Silas.

–Está tudo em, Bonnie. — disse Jer, tentado acordar Bon.

Elena foi até Jer.

–Precisas de alimentá-la, Bon foi apunhalada. — avisou Jeremy.

–Preciso garantir que estás bem. — corrigiu Lena e eu olhei-os confusa.

–Estou bem. — disse Jer, também confuso — Que estás a fazer?

–A cura. Jeremy, depois de tudo o que passamos. Ela está mesmo ali. — explicou Elena.

–Estará ali após ajudarmos Bonnie. — corrigiu o meu primo.

Eu tentei me levanta, pois o pressentimento que senti de manhã está mais forte. Consegui apoiar-me na parede, ficando em pé.

–Elena, ajuda-a. — pedi, suplicante.

–Ups, esqueci-me da bruxa fedelha igual à minha irmã. — sussurrou Elena, mas consegui ouvi-la.

–O quê? — dissemos eu e Jer ao mesmo tempo.

Caminhei na sua direção.

–Cansei de ser boazinha. — respondeu ela e então percebi: Katherine.

Tudo foi muito rápido, pois Katherine agarrou Jeremy e colocou o seu pulso na boca de Silas, ou do esqueleto. Eu peguei na faca que o caçador tinha e caminhei até ela , espetando-lhe a faca no braço. Silas já agarrava Jeremy. Katherine voltou-se para mim e sorriu cinicamente, retirando faca.

–Por favor, fá-lo parar. — pedi, olhando Jer morrendo, enquanto eu deixava lagrimas rolar.

Preparava-me para correr na direção do meu primo.

–Vocês sempre tiveram a capacidade de parecerem inocentes! — exclamou ela.

Então, senti a faca bater na minha cabeça com tanta força que cai no chão. Os meus olhos ainda viram Jer lutar e depois, mais nada.

~dia seguinte~

–Toma. — disse Stefan, estendendo uma chávena na minha frente.

Eu continuei a olhar em frente, sem reação, sem nada.

–Olha Cassie.... — eu ignorei o que quer que fosse que Stefan quisesse dizer e levantei-me correndo para o meu quarto.

Elena diz que Jeremy não está morto, eu não acredito nela. Levantei-me da minha cama e caminhei pelo corredor até entrar no quarto de Jeremy e vê-lo deitado na cama. Meredith apareceu com Elena na porta do quarto e eu limpei as lagrimas.

–Olá , Cassie. — saudou a médica.

Elena tentava convencer Meredith de que Jeremy não está morto e Stefan apareceu atrás de mim.

–Elena, parece-me que ele morreu por uma grande perda de sangue. — explicou ela, também me olhando — O pescoço parece estar quebrado.

–Não! — exclamou Lena.

Meredith continuou com as explicações, enquanto Elena gritava para que parasse, eu apenas me senti ser puxada para o peio de Stefan. A minha prima empurrou a medica pra a parede.

–O meu irmão não está morto! — gritou ela.

–Elena, para. — pedi, com a voz fraca.

–Agora está toda medicinal, mas e quando usou sangue de vampiro para salvar a minha vida!!! — gritou Elena, enquanto Stefan a segurava — Não há ciência aqui. Só magia. A Cassie vai fazer um feitiço com a ajuda da Bonnie. Eu sei que sim!!

Eu senti as minhas pernas fraquejarem, até que me senti sem apoio e me deixei cair, talvez por não comer, mas senti-me ser segura por alguém: Matt. Ele olhou para o corpo de Jeremy e depois para mim, então lagrimas escorriam pela minha cara sem controle e também pela dele. Matt apertou-me mais contra o seu peito.

Notas finais
Comentem meus vampiros sexy's