My Damned
1 Oneshot.
Notas iniciais
O corpo de pele pálida e magro estava emaranhado naqueles lençóis finos e negros, as paredes pintadas com uma cor cobre deixava junto aquele cheiro de sexo, tudo ainda mais frio e indelicado. Diferente de seu rosto inocente, que era desenhado fino e pequeno; lábios avermelhados adornavam aquele rosto fofo e terno. Parecia um anjo, seus fios de cabelo descoloridos caiam em seu rosto e tampava um pouco uma parte de seus olhos, sua grande vergonha. Uma tatuagem que maculava totalmente seu rosto, o marcando. Seu marcador não tinha nenhum pingo de escrúpulos, o que o fez tão possessivo a ponto de marcá-lo assim. Todo e qualquer um que o visse, saberia a quem aquela carne pertencia. Seu corpo todo gritava em desespero, só de ver a expressão de medo e alguns até de inveja pesar sobre seu corpo. Aquela marca de cor carmim.
Tão errado. Tão feio. A verdade era que a aquela marca proferia as seguintes palavras: “Propriedade Privada. Máfia.”. Ganhara aquilo do líder, por assim dizer. Pena agora, seu dono esteja, felizmente ou talvez infelizmente? Morto. Seu coração doía, mas seu cérebro gritava. Sentia uma forte e tensa dor de cabeça. O que diabos aquele homem lhe dera para tomar logo após toda aquela confusão? Sua visão estava turva e sentia algo pesado nos braços, um desconforto.
A verdade é que fora capturado após a morte de seu antigo dono. Seu corpo tremia entre os lençóis ao pensar em que seria um escravo sexual, temia aquele homem ruivo. Lindo, porém, sua aura parecia um miasma negro misturado com cheiro de morte. Tão lindo quanto horrível ao mesmo tempo. Seu olhar parecia de um demônio de pelo menos oito séculos de idade, o cabelo de fogo o deixava ainda mais tentador e demoníaco. O corpo bem definido, o peito largo e o abdômen bem esculturado. Tinha medo do que viria mais abaixo. Era propriedade da máfia, porém nunca dera serviços sexuais. Por mais que fosse torturado, seu antigo dono nunca experimentara sua pureza, também, deveria manter uma das boladas que a máfia conseguia arrecadar com ele. Sim, era o garoto leiloado para nojentos homens ricos e velhos. Alguns até mais novos, porém, leiloava-se sua companhia. Seus toques e nada mais. Dançava sexualmente para eles, os aliviava. Alguns pagavam milhões para apenas desabafar, como se fosse um psicólogo. Era tão tentador. Qualquer um pagaria aquele corpo, imaculado virgem e cativante, porém com machucados que demonstravam presença daquele a quem pertencia originalmente. Apesar de ter um semblante fofo angelical, sua voz emitia presença e sexualidade, naquele submundo podre, todos queria a atenção ou um pouco das horas daquele garoto.
Só de relembrar o ocorrido, sua cabeça girava em mil voltas em poucos segundos, seus olhos se reviravam e sentia dor descomunal sobre os ombros e então uma forte onda de alívio repentinamente chegava e tudo se repetia. Parecia uma droga fazendo efeito. Era uma droga. Sentia involuntariamente que seu corpo se esfregava entre os lençóis. Necessitava de alívio e era eminente seu pulsar. Sentia dor e necessidade de se aliviar, sua mente estava em repleto caos. Em uma tentativa de chegar à loucura, conseguiu um pouco de coordenação e moveu sua mão até onde sentiu seu membro ereto. Molhado. Estava molhado. Nem estava se tocando, só dentro de sua mente e já apresentava um pré-gozo. “Porque é virgem?” indagou incerto pelas palavras, sentia-se molhado e sua mão pousava ali, mas sem nenhum movimento. Sentia que sem nenhum movimento ou esforço, chegaria ao ápice. Sua cabeça parecia uma montanha-russa e seus olhos não conseguiam mirar nada entre a parede ou a mobília, tudo passava como vultos. Sentia o rosto, também molhado. “Estar chorando.” Era aquilo? Sentia algo quente em seu baixo-ventre e vários espasmos. Sentia calor demasiado e sentia que despedaçaria a qualquer momento, até que aparentemente, escutou algum ruído do mundo exterior a sua mente, agora totalmente desestabilizada.
“Aonde? Ele... testado?” “Sim... Senhor?” “Pare.” “Como?”
A voz vinha de longe e em sua mente não assimilava nada. Sentiu algo diferente no lugar. Um ruído incerto e um burburinho. Estava em seu limite. Sentia-se extasiado e louco, sua cabeça explodia como se resolvesse questões matemáticas que deixavam calos, não nos dedos, mas no cérebro. As lágrimas desciam de seu rosto já ardidas e sentia que poderia desfalecer ali mesmo, o pano fino que o cobria fora jogado ao chão e o braço amparado. Tudo se apagou e sentia-se desligado.
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Acordara em um lugar desconhecido. As paredes eram escuras, em um tom cobre, talvez? Seu corpo estava pesado e sentia leve dor no braço. E de cabeça. A mobília era reconhecida pelo mesmo. Sempre aqueles móveis assustadores e frios. Tinha uma poltrona elegante de cor jabuticaba, algo estava ali. Alguém. Não tinham janelas. Não reconhecia o lugar, porem a decoração não era surpresa alguma. Perto da cama tinha um Box, era como um prisma transparente que mostrava um banheiro apertado e frio. Seus olhos rolaram e tinha breve correlação daquele quarto com seu antigo dono.
“Finalmente... As doses nem foram tão fortes. Como pôde apagar por tanto tempo?... Você estava tão sujo de porra, que tive que te tirar daquela cama imunda de suor e fedor de sexo, apesar de você ainda ser virgem.” a voz soara rouca e grossa, palavras carregadas de autoridade e sarcasmo, tudo aquilo, com um sorriso de canto. Sua expressão era de superioridade e nojo. Olhava para o que estava deitado na cama, com um misto de várias coisas... Sacanas. Em resposta, ficara em silêncio. Não se sentia bem e estava com grande vontade de vomitar. “A droga comeu sua língua?” Sem resposta, levantou de onde estava esparramado em foi até o pé da cama. Engatinhou até onde o menor de cabelos descoloridos se encontrava. O deixou espantado o suficiente para gritar de susto. Riu baixo e cravou seus olhos nos dele.
“Não.” Respondeu simplista.
“Não digo eu. Meias palavras, não. Se apresente e diga o porquê de ter apagado por três dias corridos?” nenhuma resposta. Chegou mais perto e agarrou o pulso alheio o apertando, fazendo o outro soltar um gemido de dor, trouxe-o mais para perto e juntou as sobrancelhas, visivelmente irritado. “Agora. A resposta, eu quero agora.”
“Não.” Disse com medo e sentindo-se enjoado. Sua respiração se chocava com a dele, estava tão nervoso que nem conseguia contestar a seu favor ou em relação ao seu pulso.
“Você tem consciência do que diz? Ainda está sob efeito de drogas?” proferidas palavras, deu um forte tapa em seu rosto para ver se acordava, o corpo mole caiu direto na cama como se fosse nada. Não tinha forças para nada. Nenhuma resposta. “Se é assim, você poupa meu tempo. Estava fazendo a limpeza por aqui, mas parece que não existe ninguém de importância. Eu pessoalmente, vou te foder e jogar no lixo, afinal, poderei me gabar de ter provado você e ter sido o único.” Riu baixo da própria ameaça e recebeu um gemido de protesto.
“Pensei... que nunca pararia de conversa fiada e me fodesse logo. Eu... estou louco para ter algo me preenchendo freneticamente e sentir um sêmen quente e viscoso dentro de mim.” Disse em um ato sem pensar. Nunca pensara que poderia falar isso, tão obsceno.
“A droga te deixou livre daquela lavagem cerebral de obediência que você tinha aquele velho? Você... Sabe o quanto eu esperava matar aquele maldito e finalmente de foder até te deixar sem conseguir se levantar.” Essa era a verdade mais crua. Fazia tempo desde que frequentava aquela boate em busca de informações, até que encontrara esse virgem machucado. O quanto o desejava... Sentia grande desejo em tê-lo o quanto quisesse. O quanto aguentasse. Tinha vontade de ser um verdadeiro demônio e ter vitalidade eterna para fodê-lo o quanto sua eternidade perdurasse.
“Talvez. O que aconteceu? Você os dizimou e mandou me drogarem para dar o cú para você mansamente? Foi?” estava claramente com medo, mas não deixaria de questionar aquilo. Percebera algum tempo que a facção estava sendo marcada e vigiada, mas não esperava que ele fosse algo como o objetivo. Ainda se sentia mal, porém, ainda existiam vestígios da droga em sua circulação. Sentia-se estranho.
“Mais ou menos isso, esperto.” Sua mão pousou naquelas bochechas, antes estapeada; acariciou e levou sua mão até o pescoço do outro. “Ainda tem vestígios?”
Seus olhos estavam rolando ao redor e seu olhar era pesado, conseguia digerir as palavras cada vez melhor e conseguia assimilar algumas coisas, até que percebeu o toque, deixando-o desconfortável e quente e em seguida sua inesperada pergunta. “Você... Diz que não gosta de meias palavras. Mas, se contradiz respondendo minha pergunta assim.” Deu uma pausa e um suspiro. Leu o semblante do ruivo e sentiu um frio na espinha. Sua mão continuava em sua nuca acariciando-o. “Tem. Desde que você violou as regras do meu leilão. Ainda não saiu.” o demônio riu baixo e deu um sorriso sacana e forçou a aproximação dos corpos através da mão que pousava em sua nuca. “Você disse que não se importava, mas se lembra disso muito bem que eu sei.” o menor jogou a provocação, convencido e ingênuo.
“Foi incrível.” Falou sedutor em sua orelha chupando-a. Um gemido de reprovação fora ouvido, porém ignorado. “A regra dizia que era proibido deixar marcas em você. Mas, a sua boca era tão gostosa que depois de gozar em você, sentia a responsabilidade de te fazer gemer meu nome. Esse era seu ponto sensível. E não podíamos fazer sexo. Infelizmente.” Permanecendo na mesma posição, olhou de canto e percebeu que o menor que ele corou ao lembra-lo detalhadamente do ato lascivo e gostoso que se praticou naquele dia. “Você foi submetido a algumas torturas por aquele velho. Por ter deixado outro der te marcado. E eu quase fui caçado. Mas, graças a isso, me tornei mais importante dentro da facção e tive o grande prazer que matar aquele velho sádico que em vez te foder você todo e gozar o quanto pôde, apenas ficava de pau duro ao ver você chorando cheio de sangue.” O rubor não desapareceu, ainda mais por palavras tão obscenas serem sussurradas com aquela voz rouca em seu ouvido.
“Você... Não muda nada.” Disse um pouco zonzo e incerto. “Tão sem pudor.” Em um fio de voz deixou escapar.
“Não está curioso para saber como você ainda está vivo? Afinal, você apagou por três dias. E ainda estavam te testando com algumas drogas...” ele se silenciou e saiu da onde estava e percebera que o menor de cabelos descoloridos havia apagado completamente. “Merda.” Suspirou cansado e pegou o corpo magro e nu de pele alva e o retirou dali. Aquele lugar. Não era o lugar. Não mesmo.
Não era certamente o melhor momento para movê-lo dali, mas era uma emergência. Logo após o repentino desmaio do menor de cabelos descoloridos, uma seleta ideia passou pela sua mente e resolveu leva-lo logo embora daquele buraco onde se encontravam. Era ainda um tipo de esconderijo da organização em que Allen, como é chamado, faz parte. Ou melhor, fazia. Agora totalmente controlados por uma organização mais influente e derrotados. Fora o dia perfeito. O velho estava muito ocupado disciplinando Allen, com modo pensáveis e impensáveis. Pensara que já estava na hora de dizimá-lo. E agora, como prêmio de consolação por ter que sentir cheiro e presenciar a carnificina, ficara com Allen. Um virgem que tem o físico-psicológico corrompido por um velho sadomasoquista. Era estranho sentir-se no dever de tê-lo. Não era só um prêmio. Era o que desejava loucamente há meses. Era a congratulação mais perfeita. Percebia o quão desconfortável estava em seus braços, o semblante dolorido e instável era eminente e uma leve preocupação de existia algo com o menor o atingiram. Preocupação em relação á sua mente. O desejava, o queria. Porém, não um deficiente mental. O vestiu com uma roupa casual qualquer que trouxe para poder vesti-lo, afinal, sabia que estariam em uma daquelas sessões de tortura física. Discretamente o carregou como se estivesse levando um corpo desfalecido e encenou uma perfeita cena para sair daquele lugar fedorento e sujo. Andava a passos lentos passando uma imagem de que estava trabalhando e um tanto de saco cheio. Um grande fingido. Depois de ser visto e percebido aparentemente trabalhando, andou mais três quarteirões até reencontrar-se onde havia estacionado seu carro. Desativou o alarme e abriu a porta do carona, regulando o assento confortavelmente para recostar o corpo até chegarem a seu destino. Fechou rapidamente a porta e entrou e sentou-se na poltrona do motorista, enfiando sem muita paciência a chave e dando partida. A aceleração do carro não afetara nenhum pouco o sono que mais parecia um desmaio repentino.
Chegando ao destino desejado, estacionou o carro na garagem e colocou o amigo em seus ombros. A bela inventada desculpa que dera aos que viam aquela cena no elevador. Dentro do mesmo, estavam uma senhora com seus 50 anos e um homem na faixa dos 40, além de um casal. No andar 7 o casal se retirou dando um ‘boa noite’ e então a velhinha puxou um assunto passageiro qualquer que durou não mais de 30 segundos. Sorriu simpático e socializou um pouco. “Meu amigo bebeu além da conta! Além de ser um bêbado chorão.” Riu baixo da própria frase arrancando risadas dos dois que estavam ali. “Resolvi trazê-lo para casa, não podia deixa-lo bêbado e sozinho no apartamento dele.” Deu uma pausa olhando com fraternidade fingida para o recém-definido amigo e completou antes de o elevador abrir em seu andar. “Olhem! Até se machucou fisicamente. Não pode confiar em deixar só, sendo amigo de verdade.” Disse com falsa ternura e mostrou algum machucado qualquer que jazia naquele corpo e que rendeu alguns “Faz bem, jovem.” E um “Boa noite e cuide bem de seu amigo.”
O sorriso forçado morreu no momento em que abrira a porta de seu apartamento. O trancou devidamente e o levou até seu quarto, colocou-o confortavelmente na cama e resolveu retirar aquele cheiro horrível de sangue. Estava a quatro dias naquele lugar nojento e precisava de um banho. Despiu-se ali mesmo, pegou uma toalha limpa e rumou para o banheiro, que se encontrava em uma porta próxima.
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Despertara mais uma vez em um local desconhecido. O quarto, quando assimilou que era um, era bem espaçoso. Os objetos que adornavam aquele quarto eram de um gosto sistemático e um tanto frio. As paredes tinham cor gelo e a cama tinha um contraste vinho. Despertou-se completamente se espreguiçando dolorido. Os braços lhe fizeram uma dor inesperada e gemeu baixinho em protesto pela dor não bem-vinda. Levantou se parcialmente sentando na cama e logo recostando em sua cabeceira. Não gostava nada daquilo. Escutara um leve cessar de algum ruído e logo passos. Lembrou-se então de Cross. O homem que, pelo que o mesmo dissera, agora tinha plena posse dele. Se lembrou, também, de seu toque repentino, a breve conversa e a insinuação – ou talvez, afirmação – de que antes estava servindo de cobaia para os dominadores, mas, agora Cross estava apoderando-se dele. Pensando no diabo, o mesmo apareceu por uma porta. O cabelo ruivo mediano estava um pouco molhado e estava de apenas de roupa íntima. Percebeu seu estado e verificou se ainda estava nu. Desconcertou-se um pouco ao perceber que estava vestido. Uma risada rouca chegou até seus ouvidos e quando percebeu, o ruivo andava em sua direção.
“Está tenso...?” aquilo fora uma pergunta ou uma debochada afirmação?
“Sinto-me desconfortável, a cada momento que fecho os olhos e logo os abro, estou em um lugar diferente. Estamos a passeio ou ainda somos procurados pela polícia local? Ainda somos da máfia?” deu uma pausa para respirar mais pesadamente e viu um sorriso de canto adornar os lábios de Cross. “Isso se tiver sido uma pergunta. Se foi uma afirmação sua, acabei de desmenti-lo.” Completou.
O outro continuava seus passos demorados até repetir o que fizera no recinto anterior. Engatinhar em cima da cama até onde Allen estava. Porém, em vez de dar atenção ao menor recostado na cabeceira, apenas se deitou ao seu lado aconchegando-se cinicamente. “Vá tomar um banho.” Ordenou em tom baixo. Quase sonolento. Fechou os olhos. “Você fede a carnificina. Isso me deixa enojado.” Virou-se e sentiu o peso da cama diferenciar. “Seja rápido. Amanhã de manha eu tenho mais o que fazer.” Não recebera nenhuma resposta e escutou passos pesado e depois a porta sendo fechada. Fechou os olhos tentando diminuir a ansiedade e a dificuldade de relaxar estava presente. Pouco tempo depois, escutou novamente o ranger da porta e deslumbrou aquele corpo de pele branquíssima com algumas gotículas de água. Totalmente nu.
“Venha aqui.”
“Você... Vai fazer agora?” perguntou em um tom baixo, quase inaudível e ainda parado como se estivesse petrificado.
“Na verdade, você acabou de decidir o momento, saindo do banheiro... Assim.” Disse passando seu olhar pelo corpo do menor que continuava plantado ali como um bobo. O outro percebera a análise alheia e sentiu-se desconfortável.
“Eu não tinha uma toalha. E pelo modo de como você se deitou, iria dormir.” Falou tentando justificar-se.
“Era só pedir.” Rebateu divertido, percebendo o desespero do outro ao tentar achar uma justificativa válida.
“Você... Me enxotou da cama. Estava com medo de que se não fosse logo, me machucaria severamente.” Mentiu.
“Não vamos discutir isso...” fez uma leve pausa e suspirou e ficou admirando-o ali por alguns segundos. “Me chame de Cross. Assim como fez naquele dia. Suspire meu nome.” Ordenou calmo. “Venha aqui de uma vez.” Um clima gélido se formou e nenhum músculo se moveu em direção à cama. “Se eu for aí de buscar, faremos em pé.” Riu baixo e percebeu que o outro estremeceu. “Vai ser mais desconfortável, não acha? Ou talvez fosse mais delicioso e está me convidando para isso?” sua voz soou um misto de dúvida e deboche.
“Não estou te convidando a nada.” Disse sem modos e se pondo a passos lentos até chegar aonde se encontrava a barra do lençol um pouco caída. Percebeu o movimento de Cross, fazendo duas batidas no colchão fazendo-o se sentar. Corou. Estava completamente nu. Hesitante, se moveu sem jeito e se sentou ficando totalmente tenso. Suas bochechas queimavam. Já fora acompanhante de muitos homens, mas aquela situação era totalmente distinta. Era como se algo os envolvesse profundamente. “Já estou desconfortável.” Confessou baixo.
Se assustou dando um grito quando em um movimento brusco, Cross levantou-se e chegou bem perto dele, se sentou ao seu lado, dando o mínimo de espaço entre os corpos. A situação do outro estava parecida, quanto ao que vestia. Estava somente de roupa íntima só de vê-lo daquele modo hesitante, medroso, inocente e atento o deixava excitado o suficiente para uma ereção, que sem demora fora percebida pelo menor que virou o rosto.
“Allen... Agindo desse jeito, me deixa ainda mais sem paciência.” Sussurrou cravando seus olhos nos do dele. “Tão indefeso assim. Não me descontrole ainda mais.” Disse afobado e puxando-o para mais perto. Suas respirações se chocavam e sentia o sangue ser bombeado mais rápido. Chegou mais perto os colando e perdendo totalmente o pouco de sanidade que ainda tinha, nos lábios de Allen. Um toque no começo calmo e singelo. Não passara de um breve selinho desesperado que logo se transformou em um beijo cálido, porém urgente. A língua quente roçava os lábios do menor deixando-o escorregadios e o toque mais aprofundado. Era como se obrigasse a abrir caminho para algo desesperadamente louco. Sentia os lábios serem sugados sem pudor deixando-o quente e desconsertado. Sentia as mãos grandes acariciarem suas costas e subia até sua nuca puxando-o para mais perto e tentando, aprofundar ainda mais aquele beijo. O que fora um breve selinho, transformou-se em um beijo longo e molhadíssimo. Allen, de forma brusca tentou empurrar o ombro de Cross enquanto ainda tinha forças. Sentiu o toque desesperado e largou á contra gosto o lábio inferior que antes era degustado como uma carne. Após ser libertado, respirava desesperado.
“Você...” ainda tentava respirar, com dificuldade. Recebera um olhar desaprovador. “Cro-ss... planeja me matar?” normalizara sua respiração olhando feio para o outro que ria. Pousou o dedo sem perceber em cima dos lábios violados tão fortemente. “Eu sou humano, diferente de você. Seu demônio. Preciso de algo chamado oxigênio para sobreviver.”
O outro apenas olhou-o marotamente e fingiu estar ofendido. “Eu sou tão humano quanto você. Apenas não me importo de morrer no processo de estar tomando você. Não preciso de oxigênio.”
“Cross... Está sendo romântico ou isso só reafirma o fato de ser um doente? Doente...”
“...Por você. Exato. Ou se quiser, pode ser as duas alternativas.” Falou cruamente.
“Está apaixonado por mim? É isso?” perguntou boquiaberto.
Cross percebeu qual rumo àquela conversa fiada tomaria e jogou na cama colocando seu peso por cima do pequeno deixando-o sem saída.
“A verdade é que eu quero tudo.”
“Tudo o que?” perguntou medroso e olhando-o diretamente.
“Sua devoção, seu destino, seu corpo... Seu amor.” Despejou as palavras deixando-o em um baque total.
“O QUE?” falou alto o suficiente para o que estava por cima praguejar qualquer xingamento. Um misto de loucura com alívio tomara sua mente. Ele não o machucaria. Não mais. Se o amava, o tomaria com delicadeza e tentaria amá-lo da mesma forma.
“Pare de gritar. Assim você estraga o clima da minha bela e verdadeira confissão.” Disse maroto e percebera um brilho distante no olhar do menor. “Sabia que agora o próximo passo seria você se entregar para mim e gemer meu nome até perder a voz?” disse quebrando a pequena magia e o pensamento de Allen.
“Está... me manipulando?” disse descrente.
“Sim.” Não... Quer dizer, sim. Estava escondendo a verdade em baixo de uma mentira porca, como Cross era maldoso e maligno.
“Tudo o que deseja verdadeiramente é saciar seu desejo carnal comigo e me jogar no lixo como disse antes?” perguntou medrosamente e ingenuamente.
“Talvez. Se você for bom, você fica. Se não, você nem acordará amanhã.”
Sentia-se totalmente sem chão com o que o outro dissera. Não estava confiante. Era virgem e completamente inexperiente.
“Me mate logo.” Disse com a voz embargada. O choro estava preso na garganta e chegara a ser patético o como agia. Preferia morrer a ser machucado violentamente pelo maior.
“Não quero.” Rebateu.
“Eu disse para me matar. Mate-me. Eu estou farto. Me deixe ir, me faça finalmente ser livre.” Disse com a voz chorosa. Uma lágrima solitária descia adornando as bochechas infladas pelo modo como disse. “Morrendo.” Completou fechando fortemente os olhos, fazendo descer as lágrimas que teimavam a cair. E caíram. Descontroladamente, chorava como uma criança. O barulho de seu choro passava um sentimento desesperado e tristonho. Não tinha nenhuma força para limpá-las e sentia o rosto molhado demasiadamente. Ainda de olhos fechados sentia algo quente e ainda molhado roçar suas bochechas. Abriu os olhos medrosamente e se deparou com uma cabeleira vermelha e sedosa e percebeu o toque. “PARE.” Sentia o rosto queimar. Como e por que aquele demônio mexia com Allen? Algo assim rondava pela mente do garoto de cabelos descoloridos. “Não... brinque... assim. Comigo. Meu coração.” Falou ainda sem parar totalmente o choro, porém, mais controlados. Mesmo assim, não percebera o quanto estava desconcertado.
“Eu já te disse, que não quero. Além disso, eu posso fazer o que, quando e como o que eu bem entender com você.” Falou demonstrando sua autoridade e percebendo o quão perplexo o outro ficou. Riu. “Se eu te desejar, você será meu. Se eu te mandar chorar, você chorará. Tudo o que quero em relação a você se concretizará.”
“Eu não creio.” Falou tentando tirá-lo de cima do mesmo. Mas, sua força se equipara a uma pena em relação ao outro.
“Por bem... Ou por mal.”
“Eu não posso me obrigar a ser seu escravo ou a fidelidade eterna para você. Eu sou humano, diferente de você. Tenho sentimentos.” Vomitou as palavras sem medo e recebera um olhar desgostoso.
“Eu sou tão humano quanto você.” Falou sério. “Sabe a paciência que tive para te negociar? Eu também tenho sentimentos. E eu amo você. É por isso que você está aqui, na minha cama. Abaixo de mim. Eu vou te possuir até você esquecer-se do mundo lá fora. Você é só meu.” Falou observando os orbes do menor se arregalarem. “Eu te comprei. Você me pertence, sabia? Eu paguei muito caro para poder te amar e te ter. Algo que estou me segurando para não fazer.”
“Eu sou um produto comprado por você? Com a morte do líder, eu fui comprado por um demônio?” tentava ficar calmo e não querer fugir dali. Sua cabeça estava um caos.
“Pare de me chamar assim. Eu te mandei me chamar pelo meu nome. Sempre.” Rebateu ríspido.
“Você realmente me ama?”
“Não era obvio? Te tirei daquele buraco, daquele velho sádico e também de alguns testes perigosos e te trouxe para minha casa.”
“Você quer dizer o meu corpo, então?” riu percebendo sua própria desgraça. Mais uma vez sentia uma grande vontade de sumir do mapa. Queria descansar. Viver livremente e feliz. “Você ama o meu corpo.” Completou com um sorriso fraco deixando uma lágrima cair.
“Também.” Falou sincero. “Mais do que isso.” Deu uma lambida em onde caia aquela lágrima fitando-o sem desviar o olhar.
“Por favor, não me toque.” Suplicou desviando o olhar do outro.
“Não quero.” Disse olhando-o mais tensamente. “Eu te quero.” Disse roubando um beijo breve e cálido, a contra gosto de Allen, que tentando pará-lo mordeu fortemente o lábio inferior de Cross, mas o deixou ainda mais excitado, não o largando do beijo, sentiram então um gosto metálico de sangue misturado à saliva de ambos. As mãos de Cross possuíam um toque que fizera Allen se arrepiar. Sua mão pousara o ombro alheio o acariciando e descia conforme as curvas joviais de seu corpo. Uma estava entracelada entre os cabelos descoloridos forçando o aprofundamento do beijo. Largou-o quando os pulmões de ambos ardiam pelo oxigênio. Com as respirações descontroladas apenas se encaravam silenciosamente.
“Por favor. Não me toque.” Implorou mais uma vez. Medo era possível ser percebido pelo timbre de voz do menor.
“Está com medo?” perguntou esperando uma resposta honesta. Estava muito envergonhado para responder e apenas assentiu com a cabeça. “Não fique agindo assim. Você me tira o controle.” Falou baixo como se fosse um segredo. Forçou-o a encarar seu rosto e comtemplou a face coradíssima. “Tão fofo.” Disse pondo-se a beijar suas bochechas, seu rosto inteiro. Escutara um gemido de protesto que virou um gemido de prazer ao sentir as digitais de Cross descerem até seu membro pulsante pela ansiedade e pelos toques que o deixavam quente. Era uma masturbação leve e gostosa. Seguiam os ritmos dos beijos que se mesclavam em chupões e mordidas que causavam uma sensação diferente e gostosa no menor. Mordidas em seus mamilos róseos. Tentava esconder os gemidos e murmurava sofrendo pelos toques. Sofrendo, sim. Estava quase se entregando completamente. Os gemidos estavam presos na garganta e era uma delícia a boca de Cross explorar seu corpo. Aquela língua demasiada molhada e quente percorria ora seu pescoço distribuindo beijos ora chupando vagarosamente seus mamilos, se segurava para pedir mais e mais. Aquela masturbação era dolorosa, propositalmente suas mãos se moviam devagar o torturando. “Quero escutar.” Falou entre os beijos em sua nuca e percebeu um sorriso entre sua pele. Porém, não desistira. Tudo o que saia da boca de Allen era protestos para parar e larga-lo. “Eu vou te fazer pedir. Pedir para ser mais violento, mais intenso, mais forte. Mais gostoso.” Parara a torturante masturbação e descera seus toques e sua boca até seu baixo-ventre. Forçou a abertura das pernas de Allen e percebeu o medo marcando seus olhos. Percebera o quanto excitado estava ao ver seu volume por baixo da cueca que vestia. Riu baixo.
“É... grande. Maior do que eu lembrava.” Falou ainda com um fio de voz lembrando-se vagamente do serviço que fizera ao mesmo anteriormente. Cross olhou-o com um semblante sacana e percebera o que tinha falado. Corou.
“Se acalme.” O ruivo disse sério e abriu ainda mais as pernas do outro vendo o quanto assustado estava. Passou as mãos em suas coxas cedendo-o e abrindo como o queria. Um gemido baixo escorregou dos lábios de Allen deixando Cross atordoado. Aquela voz melodiosa. Saiu como um gemido inocente que deixava aquela cena ainda mais safada. A posição em que Allen estava tão submisso. Com os lábios entreabertos pelo recém-deixado gemido escapado no ar. Levou os lábios até as coxas alheias lambendo-as. A pele macia e cheirosa pelo pós-banho deixava tudo ainda mais gostoso. Dava alguns chupões tentando falhamente fazê-lo gemer. Chegara a um momento que não podia mais excluir o fato daquela ereção o estar incomodando, de certa forma. Chegou mais perto o que fez Allen a soltar um gemido desesperado e colocou a língua para fora fornecendo uma imagem excitante demais para Allen. Sua língua agora dançava eroticamente na ponta do membro de Allen, deixando-o atordoado. Fazia movimentos circulares e roçava a língua ali. Depois passava demoradamente por toda a extensão e às vezes dava mordidinhas. Arrancava vitoriosamente alguns suspiros desordenados e Allen, deixando também seu rosto vermelho. Era a primeira vez que alguém... O lambia daquela forma. Queria mais, sentir mais. “Prolongue.” Em um fio de voz suplicou, sentiu o rosto queimar. O que havia dito, exatamente? Cross fingiu não escutar a súplica e continuou de forma demorada o torturando. “Eu não entendi.” Parou por um momento e percebeu o gemido desaprovado e começou a masturbá-lo devagar mais uma vez.
“Não.” Suplicou baixinho.
“Não o que, Allen?”
“Não pare. Eu... quero mais.” Falou com o olhar baixo, envergonhado.
“O que você quer mais?” falou pousando os lábios no membro pulsando pela ansiedade e o beijou simplesmente desprendendo os lábios dali. “Isso?” Allen assentiu com a cabeça. “Quero escutar você pedir. Não acha justo?” falou com um sorriso pondo-se a repetir o movimento lento e gostoso de masturba-lo.
“Anda... faça. De novo. Por favor.” Suplicou pousando as mãos entre os cabelos do ruivo. “Por favor.”
“Peça.” Falou autoritário. “Me peça, com todas as letras. O que você deseja.”
“Por favor.”
“Não sou adivinho. O que você tanto me pede com urgência, Allen?” insistia em um sua tortura o masturbando.
“Eu quero...” suspirou sentindo-se muito envergonhado. Queria esconder-se, mas morria de vontade de... Daquilo. “Me-me chup-pe. E-eu quero que você me engula totalmente. E eu também q-quero gozar.” Parou por um momento. “Dentro da sua boca.” Disse sincero e envergonhado. Por um momento Cross se espantou pela tamanha honestidade. O quanto era ingênuo?
Continuou beijando a ponta, porém com vontade. Dava algumas chupadas em volta do membro teso já melado pela saliva. Percebia o olhar fixo de Allen sobre seus lábios. Como se estivesse a espera de algo. Escutava seus gemidos cortados, ainda tentava resistir. Com as mãos, massageava suas coxas abrindo ainda mais as pernas de Allen. Os beijos não cessavam. Estava se divertindo com o rosto desesperado de Allen. “Me chupe logo.” Fingiu mais uma vez que não escutara e começou a dar simples lambidelas em toda extensão do falo. Allen sentia uma sensação estranha. A todo tempo sentia aquela língua molhada e quente envolvendo seu membro, mas queria mais. Queria ser sugado, como um pirulito, já imaginava a cena de ver Cross o chupando, mas não queria somente fantasiar. Empinou sua bunda como forma de forçar a seu membro penetrar a boca de Cross. O que sentira fora cálido e tão molhado que gemeu com vontade. Cross já não brincava mais com seu membro e fazia o trabalho corretamente. Engolira totalmente o membro do menor e o chupava com se fosse a coisa mais gostosa do mundo. Dava sutilmente mordidas e arranhava toda a extensão com os dentes. Allen se contorcia na cama gemendo. “Mais... fundo.” Sentia que seu desejo fora acatado e sentia seu membro roçar a garganta de Cross. Por alguns segundos sentira que gozaria naquela hora, quando estocou algumas vezes até a garganta alheia, mas Cross retirou seu membro totalmente melado para poder respirar, na verdade havia engasgado. Era a primeira vez que um homem fez aqueles movimentos ousados dentro de sua boca. Percebera o quanto Allen estava sedento por alívio. Depois de normalizar sua respiração voltou a chupá-lo com vontade e fazendo movimentos circulares, sentia o pré-gozo deslizar entre seus lábios e sorriu. Para ajudar naquela ação, Allen cravou seus dedos entre as madeixas ruivas e forçava o aprofundamento de seu membro dentro da cavidade bucal. Era verdadeiramente delicioso ser chupado daquela maneira. Seus olhos não se desviaram nem por um segundo. Allen sentia as bochechas coradas, mas estava adorando a sensação. Sentia que logo iria se desfazer. “Cr-ross...” falava de um modo arrastado em um gemido obsceno que fez com que a ereção por dentro da cueca que usava doesse. “Eu sei.” Falou com o membro de Allen na boca, o deixando corado. Então o retirou escutando um protesto pelo garoto de cabelos descoloridos. Começou então a o masturbar fortemente e com rapidez. Vez ou outra chupava a ponta do membro alheio e formava uma cena que deixava Allen ainda mais excitado, abria a boca esperando seu sêmen preenche-lo. Repetira o processo algumas vezes deixando-o também envergonhado. Até que sentia que logo chegaria a seu ápice, gemia sem controle. “E-u... vou g-gozar.” Suspirava entre a fala e quando sentiu que iria chegar ao ápice forçou a cabeça de Cross contra seu membro e percebeu o líquido viscoso adornar os lábios de Cross, com um sorriso idiota. Dava lambidas para o que teimava em vazar e engolira tudo. Não satisfeito, levou os lábios até o membro alheio e o limpou dando alívio total para o menor. Aquela cena fora a gota d’água para Allen, gemeu alto e colocou a língua para fora de tanto êxtase.
“Seu gosto... É uma delícia.” Falou ainda engolindo vestígios do sêmen alheio e deu lambidelas nos lábios retirando qualquer vestígio da prova do ápice. “Não acha, que... Agora eu mereço uma deliciosa foda?” de repente o menor se lembrara do que estava realmente acontecendo. Se não fosse bom o suficiente para satisfazê-lo, seria sem dúvidas muito mais do que somente machucado, enquanto pôde, encolheu seu corpo como um animal assustado.
“Não...” sussurrou medroso.
“Está com tanto medo assim?” falou acariciando as pernas de Allen e forçando-o a abri-las. Em um movimento rápido deitara por cima do outro. “Eu não vou te matar.” Falou olhando-o. Percebera o olhar de medo e estava com todos os músculos tensos.
“Me torturar?...” falou descrente.
“Também não. Ainda não, seu corpo está frágil e você é um virgem. Se eu te torturasse, te mataria sem dúvidas. Está com resquícios de drogas... Seu corpo está debilitado e sua mente então...” falou honesto. Suas palavras estavam carregadas de autoritarismo e confiança.
“Mas... Você quer sexo.” Falou com as bochechas coradas.
“Sim. Eu quero te possuir de todas as formas possíveis. E eu quero agora.” Despejou as palavras dando uma chupada nos lábios do outro. Beijava de leva o queixo, suas bochechas. Escutava murmúrios desgostosos, ainda medrosos e ingênuos.
“Cross... Não me machuque. Por favor.” Suplicou entre os beijos. Sentia todo o resto de sanidade que tinha quando sentiu o tecido da cueca de Cross e seu membro teso roçarem devagar em seu membro. Tinha acabado de gozar, mas estava claramente ficando excitado. Percebeu o sorriso de Cross em sua pele entre os beijos, o correspondia também, mas de um modo mais calmo, enquanto a língua do outro o procurava com urgência. O beijo estava demasiado molhado de modo que a saliva escorria de canto de boca de cada um, percebendo isso, Allen carinhosamente apartou o beijo e deu uma lambida no canto da boca de Cross. Começara pela primeira vez tomando inocentemente a iniciativa. Começou com beijos torturantes para o ruivo. Calmos e cálidos, a língua macia beijava toda a sua face, descendo para o pescoço dando leve mordidas seguidas de lambidas gostosas. Descia ainda mais chupando de modo tímido os mamilos de Cross, sentia que fora parado por Cross, que puxava seu cabelo forçando-o a subir e fazendo os olhares se cruzarem, corou percebendo que se deixara levar pelo momento. “Des-desculpe-me.” Falou medroso. O outro apenas riu percebendo o quanto o menor estava confuso.
“Allen... Não precisa se conter. Eu já disse. Eu te quero agora e te terei agora, sem torturas, não posso te matar.” Falou beijando-o. “Eu quero sexo. Mas, também preciso que a outra pessoa também se sinta bem.”
“Isso é uma promessa?” falou cessando o beijo sentimental de Cross.
“Não.” Disse sério encarando-o. “É uma condição. É impossível ter prazer com você morrendo. Eu quero você vivo e sentindo-me bem no fundo, gemendo loucamente.”
Allen corou e abraçou um pouco mais confiante Cross. “Se sente mais seguro? Já posso te fazer completamente meu?” sentiu um toque dos lábios de Allen em seu ombro e um sussurro dizendo ‘Faça-me’. Sentia que menos uma barreira existia para poder ter o que sempre quis.
Cross começou a beijá-lo fervorosamente e entre algumas chupadas, sussurrava algo malicioso. “Eu só estava à espera disso.” Allen suspirava entre os toques quentes de Cross e seu coração estava acelerado. Sentia que poderia morrer a qualquer momento de tantos sentimentos constrangedores que sentia e os comentários lascivos de Cross não ajudavam em nada. “Imagino o quanto você deve ser apertado.” falava e Allen sentia seus lábios marcados em sua pele. Seus toques desciam e seus mamilos eram violados gostosamente, sentia as bochechas quentes e sentia seu membro pulsar. “Allen, você é um virgem tão... fofo.” Disse masturbando-o devagar arrancando gemidos baixos e tímidos do garoto de cabelos descoloridos.
“Cross... Pare... de me tor-turar. Eu v-vou acab-ar gozan-” não conseguia terminar o que falara, pois fora virado rapidamente. Se encontrava deitado de bruços e a masturbação que Cross era ainda mais gostosa. A pressão de seu corpo e o corpo de Cross contra o colchão e seu falo estava totalmente amassado e continuamente acariciado. Allen nem percebera, mas Cross já havia se livrado de sua roupa íntima e brincava com seu membro. “Cr-ross... Eu es-tou falan-ddo a v-verda... de.” Cross realmente percebeu que o menor estava quase se desfalecendo, parou a masturbação e colocou dois dedos dentro da boca de Allen.
“Chupe.” Cross ordenou sentindo a língua molhada de Allen lamber e chupar seus dedos os retirou, quando sentiu que estavam bem melados e um fio de saliva saia formando uma trilha no ar quase transparente. “Eu vou te preparar. Vai doer.” Allen se desesperou ao ouvir o que o outro disse e se remexeu tentando mudar de posição. “Calma...” disse em um tom arrastado mantendo-o como estavam e com as pernas, forçou as pernas de Allen a se separarem e sem aviso penetrou um dígito dentro de Allen. Escutou um gemido de dor e com a mão livre acariciava as coxas de Allen tentando acalmá-lo, sem demorar muito, sentindo a excitação piorar com aqueles gemidos, penetrou outro dígito deixando Allen constrangido e mais uma vez com dor eminente. Gemia baixinho a cada movimento dos dedos de Cross e quando o mesmo começou a fazer movimentos de tesoura, sentia que iria rasgar-se ao meio. Chorava baixinho suplicando para que aquilo acabasse de uma vez.
“Cr-oss... Dói.” Falava baixinho, como se falasse para si mesmo. Cross começara a beijar as costas e a nuca de Allen e às vezes acariciava suas coxas e seu falo.
“Já, já passa. Quando se sentir melhor, me diga. Porque, eu... Já estou louco.” Falou no ouvido do outro o mordendo ali e percebendo o arrepio. Continuamente fazia os movimentos de tesoura dentro de Allen até que percebeu que o outro começara a rebolar contra seus dedos aprofundando-os e roçando o membro pulsante de Cross em suas nádegas. Retirou os dígitos de dentro de Allen e cuspiu no próprio membro pulsante, aqui serviria como lubrificante. Roçou a ponta do membro rijo na entrada de Allen, torturando-o e o fazendo gemer baixo. Enquanto isso beijava as costas de Allen, tentando acalmá-lo e sem aviso prévio o penetrou completamente, retirando um gemido agudo de Allen que sentia uma dor descomunal, Cross era bem diferentes dos simples dígitos, algo pulsando estava dentro de si. Doía e era quente, demasiadamente quente. Cross percebendo algumas lágrimas molharem o lençol começou a masturbar Allen devagar e sem parar os beijos cálidos em suas costas. Em algum tempo, não aguentara mais e começou instintivamente a penetrar Allen, era tão apertado que forçar seu membro a ficar lá dentro sem se movimentar e estar sendo esmagado, era torturante. Deitou-se completamente em cima do corpo de Allen e o penetrava gostosamente, continuava a masturbação bem devagar e os beijos eram distribuídos até onde os lábios de Cross poderiam chegar. Marcava-o e escutava o choro baixinho, as bochechas coradas e os gemidos controlados. “Se acalme” falou passando a língua no lóbulo de sua orelha depois a mordiscando. “Você... Vai se sentir melhor... Seu interior é muito apertado, não podia esperar mais.” Falou controlando a respiração pouco a pouco. Allen ficava calado tentando se controlar e resistir à dor. Por um tempo, sentia-se sendo altamente rasgado, mas com o tempo sentia um misto prazeroso que originalmente era somente dor. Rebolava contra o membro do outro em busca de uma sensação melhor do que aquela e conseguira. Cross aumentava o ritmo das estocadas fazendo com que os gemidos escapassem sem dó, em contrapartida, masturbava o menor mais devagar. Fazia e refazia esses movimentos até que em uma estocada forte, atingira um ponto específico de Allen, que gemeu alto arranhando a própria voz. Cross deu um de seus sorrisos sacanas e saiu de dentro de Allen. Escutou um urro desconcertado e virou Allen de costas para a cama e o colocou sentado em seu colo, percebeu o quanto estava corado e o rosto transmitia vergonha.
“Parece que alguém está menos medroso.” Falou maldoso roçando seu membro ereto e molhado na entrada de Allen.
“Por...q-que?” deu um gemido baixinho olhando para Cross e queria se enterrar em um buraco de tanta vergonha, gemia como Cross mandara anteriormente e inconscientemente. “Você saiu de dentro de mim.” Disse estranhamente. “Me sinto estranho, tenho vontade de senti-lo dentro e mais fundo.”
“Alguém também está perdendo a vergonha...” falou colocando a ponta de seu membro na entrada de Allen e simulando uma penetração. Allen gemeu e jogou a cabeça para trás esperando uma penetração e sentia grande vontade de ter um orgasmo junto de Cross. Esses pensamentos sujos e inadequados surgiam não sei de onde e assombravam completamente sua mente.
“Cross ande logo.” Falou em um fio de voz.
“Calma, eu estou esperando um pouco... Mas, se quiser posso voltar a te foder imediatamente.”
“Eu quero.”
“Quer o que?” disse cinicamente. “Me fala.”
“Penetre.”
“O que é isso? Você quer o que exatamente? Fale a minha língua.” Disse lambendo o pescoço de Allen.
“Me fode logo, por favor. Não me faça esperar mais.” Falou corado e sentou-se propositalmente em cima do membro alheio forçando uma penetração. Cross percebeu seu desespero e investiu fazendo com que seu membro ficasse totalmente dentro de Allen, que soltou um gemido melodioso aos ouvidos de Cross. As mãos de Cross estavam pousadas na cintura fina de Allen guiando os movimentos velozes e gostosos das investidas que dava dentro de Allen, era tão quente e apertado. Simplesmente delicioso.
“All-en... S-abia qu-e te foder e... é delicioso?” falou sem concordar nada com nada do que dizia. Sua voz saíra em suspiros, apenas para provocar o garoto de cabelos descoloridos. Sentia que às vezes Allen rebolava em cima de seu membro e por ele mesmo fazia movimentos. Começou então a beija-lo desesperadamente querendo encontrar seus lábios mais uma vez. A penetração forte que ambos faziam e os beijos descontrolados o fizeram rolar e cair na cama, dessa vez com Cross deitado, apesar de seus lábios se descolarem, Cross apreciava uma visão bem erótica de Allen fazendo movimentos em cima de seu membro. Suas mãos estavam estiradas para trás assim como sua cabeça, seu corpo todo subia e desciam em cima de seu pênis, arrancando gemidos e urros gostosos de Allen. Sentia que não aguentaria por muito tempo e chegaria ao ápice dentro de Allen, começara então a masturba-lo fortemente pegando sua atenção, estava um pouco corado, mas não deixava de gemer nem um pouco. Era uma cena lasciva demais para Allen. Estava fazendo movimentos rápidos em cima do membro de Cross, enquanto o outro o olhava fixamente, ambos gemendo e ainda por cima sendo acariciado de forma grosseira e gostosa pelas mãos do ruivo. Sentia que teria seu orgasmo logo. “Cr-oss... Eu... eu...” falava em sussurros desesperados, aumentava a velocidade pela loucura de querer sentir-se aliviado. Percebera o sorriso gostoso nos lábios de Cross e não aguentara, desfizera-se totalmente na mão de Cross, porem o outro continuava estocando-o e sentindo o interior de Allen se contorcer totalmente, acabou liberando todo seu sêmen dentro de Allen que gemeu mais alto quando sentiu um líquido quente o preencher. Caiu em cima de Cross, ainda, ambos com a respiração descontrolada. Ficaram se encarando ali. Parados, até que um dos dois tivesse coragem de quebrar o silencio que reinou por um tempo.
“Não... Vai sair de dentro de mim?” perguntou com as bochechas coradas e os olhos ainda cravados nos de Cross.
“Não.” Disse abraçando-o e colando mais seus corpos.
“Deve estar um nojo. O meu sêmen está nos sujando.” Falou rebatendo-o.
“Não me importo. Ainda estar dentro de você depois de gozar, é uma sensação gostosa. E você é bem apertadinho, melhora ainda mais a sensação.” Deixou o garoto propositalmente envergonhado.
“Me larga...” falou tentando debruçar-se do outro.
“Já disse que não quero.” Falou abraçando o outro com mais firmeza. “Apenas... descanse. Amanha não se preocupe se eu não estiver aqui.” Falou bagunçando alguns fios de cabelo. “E você não vai morrer.... Ainda.” Percebeu então que o outro estava desacordado. Obviamente, efeito dos resquícios das drogas que havia sido submetido a experimentar, somado ao cansaço de sexo com Cross.
End.
Notas finais
Espero que tenha gostado Fany *-*
Adeus~
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